O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vaticano libera a camisinha


Vaticano libera a camisinha

Imagina-se que os próprios padres pedófilos passarão a usar preservativos nas suas atividades extra-religiosas e que diminuirá o número de afilhados de padres mais ardorosos nas regiões interioranas.

Por Rui Martins (*)

Exército boliviano se recicla


 Exército boliviano se recicla
 Enquanto Folha e O Globo se preocupam com a ficha de Dilma, Exército boliviano se declara socialista e em favor da luta pela soberania e pela dignidade nacional.

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


Meirelles ainda quer mais autonomia

Por Altamiro Borges*

Ávida por interferir na montagem do ministério do governo Dilma Rousseff, a mídia oligárquica parece preocupada com o futuro do atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Há boatos de que a presidenta eleita não o manterá no cargo. Os tais “agentes do mercado”, que têm espaço privilegiado nos veículos de comunicação, dizem temer pela “estabilidade da economia” – na verdade, eles temem por seus lucros exorbitantes e criminosos na especulação financeira.

Diante a boataria, Henrique Meirelles tentou um golpe de mestre, mas parece que se deu mal. Ele teria dito à imprensa que foi convidado a permanecer na função, mas que “impôs condições”. A principal seria maior autonomia do Banco Central. É muita petulância. Hoje, a instituição já goza de uma baita autonomia. Nos últimos oito anos, o BC manteve o tripé neoliberal da política macroeconômica – com juros elevados, superávit primário e libertinagem cambial.

Mídia é a pauta da vez na América Latina

Reproduzo artigo de Marcelo Salles, publicado no site Opera Mundi*

Nossa América dá sinais, cada vez mais constantes, da necessidade de rever o modelo de comunicação a que estamos submetidos. Primeiro foi a Venezuela, que impulsionou a criação de uma televisão multi-estatal, a Telesur, em parceria com Cuba, Argentina e Uruguai. A medida foi tomada logo após a tentativa de golpe de Estado contra o presidente Chávez, em 2002 – golpe esse que contou com apoio decisivo das corporações da mídia privada venezuelana.

Em 2007, o Brasil cria a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), que une a Radiobrás e a TV Educativa do Rio de Janeiro num projeto de comunicação pública – ainda imperfeito, mas com capacidade suficiente incomodar, a ponto de jornais neoliberais dedicarem editoriais exigindo o fim da iniciativa.

No ano seguinte foi a vez da Bolívia criar um jornal estatal, El Cambio, de formato tablóide e preço popular. Inicialmente com 5 mil exemplares, dois anos depois o jornal boliviano já alcançou o primeiro lugar em vendas e desbancou os tradicionais La Prensa e El Razón.

A Argentina enfrenta o monopólio dos grupos privados e o governo Kirchner leva adiante a Ley de Medios, que atinge duramente as corporações privadas.

Tânia Bacelar Araújo: “estamos distribuindo renda com uma mão e concentrando com a outra”

Em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, a socióloga discute duas questões importantes suscitadas pela vitória de Dilma Rousseff: o movimento conservador e a atuação do nordeste

Ao IHU On-Line*

A eleição de Dilma suscitou duas questões importantes que precisam de reflexão e discussão no Brasil: o movimento conservador que levantou bandeiras preconceituosas durante as eleições movendo votos consideráveis e, também, o crescimento da discussão política que envolve a atuação do nordeste, antes esquecido e renegado no ‘canto do país’. “O nordeste tem 28% da população total do Brasil, mas tem metade dos que ganham salário mínimo no país. Nesse sentido, o nordeste foi bastante beneficiado por essa política. Aumento de renda significa aumento de consumo e o aumento de consumo destacou a economia do Brasil, mas, particularmente, do nordeste”, relatou a professora e economist Tânia Bacelar de Araújo durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone.

A economista analisou as principais transformações que o nordeste viveu nos oito anos de governo Lula e refletiu sobre o protagonismo que a região vem explorando e o preconceito que cresce contra os nordestinos no país. Além disso, ela também falou sobre suas expectativas em relação ao governo Dilma. “Para as mulheres, a chegada de Dilma é simbólica. As mulheres, até 1930, sequer votavam. A taxa de analfabetismo feminina até metade de século XX era o dobro da masculina. Então, as mulheres, no século XX, fizeram um esforço grande de se qualificar porque foi o canal de entrada na vida pública que nós escolhemos”, manifestou.

domingo, 21 de novembro de 2010

O papel de Lula no governo de Dilma

Por Ricardo Kotscho*
 
Num ponto, pelo menos, as personalidades de Lula e Dilma são muito semelhantes: os dois são teimosos, não gostam muito de ouvir palpites e conselhos, e apreciam exercer a autoridade, às vezes de forma brusca, deixando claro quem manda.

Por isso mesmo, não dou crédito a esta história de que o governo Dilma será apenas um terceiro mandato de Lula com outro nome. Quem diz isso não conhece a Dilma nem o Lula.

Claro que o futuro ex-presidente estará sempre à disposição da presidente eleita para colaborar, ajudar na articulação política e nos momentos de crise, mas só quando for chamado por ela, por iniciativa dela, jamais dando uma de oferecido. Não é do feitio dele.

O Globo e Folha “torturam” Dilma

Por Altamiro Borges*

Ainda lambendo as feridas da derrota do seu candidato, a mídia demotucana já afia as suas armas para “torturar” a presidenta Dilma Rousseff. No seu arsenal, ela não vacila em utilizar os arquivos da ditadura, dando voz aos torturadores e carrascos. Com base num processo movido pela Folha, o Superior Tribunal Militar liberou nesta semana alguns documentos deste sombrio período. O STM bem poderia liberar também os relatórios sobre a cumplicidade da mídia com os golpistas.

Jogo sujo e combinado

Na sexta-feira, 19, o jornal O Globo – pertencente à famíglia Marinho, que ergueu o seu império com o apoio dos golpistas – foi o primeiro a explorar o arquivo. Pareceu até jogo combinado. A ávida Folha conseguiu os papéis e O Globo deu a largada com o título “Documentos da ditadura dizem que Dilma 'assessorou' assaltos a bancos”. O jornal informa que os dezesseis volumes de anotações liberados pelo STM “descrevem a ex-militante como figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e ‘assessorou assaltos a bancos’, e nunca se arrependeu”.

Com base nas opiniões dos carrascos, O Globo diz que Dilma era chamada de “Joana D’Arc da subversão” e que seria “uma figura feminina de expressão tristemente notável”. Ele ainda destaca o relatório sobre os militantes da VAR-Palmares escrito pelo delegado Newton Fernandes. Em 12 linhas, ele traça o “perfil” de Dilma: “Uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais... É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas... Trata-se de uma pessoa de dotação intelectual bastante apreciável”.

A cada um sua democracia: Folha de S. Paulo e o arquivo de Dilma

O Brasil da Folha de São Paulo (e de outros órgãos de imprensa muito bem identificados) insiste na tática da desinformação, da meia verdade ou da meia mentira, o que vem dar no mesmo, usando aquilo a que chamam de liberdade de imprensa, da sua liberdade de imprensa, bem entendido, como uma espécie de chantagem moral (aqui sim) sobre toda a sociedade brasileira. Uma chantagem que ainda conta com o beneplácito de muitos de seus incautos leitores ou do apoio daqueles que insistem em querer dividir o país através do preconceito, do ódio, da intolerância.

Por Izaías Almada*

Não é curioso, amigo leitor, que ao terminar a primeira década do século XXI, a velha imprensa brasileira (aqui no sentido de antiga mesmo e carcomida) insista em não querer aceitar a vitória da presidente Dilma Roussef? Ou melhor: insista em “investigar” o passado da candidata eleita, substituindo a polícia da ditadura civil/militar que infelicitou o país nos anos 60?

Porque não é outra a atitude do jornal Folha de São Paulo ao se regozijar com a abertura dos arquivos de posse do Superior Tribunal Militar, pomposamente recebida como uma “vitória da sociedade brasileira”, para bisbilhotar sobre o passado de uma ex-presa política.

A nova consciência democrática do povo

Por Emir Sader*

O enorme apoio do governo Lula vem, sobretudo, dos resultados das políticas sociais do governo. O apoio é tão generalizado (mais de 80% e apenas 3% de rejeição) que fica difícil distinguir diferenças por nível de renda ou de escolaridade, mas o resultado eleitoral permite ver como os setores de apoio mais firme - os que deram inequivocamente a vitória a Dilma - foram os de menor nível de renda. Visível também porque foram os apoios amplamente majoritários nas regiões com um peso predominante dos pobres – como o norte e o nordeste.

Uma das questões que se coloca é saber a que se deve a diferença entre o índice de apoio do governo e a votação da Dilma. Claro que o apoio ao governo tem matizes – do ótimo ao regular – e estes refletem disposição de transferência do voto a Dilma o apenas anuência diante das relações inegáveis do governo Lula.

Mas foi possível perceber que, colocados diante da comparação entre os governos Cardoso e Lula – ou diante da percepção do que viveram nos anos 90 e do que passaram a viver na primeira década deste século -, uma grande maioria de brasileiros opta pela continuidade e aprofundamento do governo Lula com Dilma. Foi diante dessa barreira que o candidato tucano buscou um atalho – buscar desviar o debate dessa comparação política para um tema como o aborto e seus desdobramentos religiosos, no circuito das igrejas.

Joaquim Nabuco (1849/1910): O mais republicano dos monarquistas

por Chico Alencar

Pontos na costura da vida de um pensador na política.

1. Marcas da infância: filho da elite, sensível à miséria do entorno. Passou a meninice cercado de mucamas e mimos (nunca lhe foi permitido andar a cavalo, e tinha nojo de toicinho e manteiga, por exemplo) no Engenho Massangana, em Cabo de Santo Agostinho (PE). “O traço de toda uma vida é para muitos um desenho de criança esquecido pelo homem, mas ao qual ele terá sempre que se cingir sem o saber” (‘Minha Formação’): o jovem negro – 18 anos presumíveis – que se lança sobre o menino na sacada da Casa Grande, suplicando que o comprasse, para amenizar os suplícios que sofria do senhor vizinho... “Foi este o traço inesperado que me descobriu a natureza da instituição com a qual eu vivera até então familiarmente, sem suspeitar a dor que ela ocultava”. De alguma maneira, Nabuco traiu suas origens de classe, com toda uma vida que poderia não ter sido e foi...

2. A causa vital: a emancipação dos escravos, a ‘dignidade humana’ – pela qual pautou todas as outras carreiras (advogado, historiador, ‘sociólogo’, jornalista, escritor, diplomata e deputado, contrariando parte de suas ‘bases’). Causa norteadora, balizadora, mas não exclusiva. Funda, com André Rebouças e José do Patrocínio, a Sociedade Abolicionista Brasileira – sempre na expectativa de que houvesse um Terceiro Reinado. Em carta, aos 34 anos, diz que prometera fazer de sua vida um protesto contra a escravidão, “nada querendo dela, esperando como os escravos o meu dia”. “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Perpassava todas as instituições e maneiras de ser – invadia todas as atividades, todas as classes, todas as mentes. Suas sequelas: “a alma infantil”, “o silêncio sem concentração” e “as alegrias sem causa”. Para Nabuco, o senhor, por ser senhor, também ficava diminuído como cidadão, lembrando, de alguma forma, a dialética da dependência entre senhor e escravo, de Hegel. Completando seu curso de Direito em Recife, escandalizou a sociedade ao ajudar, em juri, aos 20 anos, na defesa de um escravo (Thomaz, 27 anos) acusado de assassinar uma autoridade (que o mandara açoitar barbaramente, em praça pública), e um guarda da prisão, de onde escapara. “Na origem desse processo dois crimes havia: havia a escravidão, havia a pena de morte. A escravidão levara Thomaz – que era bom e fez-se uma fera – a praticar o primeiro crime, a pena de morte a perpetrar o segundo”. Vitória parcial do jovem causídico: Thomaz teve a pena de morte comutada em prisão perpétua.


Lungarzo: “A chegada de uma ex-torturada à presidência pode provocar reflexão na sociedade” – Especial pro QTML?


Carlos Alberto Lungarzo é ativista dos Direitos Humanos, sendo membro, desde 1982, da Anistia Internacional – que ajudou a fundar na Argentina, onde nasceu – e voluntário do Alto Comissionado das Nações Unidas para os refugiados. A estes deu sua contribuição no Brasil, América Central e México. Escreveu o livro "Vendetta!" sobre o julgamento do escritor italiano Cesare Battisti e colabora com duas ONGs da esquerda americana: a “Anwer.org” e a “Move On!”. Para honra minha, é atualmente co-editor do "Quem tem medo do Lula?", onde publica seus artigos diretamente.

Nesta entrevista, concedida numa agradável noite, em uma das varandas do Campus da UFRJ na Praia Vermelha – onde esteve para participar de um seminário sobre jornalismo – ele fala sobre a necessidade de que se esclareçam os crimes da ditadura militar brasileira.

Para ele, ao querer acesso aos documentos referentes à atuação de Dilma na ditadura, a mídia quer “criar agitação e confusão”, na tentativa de “suprimir a realidade, através de informações forjadas, que não são corretas – ou que, mesmo sendo corretas, são agitadas e colocadas fora de contexto, produzindo um impacto maior do que teriam naturalmente.” Por outro lado, ele considera que “se for contado o que de fato aconteceu com ela, é grande a possibilidade de aumentar o grau de consciência da sociedade.”

Conclui lamentando que o nosso sistema judiciário seja “uma ditadura, que não presta contas a ninguém, que se impõe por pressão e que usa uma linguagem ininteligível para o povo.” Sem que isto seja mudado, “nada de democracia”.

Por Ana Helena Tavares*, entrevista realizada em 17 de Novembro de 2010

Você nasceu na Argentina e se exilou no Brasil, depois do golpe lá. Como foi isso?

sábado, 20 de novembro de 2010

A anta que virou elefante num domingo espetacular

 Então, ficamos combinados assim: uma anta é uma anta, um elefante é um elefante, a resposta dada por algumas comunidades tem tromba e é grande, mas não é elefante, e o Edir Macedo é....bom todo mundo sabe o que é Edir Macedo.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Nosso racismo é um crime perfeito

O antropólogo Kabengele Munanga fala sobre o mito da democracia racial brasileira, a polêmica com Demétrio Magnoli e o papel da mídia e da educação no combate ao preconceito no país

Por Camila Souza Ramos e Glauco Faria*

Fórum - O senhor veio do antigo Zaire que, apesar de ter alguns pontos de contato com a cultura brasileira e a cultura do Congo, é um país bem diferente. O senhor sentiu, quando veio pra cá, a questão racial? Como foi essa mudança para o senhor?

Kabengele - Essas coisas não são tão abertas como a gente pensa. Cheguei aqui em 1975, diretamente para a USP, para fazer doutorado. Não se depara com o preconceito à primeira vista, logo que sai do aeroporto. Essas coisas vêm pouco a pouco, quando se começa a descobrir que você entra em alguns lugares e percebe que é único, que te olham e já sabem que não é daqui, que não é como “nossos negros”, é diferente. Poderia dizer que esse estranhamento é por ser estrangeiro, mas essa comparação na verdade é feita em relação aos negros da terra, que não entram em alguns lugares ou não entram de cabeça erguida.

Uma rede que transforma a educação e o país

Encontro reúne 50 professores finalistas do Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais, que fazem parte de uma rede que começa a ganhar corpo no Brasil

Por Adriana Delorenzo*

“Já te chamaram de louco? Você está no caminho certo.” Foi esse o recado de um dos 50 professores no Encontro de Finalistas do Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais. Durante dois dias, todos estiveram em Brasília, onde o relato das experiências revelou o esforço de cada um para colocar em prática alternativas simples, mas capazes de transformar a realidade local. No encerramento, os educadores avaliavam que saíam da capital federal e voltavam para seus municípios fortalecidos e com a esperança de que outro mundo é possível. E, claro, todos torcendo para serem premiados pelo concurso que levará cinco professores a Dakar, no Senegal, para participar do Fórum Social Mundial de 2011.

Comentando os documentos sobre Dilma

Do meu companheiro e amigo Gustavo Medeiros, 
publicado pelo blog do Nassif

O problema é que na própria reportagem de o Globo sobre o inquérito não mostra que ela assessorou o assalto.
"descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.
Onde está Descrição? Não era relevante para estar na reportagem? Eram baseados em fatos ou eram apenas Achismos dos órgãos de repressão?
Mostra também que a Dilma não necessariamente sabia dos eventos ocorridos.
"Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros."
Aliás, Adhemar de Barros não tinha reputação de honesto.
Outra coisa, os integrantes das organizações não necessariamente sabiam das ações uns dos outros, havia uma grande autonomia nas ações por medida de segurança, a razão é obvia, se um “caía” nem sempre todos cairiam. Por isto, nem a Dilma Rousseff e nem o esposo dela sabiam os nomes verdadeiros um dos outros.
Na ditadura, houve alegação ridícula de que Vladimir Herzog era da KGB. O que prova que eles não eram bons de avaliação ou, pelo menos, belos mentirosos e manipuladores.

As viúvas de Eike Batista

Eike Batista dá seu lance durante um leilão realizado no Hotel Copacabana Palace - Fotocom / Oi
 
Acalmem-se senhoras que o Eike volta! Já disse que volta! Querem mais o quê? Que dê uma de Madona interpretando Evita Perón e cante, lá de seu Jurerê do Rio de Janeiro para vocês ouvirem no daqui: “Don’t cry for me Santa Catarina!”?


Por Raul Longo (*)

COM O PROCESSO DE DILMA, A "FOLHA" PARIU UM RATO

Celso Lungaretti (*)


Bem que, há quatro dias, eu antecipei: depois de tanto haver lutado para obter o processo a que Dilma Rousseff respondeu durante o regime militar em tempo de produzir algum factóide capaz de influir na eleição presidencial, a Folha de S. Paulo seria agora "obrigada a soltar alguma reportagem" baseada no entulho ditatorial que tardiamente desencavou.

A matéria Dilma tinha código de acesso a arsenal usado por guerrilha, da edição deste sábado (20), confirma tal previsão e também a que fiz em seguida:
"Pela qualidade atual do jornalismo da Folha, canto a bola desde já: vai ser imensamente inferior à da Época".
Ou seja, a revista Época publicou em agosto uma matéria de capa sobre Dilma que, se não foi perfeita, pelo menos tentou manter tanto equilíbrio e isenção quanto são possíveis em nossa grande imprensa.

Os questionamentos dos partidários de Dilma foram muito mais quanto ao momento escolhido para se dar tamanho destaque a seu passado de resistente e presa política, do que à forma como ele foi abordado.

Bem diferente da Folha, que produziu texto tão malicioso quanto aquele com o qual tentou vincular Dilma a um mirabolante plano de sequestro, nem sequer tentado; ou quanto o ridículo e rapidamente desmoralizado artigo de um seu colunista, tomando ao pé da letra uma piada de mau gosto do Lula sobre estupro.

Noblat: "Eu nunca preguei golpe nem nunca tive rabo-preso"

Prof. Laurindo Lalo Leal e Ricardo Noblat em foto que tirei em evento recente na UFRJ. Quem conhece sabe que a diferença entre os dois é a mesma do vinho pra água. Ao final, um cara provocou o Noblat perguntando o que ele achava de "dizerem por aí" que ele faz parte do chamado PIG. Visivelmente irritado, ele respondeu: "Nunca preguei golpe nem nunca tive rabo-preso". Não me aguentei de rir...

Ana Helena Tavares

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O comentarista da RBS responde ao Brasil: "Eu luto pela felicidade das pessoas!"...


 
A resposta da Besta

Afirmam os  veterinários que, comparativamente, um ano de vida para um cão de porte médio equivale a 7 anos de vida de um ser humano. Nessa linha, comparando-se a idade do apresentador da RBS ao Diabo, evidencia-se que a capacidade intelectual do apresentador se assemelha a de Lúcifer no tempo em que também era chamado de Cão, mas mais comumente de A Besta.

O que melhor se ilustra na resposta (vídeo acima) de hoje à reação nacional às suas afirmações no almoço de ontem.
Por Raul Longo (*)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Qualquer miserável tem preconceito

  Qualquer miserável tem preconceito

Manifestações, zombarias, ocorriam  antes de 2010. Agora, após a eleição de Dilma, o riso virou zurro e fúria.

Por Urariano Mota (*)


SEM RODEIOS, BASE DO GOVERNO COBRA A CONTA DA ELEIÇÃO

INCONFIDÊNCIAS DE UMA BASE SEDENTA
Autor(es): Igor Silveira
Correio Braziliense - 18/11/2010

Vazamento do áudio de reunião entre líderes aliados mostra como os partidos cobram a fatura do apoio na corrida presidencial de forma incisiva. Ao mesmo tempo, falam abertamente de temas espinhosos, normalmente tratados com recato e diplomacia, como reajustes e financiamento da Saúde

A fatura eleitoral cobrada, até então, de maneira velada por integrantes de partidos da base governista tornou-se pública, ontem, durante uma reunião originalmente privada do Conselho Político. O órgão é composto por presidentes e líderes das siglas aliadas ao governo federal, pelos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento; e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a primeira hora do encontro, o áudio do evento, que deveria ser ouvido somente na sala de audiências do terceiro andar do prédio, vazou em uma caixa de som instalada no comitê de imprensa, no térreo do Palácio do Planalto. O resultado: uma enxurrada de pedidos, questionamentos e até ameaça velada de greve aos dois chefes de pasta que têm relação direta com a transição e são nomes certos no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

A reunião foi marcada para o início da tarde, na sala onde Lula recebe visitas reservadas, ao lado do gabinete presidencial. A equipe responsável por operar os microfones utilizados no encontro do Conselho Político testava aparelhos adquiridos há pouco tempo pela Presidência. Um comando acionado por descuido permitiu aos jornalistas acompanharem grande parte das discussões. No ambiente privado, os discursos com tons conciliadores foram menos constantes e os parlamentares trataram de assuntos delicados, que costumam ser respondidos, em público, com frases genéricas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

OS "MISERÁVEIS" E O AUTOMÓVEL

OS “MISERÁVEIS” E O AUTOMÓVEL


Laerte Braga



Uma jovem francesa de nome Sabrina foi trocada pelos pais como parte do pagamento por um carro usado. À época tinha 23 anos e hoje tem 30. Doente, foi deixada à porta de um hospital em estado lastimável. O fato não aconteceu no Irã, mas na França, na cidade de Melun.

O jornal francês LE POST cita os nomes dos proprietários do carro, Franck Franoux e Florence Carrasco. O valor estimado da prestação paga em forma de Sabrina foi de 750 euros, algo como 1 760 reais.

Sabrina viveu em cativeiro entre 2003 e 2006, acorrentada a um abrigo. Tomava conta dos filhos do casal, foi queimada várias vezes com pontas de cigarros, ferro quente, espancada com barras de ferro e obrigada a manter relações sexuais com outros homens que pagavam ao casal para isso (naturalmente por conta de outras prestações atrasadas).

Atenção: OSX desiste de instalar o estaleiro em Santa Catarina

Adeus Santa Catarina: O homem que quer todo o poder em suas mãos, descobriu que o dinheiro não compra tudo.
  A luta foi grande e vencemos o homem mais rico do país. Isso tem de ficar nos anais da história dessa região e desta cidade. Isso merece um marco, uma comemoração para que as futuras gerações jamais esqueçam do poder da multidão. E sugiro que ali, onde a Polícia Naval nos devolveu nosso herói, a ele seja erigido um marco. E que nele se inscreva: “Aqui, em tal data, um manézinho pescador desta baía fez o homem mais rico do Brasil tomar senso e ir embora desse canal!”
Por Raul Longo (*)

PARA A "FOLHA", OURO DE TOLO É VITÓRIA DA SOCIEDADE

Celso Lungaretti (*)

Em 2009 a "Folha" tentou envolver Dilma num sequestro que não houve, além de usar como ilustração uma ficha falsa que encontrou na web.

Simancol é o que mais falta para o jornal da  ditabranda: mancheteia triunfalmente a obtenção do que queria usar durante a campanha eleitoral e agora não lhe servirá de quase nada.

Foi garimpar, só encontrou ouro de tolo e ainda tenta apresentá-lo como uma "vitória da sociedade". Me engana que eu gosto.

Finda a eleição presidencial, o Superior Tribunal Militar, como Deus e o mundo sabiam que faria, liberou para a Folha de S. Paulo o processo a que Dilma Rousseff respondeu durante a última ditadura, quando foi presa como dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares e barbaramente torturada.

A decisão foi tomada nesta 3ª feira (16/11), por 10 votos a 1.

Brasil é o país com mais iniciativas sociais inovadoras em seminário nos EUA

Do site Brasília Confidencial*

O “Seminário Inovações Sociais na América Latina e no Caribe”, que será realizado no Instituto das Américas da Universidade da Califórnia, de hoje (17) até sexta-feira (19), apresentará as 25 melhores iniciativas sociais inovadoras da última meia década.

O Brasil, com sete iniciativas selecionadas, será o país com mais representantes, seguido por Argentina (5), Chile (2) e Equador (2). Outros países como Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, México, Paraguai e Peru tiveram apenas uma iniciativa selecionada.

As 25 iniciativas sociais inovadoras foram escolhidas para o seminário entre 4,8 mil apresentadas, em cinco edições do concurso “Experiências em inovação social”, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com o apoio da Fundação Kellogg.

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção dos Adolescentes do Trabalho Doméstico em Belo Horizonte (MG); ações de saúde comunitária na Floresta Nacional dos Tapajós; o projeto Reflorestamento Econômico Consorciado e Andesado (Reca); e a estratégia de redução da mortalidade materna, perinatal e infantil conhecida como “trevo de quatro folhas”, são algumas das iniciativas que serão debatidas nos Estados Unidos.

*FONTE: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/governo-lula-10/brasil-e-o-pais-com-mais-iniciativas-sociais-inovadoras-em-seminario-nos-eua-30131.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O fascismo difundido pelo monopólio RBS sobre a imprensa catarinense ganha repercussão nacional

Por Raul Longo (*)

Como se confere no vídeo abaixo, para o fascista Luís Carlos Prates governo com 80% de aprovação popular e ampla maioria de votos eleitorais é espúrio por possibilitar moradia aos cidadãos e garantir o direito de ir e vir.

Legítimos são os governos eleitos por votos condicionados pela mídia, como os que elegeram no estado o candidato da coligação formada por políticos sob suspeita de ligação ao tráfico internacional ou por agentes e promotores de especulação empresarial em áreas de preservação ambiental e superfaturamento em contratações de astros internacionais.

Luís Carlos Prates prejulga que pessoas pobres não se suportam e não lhes reconhece o direito de saírem de suas casas onde deveriam se manter sobre prisão familiar. Para o fascista, os pobres só poderiam se afastar da senzala para trabalhar através do deficitário sistema de transporte coletivo, pois atropelam as pessoas com seus automóveis adquiridos pela democratização da economia por um governo que considera espúrio.

Revolução cubana se move criticamente

Reproduzo artigo do teólogo Frei Betto, publicado no site CubaDebate*

Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.

Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas. Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.

Mas Paulo Freire não é o primeiro latino-americano a falar dessa metodologia. Para fazer justiça com a história, o primeiro que praticou educação popular foi José Martí. Martí dizia que era necessário levar os professores aos campos. E com eles, a ternura que faz falta aos homens. Seguramente o Che tinha lido essa frase quando disse que havia que endurecer, mas sem perder a ternura. Para Martí, “popular” não o era no sentido de pobre, mas de povo. A distinção rígida que se aplicava na Europa entre classe operária e burguesia, não se aplicava à América Latina. A luta aqui era entre aqueles que lutavam pela justiça e aqueles que tentavam manter a injustiça. Tudo não se explica por origem de classe. Se todos os pobres fossem revolucionários, não haveria capitalismo na América Latina.

Eleição das Mesas do Congresso testa solidez da aliança governista

Valor Econômico* - 16/11/2010

As eleições para as presidências da Câmara e do Senado são o primeiro teste da aliança entre PT e PMDB no governo Dilma Rousseff. O início das negociações terminou mal: os deputados do PT não admitem o revezamento no comando da Câmara, sem a devida reciprocidade da bancada do PMDB no Senado. Os senadores pemedebistas, por seu turno, nem sequer admitem analisar a hipótese de em 2013 entregar o cargo atualmente ocupado por José Sarney (PMDB-AP) a um representante do PT.

O conflito será mediado pela presidente eleita Dilma Rousseff, com a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Interessa ao governo federal uma solução que concilie os dois partidos. Apesar da maioria nominal folgada obtida pelo governo nas duas Casas do Congresso, sobretudo no Senado, só a prática da atividade legislativa vai mostrar qual é a maioria real de Dilma - a chamada base de sustentação do governo é muito fragmentada partidariamente.

As negociações entre os congressistas estão avançadas. A tendência é que Sarney seja reeleito no Senado - embora ele diga que não quer e o PT prefira renovação - e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), eleito na Câmara no próximo biênio. Mas será preciso muita conversa até 1º de fevereiro, quando os novos parlamentares tomam posse e elegem as Mesas Diretoras.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOS Santa Catarina: Manifesto InterUniversitário/Estaleiro-Fosfateira

Publico manifesto enviado pelo companheiro Raul Longo:

Cientistas e acadêmicos de Sta. Catarina evocam a Constituição Brasileira em pedido de socorro ao estado ameaçado pelo planejamento neo-liberal do governo que ora se finda, mas será substituído por seu correligionário do DEM com a indefectível aliança tucana, sem por isso desmerecer o franco apoio do PT local.

Um desastre de enormes proporções que pode já ter sido evitado ou liberado na última sexta-feira, mas somente será anunciado na próxima 4ª Feira (17/12/2010).

Trata-se da definição do futuro da população de toda uma região com mais de 6 municípios e chega a ser cruel e criminoso o alijamento destas populações no processo que pode ter decidido a extinção de seus meios de sobrevivência provocando total inversão de suas tradições e degradação de qualidade de vida.

Se contrária aos interesses dessa população em atendimento aos escusos interesses de meia dúzia de empresários, a decisão a ser anunciada provocará sérios desgastes para o governo federal já no início do mandato de Dilma Rousseff e com ainda mais profundas repercussões nacional e internacional, após o início das atividades dos empreendimentos com previstos resultados negativos que tanto se evidenciam.

Todo o litoral de Santa Catarina será destruído, mas a imagem do estado como paraíso turístico litorâneo do sul do país não será a única a ser afetada. 

Marcelo por Marcelo, eu fico com o Freixo




Dica de vídeo do meu sempre combativo amigo Gilson Caroni Filho.

Ainda o Tiririca

Não sou contra a eleição de quem quer que seja. Muito menos à do Tiririca. Um democrata deve respeito à vontade do eleitor. O único problema é que NÃO HÁ DEMOCRACIA na escolha dos candidatos e nem tão pouco no serviço de comunicação prestado por meio de concessões públicas, que são outorgadas às empresas privadas de Rádio e TV. Tiririca não foi eleito pelo povo mas sim pela mídia. E só foi eleito graças aos programas que tem e que dão oportunidade ao povo de conhecê-lo. Isto até seria democrático se os políticos tradicionais também tivessem o mesmo espaço na TV para conquistar  eleitores. Mas estes, e não por acaso, só são vistos na TV quando envolvidos em escândalos. Se duvidam da afirmativa, que procurem um só programa na grade de todos os canais(olha que são muitos), que mostre políticos de diferentes correntes  ideológicas, debatendo entre si, e o que seria o ideal, com a nossa participação. Os problemas são muitos e o desconhecimento a respeito deles maior ainda. Com essa atitude de retirar a política da grade de programação, o que aliás já é feito há décadas, a mídia contribui para que as pessoas parem de acreditar que é na política e nos políticos que se deve procurar soluções para os seus problemas. Um prato feito para o fechamento do congresso e a volta de uma ditadura.

domingo, 14 de novembro de 2010

Na hora das mudanças



 Na hora das mudanças

Regulação da mídia eletrônica significa fortalecer a liberdade de expressão, fator importante e indispensável para o aprimoramento do processo democrático.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)


Padres, pastores, despachantes



Padres, pastores, despachantes

  

E os emigrantes na África ? Nenhum representante, os candidatos do Japão e do Líbano levaram tudo. Não vi a foto de todos os eleitos, mas me parece – posso estar errado – não tem negro e nem mulato, embora a grande maioria dos emigrantes brasileiros tenha um pé na África.

 

Por Rui Martins (*)

Fusão entre PMDB e DEM no telhado

Autor(es): Denise Rothenburg
Correio Braziliense - 14/11/2010

Como o rearranjo das legendas teria chance de gerar indisposições na aliança com o PT e influir de forma negativa na base de Dilma, união ficou improvável

O PMDB praticamente desistiu de levar adiante a ideia de incorporar o DEM às suas fileiras. Nas conversas que o vice-presidente eleito, Michel Temer, manteve nos últimos dias dentro do próprio PMDB, ele concluiu que a união é praticamente impossível, embora seja do desejo de Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo. A prioridade, no momento, diz ele, é a relação PT-PMDB. “Não pode haver traumas entre PT e PMDB”, diz Temer.

Como vice-presidente, ele vai defender no partido que todo e qualquer movimento de rearranjo partidário tenha por base este aspecto: preservar a política da boa vizinhança entre as duas principais legendas que sustentarão o governo de Dilma Rousseff e dele próprio. “Não pode haver desconfianças”, prega.

HOUVE FRAUDE ELEITORAL? (Eu apostei aqui: 2% a menos que a boca de urna)

Gustavo Arja Castañon

Enterro dos ossos eleitorais 3

Minhas últimas palavras neste micro-artigo no “Quem tem medo do Lula?” sobre a eleição passada são: eu avisei. Curiosamente, num fenômeno que desde 82 desafia a estatística, quando as urnas se abrem o candidato mais à esquerda tem no mínimo menos dois por cento, e o mais à direita, no mínimo mais dois por cento em relação às pesquisas de boca de urna.

Não foi diferente este ano. A boca de urna Ibope deu a vitória a Dilma Rousseff com 58% dos votos, contra 42% de José Serra. As urnas eletrônicas deram 56% à Dilma e 44% à Serra. Numa pesquisa de amostra de 55.000 eleitores, uma diferença no limite da margem de erro. Se Serra estivesse ascendente e Dilma descendente teria sido assim?

Aqui vai uma tabela com os resultados estranhos desta eleição (acima da margem de erro de 2%) e o do primeiro turno da eleição passada. Já tinha postado esta tabela em artigo anterior neste blog (http://quemtemmedodolula.blogspot.com/2010/10/houve-auditoria-do-software-das-urnas.html), onde listei uma série de evidências de que a segurança do processo eleitoral brasileiro está completamente comprometida e seus resultados não tem credibilidade.

Olurun Eke e a República incompleta

Solano Trindade. Foto: arquivo da Agência Estado.
No Dia da Consciência Negra, é preciso repudiar a História do Brasil como um suceder de arranjos, combinações, "jeitinhos" em que o conflito nunca aparece ou, se vem à tona, é considerado como "coisa externa à nossa gente".

Por Gilson Caroni Filho (*)

O cafofo da Rua da Instalação

O cafofo da Rua da Instalação

Qual foi o papo que esse gringo de Boston engrenou pra convencer nossas mulheres, inclusive menores de idade, a ficarem peladas? A Ciência. Tudo em nome da ciência.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

A volta da CPMF apavora a oposição, por um simples motivo: proteger os que sonegam

Todos deveriam saber que não é o valor cobrado da
CPMF que incomodava a oposição, os empresários
e a elite brasileira de um modo geral.

Entretanto, a mídia fez o papel de desinformar as pessoas
a cerca de quem realmente pagava a CPMF e não informaram
o verdadeiro motivo pelo qual a oposição derrubou a antiga
CPMF quando 40 bilhões deixaram de ser arrecadados por
ano pelo governo do presidente Lula, dinheiro este que fez
muita falta para a maioria da população que depende da
saúde pública, com a desculpa que era o pobre que pagava.
Não é o valor que incomoda a oposição e os seus amigos
mas sim, o cruzamento de informações que identificam os
verdadeiros sonegadores desse país.

Certamente se o percentual da nova contribuição for de 0,1%
eles ainda serão contra, pois já disse, não é o valor que os
incomoda mas a sonegação que é extremamente praticada.

Fonte: http://jurandibrito.blogspot.com/2010/11/volta-da-cpmf-apavora-oposicao-por-um.html

sábado, 13 de novembro de 2010

SERRA DERROTADO: COM AS MÃOS SUJAS E O CORAÇÃO PESADO (O retorno das trevas à política brasileira)

Gustavo Arja Castañon

ENTERRO DOS OSSOS ELEITORAIS 2

Meu segundo artigo para exorcizar esta campanha é sobre o rumo do derrotado. O discurso de derrota do candidato José Serra, no dia 31 de outubro, foi um dos episódios mais mesquinhos e delirantes da história política brasileira. Falou em forças terríveis, cavar trincheiras, construir fortalezas, começo de luta, enquanto a presidente eleita falava em conciliação. A guerra que ele começou nesta eleição, para ele, está apenas começando.

Mas ele tem 68 anos, está sem mandato e inviável politicamente. Isso poderia ser simplesmente motivo de piada, mas há algumas coisas naquele discurso sombrio e medíocre que não permitem a um espectador atento o luxo do riso. É sobre o perigo que estes sinais representam que se trata este artigo.

Serra costumava a encerrar seus horários gratuitos e debates com uma ladainha marqueteira que repetia, com variações: “Eu vou com as mãos limpas, cabeça erguida e coração leve para o dia da vitória”. No dia da derrota, lá estava ele, com as mãos imundas, o coração pesado com o chumbo do rancor, mas indubitavelmente de cabeça erguida. Ele não sente culpa.

Outras expressões repetidas exaustivamente por Serra durante a campanha foram “Vamos juntos”, “verde e amarelo no peito”, “fé em Deus”, “nossos valores” e, é claro, “Serra é do Bem” seu slogan. Hoje, na política eleitoral dominada por marqueteiros, a senha é: se um candidato repete uma expressão à exaustão é porque ele precisa fixar ou mudar uma imagem. Que imagens Serra precisava mudar ou fixar?

PARTIDOS DE ALUGUEL OU DE BORDEL?

Celso Lungaretti (*)

Fiquei preguiçoso com a idade: quando encontro um artigo de colega que diz tudo o que há para se dizer a respeito de algum assunto, tenho optado por simplesmente o reproduzir, ao invés de quebrar a cabeça para escrever a mesma coisa de outra forma.

É o caso de Aluguel de partidos, do colunista Fernando de Barros e Silva, um dos poucos profissionais que se mantêm verdadeiros jornalistas na Folha de S. Paulo.

Eis os principais trechos:
"... (designamos com) a expressão 'partido de aluguel' (...) certas legendas nanicas. Mas como chamar um partido que apoia o governo Lula (ou Dilma) na esfera federal e ao mesmo  tempo dá seu apoio ao governo Serra (ou Alckmin) em São Paulo? Partido anfíbio? Partido oportunista? Partido Macunaíma? Partido ao meio?
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