O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog
Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.
Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ministro do TCU desmente Estadão

Fonte: Nassif online

Infelizmente os jornalistas Rui Nogueira, diretor da sucursal do Estado em Brasilia, e Ricardo Gandour, diretor de conteúdo, transformaram-se em assassinos de reputação de colegas. Uma pena.

Qualquer jornalista iniciante sabe distinguir relatório inicial do TCU - que depende da opinião individual de um auditor - de julgamento final., no qual todas as partes são ouvidas e a decisão é dos ministros do tribunal. Durante a campanha, uma das "denúncias" contra Dilma Rousseff - encampada pelo próprio Estadão - foi um relatório preliminar que foi derrubado no julgamento final do Tribunal de Contas do Estado.

No ano passado transformaram em "denúncia" a mera presença do filho do Franklin na inauguração da TV Brasil em São Paulo.

Não sei onde Gandour e Nogueira pretendem chegar com esse estilo. A tradição do Estadão nunca foi essa, de uso de denúncias falsas ou incompletas como vendetta pessoal. O respeito pelos fatos e por pessoas transformou o Estadão em um jornal respeitado inclusive pelos adversários. Onde se pretende chegar com esse jogo? 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Herança Maldita de Lula segundo "O Globo"


Analisando uma Matéria Econômica tendenciosa do Jornal “O Globo”


Por Gustavo A. Medeiros (*)

É impressionante como o jornal “O Globo” tenta criar uma suposta herança maldita advinda do governo Lula. Só Freud explica o motivo de os oposicionistas viscerais (e isto inclui a velha grande mídia) tentarem colocar todos os defeitos da era FHC no governo do Presidente Lula, isto quando não conseguem atribuir as conquistas do ex-presidente operário a uma mera continuação da política econômico-social de FHC.

Em uma análise rápida da matéria acima, dá para perceber que sua finalidade é mais uma vez desacreditar o último governo petista. Os gráficos negativos são colocados logo na parte de cima da matéria com curvas vermelhas, que chamam mais atenção, com o título bem sugestivo mais acima: “A Conta que sobrou para Dilma”. A parte escrita também fica em cima e lateralmente à esquerda. Uma aula de manipulação e negativação da notícia. Os gráficos positivos ficam em baixo e em azul, dando menos destaque à parte positiva. Além disso, são colocados 7 gráficos desfavoráveis ao governo anterior contra apenas 4 favoráveis (se quisessem, eles poderiam colocar mais gráficos positivos como a diminuição da desigualdade, o aumento das reservas internacionais etc.). Fora a pequena tabela com 3 linhas desfavoráveis.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um império contra um operário

A mídia, Globo na frente, não dá trégua ao ex-presidente
Por Maurício Dias, na revista "Carta Capital"

Nunca foram boas as relações entre a mídia brasileira e o torneiro mecânico Lula, desde que, nos anos 1970, ele emergiu no comando das jornadas sindicais no ABC paulista, onde estão algumas das empresas do moderno, mas ainda incipiente capitalismo brasileiro. Em consequência, quase natural, o operário não foi recebido com entusiasmo quando, após três fracassos, venceu a disputa para a Presidência da República, em 2002.

Os desentendimentos se sucederam entre o novo governo e o chamado “quarto poder” e culminaram com a crise de 2005 quando televisões, jornais, rádios e revistas viraram porta-vozes da oposição que se esforçava para apear Lula do poder. Inicialmente, com a tentativa de impeachment. Posteriormente, após esse processo que não chegou a se consumar, armou-se um “golpe branco” em forma de pressão para o presidente desistir da reeleição, em 2006.

Lula ganhou e, em 2010, fez o sucessor. No caso, sucessora. Dilma Rousseff sofreu quase todos os tipos de constrangimentos políticos. Ela tomou posse e, no dia seguinte, foi saudada por deselegante manchete do jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Lula elege Dilma e aliados preparam sua volta em 2014”.
A reportagem era um blefe político. Uma “cascata” no jargão jornalístico. O jornal O Globo, núcleo do império da família Marinho, tornou-se a ponta de lança da reação conservadora da mídia e adotou, desde a posse de Lula, um jornalismo de combate onde a maior vítima, como sempre ocorre nesses casos, é o fato. Sem o fato abre-se uma avenida para suspeitas versões.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os oito anos do governo Lula, em testemunho de Tereza Cruvinel

Os oito anos do governo Lula

Por Tereza Cruvinel, ex-colunista de "O Globo", atualmente no "Correio Braziliense"

Neste último artigo do ano aqui no Correio, não tenho como não falar dos
oito anos trepidantes, em todos os sentidos, que estão chegando ao fim.

Os anos Lula não apenas mudaram para sempre o Brasil. Mudaram também
nossa forma de sentir e pensar nosso país.

Sob Lula, aprendemos a enxergar a pobreza, a importância de combatê-la
e, mais recentemente, a celebrar sua redução.

Vimos um presidente chegar ao poder contrariando tudo o que sempre nos
pareceu natural: sem berço, sem diplomas, sem o apoio das elites
econômicas e pensantes. Vimo-lo, depois, quebrar todas as convenções ao
exercer o poder: falando a linguagem desabrida do povo, cometendo
metáforas rasas e gafes frequentes, quebrando a liturgia do cargo,
trocando o serviço à francesa do Itamaraty por um buffet self-service,
tomando café com os catadores de papel e exercitando uma aguerrida
diplomacia presidencial sem falar outra língua.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O papelão de assessores de imprensa na ditadura

O jornalista Carlos Chagas (à esquerda) acompanhando o marechal Arthur da Costa e Silva. Foto: Acervo pessoal de Carlos Chagas / Retirada do livro "No Planalto, com a Imprensa"
O papelão de assessores de imprensa na ditadura

Por Urariano Mota (*)

 

Recife (PE) - Do livro “No Planalto, com a imprensa”, cujos dois volumes reúnem entrevistas de secretários de imprensa e porta-vozes de JK até Lula, prefiro ressaltar frases de assessores que serviram à ditadura brasileira. Nas passagens que o eufemismo recomendaria chamar de momentos menos honrosos, são indicadas ações vis como se fossem coisas bobas, ossos do ofício de experientes assessores, entre um riso e outro.

É sintomático do nível geral do jornalismo que ninguém mais se espante com informações graves, como estas cândidas palavras de Carlos Chagas, assessor de Costa e Silva, ao lembrar seus tempos de O Globo:

“As informações sobre o que podia ser veiculado vinham dele, Roberto Marinho. Mas era esporádico, vinham de vez em quando, porque o Roberto Marinho era daqueles jornalistas antigos que não admitiam notícia política, vamos dizer, elaborada pelo repórter. Ele tinha uma orientação clara: ‘Tem que escrever: fulano de tal disse a O Globo, disse a O Globo, disse a O Globo. Aí, publique tudo o que você quiser, na boca do outro’. Era esperto, não? Para O Globo não ser acusado de nada”



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Manipulação jornalística criminosa


A denúncia de Welch é extremamente grave e demonstra concretamente o comportamento de uma empresa jornalística que tem altos interesses no agronegócio e pauta suas matérias de acordo com o que melhor lhe convier. Isso, portanto, não é jornalismo, está muito mais para mercantilismo, leia-se grana mesmo, do que outra coisa.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)


sábado, 11 de dezembro de 2010

O cordelista que não se vendeu



No dia 31 de outubro, O Globo publicou a biografia da Dilma escrita pelo nosso João (foto). Houve censura, conforme reclamou o autor, porque suprimiram o adjetivo “competente” que rimava com presidente e outras coisinhas mais. Mas deu o recado sobre a candidata. Revoltado com a história de que Dilma era assaltante de banco, deu sua versão: “Enfrentou com altivez / os porões da ditadura / encarou constrangimentos / o choque elétrico e a tortura / pelo povo do Brasil / pegava até no fuzil / e sem perder a ternura”.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O senso de liberdade da imprensa "livre": Falha X Folha de S. Paulo


Publico e-mail que o companheiro Raul Longo, colaborador do QTML?, recebeu e me repassou, sobre a censura ao blog "Falha de S. Paulo". A mensagem é assinada por uma tia dos responsáveis pelo blog censurado:

Queridas pessoas,

Peço a vocês que ajudem a divulgar também para fora do país a censura da Folha contra o blog de paródia Falha de S. Paulo, de meus sobrinhos Lino e Mario. Além de conseguir tirar o blog do ar, alegando uso indevido da marca, a FSP mantém processo contra os jovens.
O precedente de processar quem critica é ameaçador.
No endereço http://www.desculpeanossafalha.com.br  está todo o histórico do caso e um apanhado em inglês, francês, italiano, espanhol. Logo vai entrar também o texto em alemão, mais o vídeo do Gil com legendas em inglês e francês.
Espero que vocês possam ajudar a divulgar para pessoas no Brasil e no exterior, para pessoas de listas solidárias, blogs....
Agradeço a vocês o empenho.
Grande abraço
Otilia
--

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dói o fígado de "O Globo"

De braços dados com a ditadura: a família Marinho sempre escolheu um lado
Por Rodrigo Viana, jornalista, em seu blog "O Escrevinhador"

O jornal da família Marinho publicou chamada na capa sobre a entrevista de Lula aos blogueiros. E, numa página interna, estampou matéria de alto de página sobre a coletiva no Palácio do Planalto. O objetivo, evidentemente, era esculhambar os blogueiros e o presidente da República.

Achei muito engraçado: a turma de Ali Kamel está perdida. Passar recibo dessa forma a meia dúzia de blogueiros? Isso mostra o que? Que eles temem a blogosfera. Já não falam sozinhas. O fígado dos que dirigem as “Organizações Globo” dói por dois motivos:

- já não formam opinião como antes, e não decidem eleição (por mais que eu seja o primeiro a reconhecer que a velha mídia segue a concentrar algum poder; erra quem menospreza esse poder hoje cadente);

- já não falam sozinhos no Brasil.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Exército boliviano se recicla


 Exército boliviano se recicla
 Enquanto Folha e O Globo se preocupam com a ficha de Dilma, Exército boliviano se declara socialista e em favor da luta pela soberania e pela dignidade nacional.

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


sábado, 20 de novembro de 2010

Comentando os documentos sobre Dilma

Do meu companheiro e amigo Gustavo Medeiros, 
publicado pelo blog do Nassif

O problema é que na própria reportagem de o Globo sobre o inquérito não mostra que ela assessorou o assalto.
"descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.
Onde está Descrição? Não era relevante para estar na reportagem? Eram baseados em fatos ou eram apenas Achismos dos órgãos de repressão?
Mostra também que a Dilma não necessariamente sabia dos eventos ocorridos.
"Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros."
Aliás, Adhemar de Barros não tinha reputação de honesto.
Outra coisa, os integrantes das organizações não necessariamente sabiam das ações uns dos outros, havia uma grande autonomia nas ações por medida de segurança, a razão é obvia, se um “caía” nem sempre todos cairiam. Por isto, nem a Dilma Rousseff e nem o esposo dela sabiam os nomes verdadeiros um dos outros.
Na ditadura, houve alegação ridícula de que Vladimir Herzog era da KGB. O que prova que eles não eram bons de avaliação ou, pelo menos, belos mentirosos e manipuladores.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Confessa Noblat, essa doeu...

Do Tijolaço, de Brizola Neto

Deus me livre de que o tempo me corroa a humildade e me faça querer ser dono da verdade, destes que não ouvem com o coração e não escrevem com alma.

E que me permita um dia, quando os cabelos – se restarem – ficarem brancos, escrever como o aposentado Carlos Moura, da mineira Além Paraíba, faz hoje numa carta aberta ao jornalista Ricardo Noblat, respondendo a uma agressão insólita e desnecessária que fez, ontem, em seu blog, a Lula, dizendo que lhe falta, desde que decidiu eleger Dilma, “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

A carta de Moura foi publicada no Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, e eu a reproduzo aqui:

Uma carta a Noblat 

Noblat
Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Folha de S. Paulo vive de rabo preso com o passado

Qual pode ser o interesse da empresa Folha de São Paulo em colocar suas mãos no prontuário de Dilma Roussef, guardado no Supremo Tribunal Militar? Boa coisa não é. A Folha, que deu carros para o DOI-CODI (Operação Bandeirante) armar ciladas e para transportar presos políticos para longas sessões de torturas não tem boas intenções. Essa empresa já publicou uma “ficha da Dilma” forjada pelos torturadores abrigados e escondidos em sites e blogs de difamação e insulto à democracia. Será que tem mais dessas “fichas da Dilma” para apresentar em seu currículo político?

Sempre suspeita, Folha vive de rabo preso com o passado.

Qual pode ser o interesse da empresa Folha de São Paulo em colocar suas mãos no prontuário de Dilma Roussef, guardado no Supremo Tribunal Militar? Boa coisa não é.

A Folha, que deu carros para o DOI-CODI (Operação Bandeirante) armar ciladas e para transportar presos políticos para longas sessões de torturas não tem boas intenções. Ela financiou e se beneficiou com a ditadura e acha que aquilo tudo foi uma “ditabranda”.

Como acreditar em algo que parta dessa empresa que cedeu um de seus jornais para o mesmo DOI-CODI usar como panfleto em defesa de seus assassinatos?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Histórico: A ruína do JN (compilação de fatos, links e provas)

Reproduzo e-mail enviado para o QTML? - quemtemmedodolula@hotmail.com - pelo nosso leitor Gustavo Castanon:


Vimos um dia histórico. Quinta-feira, 21/10/2010, assistimos a credibilidade do Jornal Nacional virar pó. Proconsult e edição do debate de 89 viraram passado distante. Numa tentativa desesperada de proteger Serra e denegrir o Presidente, o JN montou uma versão temerária dos fatos, baseada num "perito" de péssima reputação.
Na mesma noite, o jornal da SBT voltou a afirmar que tinha o evento todo filmado e que nada mais atingiu Serra. Na manhã seguinte, um professor da UFSM demonstrou a falsidade do "laudo" de Molina, e que o vídeo havia sido editado.

Veja abaixo os principais fatos da ruína da credibilidade do Jornal Nacional, hoje a maior piada jornalística do país.
PASSEM ESSA SÍNTESE PRA FRENTE, E AJUDEM SEU PAÍS COM A VERDADE QUE A GLOBO NÃO MOSTRA.
  
OS DEZ PASSOS DA RUÍNA DO JORNAL NACIONAL:

1 - GABEIRA, QUE ESTAVA AO LADO DE SERRA, DECLARA QUE NÃO VIU OBJETO NENHUM
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/21/gabeira-diz-que-nao-viu-objeto-acertar-serra-mas-conta-que-aliado-ficou-grogue.jhtm

2 - GLOBO RECORRE A MOLINA, "PERITO" MAIS DESMORALIZADO DO BRASIL, DEMITIDO DA UNICAMP, QUE DISSE QUE PC SE SUICIDOU,E DEFENDE CASAL NARDONI E BRUNO A SOLDOhttp://periciacriminal.com/novosite/2009/08/05/perito-que-deu-laudo-favoravel-a-zuleido-e-sarney-trabalha-a-soldo-de-acusados/


Ricardo e Pedro Abramovay desmentem Veja

Do blog do sociólogo Rudá Ricci
Reproduzo, abaixo, email que recebi de Ricardo Abramovay, um dos nossos maiores intelectuais, professor da USP, premiado por suas pesquisas sobre agricultura familiar, um dos responsáveis pela elaboração da Agenda 21 brasileira. Fernando Henrique Cardoso conhece bem Abramovay, porque ele colaborou tecnicamente por diversas vezes com seu governo.
Divulguem. Este pedido é o mínimo que posso fazer pela amizade e respeito que tenho por Abramovay. A Veja não é mais uma revista. É algo inominável.
-----Mensagem original-----
De: Ricardo Abramovay [mailto:abramov@usp.br]
Enviada em: 23 de outubro de 2010 20:37
Para: Ricardo Abramovay
Assunto: Veja de hoje
Caros amigos, colegas e alunos
Uso esta lista exclusivamente para difundir artigos ou eventos. Mas não posso deixar de enviar-lhes a nota de meu filho Pedro Vieira Abramovay em resposta à repugnante matéria de capa de hoje da revista VEJA.

SEGUE NOTA DE 
PEDRO ABRAMOVAY



sábado, 23 de outubro de 2010

Pedro e o Globo


Pedro, pastor de ovelhas, todo dia enganava a população gritando: “Olha o lobo!”. No dia em que o lobo apareceu, efetivamente, ninguém acreditou nos seus gritos. Quem acredita num mentiroso contumaz? Lembrei-me dessa história vendo o Jornal Nacional e a primeira página de O Globo, nessa sexta-feira. Assim, quando no domingo, 24 de outubro, o Globo escrever que é domingo, 24 de outubro, duvide, procure outras fontes antes de vestir sua roupa dominical.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

As bolas de papel da democracia desejada

Serra não é Lacerda; falta-lhe talento.
O Jornal Nacional de 21/10 não foi só uma tentativa patética de recriar o tiro que matou o Major Vaz. Os 7 minutos gastos na “fabricação” da fita adesiva que teria atingido o candidato tucano revelam desorientação no tempo e no espaço. A Rua Tonelero não fica em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro.
Por Gilson Caroni Filho (*)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ainda o "bolinhagate" de Serra: até a Globo vaiou Ali Kamel

O chefe conduz a equipe para a vergonha

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel


Por Rodrigo Viana, o "Escrevinhador"

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e  Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Serra e a fita crepe: site de prof. que questiona a autenticidade de vídeo da Globo foi censurado

Do site "Outras Palavras"

Professor de jornalismo gráfico desmonta vídeo quadro a quadro e aponta truque de compressão de imagens
—-

(CENSURADO SITE QUE APONTOU MANIPULAÇÃO DA GLOBO)
Urgente (22/10, 12h16): Desde o final da manha desta sexta (22/10), o site do professor José Antonio Meira da Rocha (http://meiradarocha.jor.br) foi bloqueado pela empresa que o hospeda — no que pode ser um caso grave de censura na internet. Em decorrência, as imagens que sustentavam a hipótese levantada por ele desapareceram, em dezenas de blogs que reproduziam suas informações.
O material foi republicado, em seguida, no blog Marxismo On-Line, de Leonardo Arnt — de onde foi reproduzido por Outras Palavras

O Jornal Nacional de ontem fez lembrar o envolvimento da Rede Globo na disputa presidencial que elegeu Fernando Collor, em 1989. Nada menos que 7 minutos foram dedicados à tentativa de demonstrar que José Serra fora atingido, na véspera, por um rolo de fita adesiva. Convocou-se Ricardo Molina, um “especialista” cujo currículo inclui a tentativa de acusar o MST pelo massacre de Eldorado de Carajás, de “assegurar” que PC Farias se suicidou e de questionar as provas sobre a responsabilidade da família Nardoni na morte da menina Isabela. Procurava-se frear a onda de indignação (e de deboche) que correu o país, quando se soube, horas antes, que a “agressão” sofrida na véspera pelo candidato do PSDB fora provocada por uma bolinha de papel. Não, tentou afirmar o Jornal Nacional: a tomografia a que se submeteu o candidato justificava-se. Ele havia sido atingido também por um rolo de fita adesiva…
Até mesmo esta versão está sendo contestada agora. José Antonio Meira da Rocha, professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), analisou as imagens do Jornal Nacional quadro a quadro e chegou às seguintes conclusões, publicadas em seu blog: a) o suposto rolo de fita crepe, ou durex, não aparece em nenhum dos quadros anteriores ou posteriores ao momento em que se “choca” com a cabeça de Serra. Teria surgido do nada; b) um truque elementar na manipulação de vídeos (um artifact de compressão) é suficiente para gerar imagem idêntica à exibida no Jornal Nacional. 

O temor da mídia

O argentino e prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel escreveu um artigo, "A contaminação informativa", que pode ser lido no site Carta Maior, no qual reafirma a necessidade da Lei de Meios Audiovisuais, aprovada pelo parlamento argentino, por romper os monopólios da informação, gerar o pluralismo jornalístico e recuperar a liberdade de imprensa.
A leitura do artigo de Esquivel se encaixa perfeitamente à realidade brasileira, da América Latina e do mundo, onde a concentração da informação em pouquíssimas mãos distorceu completamente os conceitos de liberdade de expressão. A informação passou a ter donos que a manipulam ao seu bel prazer. Isso ficou evidente a nível global no endosso midiático às esfarrapadas justificativas para a guerra do Iraque, e sobressai na América Latina, particularmente durante os períodos eleitorais.

Creative Commons License
Cite a fonte. Todo o nosso conteúdo próprio está sob a Licença Creative Commons.

Arquivo do blog

Contato

Sugestões podem ser enviadas para: quemtemmedodolula@hotmail.com
diHITT - Notícias Paperblog :Os melhores artigos dos blogs