O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010

A história se repete

 
A história se repete

Algumas manchetes do jornal O Globo (RJ), no governo JK. Qualquer semelhança às atuais não é mera coincidência...

18/Fev/1956 - Envolvido já o novo governo por uma onda de intranquilidade e
descrédito. (no 18º dia do governo JK, cuja posse foi em 31/Jan/1956)

Por Sônia Montenegro (*)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Isso não lhe diz nada?


Isso não lhe diz nada?

Mari ficou calada. Ia dizer o que, né? E eu completei: o Collor enganou a
você, mas não a mim. Você votou 2 vezes no FHC, e hoje reconhece que o
governo do Lula foi infinitamente melhor. Isso não lhe diz nada?

Por Sônia Montenegro (*)


terça-feira, 24 de agosto de 2010

1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas - O "Quem tem medo do Lula?" esteve lá


Tive a honra de representar o QTML? neste evento, que aconteceu em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de agosto, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Por Sônia Montenegro (*)



Tive a honra de representar o QTML? neste evento, que aconteceu em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de agosto, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Na noite de sexta-feira, aconteceu um show de MPB, comandado pelo jornalista
e blogueiro Luiz Nassif. Já para dar um indício do que seria esse encontro
de altíssimo astral, Renato Rovai, da Revista Forum e blog do Rovai dá em 1ª
mão o resultado da última pesquisa Datafolha, que seria publicada no jornal
do dia seguinte: Dilma se distancia em 17 pontos de Serra, com 47% das
intenções de votos, contra 30% de José Serra.

A programação do sábado começou com um debate sobre 'O papel e os desafios
da internet', tendo como moderadores os jornalistas Rodrigo Vianna e Leandro
Fortes, e debatedores Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Débora da Silva,
uma das criadoras do Movimento Mães de Maio, que perderam seus filhos nas
ações truculentas da polícia de SP contra jovens trabalhadores sem qualquer
ligação com os ataques do PCC ocorridos em maio de 2006.

No período da tarde, foi abordado o tema sobre questões jurídicas, como a
forma de blogueiros se precaverem de ações judiciais, como vem acontecendo
com vários deles, e uma proposta importante foi aclamada pelos presentes:
cada texto interpelado judicialmente deverá ser repetido pelo maior número
de blogs possível, numa demonstração explícita de solidariedade e união.
Brizola Neto lembrou que o avô alertava para a necessidade de libertar a
imprensa da censura do poder econômico.

A palestra seguinte abordou o tema 'Como financiar a blogosfera', uma das
questões mais polêmicas do Encontro. Não se pode negar a necessidade de
sobrevivência de blogueiros, que se dedicam a uma causa na qual acreditam,
movidos apenas por idealismo, numa tarefa extenuante, na qual pagam para
trabalhar, e o contraponto de Enio, do blog PTrem das Treze, que lembrou que
quando a esquerda começa a contar dinheiro, vira direita.

O último painel do dia foi sobre as novas ferramentas na internet, para
possibilitar a constante atualização tecnológica de blogueiros, e a sugestão
da criação de um grande Portal ligando todos os blogs de linha progressista,
que serviria como uma alternativa aos grandes portais da mídia "oficial".

No encerramento de sábado foi concedido, por aclamação, 2 troféus: "O Corvo
do Ano", à D. Judith Brito, presidente da ANJ - Associação Nacional de
jornais (patronal) e também diretora-superintendente da empresa que edita a
Folha de São Paulo, por sua declaração: "Na situação atual, em que os
partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o
papel dos partidos. É o que estamos fazendo", que comprovou o termo criado
pelo Deputado Fernando Ferro, que disse que a imprensa brasileira é um
partido: PIG - Partido da Imprensa Golpista.

O Cloaca News (RS) recebeu o troféu "Barão de Itararé", como o Blog do Ano e
agradeceu o prêmio a José Serra, Yeda Crusius, Ali Kamel e a Rede RBS, a
Globo de SC e RS, figuras constantemente atacadas em seu blog.

No domingo os participantes foram divididos em grupos para fazer propostas e
sugestões para os próximos encontros e à tarde, o relator de cada um dos
grupos expôs o resultado do trabalho para o plenário. Finalmente, foi
elaborada a carta de princípios, onde foram defendidos os direitos de
liberdade de expressão, especialmente na internet, a democratização da
comunicação e a universalização da banda larga no Brasil.

*Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”. 

sábado, 19 de junho de 2010

Bancada do DEM e PSDB no Senado prejudicou mais de um estado só pra fazer oposição ao Governo Federal

JB 12 de junho de 2010



DEM: Adelmir Santana, Antoni Carlos Jr (filho de ACM), Demóstenes Torres, Efraim Moraes, Eliseu Resende, Heráclito Fortes, Jayme Campos, Jorge Yanai, José Agripino, Katia Abreu, Marco Maciel, Maria do Carmo Alves, Raimundo Colombo e Rosalba Ciarlini.

PSDB: Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Cícero Lucena, Eduardo Azeredo, Flávio Arns, Flexa Ribeiro, João Tenório, Lúcia Vânia, Marconi Perillo, Mario Couto, Marisa Serrano, Papaleo Paes, Sergio Guerra e Tasso Jereissati.





 Os inimigos do Rio de Janeiro

Bancada prejudicou mais de um estado apenas pra fazer oposição ao Governo Federal

Por Sônia Montenegro (*) 


Quem ama o Rio de Janeiro como também o Espírito Santo, outro estado prejudicado por esses partidos, não pode, de forma alguma votar em nenhum candidato destas siglas, que visaram apenas aos seus próprios interesses.
O RJ perde cerca de 70% do valor que teria direito. Querem inviabilizar o RJ. Os autores da emenda: Ibsen Pinheiro (anão do orçamento) e Pedro Simon, a “vestal” do Senado.
Isto significa que votar em José Serra (PSDB-SP), nem pensar, até porque, essa não é a 1ª vez que ele prejudica o RJ.

Essa “cara alegre” de Serra, junto com Mario Covas, ambos paulistanos, foi a comemoração em 1988, na Constituinte, quando ele mudou as regras do jogo do ICMS do petróleo. Só para dar idéia da tremenda injustiça que patrocinou como relator da lei, a incidência do ICMS sobre todos os produtos é recolhido no local de origem. Se você comprar produtos fabricados em SP (a maioria), estando em qualquer outro estado da Federação, seu imposto vai para SP. Mas no caso do petróleo, que o RJ é um grande produtor, o ICMS vai para o estado de destino, graças a Serra. Ambas as regras são boas para SP e prejudiciais aos demais estados. No caso do petróleo, ao RJ e ES.



Não podemos votar também no candidato do PV ao governo do Estado do RJ, Fernando Gabeira, que é apoiado pelo PSDB, DEM e PPS. Embora seja do mesmo partido de Marina Silva, ela não esteve presente no lançamento da candidatura dele, e nem ao menos foi citada por ele em seu discurso, mas elogiou o Serra diversas vezes.

Pior, o nome da Marina foi tapado nos cartazes do Gabeira (vide foto ao lado). o é difícil explicar. A idéia da candidatura da Marina foi urdida por Serra e Gabeira, com 2 propósitos: impedir a eleição plebiscitária, como queria Lula e tirar votos da Dilma. A mosca-azul impediu Marina de perceber que estava sendo usada, ainda que tenha sido fartamente avisada. José Olímpio Gomes, eleito deputado estadual pelo PV de SP, escreveu-lhe uma carta: “O PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um ‘apoio cego’ à aliança PSDB-DEM”. “Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios”.

A fama subiu à cabeça de Marina. Tudo que ela é hoje, deve ao PT e ao Lula, que a projetou internacionalmente, e saiu do governo porque tinha a pretensão de ser a candidata escolhida à presidencia. Estrategicamente, renunciou ao ministério no dia em que Angela Merckel, chanceler alemã, veio ao Brasil para fazer uma doação pela preservação da Amazônia. Isso não foi apenas uma coincidência, mas seu desejo mesquinho de vingança de deixar o Lula numa saia-justa. Enquanto ministra, elogiava Lula, agora fala muito mal, e elogia FHC e Serra, de quem se diz “muito amiga”.

Vendo as entrevistas da Marina, se vê como ela mudou. Até nos assuntos que dizem respeito à preservação do meio-ambiente, ela já não é mais a mesma. Hoje ela está aliada aos assassinos do seu grande amigo e mentor Chico Mendes, um crime imperdoável. O secretário da Agricultura escolhido por Serra no governo de SP foi “O Homem que veio do Agronegócio”, João de Almeida Sampaio Filho. Tanto que o MST apóia Dilma!

Embora o STF tenha decidido que o mandato parlamentar é do partido, Marina não devolveu sua cadeira no Senado para o PT, que elegantemente, não pediu, portanto, se você não quer ser enganada/o, abra os olhos enquanto é tempo: O voto em Marina Silva, é o voto em José Serra, figura que dispensa comentários.

*Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”.

A Charge do é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

sábado, 17 de abril de 2010

FHC: Herança maldita ou bendita?


Herança maldita ou bendita?


Os defensores do governo demo-tucano de FHC, entre eles o PIG – Partido da Imprensa Golpista, evocam a estabilidade da moeda, o real, e o saneamento dos bancos através do Proer, como sendo os grandes responsáveis pelo sucesso do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.



Tenho que reconhecer que conviver com inflações estratosféricas era uma loucura total, e que os maiores prejudicados eram exatamente os mais pobres. Alguma coisa teria que ser feita...


O Plano Real foi feito no governo Itamar Franco, anunciado enquanto FHC era o Ministro da Fazenda (de 19/5/1193 a 30/3/1994 - por 10 meses), e com uma equipe formada basicamente pelos mesmos economistas que haviam participado do Plano Cruzado de José Sarney.


Bom que tenham aproveitado uma experiência anterior, mas Itamar afirma que o grande mérito do Real foi de Rubens Ricupero, que foi quem de fato implementou o plano. Itamar acusa inclusive que foi uma irregularidade FHC ter assinado as notas da nova moeda, quando já não era mais ministro.


Desavenças à parte, fato é que o Plano Real elege FHC presidente do Brasil em 15 de outubro de 1994 e ele assume em 1 de janeiro de 1995, ou seja, foi indiscutivelmente beneficiado pelo governo anterior.


A 1ª crise econômica que o governo FHC teve que enfrentar (em 15 de março de 1995), não foi fruto de nenhuma crise internacional. O mercado mundial estava tranquilo e favorável aos países emergentes, mas o governo mexeu no câmbio amadoristicamente, ou irresponsavelmente, por "suspeita de volta da inflação", com consequências nefastas. Em uma semana o BC fez 32 leilões de câmbio torrando US$ 7 bilhões, elevou a cotação do dólar e aumentou brutalmente a taxa de juros. US$ 2 bilhões de investidores estrangeiros deixaram o país e Serra e Malan aumentaram a previsão da taxa de inflação anual. Para atenuar as mudanças cambiais que desagradaram aos investidores, o governo anunciou a privatização da Cia Vale do Rio Doce, considerada a mais eficiente das 136 estatais e o fim da reserva de mercado no setor bancário.


Depois disso, FHC teve que enfrentar a crise bancária, ocasionada pelo Plano Real, já que os bancos estavam viciados em auferir grandes lucros com a inflação alta, e em 20 de agosto de 1995 lançou o Proer.


Até o Bush, em sua operação salva-bancos foi mais honesto do que FHC. Bush reconheceu que o dinheiro era do contribuinte, já FHC garantiu que o Proer, não envolveria 'nenhum centavo' de dinheiro público. Mas a maior diferença, é que agora, o Obama está fazendo com que os bancos paguem o que receberam à guisa de empréstimo, o que aqui no Brasil foi doação. Os donos dos bancos "ajudados" por FHC deram o calote, e estão todos livres e vivendo no mesmo alto padrão de sempre.


Dentre os bancos "ajudados" estão o Banco Nacional, da nora de FHC (o que fraudava balanços); o Bamerindus, de José Eduardo de Andrade Vieira, ministro da Agricultura de FHC (grande financiador de sua campanha); e o Banco Econômico, de Ângelo Calmon de Sá, que por sinal já tinha sido socorrido pelo Geisel em 1976 (o da Pasta Rosa, que ajudava os "amigos dos banqueiros", dentre eles ACM, FHC, Serra e outros).


Em 2 de março de 1996, numa entrevista ao jornal O Globo, o então presidente do BC, Gustavo Loyola (tucano) afirma que FHC e Pedro Malan sabiam da existência das fraudes do Nacional, embora FHC tenha negado, e em 7 de junho de 1996, Loyola diz ao JB que o Banco Central falhou. Se tivesse atuado quando o problema surgiu, os prejuízos seriam significativamente menores.


Em 25 de outubro de 1997, Maurício Dias, jornalista, comenta no JB: 'A polêmica sobre as contas do governo de 1996 é café pequeno. Chumbo grosso mesmo são as conta de 1995 que, propositalmente, caíram num buraco negro no Congresso. Até hoje não foi designado sequer o relator. É o ano da graça do Proer'.


O que segundo FHC não atingiria 1% do PIB chegou a 12,3%, sem contar o Proer da mídia que no final do ano de 2000 custou US$ 6 bilhões, sob pretexto de "ajuste de contrato". Afinal, era necessário dar um cala-boca na imprensa, para que ela fizesse "vista-grossa" para tantas "irregularidades".


Em 12 de maio de 2008, Antonio Fernando de Souza, Procurador Geral da República, interpõe Agravo Regimental para anular a decisão de Gilmar Mendes (STF), de arquivar a sentença que condena Serra, Malan e Pedro Parente, pelos prejuízos causados pelo Proer.

No dia 14 de junho de 2002, Rudiger Dornbusch, economista do MIT - Massachusetts Institute of Technology e especialista em América Latina culpa o presidente FHC pela crise financeira que abala a credibilidade brasileira no exterior. "Se estamos buscando um especulador para culpar pela situação do Brasil, esse especulador é Fernando Henrique Cardoso", prevendo um colapso da economia brasileira até dezembro (que de fato aconteceu, e o Brasil, mais uma vez, recorreu ao FMI). Segundo Dornbusch, FHC teria utilizado as privatizações para financiar sua reeleição e vai deixar uma enorme dívida social para o próximo governo.


A questão não está no fato louvável de sanear os bancos e "derrubar" a inflação, mas em 31 de dezembro de 2002, quando FHC deixou o governo, ela estava em ascensão, chegando a 12,53% e a taxa de juros Selic média do ano em 24,9%.


O que cabe aqui é perguntar é a que preço?

Se você comprou um carro de um Mauricinho que vendeu barato para trocar por um caro zero, você fez um excelente negócio (porque se foi para tirar proveito de um enforcado, você não presta), mas se você comprou um carro e pagou o dobro ou o triplo do que ele vale, ou você é burro ou então o dinheiro não saiu do seu bolso.


Existem ainda economistas que afirmam que não foi o Proer que saneou os bancos, mas a mordomia que lhes permite mal remunerar o dinheiro que captam de seus correntistas e cobrar juros extorsivos pelo dinheiro que emprestam: os monumentais "spreads bancários". E FHC ainda piorou a situação desses correntistas, quando permitiu que vários serviços, antes gratuitos, como extratos, talões de cheque etc começassem a ser cobrados, com valores estipulados livremente pela própria instituição financeira, aumentando-lhes ainda mais os lucros.


FHC privatizou 76% do patrimônio público, foi o presidente na história contemporânea mundial, que mais aumentou a carga tributária (cerca de 10% do PIB), faliu o país por 3 vezes tendo que pedir socorro ao FMI. Não investiu em infra-estrutura, como ferrovias, rodovias, aeroportos, energia (vide apagão), não reajustou salário dos funcionários públicos, militares, aposentados e pensionistas, não reajustou a tabela do Imposto de Renda.
Aumentou a dívida interna de R$ 61 bilhões para R$ 850 bilhões e a externa de US$ 120 bilhões a US$ 250 bilhões.


Alguém conhece alguma obra feita no Brasil com o dinheiro das estatais vendidas?


Donde se conclui que FHC "saneou os bancos", fez o Plano Real, nós pagamos um preço absurdo pela forma com que fez, e ainda querem que reconheçamos "seus méritos".


Se os demo-tucanos e o PIG querem nos enganar, que o façam de uma forma inteligente, mas que não pretendam nos chamar de burros.


Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”


A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Enchentes




[caption id="attachment_5266" align="aligncenter" width="468" caption="Foto: Marcia Foleto Ag. O Globo"]Enchente RJ Foto: Marcia Foleto Ag. O Globo[/caption]

Enchentes


O Rio de Janeiro hoje (06/04/2010) parou. A chuva que caiu desde a noite de ontem produziu um triste quadro, atingindo como sempre, a população mais pobre. O índice pluviométrico bateu o recorde anterior, de janeiro de 1966.



Outros estados também sofreram com as chuvas neste período, como SC, RS e SP, mas nenhum deles teve uma cobertura tão intensa quanto a tragédia daqui do RJ. E não estou falando dos telejornais locais, mas dos nacionais. Depois do Jornal Nacional, recebi ligações dos 4 cantos do país, de parentes e amigos, para saber se tínhamos sobrevivido à tragédia.



Confesso que me assustei. Como eles sabem, moramos em Ipanema, bairro de classe-média, que sofre com engarrafamentos e outros transtornos, mas sem casos mais graves, e como eu não assisto os noticiários do PIG (Partido da Imprensa Golpista), agora oficialmente assim designado (*), perguntei ao 1º que ligou, meu irmão, a razão de tamanha preocupação. Ele disse que tinha visto na imprensa que o canal do Jardim de Alah (a 2 quadras da minha casa) tinha inundado, e que os moradores estavam com água no joelho. Por acaso, minha irmã tinha ido ao dentista, e passado pelo citado canal, traquilamente, e nem seus pés ficaram encharcados.



Liguei a TV e o 1º canal do PIG que sintonizei e falava sobre o assunto foi a RedeTV, um comentário do jornalista Kennedy Alencar que dizia algo como: ...tinham politizado as enchentes de SP, e que agora não podiam reclamar de estarem politizando a do RJ. O governador Sergio Cabral estava terminando o 2º mandato e o prefeito Eduardo Paes estava há 2 anos à frente da prefeitura, portanto, não podiam colocar a culpa em governos passados... Como é possível o Sergio Cabral estar terminando o 2º mandato e ser candidato à reeleição? No caso do Eduardo Paes, tem 1 ano e 3 meses completos de mandato, e se é para arredondar, está mais próximo de 1 do que de 2 anos.



Lembrei do jornalista Ricardo Kotscho que denunciou a parcialidade da imprensa na divulgação das enchentes em SP: “No tempo das prefeitas Luiza Erundina e Marta Suplicy, os repórteres eram implacáveis. Agora, na gestão demo-tucana - que levou exatamente 1 semana para ir à região onde as ruas de 6 bairros continuam tomadas pelas águas do rio misturadas ao esgoto - o prefeito Kassab e o governador Serra foram poupados de dar maiores explicações.”



Eu não votei no Cabral, mas justiça se faça, ele e o Paes entraram em ação desde a madrugada, tanto que divulgaram um apelo à população para não sair de casa, exceto em caso de “força-maior”, e o comércio esteve fechado. Ficaram de divulgar outro às 4 hs da manhã, com a orientação a ser adotada amanhã.



Depois fui para a Globonews que, aliás, está usando um recurso bem oportuno (para ela). Convoca a população a mandar vídeos da catástrofe, e economiza por não precisar mandar equipes para registrá-las. Depois de exibir toda a catástrofe, com comentaristas acusando os governos municipal, estadual e federal, o Trigueiro entrevista o secretário de saúde do Estado, que estava de galochas, acompanhando a tragédia.



Curioso foi que a imprensa não culpou o Serra e os tucanos, que governam o Estado por 15 anos e 3 meses, pelas enchentes de SP. A culpa foi de São Pedro. Não lembraram que o Alckmin gastou R$ 1,1 bilhão para aumentar a capacidade do Tietê, e que por terem deixado de fazer manutenção, esse dinheiro foi parar no ralo, e que os trabalhadores que pagaram pela obra tiveram mais uma vez suas casas inundadas... Enquanto SP estava no olho do furacão, Serra foi a Copenhagen bater papo com o Swazenagger.



Vi o Kassab falar sobre as enchentes, mas não vi nenhuma declaração do Serra...



Embora o RJ tenha uma situação geográfica mais complexa por ser cercada de morros e montanhas, é claro que já deveriam ter dado um jeito para que esses desastres não acontecessem de forma tão drástica, mas a imprensa, que tem o poder de formar opinião, pressionar os políticos e cobrar providências, não percebe a sua grande parcela de responsabilidade. É que, a exemplo de SP, quando o governo é de seus aliados, o PIG foi, é e sempre será o PIG!



(*) Em 29 de março deste ano, Maria Judith Brito, presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais, afirma no jornal O Globo: "A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo."



Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”

quinta-feira, 18 de março de 2010

A volta do "anão do orçamento"




[caption id="attachment_4855" align="aligncenter" width="468" caption="O anão do orçamento Foto Gilberto Nascimento"]O anão do orçamento Foto Gilberto Nascimento[/caption]

A volta do "anão do orçamento"


Estou indignada com o comentário do “anão do orçamento” Ibsen Pinheiro, buscando os seus 15 minutos de fama para ver se apaga os longos anos de ostracismo ocasionados pela cassação do seu mandato em 1993, sobre a manifestação do Rio de Janeiro na tarde de ontem: “O Rio de Janeiro já fez manifestação favorável à ditadura...”


Infelizmente, é verdade. Aconteceu a Marcha da Família com Deus pela liberdade. Mas para ser mais verdadeiro, faltou falar:


1 - Isso aconteceu em 1964, há 46 anos!!!


2 - Não foi só no Rio de Janeiro (2/4/64), mas também em São Paulo (19/3/64), e diversos outros estados brasileiros.


3 - Toda a “grande imprensa” brasileira apoiou o golpe de 64, portanto foi a grande responsável por levar a população a acreditar que aquela era a melhor opção para o Brasil. Nesta época, a imprensa era o único veículo de informação. Felizmente, hoje temos a internet.


Manchetes dos Jornais no dia 2 de abril de 1964:


O Dia (RJ): A população de Copacabana saiu às ruas em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do exército


Estado de Minas (MG): Multidões em júbilo na Praça da Liberdade


O Globo (RJ): Democracia está sendo restaurada.


Manchetes semelhantes nos demais estados do Brasil, como a Folha de São Paulo, que recentemente chamou a ditadura brasileira de “ditabranda”, Estadão etc.


Agora essa imprensa está tentando induzir os seus leitores/ouvintes/espectadores a pensarem que o governo Lula está contra o Rio de Janeiro. “Pode prejudicar a candidatura da Dilma”.


Eles ignoram o fato de que a lei enviada ao Congresso foi alterada na Câmara pelo “anão do orçamento”?


O pré-candidato ao governo do estado do RJ, Fernando Gabeira, não se manifestou.


O candidato a presidência José Serra, se esquiva de declarações, afirmando só ter tomado conhecimento dos fatos pela imprensa. Precisa conhecer melhor a questão para poder opinar... Mais em cima do muro, impossível!


A “grande imprensa” brasileira não cobra dos seus candidatos que se manifestem... Deixa-os convenientemente esquecidos...


Como se pode ver, a “grande imprensa” brasileira é maquiavélica, no pior sentido da palavra, e quem para um pouquinho para pensar, logo percebe que ela nunca esteve do lado do Brasil e dos brasileiros, senão vejamos:


1 - Foi contra a campanha o Petróleo é nosso


2 - Foi contra as medidas nacionalistas de Vargas


3 - Foi contra o governo JK


4 - Apoiou a ditadura


5 - Apoiou o Collor


6 - Apoiou o FHC e o entreguismo das empresas nacionais: Vale, Petrobrax etc.


7 - Agora apóia o Serra.


Tem ela alguma moral para se pretender “formadora de opinião”?


Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”

domingo, 14 de março de 2010

Brasileiros e brazileiros ou 7 factóides em 15 dias

Brasileiros e brazileiros ou 7 factóides em 15 dias

Por Sônia Montenegro*

A economia vai bem, o Brasil nunca gozou de tanto prestígio e reconhecimento no mundo, nunca na história desse país um presidente foi tão querido... então, por que é que eu sinto um nó no peito?

Nos últimos 15 dias, a imprensa tem submetido a todos nós, que estamos
satisfeitos com os rumos que o Brasil está seguindo e que queremos eleger a
Dilma para dar continuidade e avançar neste caminho, a uma verdadeira
tortura psicológica.

O Brasil sempre foi tido como "o país de futuro", e quando esse futuro
parece se aproximar, brazileiros tentam boicotar? Não deveriam eles estar
também engajados nessa mesma onda? Parece óbvio, mas infelizmente não é!

Sempre acusamos os portugueses, ingleses e norte-americanos por terem
explorado o Brasil, mas eles só o fizeram porque brazileiros deixaram. E é
muito triste fazer essa constatação. Certos brazileiros que rimam com
fuleiros, preferiram defender seus projetos e interesses pessoais aos
interesses da nação. E para atingir seus objetivos, foram e são capazes de
atos impensados.

No final de 2009, foi realizada a Confecom - Conferência Nacional de
Comunicação em Brasília, depois de concluídos os debates em todas as regiões
do país. Era uma demanda antiga de diversas entidades, por sua
incomensurável importância. É a imprensa que nos informa, e é a grande
"formadora de opinião". Tem os meios de nos fazer pensar como querem que
pensemos. Uma arma silenciosa tanto quanto perigosa, já que são brazileiros
e não brasileiros. Querem o Brasil para eles, e não para todos os
brasileiros, como nós queremos.

Quem quis participou, quem se inscreveu falou e no final foi
democraticamente votado um documento que foi enviado à Presidência da
República, com as sugestões de políticas democráticas para a comunicação.

Os grandes veículos da mídia brazileira foram convidados, mas declinaram do
convite para promover a sua própria conferência em São Paulo. Os
palestrantes foram escolhidos pelos organizadores: jornalistas e
articulistas dos grandes veículos de comunicação, como Globo, Abril (revista
não-Veja), Folha, Estadão etc. Para assistir às palestras, era cobrado um
ingresso de R$ 500,00 (isso mesmo, quinhentos reais).

Também fizeram um documento, que afirma que o setor de comunicação no país
não precisa de leis, basta apenas a auto-regulação. A eles deve ser
concedido o direito de fazer o que quiserem, independentemente do que pensa
a população brasileira e dos interesses do próprio país. Baseados não se
sabe em que, decidiram que a eleição da Dilma é uma ameaça à liberdade de
imprensa. Os movimentos sociais foram taxados de "autoritários".

A mensagem que se pode captar é que querer justiça social é sinônimo de ser
comunista. Criticar a imprensa é sinal de autoritarismo. E ponto final!!!

Coincidência ou não, o que se viu acontecer a partir dessa tal conferência
foi uma descarga de factóides, todos exibidos nas primeiras páginas dos
jornalões e noticiários de TV, notadamente o Jornal Nacional da Rede Globo.

1 - O Estadão chamou o PT de "partido da bandidagem".

2 - A revista Istoé, publica uma matéria na qual liga o petista Fernando
Pimentel ao caixa-2 do PT, apelidado de "mensalão" para dar um colorido mais
grave à denúncia. O Portal Terra, antes de divulgar a notícia, fez o que
TODOS os jornalistas deveriam fazer: checar a informação. Telefonou para o
procurador responsável pela investigação, Patrick Salgado Martins, e
perguntou se o fato era verdadeiro, recebendo como resposta um sonoro não.
Fernando Pimentel não era objeto da investigação.

A matéria não visa apenas incriminar o ex-prefeito de Belo Horizonte, um dos
coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, mas induzir o leitor a
acreditar que o mensalão petista foi financiado com dinheiro público, o que
até o momento não foi provado, diferentemente dos mensalões do PSDB (MG) e
do DEM (DF), cuja origem do dinheiro público já foi comprovado.

3 - O jornal Folha de São Paulo, que já publicou uma ficha-falsa da Dilma
Rousseff como se verdadeira fosse entre inúmeros outros escândalos que
desdenham da nossa inteligência, publica matéria na qual acusa o PNBL -
Plano Nacional de Banda Larga do Governo Federal de beneficiar um cliente de
consultoria do ex-deputado do PT José Dirceu, chamado Nelson dos Santos, que
receberia R$ 200 milhões na "negociata". Dirceu teria feito o lobby para
beneficiar seu cliente, e para tal, recebido R$ 600 mil. Em função dos
esclarecimentos e desmentidos, a própria FSP foi obrigada a mudar a sua
versão, porque o governo federal ganhou na Justiça o direito de utilizar a
fibra ótica da falida Eletronet (criada por FHC), para levar banda larga
para os lugares onde não interessa às empresas privadas, um meio barato de
difundir conhecimento. Não precisou desembolsar um tostão, com uma única
exigência, determinada pela justiça: pagar eventuais credores por material
fornecido e não pago. Note bem: em momento algum o tal de Nelson dos Santos
seria beneficiado, como afirmou a matéria. O jornalista Luiz Nassif explica
didaticamente em seu blog, que a própria FSP foi obrigada a reconhecer, para
tirar o "deles da reta", que sua fonte foi o tal Nelson dos Santos, cujo
objetivo era exatamente o contrário do que afirmava a matéria, ou seja,
impedir o PNBL, para que ele pudesse negociar com as teles as fibras óticas,
quando poderia vir então a receber de R$ 70 a R$ 200 milhões. Em resumo: a
FSP acusa Dirceu por um lobby que ele não fez, e sim ela, tentando melar o
PNBL e dar ao seu informante a chance de angariar os valores acima
descritos.

4 - A revista (não)Veja produz uma matéria, que só não dá para chamar de
sensacionalista por ser pleonasmo. Para não me alongar muito, basta dizer
que a "fonte" da revista é um promotorzinho cujo nome me recuso a repetir,
porque é esse o seu principal objetivo: ficar conhecido e se candidatar a
uma cadeira na Câmara Federal (como ele mesmo afirmou), e já foi assunto de
uma denúncia da própria revista no passado. Começando por seu pai, preso em
flagrante por posse de bens roubados, cuja soltura foi negociada pelo filho
com um delegado. Antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo
Noal, conhecido banqueiro de bicho e morou num apartamento de Alfredo
Parisi, condenado por bancar jogo de bicho. Foi acusado pela tentativa de
proteção do mega-contrabandista chinês Law Kin Chong, desviando as
investigações para pequenos contrabandistas. Seu patrimônio também é fruto
de suspeitas, já que comprou, de uma só vez, 2 carros importados e
blindados, entre outros delitos mais. Ainda assim a revista acreditou em
todas as declarações da sua "fonte", sem checar a informação.

Outro fato estranho é que essa denúncia é, como se usa dizer no jargão
jornalístico, uma matéria "requentada", ou seja, não é um fato novo, e o
promotorzinho a denunciou para a imprensa, antes de apresentá-la à justiça.
Correu para fazê-lo, e anteontem, teve os seus pleitos negados pelo juiz
Carlos Eduardo Lora Franco, ou seja, o bloqueio de contas da Bancoop e a
quebra de sigilo bancário do ex-presidente da cooperativa, João Vaccari
Neto, desqualificando o promotorzinho por fazer uma série de afirmações "sem
demonstrar em quais elementos as acusações se sustentam".

5 - A mais alta corte brasileira, o STF, deixa vazar para a imprensa uma
denúncia de que estaria investigando o presidente do Banco Central, Henrique
Meireles, que ignorava o fato e veio a saber por quem? Pela imprensa! Eu
tenho cá pra mim uma forte suspeita da autoria do vazamento de um processo
que correria em segredo de justiça!

6 - O que deveria ser uma boa notícia, depois de 7 anos, o Brasil consegue
na OMC - Organização Mundial do Comércio, o direito de retaliar os EUA pelos
prejuízos causados ao país por subsídios ilegais que dão aos seus produtores
de algodão. Aliás, não apenas ao Brasil, mas também à África. A grande
potência norte-americana faz o que sempre condenou em outras nações: protege
o seu mercado, criando uma concorrência desleal. Mas na imprensa brazileira,
vira uma temeridade. Uma "guerra comercial" contra os EUA, sem deixar de
enfatizar que o consumidor teria que pagar a conta pelo aumento do pãozinho.
Uma imprensa que pretende nos fazer crer que não somos uma nação soberana, e
que temos que nos curvar eternamente à grande potência norte-americana.

7 - A exploração da viagem do Lula a Cuba, pela "saia-justa" de coincidir a
sua chegada com a morte de Zapata por greve de fome. A imprensa brazileira
afirma que Zapata era dissidente do regime cubano, já Aleida Guevara March,
filha do Guevara, em visita ao Brasil nesta semana, afirmou que Orlando
Zapata, era um "delinquente comum". Disse mais: "São personagens criadas
pela mídia para caluniar Cuba. Recebem dinheiro de empresários dos EUA e
Europa que são contrários à revolução cubana". Digamos que a opinião de
Aleida seja parcial, mas seria imparcial e digna de credibilidade a
informação da imprensa brazileira colonizada, que repete aqui a ladainha
norte-americana?

Os EUA divulgaram em 2007 parte dos documentos secretos da CIA chamados
"Jóias da Família", onde reconheciam terem tentado matar por diversas vezes
o líder cubano Fidel Castro, sem contar a invasão mal sucedida à Baía dos
Porcos em Cuba, dentre inúmeras outras ações contra o país.

Em 2 de setembro de 2005, o português José Saramago e o brasileiro Oscar
Niemeyer, entre outros, assinaram um documento pedindo a libertação de 5
cubanos presos e injustamente condenados nos EUA. Até hoje, nada aconteceu.

E Guantânamo, e Abu Ghraib? Por acaso a nação norte-americana é algum
exemplo de respeito aos direitos humanos?

Em janeiro de 1988, quando Fidel recebeu a visita do Papa João Paulo II, ele
afirmou: "Esta noite, milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas
em Cuba". Os EUA não poderiam fazer esta afirmação. Não existe analfabeto em
Cuba. A saúde é um direito de todos os cidadãos do país, e tá lá o Obama
querendo fazer o mesmo na nação mais rica do planeta, com enormes
dificuldades.

Cuba enviou médicos para ajudar o Haiti, os EUA enviaram tropas para
controlar o espaço aéreo.

Vá lá que um erro não justifique o outro, e sendo libertária, reprovo
qualquer regime de força, mas sentar no próprio rabo para falar mal do rabo
alheio é falta de caráter!!!

E o nó no peito é a constatação do que todos nós já esperávamos: vamos
sofrer muito nessas eleições. Será uma luta entre Davi e Golias. E todos
nós, que temos consciência do que está em jogo temos a responsabilidade de
salvar o BRASIL desses brazileiros.

*Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”
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