O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Carta a meu irmão Alcides

Foto: Cuducos http://panoptico.wordpress.comFoto: cuducos http://panoptico.wordpress.com/2007/05/14/para-andrea-matarazzo-catadores-sao-problema/
"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.


Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.


O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.


O bicho, meu Deus, era um homem."


("O bicho", Manuel Bandeira)


Carta a meu irmão Alcides


Por Urariano Mota"Alcides Nascimento Lins, 22 anos, foi assassinado a tiros na madrugada do dia 6. O jovem, filho de uma ex-catadora de lixo, havia passado em primeiro lugar entre os alunos de escolas públicas no vestibular de 2007 da UFPE”, disseram os jornais. Ao que digo agora.


Eu também já fui como você, Alcides. Eu já fui igualzinho a você, menino pobre que nem sempre tinha o que comer. Esclareço, pior dizendo: depois da morte do meu pai, quase nunca tinha pra comer. Mas se tem uma coisa que me fazia igualzinho a você era o gosto pelos livros, pela leitura, pela palavra impressa, que eu lia como um crente abre a bíblia e crê na palavra de Deus. Eu também já fui como você, até no tipo físico, até na cor, até na forma da tua pele. É lógico, não fui igual a você na aprovação das duras provas do vestibular, a ponto de ser classificado em primeiro lugar. Isso não, eu jamais consegui, embora sonhasse em fazer igual a você, quando tinha quinze anos.


Lembro de um dos escândalos no bairro de Água Fria em 1966: o filho de um lixeiro havia passado no vestibular de engenharia. Miro, lembro bem. Ele era apontado como exemplo para nós, que já gostávamos de estudar com o mesmo amor com que jogávamos bola. Por isso, foi com uma impressão de coisa conhecida, familiar, que abri o jornal há três anos e soube que você havia passado no vestibular lá em cima, no primeiro lugar. Então eu me disse, há três anos: Alcides é meu igual, Alcides é o que eu sonhava ser. Esse irmão eu conheço.


E mais fui me identificando ao saber que você gostava de pensamentos como este: “A felicidade se conquista aos poucos. A felicidade é adquirida por cada pedra tirada do caminho”. Que coisa, não é, meu irmão? Eu também, quando era contínuo de A F Motta e Companhia Limitada, enquanto limpava o lixeiro escarrado pelo português dono da firma, ia escondido para os livros de autoajuda, que me consolavam com pensamentos assim: “você é aquilo que imagina ser”. Então o contínuo estufava o peito para aguentar até a noite, quando ia para o curso clássico no ginásio pernambucano. Assim como você acreditava na felicidade, eu também acreditava que a gente crescia e melhorava de vida só pela força do pensamento positivo.


A vida depois me ensinou que as coisas não se passavam exatamente dessa maneira. Entre o sonho e a realização, quanto trabalho, quanto suor, quanta coisa a gente tem que engolir, Alcides. Quanta desrespeito a gente mastiga, mastiga, engole inteiro e o corpo devolve em tumor que explode no corpo da gente, meu irmão. Por isso entendi quando você, sem a experiência destes meus 59 anos, encarou os delinquentes, não ouviu a sua mãe, que lhe gritava para entrar, entrar urgente na sua casinha que mais parece casa de pombo, só tem entrada, e você, “não”, parecia se dizer, “será que eles não veem que eu sou um jovem de futuro? Será...?”. E os marginais não viram, ou de raiva porque eles próprios não têm mais qualquer futuro, apagaram com o teu, meu irmão. Por isso não gostei das notícias que vieram depois, quando toda a imprensa disse que você morrera por engano. Que você morreu porque foi confundido com um consumidor de drogas. O que isso quer dizer, mano? Que se você fosse usuário, comprador de maconha, estava certo receber duas balas na cabeça? O que é isso? A tua morte acende e levanta uma revolta imensa na gente, porque o crime e a barbárie cortaram o esforço de civilização em um jovem pobre. Mas a tua morte também nos ensina que não existe execução certa, que não há morte boa para ser aplaudida. Entre o uso da droga e a decência, entre o consumo de drogas e o amor aos livros, às vezes não existe mais que uma casinha de diferença, assim como na tua vila de casinhas de pombo. Nenhuma morte é justa, Alcides, tu bem sabes, tu bem sabias quando criaste dificuldade para que o teu vizinho não fosse morto. E terminaste morrendo no lugar dele.


Mas a tua morte, por fim, deixa em todos nós a maior lição, Alcides. A lição é esta, meu irmão, meu igual: que mais vale a luta que a vitória. Você esteve no bom combate, Alcides. Você esteve na luta de reunir forças por acreditar que pelo teu trabalho e estudo poderias ajudar a tua mãe, os teus amigos, o teu povo. Filho de uma ex-catadora de lixo, recuperaste ao fim a dor da tua mãe para todos os jovens, até mesmo para os maduros de todo o Brasil..... Mais vale a luta que a vitória. Eu acho que aprendi, mano. Eu juro que, quando crescer, eu quero ser igualzinho a Alcides.


Urariano Mota é jornalista e escritor. Autor do livro "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do Cabo Anselmo, executada pela equipe de Fleury com o auxílio de Anselmo. Urariano é pernambucano, nascido em Água Fria e residente em Recife. É colunista do site "Direto da redação" e colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?"

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Filmes: "Guerra ao Terror"


CHATO E PRECÁRIO










O filme nem mesmo tem uma mensagem firme contra a guerra. No máximo ensina que “a guerra não é bolinho”, algo que certamente vai impressionar um alienígena pacífico que chegou à Terra hoje.











André Lux

Esse “Guerra ao Terror” (uma tradução ridícula para “The Hurt Locker”) é mais um caso de delírio coletivo dos profissionais da opinião que colocam no pedestal um filme fraco que não chega nem aos pés de outros filmes de guerra como “Platoon”, “Três Reis” ou mesmo “O Resgate do Soldado Ryan” (que era tecnicamente impressionante). Até entendo que cause certo impacto nos Estados Unidos, afinal são eles que estão metidos até o pescoço naquele atoleiro servindo de bucha de canhão enquanto algumas corporações ligadas aos neocons do partido Republicano faturam em cima da guerra. Agora, indicar esse blefe para nove Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, só pode ser piada!


Não há história a ser contada e o filme resume-se a uma série de episódios envolvendo uma equipe de especialistas em desarmar bombas, comandada por um sujeito estúpido e irresponsável que coloca seus colegas em risco todo o tempo. Há uma tentativa forçada de afirmar que o rapaz é “viciado em guerra”, como sugere uma frase no início do filme, mas tudo não passa de desculpa para gerar situações de suspense onde somos obrigados a torcer para os patéticos soldadinhos do Tio Sam, sempre atônitos e perdidos no meio daquele deserto cheio barbudos usando turbante.


Tecnicamente o filme é precário, todo filmado naquele estilo “docudrama” que já deu o que tinha que dar, com câmera de High Definition trepidando na mão e um excesso de zooms que só servem para torrar o saco do espectador. Não dá nem para falar em direção de fotografia num filme desses, já que tudo é filmado com luzes naturais, o que deixa as cenas noturnas num breu total. Não se trata nem de opção estética, como já fizeram por exemplo Clint Eastwood em “Os Imperdoáveis”, ou Stanley Kubrick em “Barry Lyndon”. É falta de recursos mesmo.


A direção de Kathryn Bigelow é medíocre e o fato mais marcante de sua presença atrás das câmeras, que tem gerado faniquitos em alguns profissionais da opinião, é ela ser ex-mulher do James Cameron, que também concorre ao Oscar como Melhor Diretor pelo ridículo “Avatar”. Vejam só que coisa importante!


Os diálogos são frouxos e soam forçados saindo das bocas de um grupo de atores inexpressivos (não se deixe enganar pelo nome de alguns famosos no elenco, como Ralph Fiennes e Guy Pierce, pois eles aparecem em pontinhas minúsculas). O filme nem mesmo tem uma mensagem firme contra a guerra. No máximo ensina que “a guerra não é bolinho”, algo que certamente vai impressionar um alienígena pacífico que chegou à Terra hoje. Se não bastasse tudo isso, “Guerra ao Terror” é chato pra burro, do tipo que você não vê a hora que acabe – e suas duas horas de duração parecem o dobro!


Veja por sua conta e risco, mas não diga que eu não avisei.


Cotação: *
















André Lux, jornalista, presta assessoria na área de Comunicação Social, crítico-spam, administra o blog “Tudo em Cima”. http://tudo-em-cima.blogspot.com/


Colabora com a Agência Assaz Atroz e com este "Quem tem medo do Lula?"


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PressAA

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http://santanadoipanema.blogspot.com/


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Malvinas, colonialismo e soberania


Malvinas, colonialismo e soberania

A decisão do governo britânico de explorar petróleo e gás nas Ilhas Malvinas reaviva tensões entre a Argentina e o Reino Unido, 28 anos depois da guerra travada entre os dois países por esse arquipélago do Atlântico Sul.


Por Gilson Caroni


A política internacional costuma ser uma estranha combinação de dramaticidade e de tédio, deslocando-se de uma excitante promessa de mudança para uma triste perspectiva de monotonia. De forma recorrente, trafega-se de conhecidas petições sobre “sinceros desejos de uma nova ordem mundial sustentável" para reiterações de hegemonismos e Destinos Manifestos. Enquanto analistas buscam fornecer conceitos atualizados de Estado e soberania, a realidade continua sendo moldada pelo antigo conceito de imperialismo: aquele que era definido como expressão de uma fase monopolista do capital.


A decisão do governo britânico de explorar petróleo e gás nas Ilhas Malvinas, reavivando tensões entre a Argentina e o Reino Unido, 28 anos depois da guerra travada entre os dois países por esse arquipélago do Atlântico Sul, reafirma o léxico colonialista que faz tábua rasa das resoluções da ONU. A conhecida virulência do antigo império, sempre amparado no apoio dos Estados Unidos, não afronta apenas o povo argentino. Para além das fortes evidências de uma rica província de hidrocarbonetos na região, o que está em xeque é a soberania da América Latina. Elaborar estratégia para suas riquezas energéticas, como o pré-sal brasileiro, é imperativo e inadiável.


Como denunciou a presidente Cristina Kirchner, “não é aceitável que as regras do mundo não sejam iguais para todos. As Nações Unidas podem tomar medidas, inclusive de força, contra países que não cumprem certas normas, mas quando são os poderosos que não as cumprem, nada acontece. A permanência de um enclave colonial não tem sentido". Afirmar que tudo não passa de “um assunto de política interna tanto para Cristina quanto para Gordon Brown" é jogar cortina de fumaça sobre questões mais profundas. Trata-se de, agindo com má-fé, estabelecer paralelos equivocados entre o passado e o presente.


Se, em 1982, o desespero foi o conselheiro que inspirou a ditadura militar a um salto no vazio, isto é, a ocupação das Malvinas, o que hoje move o governo argentino é a preservação de um espaço político soberano. Não há um general Galtieri tentando abrir um caminho para escapar do beco sem saída, mas uma presidente eleita reivindicando legítimos direitos nacionais. Um país renascido diante da recuperação de suas liberdades e consciente da importância da autodeterminação.


Não há solução de "meio-termo" quando a ofensiva imperialista não esconde mais seus objetivos. O golpe em Honduras, a ofensiva dos grandes proprietários na Argentina, a ação desestabilizadora da direita paraguaia, e as bases militares na Colômbia e no Panamá são fatos por demais suficientes para afastar a perigosa inércia analítica. Aquela que ignora, entre outras coisas, a crescente militarização das relações dos Estados Unidos com a América Latina.


As Ilhas Malvinas e suas adjacências são argentinas. Devem ser descolonizadas e reintegradas ao país. Têm que ser liberadas da ocupação estrangeira que se propõe a explorar suas riquezas e, provavelmente, instalar bases militares apontando para toda a América Latina e seu projeto de integração regional.


A luta deve prosseguir no plano político, diplomático, e em todos os terrenos apropriados, até a definitiva recuperação do arquipélago. É preciso afrontar todas as responsabilidades exigidas para o cumprimento de um programa de ação democrática e antiimperialista.


Não nos iludamos. Os piratas ingleses fazem parte de uma missão precursora no Atlântico Sul. A gravidade da situação obriga a coordenação no esforço de todos os partidos democráticos e populares para uma ação em conjunto com as correntes militares dispostas a não abdicar na luta contra o colonialismo.



Gilson Caroni Filho é sociólogo e mestre em ciências políticas. Nascido em Cachoeiro do Itapemirim (ES), mora no Rio de Janeiro, onde é professor titular de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). É colunista da Carta Maior, colaborador do Jornal do Brasil  e do blog "Quem tem medo do Lula?"

Assassinatos, seqüestros, torturas e estupros - O Estado terrorista de Israel



[caption id="attachment_4205" align="aligncenter" width="400" caption="Palestino ferido em área atacada por Israel"]Palestino ferido em área atacada por Israel[/caption]


Assassinatos, seqüestros, torturas e estupros - O Estado terrorista de Israel


A Polícia Internacional – INTERPOL – determinou a captura de onze agentes do MOSSAD envolvidos no assassinato do líder do Hamas Mahmud al Mabhud, no dia 19 de janeiro deste ano. O crime aconteceu em Dubai e o chefe de Polícia de Dubai, general Dabi Jalfan Tamin disse em entrevista que as investigações realizadas em cooperação com vários países atestam a participação dos serviços secretos do estado terrorista de Israel no crime.


Os assassinos do Mossad ingressaram no Dubai com passaportes falsos. Documentos emitidos na Alemanha, na França, na Irlanda e na Inglaterra. Os documentos não apresentaram nenhuma irregularidade quando do desembarque dos terroristas em Dubai.


Segundo o general e chefe de Polícia as investigações contaram com a participação de analistas europeus. Foram os responsáveis pela descoberta de passaportes e documentos falsos dos agentes de Israel.


O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse que seu país vai investigar a fundo a participação de agentes israelenses no crime a partir da falsificação de passaportes de cidadãos britânicos. O primeiro ministro Gordon Brown afirmou que se trata de um assunto “grave” e que “precisa ser investigado”. Os líderes do partido Conservador, da oposição, exigem que o primeiro-ministro informe publicamente quando tomou conhecimento que entre os envolvidos alguns estavam com passaportes britânicos falsificados.


Na Irlanda o embaixador de Israel foi chamado à chancelaria do país para dar explicações sobre o uso de três passaportes irlandeses falsificados pelo MOSSAD. Os portadores dos passaportes falsificados na Grã Bretanha (que inclui a Irlanda) têm dupla nacionalidade, israelense e britânica. Os passaportes são “autênticos”, mas os nomes não correspondem àqueles que constam dos documentos.


O governo francês também quer explicações da organização terrorista Israel (tida como nação). Um dos passaportes falsificados é francês. Bernard Valero, do Ministério das Relações Exteriores, diz que seu país está colaborando nas investigações e “os elementos que possuímos nos levam à conclusão que o passaporte é falso”.


O governo alemão, foram usados passaportes falsificados na Alemanha, não se pronunciou sobre o assunto. Segundo a Polícia de Dubai está colaborando com as investigações.


A prática de assassinatos de líderes palestinos é comum pelo MOSSAD, serviço secreto de Israel. Estende-se a todo o mundo, inclusive ao Brasil, onde mantêm agentes monitorando refugiados principalmente na região de Foz de Iguaçu. Seqüestros, torturas, estupros, toda a sorte de barbárie é cometida pela organização terrorista.


É recente a distribuição de um vídeo através de braços do MOSSAD e do governo terrorista de Israel sobre suposta prática de “pedofilia” por integrantes do Hamas. Dias após a divulgação ficou claro que as meninas vestidas em um casamento coletivo e citadas como noiva, muitas delas com quatro anos de idade, eram apenas damas de honra de casamentos normais.


De um modo geral os governos ocidentais são cúmplices na omissão dessas práticas por Israel, que tem apoio ostensivo do governo dos EUA, inclusive o atual, do presidente Barack Obama. Um alto funcionário da área de inteligência da Casa Branca revelou na semana anterior ao carnaval que agentes da CIA estavam autorizados a matar cidadãos em qualquer lugar do mundo, inclusive norte-americanos, que possam representar “riscos à segurança dos Estados Unidos”.


Num caso como esse fica flagrante o desrespeito da organização terrorista Israel até a aliados tradicionais dos sucessivos governos sionistas e terroristas de Tel Aviv.


É a presunção de povo superior como fachada e os interesses econômicos no Oriente Médio como um todo e na Palestina em particular, o principal braço dos EUA e de organizações e empresas que controlam a maior potência do mundo, dominada por grupos e fundações sionistas.


A realidade é que os governos norte-americanos, inclusive o atual, não têm a menor autonomia em relação a Israel, já que a suposta federação de estados que formam o EUA, é um conglomerado de empresas e organizações terroristas, com total controle sobre Washington.


Israel hoje controla setores chaves da economia e da política nos EUA e submete o governo daquele país a seus interesses. Há uma inversão do que acontecia há alguns anos atrás.


Um sem número de resoluções votadas pela ONU (Assembléia Geral e Conselho de Segurança) condenando Israel por sistemáticas e deliberadas violações de direitos dos palestinos, inclusive roubo de água, é inteiramente ignorada por aquela organização terrorista. Em nenhum momento os EUA, ou qualquer nação dita ocidental, cristã e democrática ousou enfrentar o poder do terrorismo sionista para fazê-las cumpridas (as resoluções).


O tratado de paz assinado entre palestinos e israelenses terminou no assassinato do primeiro-ministro de Israel. Rabin. Para os menos avisados, foi assassinado por um agente do MOSSAD, disfarçado de estudante e integrante de grupos de judeus ortodoxos.


De lá para cá a escalada da violência, a prática de assassinatos, seqüestros, torturas, estupros de mulheres palestinas cresceu de forma absurda. É ignorada pela grande mídia sob controle ou de grupos sionistas, ou submetidas a pressões de empresas com capital judeu. Via de regra grandes anunciantes. Caso da francesa CITROEN, na realidade de capital sionista. E da maior parte dos grandes bancos do mundo.


No Brasil, há mais ou menos um mês, o JORNAL NACIONAL, principal porta-voz do terrorismo sionista no Brasil e na sua forma midiática, mostrou uma palestina supostamente atacando soldados de Israel num posto de controle de território ocupado por forças de Tel Aviv. O JORNAL NACIONAL, no entanto, não mostrou, apenas citou, a revista feita na cidadã palestina por terroristas fardados. É que durante a revista a mulher foi apalpada em suas partes íntimas.


Sionistas dizem que esse “direito” de “povo superior” está nas “sagradas escrituras”.


É possível que considerem, claro que o fazem, “as sagradas escrituras” como balanço com altos lucros, livro caixa e outras operações mais nos juros sagrado de cada dia.


O chefe de Polícia do Dubai anunciou que nos próximos dias as investigações estarão mais completas, com mais detalhes e a comprovação absoluta da presença do MOSSAD e do governo de Israel no assassinato do líder do Hamas.


As técnicas e práticas do MOSSAD foram aprendidas em lições ministradas pelo III Reich. Fundaram o IV em 1948.


Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no "Estado de Minas" e no "Diário Mercantil". É colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

18 de Fevereiro no Brasil e no mundo

18 de fevereiro

1954 Manifestação pró-aumento do salário mínimo no Rio desafia o veto do
Manifesto dos Coronéis.

1957 Assinatura de Escritura de Transferência para a União de Terras da
futura capital - Brasília (DF).

1977 Arena acusa o MDB de infiltração por 'agentes comunistas'. A ladainha
é a mesma de sempre...

1991 Autolatina anuncia a demissão de 5 mil funcionários e recua em
decorrência de greve.

2001 Reunião coordenada pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC em 29
presídios de São Paulo, em pleno domingo de visitas, causa a morte de 19
prisioneiros e 5 feridos graves (gov. Alkmin - PSDB).

2002 PCC - Primeiro Comando da Capital promove outra rebelião, em 7
penitenciárias em SP, matando 15 presos e ferindo 49, e explodindo bomba no
prédio da Secretaria de Administração Penitenciária.

2005 Vladimir Putin, presidente da Rússia, afirma que o programa nuclear
iraniano é pacífico.

2009 Alemanha anuncia sua intenção de estatizar os bancos em dificuldades,
em decorrência da crise do neoliberalismo norte-americano.

Sônia Montenegro é analista de sistemas e mora no Rio de Janeiro. Mantém o blog "Farmácia de Pensamentos" e é colaboradora do blog "Quem tem medo do Lula?"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Senhoras e senhores, "o admirável mundo novo"


Senhoras e senhores, "o admirável mundo novo"


Um “sacerdote” do lucro nosso de cada dia, da produtividade máxima, viu um funcionário tomando um drinque num sábado à tarde, num bar, numa cidade dos EUA e na segunda-feira demitiu-o. O motivo – “beber é pecado”.


O general norte-americano que havia pedido desculpas aos afegãos pelas vítimas civis por bombardeios equivocados de artilharia pesada decidiu mudar de idéia. É que no dia seguinte ao seu pedido de desculpas outro ataque matou mais cinco civis. Fica mais fácil afirmar como o fez que os Talibãs usam civis como escudo.


Dizer que milhares de cidadãos haitianos saíram às ruas para protestar contra a ocupação de seu país e pedir a imediata retirada de tropas brasileiras e norte-americanas, nem pensar. Não passa na GLOBO de jeito e maneira. A visão da REDE e da grande mídia brasileira é que liberdade de expressão é a presença de tropas brasileiras e norte-americanas garantindo a propriedade privada, os bairros residenciais de alto luxo e o petróleo nosso de cada dia, isso no caso dos EUA.


No dia primeiro de março, em São Paulo, financiados por banqueiros, empresários e latifundiários, sob o patrocínio da ABERT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO) os patrões e donos começam a discutir “liberdade de expressão. Tem dinheiro da Fundação Ford no meio do encontro, e alguns empregados desses que vivem grudados no saco dos patrões estarão lá para renovar as elegias. É o caso de Arnaldo Jabor.


O governador de São Paulo, José Collor Arruda Serra, telefonou ao governador do Rio, Sérgio Cabral para dizer que iria assistir ao desfile de escola de sambas na Marquês de Sapucaí. Avisou e pediu ao colega carioca vaga para ele, a mulher e dois ou três assessores no camarote oficial e não foi.


Uma pesquisa instantânea feita pelo IBOPE e pelo professor Lavareda, funcionário tucano no setor, constatou que Serra seria vaiado todas as vezes que seu nome fosse citado, ou que ele fosse visto.


Optou por ir ao Recife a convite de Roberto Freire, dublê de conselheiro (a doze mil por mês) e mito de político honesto – só mito – onde pouco apareceu e quando apareceu foi cercado de acólitos. O mesmo em Salvador. Estava previsto que o governador sambaria (é o cúmulo da esculhambação!) no trio elétrico de Daniela Mercury, mas o risco de vaia estrondosa vai ser transformado em aplausos trepidantes na magia da edição.


Simples. Nos próximos dias as imagens de Serra serão editadas junto a multidões como se o governador tivesse sido ovacionado em cada um dos lugares onde passou..


É um velho truque tucano, o de parecer uma coisa e ser outra.


José Collor Arruda Serra é uma das figuras mais repugnantes da política brasileira. Já mandou avisar que se Arruda abrir o bico sobre o dinheiro de caixa dois na campanha de Kassab em 2008 (prefeito serrista de São Paulo) é para largá-lo à própria sorte, entregá-lo aos urubus.


José Roberto Arruda é aquele que aparece num vídeo ao lado de Serra, em que o governador paulista, cínico, mentiroso, corrupto como Arruda, discursa dizendo “vote num careca e leve dois”. Estão lá os carecas e boa parte das quadrilhas DEM/TUCANA.


O diretor do programa Big Brother, versão solene da missa capitalista, Boninho, ungido para jogar água “benta” da janela de um apartamento em Copacabana em pessoas que “são feias e vadias”, acompanhado da bispa Narcisa Tamborindeguy, disse há três semanas atrás que “faço o BBB da forma que deve ser feito, popular, provocativo e apelativo. É pra pegar o povão, as rodas de conversas, de todas as classes e dar audiência”.


Tudo levando em conta as acusações que o apresentador Pedro Bial não é imparcial (até rima). Bial nunca foi em nada. É uma espécie de fac totum do patrão. Se o negócio é cair de quatro cai. Se é rastejar, rasteja. Só ficou calado quando o governador do Pará Roberto Requião, de dedo em riste, chamou-o de mentiroso. Nem um pio. Retrucar como se é mentiroso?


É o espetáculo. “O pensamento da organização social da aparência fica obscurecido pela subcomunicação generalizada que ele defende.. Não sabe que o conflito está na origem de todas as coisas do seu mundo. Os especialistas do poder do espetáculo, poder absoluto no interior de seu sistema de linguagem sem resposta, são, absolutamente corrompidos por sua experiência do desprezo e do êxito do desprezo, pois reencontram seu desprezo confirmado pelo homem desprezível que é realmente o espectador (Guy Debord, “A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Contraponto, 2000).


”Os povos gostam de espetáculo, através dele, dominamos seu espírito e seu coração”. Luís XIV, rei da França.


Em


http://hondurasurgente.blogspot.com/2009/09/marqueteiro-trabalha-para-micheletti.html


É possível entender esse mundo de ficção deliberada. Pensada, planejada e posta em prática para “libertar” o bando de “homens desprezíveis”, o telespectador, da consciência crítica. Pensar para que?


Acabou o carnaval? Está chegando o sábado. Cerveja, churrasco, e o dilema vivido pelo Flamengo. Entra o mau caráter Zico (chegou dizendo que quer ser o técnico), ou fica o competente Andrade? Zico foi demitido no seu último time por incompetência.


Um grupo de cinco católicos, um deles exercendo cargo de confiança no governo José Roberto Arruda, foi passar a terça-feira de carnaval em vigília à porta do local onde o governador/bandido está preso. Vicente de Paulo, o nome do “amigo do governador”, com direito a função gratificada, estava munido de megafone e de mãos dadas ele e mais quatro oraram e pediram por Arruda.


Os problemas de Bento XVI são bem mais complexos. Orientou o clero irlandês a cooperar com as autoridades para apurar casos de pedofilia naquele país. O grande problema é o elevado custo das indenizações previstas para abafar os escândalos maiores do que se possa imaginar.


Edir, o Macedo, já avisou que se for preciso para salvar os irlandeses abre uma filial de sua igreja por lá. É só acertar a questão do dízimo.


Tirando fora os acertos de Madona com empresários brasileiros (michê para ajudar as crianças pobres da Amazônia), a sacerdotisa Paris Hilton veio anunciar uma determinada marca de cerveja, tomou todas, caiu de quatro, rolou pelo chão e ao embarcar de volta não se sabe para onde, disse que “levo saudades do Brasil”.


“Escolhido o papel, falta montar o espetáculo. Buscando inspiração nas técnicas teatrais ou cinematográficas, para melhor confundir a arte política e o artifício. Ajustando-se à mediapolítica, a política tal como a degradaram os mass media; “a grande imprensa”, o rádio e a televisão. Entregando-se à indústria do espetáculo político, animado pelos compains managers” (Roger Gérard Schartzenberg, “O Estado do Espetáculo”, DIFEL, 1978)


Não existe uma catedral para Maradona na Argentina? Que tal uma para a GLOBO no Brasil, com São Boninho, São Bial, Santa Miriam Leitão, etc, etc, além do messias William Bonner.


E um monte de Homer Simpson, o conceito pronto e acabado de “homem desprezível”.


Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no "Estado de Minas" e no "Diário Mercantil". É colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

"Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo"






Há exatamente um ano, em 17 de Fevereiro de 2009, a "Folha de S. Paulo" prestava-se a um dos papéis mais odiosos de sua já repugnante história: chamava, em editorial, nossa ditadura de "ditabranda" e cravava uma faca no peito de todos os que lutaram e morreram pela democracia. "Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça", trago hoje até aqui o discurso inflamado de quem, vivo fosse, certamente teria bradado em plenário: "Tenho ódio à Folha. Ódio e nojo".


Ana Helena Tavares

Para não dizer que não falamos de carnaval 3: Bombalá e os loucos foliões














Bombalá e os loucos foliões


É carnaval. Milhões de brasileiros caem na folia. No Rio de Janeiro, em todos os bairros, pululam centenas de blocos de rua. Um deles é o ‘Tá Pirando, Pirado, Pirou’, criado na Urca, em 2005, por usuários dos serviços de saúde mental e funcionários do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e do Instituto Pinel. No ano passado, recebeu o prêmio ‘Loucos pela Diversidade’ do Ministério da Cultura. Neste ano, desfilou pela Av. Pasteur, com o enredo “Ser maluco é fácil, difícil é ser eu”, animado pela Bateria Batuque de Bamba.

Esse enredo, que nos convida a uma reflexão sobre a identidade e a exclusão do louco, foi proposto por João Batista, um portador de sofrimento psíquico. Ele sentiu na própria pele a violência do isolamento em um hospício e, com base nisso, sentenciou: “ser maluco é fácil, basta você ter sua primeira internação no manicômio e o sistema faz o resto”. Concluiu, depois de ser tratado pelos novos serviços instituídos pela Lei da Psiquiatria de 2001: “Como é difícil ser eu!”. Criou, sem querer, o mote para o enredo.

A lógica manicomial dá muito pano para fantasias e alegorias, com seu tratamento agressivo, camisa-de-força, psicocirurgia e eletroencefalograma duvidoso, que não deixam o eu ser eu. Um dos bonecos gigantes que desfilou no bloco, movido por um folião, tinha o corpo, os braços e as pernas formados por caixas de psicotrópicos. “Foi comovente ver ex-pacientes de longos anos de internação num macro-hospício participando da evolução da comissão de frente” declarou a psicóloga Rosaura Braz.

O desfile do bloco “Tá pirando” carnavalizou, dessa forma, as idéias de Michel Foucault que estudou, no seu livro História da Loucura na Idade Clássica, as diferentes formas de tratar os distúrbios mentais nos últimos séculos. O filósofo francês demonstrou que os loucos, que viviam vagando pelas cidades, passaram a ser internados não por razões médicas, mas com objetivo de vigiar, controlar e punir. O hospício, em vez de um lugar de cura, se tornou uma fábrica de loucos.

Toma limonada

O enredo do bloco toca na ferida. Hoje parece absurdo, mas antes muita gente acreditava e outros fingiam crer que a loucura era contagiante, que a doença mental podia ser transmitida através do convívio e que, por isso, o louco - um doente incurável e perigoso – devia ser internado, segregado e excluído da sociedade. Essa idéia foi tão nociva, burra e interesseira quanto a crença em ‘raças inferiores’. No caso da mulata, o racismo de Lamartine Babo dava um desconto, quando cantava: “mas como a cor não pega, mulata, eu quero o teu amor”.

Já com a loucura, que ‘pega’, não havia atenuantes. O remédio para essa espécie de ‘lepra mental’, além da discriminação, era o confinamento. Criou-se o ‘medo do contágio’ como uma justificativa ideológica para impedir que os loucos ficassem vagando nos grandes centros urbanos, alterando a ordem. No entanto, nas cidades de pequeno e médio porte, onde o poder político era, felizmente, fraco ou incompetente para organizar a repressão, a idéia não vingou. Foi o caso de Manaus.

Os loucos, alguns de famílias tradicionais, circulavam livremente pelas ruas da capital amazonense, até os anos 50/60, ainda que a convivência com a população nem sempre fosse harmoniosa. Às vezes eram escorraçados pela molecada, mas freqüentemente eram tratados com respeito e conseguiam estabelecer relações solidárias com os moradores dos bairros, que em certa medida embarcavam em suas fantasias.

O mais famoso deles - o Bombalá - foi cantado em prosa e verso por Thiago de Mello, Arthur Engrácio, Aristófanes de Castro e outros. Ele adorava desfilar, vestido com uma calça pega-marreca. Era ele quem abria os desfiles da Polícia Militar, nas festas cívicas, regendo a banda de música da PM, com uma vara na mão, que lhe servia de batuta, gesticulando e marchando com passos marciais e ritmados. De uma família com posses, residia num casarão da Av. Joaquim Nabuco, perto da Praça da Polícia.

Dizem que Bombalá chegou a estudar música. O certo é que quase nunca perdia uma apresentação no coreto da Praça da Polícia, onde a banda da PM sempre contava com a sua batuta de maestro. Cheguei a vê-lo, em minha infância, desfilando à frente do Colégio Estadual do Amazonas, na parada escolar de 7 de setembro, murmurando em forma cadenciada: toma-limonada-pra-cagar-de-madrugada, toma-limonada-pra-cagar-de-madrugada.

Cheira, Macaxeira

Bombalá é o primeiro de uma longa lista, que tem Carmen Doida, Nega Maluca, Nega Charuta, Neide Pipoca, Tom Mix, Macaxeira, Zé Bundinha, Antônio Doido, Raimundo Mucura, Professor Guilherme, Solaninho, Porca Vadia, Bonitão – primo do governador Álvaro Maia - e tantos outros. É possível mapeá-los bairro a bairro.

Cada um com sua mania. Tom Mix, o xerife, nasceu no velho oeste e entre bravos se criou. Tinha a cara bexiguenta. Nunca casou para não atrapalhar sua missão na terra. Era viciado em filme de bang-bang. Morava numa casa na esquina da Henrique Martins com Rui Barbosa, de propriedade de seu irmão, o coronel Trigueiro, que trabalhava no Palácio do Governo. A vizinhança com os cines Polytheama e Guarani alimentava seu vicio: não perdia uma sessão. Assistia todos os seriados. Pulou para dentro das telas e passou a viver lá, enfrentando índios e bandidos que assaltavam diligências.

Para isso, Tom Mix, já meio coroa, circulava pelo centro de Manaus sempre vestido de cowboy: botas country, calça de brim ajustada, camisa quadriculada com uma estrela no peito, jaqueta de couro, cinto com vistosa fivela, onde estavam penduradas duas cartucheiras com revolver de espoleta e, para completar, um chapéu cor de areia com arame embutido na aba, que ele só retirava para dar bom-dia às donzelas ou quando enfrentava ladrões de gado, montado no cavalo Champion, emprestado do Gene Autry.

A mania de Macaxeira, outro da lista, era organizar a trafegabilidade das vias. Ele era mais que um guarda, era o guardião do trânsito, capaz de identificar os pontos de engarrafamento e de agilizar o fluxo de veículos, que na época incluía até carroças. Com um giz, demarcava seu espaço riscando um círculo no asfalto, em cruzamentos importantes. De lá, apitava, gesticulava, parava ou fazia avançar os carros.

Quando alguém para molestá-lo gritava: “Macaxeira”, ele descia de suas tamancas e dava o troco, rimando: “Pega no meu pau e cheira”. Foi o que aconteceu com a então jovem Charufe Nasser, minha amiga, multada por ele quando, numa bicicleta, furou o sinal da Monsenhor Coutinho com a Ferreira Pena.  Até hoje ele está traumatizada.

Há um pouco mais de três anos, Rogelio Casado, coordenador do Programa Estadual de Saúde Mental, começou a recolher depoimentos sobre os loucos de rua, em Manaus, com o objetivo de avaliar como a memória pode contribuir para a inclusão social dos loucos na cultura de nossos tempos. Ele zela pelas lembranças dos loucos como o jornalista Carlos Zamith, com seu Baú Velho, cuida da memória do futebol amazonense: com devoção, com unção.

Vários depoimentos foram publicados no blog Picica administrado por Rogelio Casado, onde podem ser encontrados também registros sobre os avanços e recuos da Reforma Psiquiátrica, notas sobre os preparativos da 4ª. Conferencia Nacional de Saúde Mental, que se realizará em julho e notícias sobre blocos pelo Brasil afora que reúnem médicos, enfermeiros, pacientes, familiares e simpatizantes.

Só no Rio de Janeiro, além do ‘Tá pirando’, tem o ‘Loucura Suburbana’, do Instituto Nise da Silveira, que já desfilou dez anos seguidos pelas ruas do Engenho de Dentro, e o ‘Tremendo nos nervos’ do Centro Psiquiátrico (CPRJ), que sai na Praça da Harmonia, no bairro da Saúde. Com seis meses de antecedência, eles começam os preparativos: fazem oficinas, escolhem um tema, estudam o enredo, selecionam o samba e trabalham a produção de fantasias, bonecos e estandarte.

A participação dos pacientes na produção do bloco já faz parte do próprio tratamento, porque ajuda na recuperação, colabora com a inclusão social e, sobretudo, enfrenta o estigma da loucura com coragem e alegria. Se, em francês, loucura é ‘folie’, então esses blocos incorporam os verdadeiros foliões, cuja alegria, essa sim, é contagiante. O Bombalá, certamente, se vivo, teria gostado de desfilar em algum deles.

P.S. – Agradecemos as informações e as fotos feitas pela psicóloga Rosaura Maria Braz.
Links para outras crônicas sobre os loucos de Manaus:
Crônica03-02-2008
Crônica02-07-2006
Crônica25-06-2006
Crônica18-12-2005
Crônica=cronica57


As boas-vindas a José Ribamar Bessa Freire, nosso novo colaborador. Ribamar Bessa é antropólogo, natural de Manaus e assina no "Diário do Amazonas" coluna semanal tida como uma das mais lidas da região norte. Reside no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e é professor da UERJ, onde coordena o programa "Pró-Índio".  Mantém o blog "Taqui pra ti" e, a partir de hoje, colabora com este "Quem tem medo do Lula?"

17 de Fevereiro de 2009: A Folha criava a "ditabranda"

Dicionário da Sônia*


17 de fevereiro

1956 Território de Guaporé passa a se chamar Território de Rondônia, em
homenagem ao Marechal Rondon, pela lei Nº 2731.

1996 Betinho emociona a Sapucaí, como destaque do Império Serrano, com o
enredo: "E verás que um filho teu não foge à luta", sobre a sua vida.

1997 1.300 militantes do MST partem de São Paulo, Rondonópolis (MT) e
Governador Valadares (MG), rumo a Brasília, em marcha pró-reforma agrária.

2000 Transbordamento na refinaria de São José dos Campos (SP), da
Petrobras, provoca o vazamento de 500 litros de óleo.

2006 Divulgada a notícia de que a Petrobras teve em 2005 o maior lucro de
uma empresa de capital aberto na América Latina: US$ 23 milhões, com
crescimento de 40% em relação à 2004.

2006 Ellen Gracie, ministra do STF, aceita pela 2ª vez o mandado de
segurança impetrado por Daniel Dantas, que proíbe que se vasculhe o conteúdo
do disco rígido do Opportunity Fund apreendido pela PF, com a movimentação
financeira em paraísos fiscais.

2007 Juiz de Milão vai levar a julgamento 26 cidadãos norte-americanos, a
maior parte parte agentes da CIA, pelo rapto de um clérigo muçulmano Osama
Mustafa Hassan, capturado na Itália e levado à força para o Egito, em 2003.

2008 Crise no império dos EUA: Banco da Inglaterra nacionaliza o Northern
Rock, em dificuldades ocasionadas pela crise norte-americana.

2009 Jornal Folha de São Paulo chama a ditadura militar de 21 anos de
"ditabranda", ofendendo as vítimas sobreviventes da tortura e os familiares
dos mortos e "desaparecidos".

2009 TSE - Tribunal Superior Eleitoral, em decisão unânime, mantém a
cassação do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) por corrupção
eleitoral (pela 4ª vez), e manda empossar o 2º colocado, João Maranhão
(PMDB).

2009 Programa Luz para Todos supera marca de um milhão em três estados (PA,
MG, BA). Em todo o Brasil, até o momento, são cerca de 9,5 milhões de
brasileiros favorecidos pelo programa.

2009 Marcelo Cavalcante, ex-secretário de governo de Yeda Crusius
(PSDB-RS), é encontrado morto, boiando no lago Paranoá, em Brasília, dias
antes de depor para dizer o que sabia sobre a corrupção no Rio Grande do
Sul.

*Sônia Montenegro mantém o blog "Farmácia de Pensamentos" e é colaboradora do blog "Quem tem medo do Lula?"

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A César o que é de César: Arruda é do DEM, aliado carnal do PSDB à direita










Por André Lux

Estou lendo nos blogs independentes que está acontecendo uma tentativa desesperada da imprensa golpista e seus lacaios amestrados de tentar atrelar Lula e o PT à prisão do governador Arruda, do Distrito Federal.


Para qualquer pessoa minimamente bem informada, essa ação passa por ridícula. Mas, infelizmente, sabemos que existem muitas pessoas que não são bem informadas ou simplesmente não tem memória política.

Por isso, acho importante lembrar alguns fatos que podem ajudar a formar a opinião desses incautos, que viram presas fáceis para os canalhas de plantão. Primeiro: Arruda é DEM (ou era, se alguém acredita na desfiliação dele como sendo algo sério), partido que já se chamou de PFL, PDS e Arena (na época em que dava apoio cívico à ditadura militar que começou em 1964 e durou 21 anos).

O DEM, desde que era PFL, é aliado carnal do PSDB e foi o principal partido de sustentação do governo de Fernando Henrique Cardoso durante seu mandato de oito anos. Tanto é que Arruda seria o vice de Serra na disputa pela presidência em 2010 (e é isso que o PiG tenta esconder desesperadamente), da mesma forma que Kassab era o vice dele quando foi eleito Prefeito de São Paulo.

Os deputados federais e senadores do DEM, junto com a tucanalhada do PSDB, fazem a linha de frente de oposição ao governo Lula e são as principais "fontes" de informação das matérias da imprensa golpista de direita.

Conheça abaixo alguns dos maiores expoentes do DEM, partido que o Arruda fazia parte até ser pego com a boca na botija no que ficou chamado de "mensalão do DEM".

GOVERNADOR (era o único eleito pelo DEMo)

José Roberto Arruda

SENADORES

Heráclito Fortes


Agripino Maia


Kátia Abreu


Efraim Morais

DEPUTADOS FEDERAIS

ACM Neto (com Serra, no Carnaval da Bahia)


José Carlos Aleluia


Onyx Lorenzoni


Rodrigo Maia


Ronaldo Caiado

PREFEITOS

Gilberto Kassab (que era vice do Serra)

E o ex-senador, atualmente "aposentado"

Jorge Bornhausen

Além do falecido

Antônio Carlos Magalhães (ACM)

Isso tudo aí é o que melhor representa o que há de pior, de mais atrasado e autoritário na direita brasileira. E é isso que o PiG e seus jagunços de sempre querem proteger ao tentar jogar pra cima do Lula e da esquerda o que é deles por direito...


André Lux que, em seu blog "Tudo em cima",  se autodenomina como o "famigerado crítico-spam", é jornalista, presta assessoria na área de Comunicação Social e colabora com o blog "Quem tem medo do Lula?".









A César o que é de César: Arruda é do DEM, aliado carnal do PSDB à direita










Por André Lux

Estou lendo nos blogs independentes que está acontecendo uma tentativa desesperada da imprensa golpista e seus lacaios amestrados de tentar atrelar Lula e o PT à prisão do governador Arruda, do Distrito Federal.


Para qualquer pessoa minimamente bem informada, essa ação passa por ridícula. Mas, infelizmente, sabemos que existem muitas pessoas que não são bem informadas ou simplesmente não tem memória política.

Por isso, acho importante lembrar alguns fatos que podem ajudar a formar a opinião desses incautos, que viram presas fáceis para os canalhas de plantão. Primeiro: Arruda é DEM (ou era, se alguém acredita na desfiliação dele como sendo algo sério), partido que já se chamou de PFL, PDS e Arena (na época em que dava apoio cívico à ditadura militar que começou em 1964 e durou 21 anos).

O DEM, desde que era PFL, é aliado carnal do PSDB e foi o principal partido de sustentação do governo de Fernando Henrique Cardoso durante seu mandato de oito anos. Tanto é que Arruda seria o vice de Serra na disputa pela presidência em 2010 (e é isso que o PiG tenta esconder desesperadamente), da mesma forma que Kassab era o vice dele quando foi eleito Prefeito de São Paulo.

Os deputados federais e senadores do DEM, junto com a tucanalhada do PSDB, fazem a linha de frente de oposição ao governo Lula e são as principais "fontes" de informação das matérias da imprensa golpista de direita.

Conheça abaixo alguns dos maiores expoentes do DEM, partido que o Arruda fazia parte até ser pego com a boca na botija no que ficou chamado de "mensalão do DEM".

GOVERNADOR (era o único eleito pelo DEMo)

José Roberto Arruda

SENADORES

Heráclito Fortes


Agripino Maia


Kátia Abreu


Efraim Morais

DEPUTADOS FEDERAIS

ACM Neto (com Serra, no Carnaval da Bahia)


José Carlos Aleluia


Onyx Lorenzoni


Rodrigo Maia


Ronaldo Caiado

PREFEITOS

Gilberto Kassab (que era vice do Serra)

E o ex-senador, atualmente "aposentado"

Jorge Bornhausen

Além do falecido

Antônio Carlos Magalhães (ACM)

Isso tudo aí é o que melhor representa o que há de pior, de mais atrasado e autoritário na direita brasileira. E é isso que o PiG e seus jagunços de sempre querem proteger ao tentar jogar pra cima do Lula e da esquerda o que é deles por direito...


André Lux que, em seu blog "Tudo em cima",  se autodenomina como o "famigerado crítico-spam", é jornalista, presta assessoria na área de Comunicação Social e colabora com o blog "Quem tem medo do Lula?".









Governador Serra, se era pra batizar com água, não precisava levar pro mar, né...

[caption id="attachment_4108" align="aligncenter" width="468" caption="Capa do jornal "O Globo", de hoje, 16 de Fevereiro, plena terça de Carnaval."][/caption]


A matéria interior chega a afirmar que, no dia do lançamento do tal projeto (ontem), Serra ouviu "as pessoas chamando -o de presidente". Fica provado que a campanha da grande imprensa está no ar, na terra e no mar... Isso não é novidade, eu apenas acho que,  se era pra entrar na água de tênis e calça, Serra poderia ter poupado seu "precioso" tempo fazendo o "batismo" na capital paulista.


Ana Helena Tavares

Rota continua louvando o arbítrio ditatorial. E o Serra não liga.



José Serra: nada mais nos UNE



Por Celso Lungaretti

Faço minhas as palavras dos universitários que ocuparam a reitoria da Universidade de São Paulo em meados de 2008 para protestarem contra quatro decretos autoritários do governador José Serra, o qual acabou alterando-os sob vara da comunidade acadêmica e da opinião pública.


Se já então o movimento estudantil estava certo em repudiar o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes, seus motivos para justa indignação aumentariam em muito quando Serra cometeu o sacrilegio de ordenar o aquartelamento das tropas mais truculentas da Polícia Militar na Cidade Universitária, em junho/2009, daí resultando a Batalha da USP.


Soltar os gorilas e os brutamontes no campus era o que a ditadura fazia e era o que jamais esperaríamos de quem um dia lutou pela liberdade e justiça social.


E, se nada mais me une a Serra enquanto veteranos que somos do movimento estudantil, também nada mais restou do comum repúdio à ditadura militar que o levou ao exílio e me levou aos cárceres.


Pois hoje ele quer mais é que todos esqueçamos os valores que professou no passado, tanto que continua ignorando olimpicamente as sucessivas advertências que venho lançando sobre o alinhamento com a retórica falaciosa da ditadura militar que uma unidade do seu aparato policial mantém impune e impudicamente no ar.


Foi em outubro/2008 que, alertado pelo incansável Ismar C. de Souza, enderecei a Serra uma carta aberta, protestando contra os elogios que a Rota (ex-Rondas Extensivas Tobias de Aguiar) fazia, em sua página virtual, à atuação por si desenvolvida durante o regime de exceção, contribuindo com o arbítrio.


Historiei a atuação dessa unidade da Polícia Militar, criada para enfrentar a guerrilha urbana e que, depois de massacrados os combatentes da resistência à ditadura, passou a aplicar os mesmos métodos de torturas e assassinatos contra criminosos comuns.


Lembrei que o excelente livro Rota 66, do colega jornalista Caco Barcellos, documentara "4.200 casos de assassinatos cometidos pela Rota nas décadas de 1970 e 1980, tendo como vítimas, quase sempre, jovens pobres, pardos e negros (muitas vezes sem antecedentes criminais)".


E cheguei ao fulcro da questão: a Rota continuava destacando, com indisfarçável orgulho, os atentados que cometeu contra a democracia (ver, aqui, os itens História do Batalhão e Os Boinas Pretas).


Reproduzi vários trechos da página virtual, como este:



"Mais uma vez dentro da história, o Primeiro Batalhão Policial Militar 'Tobias de Aguiar', sob o comando do Ten Cel Salvador D’Aquino, é chamado a dar seqüência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que atormentava o povo paulista".

Aliás, tal batalhão, antes mesmo de dar origem à Rota, já cumprira papel deplorável na quartelada de 1964, atuando como força auxiliar dos golpistas das Forças Armadas. E isto também era objeto de louvação virtual:



"Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas, dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra: (...) - Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, dando início à ditadura militar com o Presidente Castelo Branco".

[Este último trecho atualmente tem um acréscimo, o de que a Rota foi coadjuvante do golpe contra Goulart "apoiando a sociedade e as Forças Armadas"! Ou seja, ainda fazem revisões para tentarem justificar o injustificável...]


Era, comentei, "a voz do passado que continua ecoando no presente, à custa dos impostos pagos pelos contribuintes paulistas".


E conclui assim a carta ao Serra:



"...em nome do seu passado de exilado e em consideração ao passado de todos nós que permanecemos aqui e fomos barbarizados, peço-lhe que, pelo menos, determine que as peças de comunicação do seu Governo passem a ser as aceitáveis numa democracia. Isto se não lhe apetecer tomar a atitude mais pertinente, que já está atrasada em um quarto de século: desativar a Rota!".

Comprovando que, na contramão do exemplo inesquecível do companheiro-presidente Salvador Allende, Serra agora trata os ex-companheiros com empáfia de governador, ele nem sequer se dignou a responder!


Recebi uma enxurrada de mensagens de defensores da Rota, incluindo ameaças ostensivas ou veladas, enviadas tanto ao meu e-mail quanto aos meus dois blogues.


Minha resposta a essa campanha articulada foi o artigo Não desviarei da Rota, de dezembro/2008. Reafirmei tudo que anteriormente dissera e acrescentei:



"...aconselho a Rota a apagar do seu site as loas a operações por ela desenvolvidas durante a ditadura, as quais, em todo o mundo civilizado, hoje têm uma imagem tão negativa quanto as chacinas da Gestapo".

Em janeiro/2009, o portal Brasil de Fato fez uma reportagem na esteira de minhas denúncias, ouvindo o oficial de Planejamento e Operações da Rota, 1º Tenente Gerson Pelegatti, que qualificou as exaltações à ditadura militar como "um grande equívoco" e prometeu tirar a página do ar para que seja feita "uma limpeza geral".


Disse que a identificação com a ditadura não correspondia mais ao pensamento dos policiais. E garantiu que as correções seriam feitas com a máxima rapidez possível.


Pois bem, um ano depois continua tudo na mesma, com a página da Rota carecendo ainda de "uma limpeza geral" para removerem-se as imundícies denunciadas por mim e pelo Brasil de Fato.


O tenente Pelegatti faltou com a palavra, não cumprindo sua promessa de corrigir o "grande equívoco". Aonde foi parar a honra militar?


Quanto a José Serra, não se mostrou à altura nem da sua posição atual de governador numa democracia, nem do seu passado de presidente da UNE e de perseguido político. Quer mesmo é se mostrar confiável ao grande empresariado.


Uma Presidência da República compensará a completa descaracterização de Serra (que parece seguir sofregamente os passos de Carlos Lacerda, com grande chance de também nunca alcançar a prenda almejada...)?


Prefiro ficar com o Evangelho:



"Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mateus, 16:26)

Celso Lungaretti, é jornalista, escritor e ex-preso político. Mantém o blog "Náufrago da Utopia", é autor de livro homônimo sobre sua experiência durante a ditadura militar e colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?"

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