Algumas manchetes do jornal O Globo (RJ), no governo JK. Qualquer semelhança às atuais não é mera coincidência...
descrédito. (no 18º dia do governo JK, cuja posse foi em 31/Jan/1956)
Por Sônia Montenegro (*)
O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI
A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”
Tive a honra de representar o QTML? neste evento, que aconteceu em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de agosto, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
Quem ama o Rio de Janeiro como também o Espírito Santo, outro estado prejudicado por esses partidos, não pode, de forma alguma votar em nenhum candidato destas siglas, que visaram apenas aos seus próprios interesses.
Essa “cara alegre” de Serra, junto com Mario Covas, ambos paulistanos, foi a comemoração em 1988, na Constituinte, quando ele mudou as regras do jogo do ICMS do petróleo. Só para dar idéia da tremenda injustiça que patrocinou como relator da lei, a incidência do ICMS sobre todos os produtos é recolhido no local de origem. Se você comprar produtos fabricados em SP (a maioria), estando em qualquer outro estado da Federação, seu imposto vai para SP. Mas no caso do petróleo, que o RJ é um grande produtor, o ICMS vai para o estado de destino, graças a Serra. Ambas as regras são boas para SP e prejudiciais aos demais estados. No caso do petróleo, ao RJ e ES.

Os defensores do governo demo-tucano de FHC, entre eles o PIG – Partido da Imprensa Golpista, evocam a estabilidade da moeda, o real, e o saneamento dos bancos através do Proer, como sendo os grandes responsáveis pelo sucesso do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Tenho que reconhecer que conviver com inflações estratosféricas era uma loucura total, e que os maiores prejudicados eram exatamente os mais pobres. Alguma coisa teria que ser feita...
O Plano Real foi feito no governo Itamar Franco, anunciado enquanto FHC era o Ministro da Fazenda (de 19/5/1193 a 30/3/1994 - por 10 meses), e com uma equipe formada basicamente pelos mesmos economistas que haviam participado do Plano Cruzado de José Sarney.
Bom que tenham aproveitado uma experiência anterior, mas Itamar afirma que o grande mérito do Real foi de Rubens Ricupero, que foi quem de fato implementou o plano. Itamar acusa inclusive que foi uma irregularidade FHC ter assinado as notas da nova moeda, quando já não era mais ministro.
Desavenças à parte, fato é que o Plano Real elege FHC presidente do Brasil em 15 de outubro de 1994 e ele assume em 1 de janeiro de 1995, ou seja, foi indiscutivelmente beneficiado pelo governo anterior.
A 1ª crise econômica que o governo FHC teve que enfrentar (em 15 de março de 1995), não foi fruto de nenhuma crise internacional. O mercado mundial estava tranquilo e favorável aos países emergentes, mas o governo mexeu no câmbio amadoristicamente, ou irresponsavelmente, por "suspeita de volta da inflação", com consequências nefastas. Em uma semana o BC fez 32 leilões de câmbio torrando US$ 7 bilhões, elevou a cotação do dólar e aumentou brutalmente a taxa de juros. US$ 2 bilhões de investidores estrangeiros deixaram o país e Serra e Malan aumentaram a previsão da taxa de inflação anual. Para atenuar as mudanças cambiais que desagradaram aos investidores, o governo anunciou a privatização da Cia Vale do Rio Doce, considerada a mais eficiente das 136 estatais e o fim da reserva de mercado no setor bancário.
Depois disso, FHC teve que enfrentar a crise bancária, ocasionada pelo Plano Real, já que os bancos estavam viciados em auferir grandes lucros com a inflação alta, e em 20 de agosto de 1995 lançou o Proer.
Até o Bush, em sua operação salva-bancos foi mais honesto do que FHC. Bush reconheceu que o dinheiro era do contribuinte, já FHC garantiu que o Proer, não envolveria 'nenhum centavo' de dinheiro público. Mas a maior diferença, é que agora, o Obama está fazendo com que os bancos paguem o que receberam à guisa de empréstimo, o que aqui no Brasil foi doação. Os donos dos bancos "ajudados" por FHC deram o calote, e estão todos livres e vivendo no mesmo alto padrão de sempre.
Dentre os bancos "ajudados" estão o Banco Nacional, da nora de FHC (o que fraudava balanços); o Bamerindus, de José Eduardo de Andrade Vieira, ministro da Agricultura de FHC (grande financiador de sua campanha); e o Banco Econômico, de Ângelo Calmon de Sá, que por sinal já tinha sido socorrido pelo Geisel em 1976 (o da Pasta Rosa, que ajudava os "amigos dos banqueiros", dentre eles ACM, FHC, Serra e outros).
Em 2 de março de 1996, numa entrevista ao jornal O Globo, o então presidente do BC, Gustavo Loyola (tucano) afirma que FHC e Pedro Malan sabiam da existência das fraudes do Nacional, embora FHC tenha negado, e em 7 de junho de 1996, Loyola diz ao JB que o Banco Central falhou. Se tivesse atuado quando o problema surgiu, os prejuízos seriam significativamente menores.
Em 25 de outubro de 1997, Maurício Dias, jornalista, comenta no JB: 'A polêmica sobre as contas do governo de 1996 é café pequeno. Chumbo grosso mesmo são as conta de 1995 que, propositalmente, caíram num buraco negro no Congresso. Até hoje não foi designado sequer o relator. É o ano da graça do Proer'.
O que segundo FHC não atingiria 1% do PIB chegou a 12,3%, sem contar o Proer da mídia que no final do ano de 2000 custou US$ 6 bilhões, sob pretexto de "ajuste de contrato". Afinal, era necessário dar um cala-boca na imprensa, para que ela fizesse "vista-grossa" para tantas "irregularidades".
Em 12 de maio de 2008, Antonio Fernando de Souza, Procurador Geral da República, interpõe Agravo Regimental para anular a decisão de Gilmar Mendes (STF), de arquivar a sentença que condena Serra, Malan e Pedro Parente, pelos prejuízos causados pelo Proer.
No dia 14 de junho de 2002, Rudiger Dornbusch, economista do MIT - Massachusetts Institute of Technology e especialista em América Latina culpa o presidente FHC pela crise financeira que abala a credibilidade brasileira no exterior. "Se estamos buscando um especulador para culpar pela situação do Brasil, esse especulador é Fernando Henrique Cardoso", prevendo um colapso da economia brasileira até dezembro (que de fato aconteceu, e o Brasil, mais uma vez, recorreu ao FMI). Segundo Dornbusch, FHC teria utilizado as privatizações para financiar sua reeleição e vai deixar uma enorme dívida social para o próximo governo.
A questão não está no fato louvável de sanear os bancos e "derrubar" a inflação, mas em 31 de dezembro de 2002, quando FHC deixou o governo, ela estava em ascensão, chegando a 12,53% e a taxa de juros Selic média do ano em 24,9%.
O que cabe aqui é perguntar é a que preço?
Se você comprou um carro de um Mauricinho que vendeu barato para trocar por um caro zero, você fez um excelente negócio (porque se foi para tirar proveito de um enforcado, você não presta), mas se você comprou um carro e pagou o dobro ou o triplo do que ele vale, ou você é burro ou então o dinheiro não saiu do seu bolso.
Existem ainda economistas que afirmam que não foi o Proer que saneou os bancos, mas a mordomia que lhes permite mal remunerar o dinheiro que captam de seus correntistas e cobrar juros extorsivos pelo dinheiro que emprestam: os monumentais "spreads bancários". E FHC ainda piorou a situação desses correntistas, quando permitiu que vários serviços, antes gratuitos, como extratos, talões de cheque etc começassem a ser cobrados, com valores estipulados livremente pela própria instituição financeira, aumentando-lhes ainda mais os lucros.
FHC privatizou 76% do patrimônio público, foi o presidente na história contemporânea mundial, que mais aumentou a carga tributária (cerca de 10% do PIB), faliu o país por 3 vezes tendo que pedir socorro ao FMI. Não investiu em infra-estrutura, como ferrovias, rodovias, aeroportos, energia (vide apagão), não reajustou salário dos funcionários públicos, militares, aposentados e pensionistas, não reajustou a tabela do Imposto de Renda.
Aumentou a dívida interna de R$ 61 bilhões para R$ 850 bilhões e a externa de US$ 120 bilhões a US$ 250 bilhões.
Alguém conhece alguma obra feita no Brasil com o dinheiro das estatais vendidas?
Donde se conclui que FHC "saneou os bancos", fez o Plano Real, nós pagamos um preço absurdo pela forma com que fez, e ainda querem que reconheçamos "seus méritos".
Se os demo-tucanos e o PIG querem nos enganar, que o façam de uma forma inteligente, mas que não pretendam nos chamar de burros.
Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”
A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".
[/caption]
O Rio de Janeiro hoje (06/04/2010) parou. A chuva que caiu desde a noite de ontem produziu um triste quadro, atingindo como sempre, a população mais pobre. O índice pluviométrico bateu o recorde anterior, de janeiro de 1966.
Outros estados também sofreram com as chuvas neste período, como SC, RS e SP, mas nenhum deles teve uma cobertura tão intensa quanto a tragédia daqui do RJ. E não estou falando dos telejornais locais, mas dos nacionais. Depois do Jornal Nacional, recebi ligações dos 4 cantos do país, de parentes e amigos, para saber se tínhamos sobrevivido à tragédia.
Confesso que me assustei. Como eles sabem, moramos em Ipanema, bairro de classe-média, que sofre com engarrafamentos e outros transtornos, mas sem casos mais graves, e como eu não assisto os noticiários do PIG (Partido da Imprensa Golpista), agora oficialmente assim designado (*), perguntei ao 1º que ligou, meu irmão, a razão de tamanha preocupação. Ele disse que tinha visto na imprensa que o canal do Jardim de Alah (a 2 quadras da minha casa) tinha inundado, e que os moradores estavam com água no joelho. Por acaso, minha irmã tinha ido ao dentista, e passado pelo citado canal, traquilamente, e nem seus pés ficaram encharcados.
Liguei a TV e o 1º canal do PIG que sintonizei e falava sobre o assunto foi a RedeTV, um comentário do jornalista Kennedy Alencar que dizia algo como: ...tinham politizado as enchentes de SP, e que agora não podiam reclamar de estarem politizando a do RJ. O governador Sergio Cabral estava terminando o 2º mandato e o prefeito Eduardo Paes estava há 2 anos à frente da prefeitura, portanto, não podiam colocar a culpa em governos passados... Como é possível o Sergio Cabral estar terminando o 2º mandato e ser candidato à reeleição? No caso do Eduardo Paes, tem 1 ano e 3 meses completos de mandato, e se é para arredondar, está mais próximo de 1 do que de 2 anos.
Lembrei do jornalista Ricardo Kotscho que denunciou a parcialidade da imprensa na divulgação das enchentes em SP: “No tempo das prefeitas Luiza Erundina e Marta Suplicy, os repórteres eram implacáveis. Agora, na gestão demo-tucana - que levou exatamente 1 semana para ir à região onde as ruas de 6 bairros continuam tomadas pelas águas do rio misturadas ao esgoto - o prefeito Kassab e o governador Serra foram poupados de dar maiores explicações.”
Eu não votei no Cabral, mas justiça se faça, ele e o Paes entraram em ação desde a madrugada, tanto que divulgaram um apelo à população para não sair de casa, exceto em caso de “força-maior”, e o comércio esteve fechado. Ficaram de divulgar outro às 4 hs da manhã, com a orientação a ser adotada amanhã.
Depois fui para a Globonews que, aliás, está usando um recurso bem oportuno (para ela). Convoca a população a mandar vídeos da catástrofe, e economiza por não precisar mandar equipes para registrá-las. Depois de exibir toda a catástrofe, com comentaristas acusando os governos municipal, estadual e federal, o Trigueiro entrevista o secretário de saúde do Estado, que estava de galochas, acompanhando a tragédia.
Curioso foi que a imprensa não culpou o Serra e os tucanos, que governam o Estado por 15 anos e 3 meses, pelas enchentes de SP. A culpa foi de São Pedro. Não lembraram que o Alckmin gastou R$ 1,1 bilhão para aumentar a capacidade do Tietê, e que por terem deixado de fazer manutenção, esse dinheiro foi parar no ralo, e que os trabalhadores que pagaram pela obra tiveram mais uma vez suas casas inundadas... Enquanto SP estava no olho do furacão, Serra foi a Copenhagen bater papo com o Swazenagger.
Vi o Kassab falar sobre as enchentes, mas não vi nenhuma declaração do Serra...
Embora o RJ tenha uma situação geográfica mais complexa por ser cercada de morros e montanhas, é claro que já deveriam ter dado um jeito para que esses desastres não acontecessem de forma tão drástica, mas a imprensa, que tem o poder de formar opinião, pressionar os políticos e cobrar providências, não percebe a sua grande parcela de responsabilidade. É que, a exemplo de SP, quando o governo é de seus aliados, o PIG foi, é e sempre será o PIG!
(*) Em 29 de março deste ano, Maria Judith Brito, presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais, afirma no jornal O Globo: "A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo."
Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”
[/caption]
Estou indignada com o comentário do “anão do orçamento” Ibsen Pinheiro, buscando os seus 15 minutos de fama para ver se apaga os longos anos de ostracismo ocasionados pela cassação do seu mandato em 1993, sobre a manifestação do Rio de Janeiro na tarde de ontem: “O Rio de Janeiro já fez manifestação favorável à ditadura...”
Infelizmente, é verdade. Aconteceu a Marcha da Família com Deus pela liberdade. Mas para ser mais verdadeiro, faltou falar:
1 - Isso aconteceu em 1964, há 46 anos!!!
2 - Não foi só no Rio de Janeiro (2/4/64), mas também em São Paulo (19/3/64), e diversos outros estados brasileiros.
3 - Toda a “grande imprensa” brasileira apoiou o golpe de 64, portanto foi a grande responsável por levar a população a acreditar que aquela era a melhor opção para o Brasil. Nesta época, a imprensa era o único veículo de informação. Felizmente, hoje temos a internet.
Manchetes dos Jornais no dia 2 de abril de 1964:
O Dia (RJ): A população de Copacabana saiu às ruas em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do exército
Estado de Minas (MG): Multidões em júbilo na Praça da Liberdade
O Globo (RJ): Democracia está sendo restaurada.
Manchetes semelhantes nos demais estados do Brasil, como a Folha de São Paulo, que recentemente chamou a ditadura brasileira de “ditabranda”, Estadão etc.
Agora essa imprensa está tentando induzir os seus leitores/ouvintes/espectadores a pensarem que o governo Lula está contra o Rio de Janeiro. “Pode prejudicar a candidatura da Dilma”.
Eles ignoram o fato de que a lei enviada ao Congresso foi alterada na Câmara pelo “anão do orçamento”?
O pré-candidato ao governo do estado do RJ, Fernando Gabeira, não se manifestou.
O candidato a presidência José Serra, se esquiva de declarações, afirmando só ter tomado conhecimento dos fatos pela imprensa. Precisa conhecer melhor a questão para poder opinar... Mais em cima do muro, impossível!
A “grande imprensa” brasileira não cobra dos seus candidatos que se manifestem... Deixa-os convenientemente esquecidos...
Como se pode ver, a “grande imprensa” brasileira é maquiavélica, no pior sentido da palavra, e quem para um pouquinho para pensar, logo percebe que ela nunca esteve do lado do Brasil e dos brasileiros, senão vejamos:
1 - Foi contra a campanha o Petróleo é nosso
2 - Foi contra as medidas nacionalistas de Vargas
3 - Foi contra o governo JK
4 - Apoiou a ditadura
5 - Apoiou o Collor
6 - Apoiou o FHC e o entreguismo das empresas nacionais: Vale, Petrobrax etc.
7 - Agora apóia o Serra.
Tem ela alguma moral para se pretender “formadora de opinião”?
Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog “Farmácia de Pensamentos” e é colaboradora do blog “Quem tem medo do Lula?”