O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SALADA MISTA COM MOLHO DE GENTE PICADINHA

SALADA MISTA COM MOLHO DE GENTE PICADINHA


Laerte Braga


Eu não sei o que Dilma (também não sei se permanece Roussef, ou já virou Serra ou Neves) foi fazer na festa do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas sei com certeza que as centenas de corpos de presos políticos assassinados pela ditadura militar e desovados pelos caminhões da FOLHA para que os militares pudessem simular atropelamentos, assaltos, etc, foram pisoteados, picados e servidos no cinismo da presidente.

“Venho aqui como presidente, está aqui a presidência da República”. A frase de Dilma é típica de uma vingança infantil (o que a desqualifica para o cargo que ocupa, mostra-se um conto do vigário eleitoral aplicado a Lula e aos brasileiros que nela votaram). Se é que se trata disso, pode ser apenas e tão somente a capitulação da presidente. O desejo ardente de receber um diploma da baronesa do esquema FIESP/DASLU.

Em toda a história das campanhas políticas desde o fim da ditadura nunca se viu tanta podridão e mentira através da mídia privada como se fez em relação à candidatura Dilma tentando eleger José Arruda Serra. É uma constatação que não é minha, é de vários jornalistas estarrecidos com a presença da presidente na festa de um dos veículos mais venais da mídia privada brasileira, se é que existe algum mais venal.

Todos são.

EXPANDINDO A DISCUSSÃO SOBRE A IMPUNIDADE DOS TORTURADORES

 Celso Lungaretti (*)

Em termos formais, o entendimento do jurista Carlos Weis sobre a condenação que o Brasil sofreu na Corte Interamericana de Direitos Humanos e a posição que deverá tomar face a ela é dos mais consistentes e embasados.

Então, como ponto de partida desta discussão, eu reproduzirei na íntegra seu artigo desta 4ª feira na Folha de S. Paulo:



DECISÃO JUDICIAL: CUMPRA-SE
Carlos Weis (*)
"Dadas suas recentes manifestações, a presidente da República vem indicando ter um compromisso decidido com a realização dos direitos humanos. Mas há um ponto sensível, que precisa ser enfrentado com firmeza: o pleno cumprimento da sentença condenatória proferida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cidadãos acima de qualquer suspeita


Autoridades fluminenses não só não apuram as denúncias contra a corrupção e a truculência policial, como os denunciadores passam a ser perseguidos.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

É muito grave a crise na polícia do Rio de Janeiro com a série de denúncias envolvendo cidadãos acima de qualquer suspeita. Há poucas semanas, o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, era só elogio ao recém-exonerado chefe de polícia, Allan Turnowski, indiciado pela Polícia Federal com a acusação que teria vazado informação sobre Operação Guilhotina, que prendeu policiais envolvidos em corrupção. Turnowski se diz inocente, vamos ver. Tudo muito nebuloso.

Todo mundo lembra que nas operações de ocupação da Favela Cruzeiro e Complexo do Alemão Turnowski era apresentado pela mídia de mercado como o “grande policial”. O Governador Sérgio Cabral também tecia elogios ao referido. A série de denúncias sobre ilegalidades cometidas pela polícia, denunciadas por moradores e pela entidade Justiça Global passavam ao largo.



Caso Battisti: Novo Libelo

Caso Battisti: Novo Libelo
Versão Atualizada e corrigida

Carlos A. Lungarzo
AIUSA 9152711
Recentemente, a revista brasileira Carta Capital publicou um conjunto de argumentos contra Cesare Battisti, assinados pelo magistrado Walter F. Maierovitch. A revista publica desde 2008 numerosos textos destinados a acusar Battisti dos supostos crimes que se lhe atribuem na Itália, a reforçar a posição do judiciário italiano e uma parte do judiciário brasileiro, e a denegrir todos aqueles que questionam a culpabilidade do escritor italiano, e/ou a performática vingança que os peninsulares tentam impingir.
Até onde eu pude ver, a maioria desses artigos são altamente redundantes e, embora muitas vezes falem dos autos e das sentenças, nunca tenho visto nenhuma citação concreta dos mesmos, muito menos alguma referência contextual que permita que o leitor verifique se as afirmações dos autores são o não verdadeiras.  Tenho evitado sempre a discussão deste assunto, por entender que o caráter emocional, não fundamentado e tendencioso destes libelos transformaria em objeto respeitável de polêmica um conjunto de mensagens de ódio. Além disso, os ativistas de direitos humanos devem, na minha opinião, tentar desvendar a verdade e não estimular a diatribe alienante. Portanto, um conjunto de afirmações só deve ser discutido quando sua falsidade pode ser demonstrada.

A DESCOBERTA DA PÓLVORA

A DESCOBERTA DA PÓLVORA

Laerte Braga

O que querem os jovens árabes? Ocidentalizar seus países, jogar por terra uma cultura de milênios e instalar em cada esquina uma loja da cadeia MaDonalds substituindo seus valores por um hambúrguer e um monte de suas variedades?

Coca cola, tênis de marca, jeans que soa como liberdade?

Só é possível entender uma revolução contra regimes ditatoriais de figuras abjetas, caso do presidente do Egito o general Hosni Mubarak, ou o da Líbia, o coronel Muamar Gaddafi, o do Iêmen, do Barein, o rei saudita, se houver um propósito definido nessa ânsia de democracia.

Democracia tutelada pelos generais egípcios com Mubarak numa estação de veraneio?

Democracia na definição clássica “é o governo do povo, pelo povo e para o povo”. A intervenção norte-americana (por enquanto através de pressão e controle exercido sobre os militares do Egito) sepulta qualquer chance de democracia.

Aceitar passivamente a política terrorista do governo de Israel, ignorar o drama do povo palestino?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um mundo em rota de colisão com a liberdade

Voar é ser livre? Foto tirada da janela de uma barca com a câmera do celular (Ana Helena Tavares)
Voar é ser livre? Foto tirada da janela de uma barca com a câmera do celular (Ana Helena Tavares)

Um mundo em rota de colisão com a liberdade



Por Ana Helena Tavares* em 20 de Fevereiro de 2011


Rui Barbosa dizia que “um povo cuja fé se petrificou é um povo cuja liberdade se perdeu”. Substituamos o conceito de fé pelo de esperança...

Hoje, quando caminho pelas ruas das grandes cidades, vejo que o bicho homem deixou sua esperança se petrificar e vive preso dentro de sua própria casa. Seja por opção, seja por medo. Pra quê se a vida, por si só, é perigosa? Como viver, em plenitude, sem a coragem que nos cobrava Guimarães Rosa?

Antigamente, costumava haver placas nas portas com a inscrição: "bem-vindo". Agora há placas, espalhadas ao longo de arames eletrizados, onde se lê "perigo"... Foi pra isso que a humanidade "evoluiu"?

E como o passarinho pousará no telhado? E como o vizinho se aventurará a pedir açúcar? E como as crianças terão um sorriso doce?

Por que o trauma tem que vencer a vida? Por que o medo tem que esconder os rostos? Por que o luto tem que tolher a paz?

O mundo árabe vive uma fase de luta por direitos essenciais, o maior deles: a liberdade. Mas, ao redor do planeta, essa palavra – esse conceito, essa utopia – ainda é o objeto de desejo mais caro e mais mal usado.

Tão logo se chega “lá”, tão logo se lambuza com o novo “brinquedo”, de tal forma que ele fica fora de controle. De tal forma que o desejo saciado desorienta.

A pergunta é: será que o homem quer a liberdade?

O embaixador da China sobre o Brasil

''O Brasil precisa melhorar a infraestrutura'"

Do jornal O Estado de S. Paulo*


A escalada de reclamações contra os chineses não passou despercebida pela segunda maior economia do mundo. O governo de Pequim está disposto a reequilibrar o comércio entre as duas nações, mas o embaixador Qiu Xiaoqi tem certeza deque a origem dos problemas de alguns setores da indústria não está do outro lado do mundo.

"As indústrias brasileiras têm de fortalecer sua competitividade econômica e comercial. É preciso investir, melhorar a infraestrutura", afirmou o embaixador da China no Brasil em entrevista exclusiva ao Estado.

pendências que esperam ser resolvidas pelo governo Dilma Rousseff. A principal é o reconhecimento da China como economia de mercado, promessa feita por Lula em 2004 e até hoje não cumprida.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

O governo Dilma Rousseff está fazendo uma reavaliação das relações Brasil-China. Qual é a expectativa de Pequim?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O discurso dos surdos

LIBRAS é a arte de falar com as mãos. Foto: Luciano Magalhães Dinis
O discurso dos surdos

Por José Ribamar Bessa Freire (*)


Ao Jau, que ficou de fora e à Teca, que me colocou por dentro

Eles não sabem o que é a música da chuva no telhado, nunca adormeceram embalados por ela.  Nunca ouviram, na hora da fome, o chiado do bife na frigideira. Desconhecem o latido do cachorro, o miado do gato, a buzina do carro, a voz das pessoas. É que eles não ouvem os sons cotidianos e triviais que os outros ouvem, nem mesmo aquilo que os outros falam. Por isso, muitas vezes, são discriminados e excluídos.
Na luta pela inclusão, eles conquistam, agora, o diploma de professor conferido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em solenidade realizada nessa segunda-feira, 21 de fevereiro, em Manaus. É a primeira vez, na América Latina, que uma universidade oferece um curso prioritariamente a alunos surdos. A Licenciatura em Letras-Libras, organizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é ministrada para 500 alunos em parceria com oito instituições públicas de ensino superior do Ceará, Bahia, Brasília, Santa Maria (RS), Goiás, São Paulo e Amazonas.  

EUA vetam na ONU projeto que condena colonização israelense e Palestina vai ter que "reavaliar" processo de paz

Reunião da ONU em que os EUA determinaram seu veto
Da AFP*

A Autoridade Palestina vai "reavaliar" o processo das negociações de paz, após o veto americano na ONU ao projeto condenando a colonização israelense, afirmou na noite desta sexta-feira Yasser Abed Rabo, secretário geral do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

"Vamos reexaminar nossa avaliação de todo o processo de negociação" com os israelenses. "Foi (o veto) uma decisão infeliz e desequilibrada, que afeta a credibilidade da administração americana", disse Abed Rabo, um dos principais negociadores palestinos.

Pouco antes do veto, em um discurso na sede da Autoridade Palestina em Ramallah, o dirigente Mahmud Abbas lembrou que "o povo palestino quer o fim da colonização e da ocupação". "A colonização é inaceitável e ilegal em nossa terra".

Os Estados Unidos vetaram hoje no Conselho de Segurança das Nações Unidas o projeto de resolução árabe que condenava a política de colonização israelense nos territórios palestinos.

Israel, por sua vez, convocou após o veto os palestinos a retomar as negociações sem condições prévias.


Vídeo: a senadora Gleisi Hoffmann mostra as diferenças da era Lula/Dilma para a era FHC

A Herança Maldita de Lula segundo "O Globo"


Analisando uma Matéria Econômica tendenciosa do Jornal “O Globo”


Por Gustavo A. Medeiros (*)

É impressionante como o jornal “O Globo” tenta criar uma suposta herança maldita advinda do governo Lula. Só Freud explica o motivo de os oposicionistas viscerais (e isto inclui a velha grande mídia) tentarem colocar todos os defeitos da era FHC no governo do Presidente Lula, isto quando não conseguem atribuir as conquistas do ex-presidente operário a uma mera continuação da política econômico-social de FHC.

Em uma análise rápida da matéria acima, dá para perceber que sua finalidade é mais uma vez desacreditar o último governo petista. Os gráficos negativos são colocados logo na parte de cima da matéria com curvas vermelhas, que chamam mais atenção, com o título bem sugestivo mais acima: “A Conta que sobrou para Dilma”. A parte escrita também fica em cima e lateralmente à esquerda. Uma aula de manipulação e negativação da notícia. Os gráficos positivos ficam em baixo e em azul, dando menos destaque à parte positiva. Além disso, são colocados 7 gráficos desfavoráveis ao governo anterior contra apenas 4 favoráveis (se quisessem, eles poderiam colocar mais gráficos positivos como a diminuição da desigualdade, o aumento das reservas internacionais etc.). Fora a pequena tabela com 3 linhas desfavoráveis.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um império contra um operário

A mídia, Globo na frente, não dá trégua ao ex-presidente
Por Maurício Dias, na revista "Carta Capital"

Nunca foram boas as relações entre a mídia brasileira e o torneiro mecânico Lula, desde que, nos anos 1970, ele emergiu no comando das jornadas sindicais no ABC paulista, onde estão algumas das empresas do moderno, mas ainda incipiente capitalismo brasileiro. Em consequência, quase natural, o operário não foi recebido com entusiasmo quando, após três fracassos, venceu a disputa para a Presidência da República, em 2002.

Os desentendimentos se sucederam entre o novo governo e o chamado “quarto poder” e culminaram com a crise de 2005 quando televisões, jornais, rádios e revistas viraram porta-vozes da oposição que se esforçava para apear Lula do poder. Inicialmente, com a tentativa de impeachment. Posteriormente, após esse processo que não chegou a se consumar, armou-se um “golpe branco” em forma de pressão para o presidente desistir da reeleição, em 2006.

Lula ganhou e, em 2010, fez o sucessor. No caso, sucessora. Dilma Rousseff sofreu quase todos os tipos de constrangimentos políticos. Ela tomou posse e, no dia seguinte, foi saudada por deselegante manchete do jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Lula elege Dilma e aliados preparam sua volta em 2014”.
A reportagem era um blefe político. Uma “cascata” no jargão jornalístico. O jornal O Globo, núcleo do império da família Marinho, tornou-se a ponta de lança da reação conservadora da mídia e adotou, desde a posse de Lula, um jornalismo de combate onde a maior vítima, como sempre ocorre nesses casos, é o fato. Sem o fato abre-se uma avenida para suspeitas versões.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

OS 71 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO: VIVE LA COMMUNE!

Celso Lungaretti (*)

A primeira experiência de tomada de poder pelos trabalhadores na era capitalista, a heróica Comuna de Paris, ocorreu em 1871, de 18 de março a 28 de maio. Está, portanto, completando 140 anos.

Várias atividades marcarão a efeméride. Vocês encontram a programação completa e muitas outras informações no blogue Amigos da Comuna

Para relembrar este episódio histórico de extrema relevância para quem luta por uma sociedade livre, justa e solidária, nada melhor do que os textos de Marx e Engels, lançados logo após a sangrenta repressão desencadeada contra os  communards. Fiz uma síntese:
"Na alvorada de 18 de março de 1871, Paris foi despertada por este grito de trovão: "VIVE LA COMMUNE!"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Argentina intercepta avião militar dos EUA com armas e drogas

Avião militar estadunidense tentou entrar com carregamento não declarado

Por Horacio Verbitsky*

Pagina 12

O governo da Argentina impediu a entrada de uma "carga sensível" secreta que chegou ao aeroporto internacional de Buenos Aires, em um voo da Força Aérea dos Estados Unidos e sobre cujo emprego não foram oferecidas explicações satisfatórias. A expressão "carga sensível" foi utilizada na segunda-feira passada pela Conselheira de Assuntos Administrativos Dorothy Sarro ao solicitar autorização para que um caminhão com reboque pudesse ingressar na plataforma de operações. O enorme C17, um cargueiro Boeing Globmaster III, maior do que os conhecidos Hércules, chegou na tarde de quinta-feira com um arsenal de armas poderosas para um curso sobre manejo de crise e tomada de reféns oferecido pelo governo dos Estados Unidos ao Grupo Especial de Operações da Polícia Federal (GEOF), que deveria acontecer durante fevereiro e março.

O governo estima que o custo total do transporte e do curso giram em torno de dois milhões de dólares. O curso estava autorizado pelo governo argentino, mas quando a equipe verificou o conteúdo da carga com a lista entregue de antemão, apareceram canhões de metralhadoras, uma carabina e uma estranha mala que não haviam sido incluídas nas declarações. Embora o curso seja destinado às forças policiais argentinas, a carga chegou em um transporte militar e, no aeroporto, foi recebida por funcionários militares e de defesa, os coroneis estadunidenses Edwin Passmore e Mark Alcott. Todas as caixas tinham o selo da 7ª Brigada de Paraquedistas do Exército com sede na Carolina do Norte. Tentaram passar de forma clandestina mil pés cúbicos, equivalentes a um terço da carga que chegou no avião, depois de fazer escalas no Panamá e em Lima.

Empresa britânica vai explorar cabo submarino entre Cuba e Venezuela

Por Jorge Seadi*

A empresa britânica Cable & Wireless Communication vai ser a responsável pela operação e exploração da ligação por fibra ótica entre a Venezuela e Cuba. O cabo submarino já foi colocado no oceano e deve entrar em operação no mês de julho. Segundo a empresa inglesa, o acordo assinado com os governos de Cuba e da Venezuela tem duração de 25 anos.

A Cable % Wireless Communication também será parceira da Jamaica na operação do cabo submarino de fibra ótica, que fará parte da ligação de Cuba com a Venezuela e é de 240 km. Com a ligação até a Jamaica, serão 1.500 km de cabo submarino. Na Venezuela, o cabo entra no país pelo porto de Guaira e na ilha na cidade de Santiago de Cuba. Na Jamaica, o cabo submarino se liga com a rede interna Ochos Rios.

A ligação submarina vai permitir que Cuba tenha acesso à rede de internet internacional com mais rapidez e maior capacidade. Hoje, Cuba só tem acesso à internet através de satélite. O gerente da Cable & Wireless, Tony Rice, afirmou que a empresa vai utilizar o que há de mais moderno e isto “vai permitir um grande desenvolvimento nas comunicações de Cuba.”

Com informações do El Mundo.

Saiba qual foi o acordo para o reajuste do mínimo

Para o Dieese, salário deveria atender todas as necessidades do trabalhador e da família

Do R7*, com Agência Brasil

As negociações entre o governo e as centrais sindicais para um cálculo de reajuste do salário mínimo começaram em 2005, quando foi estipulado o cálculo levando em conta a inflação do ano anterior mais o Produto Interno Bruto de dois anos antes. O acordo tem validade até 2023..

Como resultado da mobilização dos trabalhadores, em 2005, o salário mínimo passou de R$ 260 para R$ 300. Em abril de 2006, subiu para R$ 350 e, um ano depois, para R$ 380. Em março de 2008, o salário mínimo foi a R$ 415; em fevereiro de 2009, para R$ 465; e, em 2010, chegou a R$ 510..

Agora, as discussões em torno do reajuste para 2011 levaram a diversas propostas, seja por parte do governo, das centrais e da oposição, entre elas R$ 540, R$ 545, R$ 580 e R$ 600..

A REFORMA POLÍTICA

A REFORMA POLÍTICA


Laerte Braga


O pós Lula promete surpresas maiores que as já vividas nesses primeiros momentos do governo de Dilma. Por exemplo. A presidente é Serra ou Neves? Roussef não é mais. Pode ser Jobim. É um dos principais sócios do condomínio que controla o Planalto (os outros dois principais são Palloci e Manteca).

O presidente do Senado Federal, José Sarney, uma versão brasileira de Sílvio Berlusconi, no mínimo proibido para menores de 80 anos, anuncia que a comissão especial que vai cuidar de estudar, debater e propor um projeto de reforma política terá a presença de dois ex-presidentes. Collor de Mello e Itamar Franco.

Corremos o sério risco de voltar às capitanias hereditárias. Donatários dos estados transformados em província.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Lungaretti: “A anistia foi ampla, geral e oportunista” – Especial pro QTML?

Foto tirada numa manifestação do Movimento
dos Sem-Mídia na porta da "Folha de S. Paulo"
Celso Lungaretti é paulistano, neto de italianos, e trabalhou durante 34 anos como jornalista profissional, atuando no grupo encabeçado pelo jornal "O Estado S. Paulo", na Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, em revistas de variedades e agências de comunicação empresarial. É autor do livro "Náufrago da Utopia" (Geração Editorial, 2005). Participou da resistência à ditadura militar, como militante estudantil e membro da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária). Foi preso e duramente torturado. Falsamente acusado de delator, ficou de fora da lista de guerrilheiros a serem soltos e exilados, trocados pelo embaixador alemão (seqüestrado em 70), e passou muitos anos sendo injustiçado por companheiros da esquerda. Só conseguiu provar sua inocência nisso no final de 2004, a partir da revelação de um relatório secreto militar e da intervenção em seu favor do historiador Jacob Gorender.

Hoje com 60 anos, considera-se em plena forma para atuar na profissão, mas, conforme foi se tornando mais notória sua condição de articulista de esquerda, passou a não encontrar mais nenhuma porta aberta na mídia. Para continuar cumprindo, "na contramão do sistema", seu papel de formador de opinião, mantém dois blogues, colabora em outros espaços virtuais e tem seus artigos divulgados por uma ampla rede de amigos. É também um dos principais defensores do escritor e perseguido político Cesare Battisti, em favor de quem já escreveu mais de 200 artigos.

Nesta entrevista, concedida em exclusivo ao blog “Quem tem medo do Lula?”, de onde é colaborador e co-editor, Lungaretti diz que a Lei de Anistia foi “irrestrita no mau sentido. O termo oportunista cai melhor”. E devia ter sido revista em 1985: “Agora, que os ainda vivos são septuagenários ou mais idosos ainda, há vários problemas. Considero mais importante assegurarmos que o papel histórico dessa canalha fique bem conhecido”, disse.

Conhecimento este que é prejudicado pela forma como a mídia atua no assunto. Uma atuação definida por ele como “assustadora” e somente comparável ao que se viu nos “EUA no auge do macarthismo”.

Lungaretti deixa a indagação: “Se os crimes não só deixarem de ser punidos, como forem também acobertados, que mensagem legaremos aos que virão depois de nós? A de que não há risco em se derrubar um presidente legítimo, rasgar a Constituição, cometer arbitrariedades de todo tipo, torturar, estuprar, assassinar e dar sumiço em restos mortais?”

E diz que torce para que a presidenta Dilma Rousseff “reabra a questão”. Pois, “indignidade tem limite”.

Por Ana Helena Tavares

1-      Carlos Lamarca, de quem você foi companheiro na VPR, o acusou de delator. Sua inocência quanto a isso só foi provada em 2004. Queria que você começasse falando sobre essa história.

Revolução cubana na passarela do samba de Flor

As ilhas da magia da união popular


Há 5 décadas bloqueada pela maior potência político/bélica e econômica do mundo, a resistência de Cuba pela sobrevivência de sua soberania como nação, não deixa de ser uma magia. E ao homenageá-la, o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba União da Ilha da Magia tem obtido para o carnaval de Florianópolis inédita promoção popular.

Por Raul Longo (*)

Ilha da Magia é o dístico de Florianópolis em função da mitologia local que confere à colonização açoriana, a participação de algumas bruxas.

Bruxas eram comuns nos Açores porque ao arquipélago no meio do Atlântico, equidistante de Europa e América, os poderosos de Portugal degredavam seus contestadores.


Vídeo: denúncia de propinas de multi-nacionais nos governos Alckmin, Serra e Arruda



Agradeço à companheira Lúcia Adélia Fernandes pelo envio do vídeo.

Atos em Defesa de Cesare Battisti



Atos em Defesa de Cesare Battisti
Carlos A. Lungarzo
Amn. Int. 9152711

A organização CesareLivre (http://cesarelivre.org) que coordena as entidades que defendem, desde o começo da perseguição no Brasil, a liberdade do escritor italiano Cesare Battisti, têm organizado uma série de atos em São Paulo e Brasília para apoiar seus direitos e repudiar o seqüestro ao qual está submetido por iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal, e seu principal colaborador, o presidente do período anterior. A continuação, transcrevo literalmente a comunicação do movimento, e faço alguns comentários na segunda seção deste artigo.

Transcrição da Convocação
Fortalecer a campanha pela imediata liberdade de Cesare Battisti!
Quase quatro anos se passaram e Cesare Battisti continua preso no Brasil. A prisão preventiva mantém-se graças às pressões que o governo de Silvio Berlusconi exerce sobre Brasília para que o ex-ativista político seja extraditado para a Itália. Toda espécie de arbitrariedades políticas e jurídicas está sendo realizada para condenar Cesare Battisti por quatro assassinatos que não cometeu. Apesar de Lula ter negado a sua extradição, o escritor italiano ainda é mantido preso, a espera de uma nova e absurda apreciação do Supremo Tribunal Federal.
O ministro relator do caso, Gilmar Mendes, declara agora que “tudo será considerado a seu tempo”, sinalizando que arquitetará novo malabarismo jurídico para prolongar a agonia de Cesare Battisti.
Como lutadores sociais, sabemos que a perseguição ao ex-ativista é, antes de mais nada, um recado àqueles que ousam se levantar contra o regime de dominação e exploração. Na pessoa de Cesare Battisti, buscam punir exemplarmente lutadores de todas as gerações.
Várias entidades, movimentos sociais, organizações políticas, coletivos, ativistas ligados aos direitos humanos e às reivindicações democráticas tiveram a iniciativa de conformar comitês em várias regiões do país a fim de lutar contra a extradição de Cesare Battisti, e exigir - seja do STF ou do Poder Executivo -sua imediata liberdade e concessão de asilo político no Brasil. Apenas uma mudança na correlação de forças poderá acabar com a “fuga sem fim” do escritor italiano. Vários debates e manifestações foram realizados no Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Mas estes foram apenas os primeiros passos de uma longa jornada, para a qual devemos nos preparar.
Para os próximos dias, convocamos aqueles ativistas, organizações, movimentos e entidades sindicais que ainda não aderiram à campanha a ingressar ativamente nestas atividades, conforme calendário a seguir:
v Manifestação com concentração no MASP
Na seqüência caminharemos até o Consulado Italiano, na Av. Paulista.
18 de fevereiro, sexta-feira, às 17 horas
v Plenária ampliada com entidades, movimentos e representações políticas:
19 de fevereiro, sábado, às 15:00
Espaço Mané Garrincha
Rua Silveira Martins, 131, sala 11.
Saída do Metrô Sé pelo Poupa-Tempo.
v Saída da caravana a Brasília
22 de fevereiro, terça-feira, 16 horas
v Ato político em Brasília e visita a Cesare Battisti
23 de fevereiro, quarta-feira

Dilma joga duro com ministros

Na conta dos ministros

Executivo exige que titulares de pastas cobrem de suas bancadas no Congresso a aprovação do piso nacional de R$ 545 na votação de amanhã e Carlos Lupi fica em saia justa

Autor(es): Ivan Iunes, Igor Silveira, e Leandro Kleber - Especial para o Correio
Correio Braziliense - 15/02/2011

A determinação dada pelo Palácio do Planalto para que os ministros convençam suas bancadas a votar o salário mínimo de R$ 545 estabelecido pelo governo colocou em uma encruzilhada o titular da pasta do Trabalho, Carlos Lupi. Presidente licenciado do PDT, ele foi o único entre os colegas a declarar publicamente ser favorável aos R$ 560, fruto de um acordo costurado pelo partido com as centrais sindicais e a oposição. Pressionado pelo governo, que não admite dissidências, ele mudou o entendimento, ainda na semana passada, e hoje reúne a bancada do PDT, às 10h, para tentar fazer com que deputados e senadores da sigla sigam a cartilha do Executivo, embora saiba que dificilmente a legenda aceitará o valor estipulado pela equipe econômica. Antes desse compromisso, Lupi se encontra com a presidente Dilma Rousseff, que deve reforçar a cobrança.

Além do PDT, existe o receio de que outros partidos oficialmente fechados com a proposta governamental apresentem altos índices de traição na votação em plenário. Até mesmo o PT, sigla de Dilma, ameaça ir rachado para a votação, pelo menos no Senado.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Governo do Rio de Janeiro deveria ser responsabilizado pela atuação de policiais no Complexo do Alemão

Operação da Polícia Federal comprovou
denúncia das organizações de direitos humanos
A “Operação Guilhotina”, realizada pela Polícia Federal (PF), comprova as denúncias feitas por organizações de direitos humanos e moradores sobre a ocupação policial no Complexo do Alemão e da Penha. Em manifesto divulgado no dia 21 de dezembro de 2010, afirmávamos: “...toda a região está sendo ‘garimpada’ por policiais, no que foi classificado como a ‘caça ao tesouro’ do tráfico”. Na última sexta-feira, escutas telefônicas veiculadas pela imprensa mostraram policiais comparando a região com a Serra Pelada.
Durante visitas às favelas da região, tivemos contato com diversos moradores que tiveram suas casas reviradas e saqueadas. A confirmação dessas denúncias reforça ainda as suspeitas, levantadas também por moradores e organizações de direitos humanos, de que o número de mortos nessa operação foi maior do que aquele oficialmente divulgado.
A ação da PF demonstrou que, assim como no governo anterior, a corrupção continua incrustada na cúpula da polícia fluminense. Essa investigação puxou uma das linhas de um novelo que vai dar no conluio das milícias e seu poder econômico com a máquina do Estado. O fato de mais um policial do alto escalão da Polícia Civil ter sido preso por uma operação da PF – há menos de três anos, outra operação levou o ex-chefe e ex-deputado federal Álvaro Lins para a cadeia – reforça o que as organizações afirmaram em dezembro: “as forças policiais exercem um papel central nas engrenagens do crime. Qualquer análise feita por caminhos fáceis e simplificadores é, portanto, irresponsável.
Neste sentido, é importante rechaçar mais uma vez o discurso da ‘vitória’ do ‘bem’ contra o ‘mal’, adotado pelo governo após as ocupações policiais de novembro. A prisão do inspetor que foi transformado em uma espécie de ‘herói’ da mega-operação do Complexo do Alemão em 2007 – que terminou com 19 mortos em apenas um dia – é um claro sinal de alerta para o perigo deste discurso. A tentativa do governo do estado de melhorar a imagem de suas tropas é evidente, mas essa é apenas uma estratégia de propaganda que não altera as condições estruturais que permitem que o crime se organize facilmente por dentro das corporações policiais.
O resultado da Operação Guilhotina reforça, portanto, a necessidade urgente de retomar de forma objetiva o debate sobre a reforma das polícias. Não podemos depender apenas de investigações eficientes da Polícia Federal e, muito menos, de investigações internas que frequentemente são contaminadas pelo corporativismo ou até mesmo por disputas internas. Temos que pensar em novas estruturas que garantam a transparência, a fiscalização e o controle externo e independente da atividade policial.  
A Justiça Global acredita que o governo do estado do Rio de Janeiro deve ser responsabilizado pelos roubos e pelas invasões de domicílio praticados por policiais nas favelas do Complexo do Alemão e da Penha. Vamos lembrar que, logo após a ocupação, o coronel Mario Sergio Duarte, comandante da Polícia Militar, foi à imprensa e deu carta branca aos abusos e às violações de direitos na região ao afirmar: “A ordem é vasculhar casa por casa”. Acreditamos que, com as provas levantadas pela PF, o Estado tem obrigação de fazer um pedido de desculpas formal à população local, e de reconhecer e indenizar os danos morais e materiais dos moradores ati ngidos pela violência estatal. 
Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2011.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Egito: a semente foi plantada (charges de Carlos Latuff)


Na luta pelos direitos humanos

Fariam bem as autoridades iranianas se voltassem atrás na sentença contra o cineasta Jafar Panahi (foto). Seria um ato de grandeza e que retiraria os pretextos para que a mídia de mercado aumentasse a demonização do governo iraniano.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

E Hosny Mubarak foi embora com seus bilhões de dólares acumulados ao longo dos 30 anos de ditadura. O vice Omar Suleiman, o querido de Israel e que cuidava do serviço secreto egípcio, fez o anúncio e passou a bola para o Comando das Forças Armadas, do qual faz parte, entre outros, o Marechal Hussein Tantawi, segundo várias fontes, vinculado aos Estados Unidos e ligadíssimo a Mubarak.


A REVOLUÇÃO EGÍPCIA E OS GENERAIS DE MUBARAK

A REVOLUÇÃO EGÍPCIA E OS GENERAIS DE MUBARAK

Laerte Braga

Um cidadão egípcio afirmou a um jornalista que cobria as manifestações na Praça da Libertação que “não queremos ódios, estamos aqui cristãos, muçulmanos e jovens buscando a paz e a democracia. Somo um povo paciente, afinal aguentamos trinta anos de ditadura de Mubarak, saberemos construir o nosso futuro”.

É vedado a muçulmanos entrar em confrontos a não ser que não exista outra alternativa. A paz e a harmonia são prioridades e no Corão é possível encontrar inúmeras passagens que falam assim.

Há uma clara distorção da mídia branca e colonizada – cristã – sobre os acontecimentos no Egito. Não há nada a ver com o povo cristão, mas com a forma como os líderes políticos com a cumplicidade de líderes religiosos conduzem as tentativas de domar a vontade dos egípcios de construir o seu futuro.

Isso no Ocidente. Poucos líderes religiosos são tão repugnantes como Bento XVI, por exemplo. Não tem diferença nenhuma de Edir Macedo, exceto na pompa.

Confissão na era digital

O aplicativo começa com um exame de consciência personalizado para cada usuário e traz uma lista de possíveis pecados. Seu uso no Brasil é problemático, porque o programador não suspeitou que pudessem existir faltas tão cabeludas e inusitadas – das quais até o diabo duvida - como as cometidas por Sarney, Eduardo Braga e Amazonino. Por isso, tais faltas não constam explicitamente na lista, obrigando os pecadores a entrarem na janela com a denominação genérica de “pecados que bradam aos céus e pedem a Deus vingança”.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Todos nós, agora, podemos ser perdoados, inclusive os senadores do PMDB (vixe, vixe). Estão absolvidos José Sarney - com um maranhão de pecados mortais, e Eduardo Braga - com um solimões de peso superfaturado na consciência. Até o prefeito de Manaus Amazonino Mendes (PTB vixe-vixe), que se confessou pela última vez em 1947, vai ser absolvido da pororoca de pecados cabeludos cometidos de lá pra cá, sem necessidade de encarar no confessionário o mau hálito do vigário de Eirunepé. Basta clicar na tecla enter.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Soldados: da base dessas pirâmides, 80 milhões vos contemplam"


É verdade que ainda seja cedo para comemorar, afinal os sacerdotes do Poder continuam mantendo os interesses do Império, mas já se têm a impressão de que a era das múmias está chegando aos últimos anos do mito da eternidade.
Por Raul Longo (*)

Não foi bem assim, mas empoado como um Fernando Henrique qualquer, mais ou menos isso disse Napoleão ao seu exército.

Na verdade, se referia à história. Mas não pensem que a história de Kemet se confunde com a do Egito de hoje. Nem tanto! Aliás, em copta, que foi uma das línguas faladas pelos antigos egípcios, era Kimi. Kime também. Há uma representação gráfica para indicar a fonética correta da primeira sílaba, mas esse computador, aqui, não a reproduz.

Impossível aos computadores respeitar toda a história. Mas Napoleão, frente a frente com 4 mil anos passados, refreou o saque de seus soldados.

Napoleão era um general e se tem uma coisa que os donos de Poder respeitam, são os templos da morte.


ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON

ALTO COMANDO MILITAR EGÍPCIO TEM SEDE EM WASHINGTON


Laerte Braga


O marechal Mohamed Hussein Tantawi, presidente do Supremo Conselho Militar do Egito e sucessor de Hosni Mubarak é parte da brutal ditadura contra a qual os egípcios se levantaram e obedece a Washington.

O ex-ditador não renunciou à “presidência da república”. Nem ele e nem o general Omar Suleiman, o “vice-presidente”. Na quinta-feira Mubarak discursou em rede nacional de televisão dizendo que permaneceria no poder até as eleições de setembro e na sexta, surpreendendo aos próprios revoltosos deixou o poder.

Entre quinta e sexta-feira o marechal Tantawi conversou cinco vezes por telefone com o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. A última conversa foi após o pronunciamento de Mubarak e Gates disse ao marechal Tantawi que para manter a “ordem” e evitar o “caos” era necessário que Mubarak e Suleiman saíssem.

Quando se extrai um tumor maligno, ou a cirurgia remove o tumor e seu entorno, ou o tumor permanece vivo. Nada muda, apenas a sensação de mudança. É o que está acontecendo no Egito.

Povo está bravo com os políticos

Por Ricardo Kotscho*

Tantas fizeram, em tão pouco tempo, uma atrás da outra, exagerando na dose, que a população está revoltada com os políticos em geral, sem fazer distinção entre as três instâncias de poder.

Aumentos generalizados de mais de 60% nos salários de deputados, senadores e vereadores, e aposentadorias vitalícias milionárias para governadores com pouco tempo de serviço, enquanto o país discute o aumento do salário mínimo para R$ 545, parece ter sido a gota d´água.

Para se ter uma idéia do tamanho da indignação popular, basta dar uma olhada nos quase 500 comentários (fora os que fui o obrigado a excluir) de leitores publicados no post anterior sobre quanto nos custa cada gabinete dos vereadores paulistanos (R$114,4 mil entre salários, assessores e despesas diversas).

A vitoriosa revolução egípcia em que o povo nas ruas levou apenas 18 dias para derrubar um ditador que estava há mais de 30 anos no poder animou muitos leitores a propor soluções radicais para “acabar com esta pouca vergonha dos políticos”.

“Vamos brasileiros, vamos tomar como exemplo o Egito, vamos nos organizar para acabar com estas safadezas”, escreveu Geraldo Pires, em comentário enviado às 20h48 de sexta-feira.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O querido ex-ditador egípcio e a hipocrisia ocidental


O querido ex-ditador egípcio e a hipocrisia ocidental

Por Gustavo A. Medeiros(*)

Não sou muito religioso, mas gosto muito de ler o evangelho. Lá, eu li a seguinte passagem no evangelho de Matheus Capítulo 9:

10 Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos

publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com ele e seus discípulos.

11 Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: "Por que come vosso

mestre com os publicanos e com os pecadores?"

12 Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhes: "Não são os que estão bem que

precisam de médico, mas sim os doentes.

13 Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a

misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos,

mas os pecadores."

Foi lendo a passagem acima que eu me dei conta da hipocrisia dos neoconservadores cristãos do ocidente.

O DESTINO DO EGITO PERTENCE AO EGÍPCIOS

O DESTINO DO EGITO PERTENCE AOS EGÍPCIOS

(Cuidado, mídia privada e podre distorcendo os fatos)


Laerte Braga


É difícil desmentir imagens, esconder a brutalidade da polícia do ex-ditador Hosni Mubarak, ou ocultar fatos que acontecem a cada instante num mundo em que a comunicação é instantânea e a internet exerce, mais uma vez, um papel decisivo.

Os generais Hosni Mubarak e Omar Suleiman, neste momento, são passado no Egito. O povo fez história. É necessário não se iludir com as forças armadas. Estiveram ao lado da ditadura por 30 anos.

Mubarak e Suleiman, óbvio, não renunciaram. A perspectiva de uma crise econômica sem tamanho e de rumos políticos indesejados levou os militares de alta patente, alto comando como se costuma dizer, a exigir a saída do ditador e seus vice. Oficiais da patentes intermediárias e mesmo alguns de patentes superiores já estavam emitindo sinais de desaprovação à “neutralidade” dos seus comandantes. Não foram poucos os que despiram as fardas e se juntaram ao povo na Praça da Libertação.

Sargentos e praças recusavam-se a praticar qualquer ato de repressão e essa cumplicidade que a mídia privada fala entre militares e povo reflete exatamente essa divisão nas forças armadas egípcias.

VELHOS E CORRUPTOS GENERAIS

VELHOS E CORRUPTOS GENERAIS


Laerte Braga


É uma ilusão vendida pela mídia privada em quase todo o mundo a neutralidade do exército egípcio na crise que vai levando de roldão a ditadura do general Hosni Mubarak. Os velhos generais que controlam as forças armadas são ligados ao ditador, aliados de Israel e corrompidos pelos trinta anos de poder e privilégios.

Se ainda não houve um massacre de revoltosos civis e desarmados é porque buscam uma alternativa a Mubarak que não mude coisa alguma. E porque não querem chocar o mundo com um banho de sangue. É resultado da ação dos Estados Unidos e suas colônias européias e dos interesses do governo nazi/sionista de Israel. É necessário não deixar rastros da barbárie.

A mídia independente em países europeus, mesmo privada, já noticia que aviões israelenses desembarcaram no Cairo com armas especiais para dispersar protestos, manifestações, enfim, por fim à rebelião.

Movimento pela democratização da mídia no RJ gera documento

Aqui a íntegra do documento que continuará sendo elaborado e discutido por cerca de 70 entidades civis em plenárias realizadas no Sindicato dos Jornalistas visando retomar no Rio de Janeiro a luta pela democratização das comunicações no nosso país. A primeira reunião aconteceu no dia sete de fevereiro último, no mesmo sindicato.


 UMA NOVA ETAPA DA LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
  1. A conjuntura atual dos meios de comunicação no Brasil.
     Temos que reconhecer que nenhum dos aspectos estruturantes do setor das comunicações em nosso país sofreu mudança substancial nos últimos anos. As características principais permanecem as mesmas: alto índice de concentração dos meios (oligopólio), claro predomínio do setor privado comercial sobre os setores estatal e público, legislação excessivamente fragmentada, defasada e insuficiente para enfrentar uma conjuntura de novas tecnologias e convergência de mídias, inúmeras práticas de manipulação da informação, ausência do poder público em ações de regulação e fiscalização do setor, enorme resistência do setor empresarial privado para mudanças estruturais. Portanto, o desafio a enfrentar não é pequeno.

     Por outro lado, alguma luz começa a aparecer no horizonte. O Governo Federal, no segundo mandato do Presidente Lula, passou a pautar o tema das políticas públicas de comunicação dentro da agenda política nacional, dando importantes sinalizações de vontade política para iniciar as mudanças. Iniciativas como a implantação da TV Digital no país, a criação da EBC – Empresa Brasil de Comunicação, e a realização da I Conferência Nacional de Comunicação fizeram parte dessas sinalizações. A formulação de um PNBL – Plano Nacional de Banda Larga, dentro de uma política mais ampla de inclusão digital, e a formatação de uma minuta de um novo Marco Regulatório das Comunicações, heranças deixadas pelo Governo anterior, colocam importantes desafios para o novo Governo da Presidenta Dilma Roussef.

Comissão da Verdade: A verdade vem aí.

Paulo Sergio Pinheiro, da Comissão da Verdade, concedeu a seguinte entrevista a Sonia Racy:

- O que a Comissão da Verdade vai poder ou não?
- A Comissão da Verdade não poderá responsabilizar criminalmente nenhum torturador. A rigor, o Brasil não seguirá o caminho da Argentina, do Chile ou do Peru, países onde vários generais e agentes do Estado, que torturaram e mataram, estão em cana. A Lei de Anistia impede.


- Quais seriam, então, os limites dessa revisão?
- Reconstituir efetivamente o que ocorreu. É preciso saber a verdade sobre os crimes cometidos pelos agentes do Estado. O que aconteceu com os dissidentes estamos cansados de saber.


- Quais garantias a sociedade tem de que um ciclo de vinganças não se iniciará?
- Isso é paranoia imobilizadora. Ódio você não enterra com desconhecimento. A verdade é que esses torturadores são poucas centenas, um bandinho de criminosos nas Forças Armadas, na Polícia Militar e na Civil. A maioria esmagadora não está manchada de sangue. Não é possível que eles permaneçam com as suas promoções e pensões e tudo continue escondido. O cientista político italiano Norberto Bobbio diz que a luz do sol contribui para a melhoria das relações da sociedade.


- Sabe dizer se há pesquisas que vão neste sentido?
- Sim. As pesquisas mostram que nos países onde houve comissões da verdade as democracias tornaram-se muito mais eficientes, os crimes contra os direitos humanos diminuíram e se tortura muito menos. No Brasil, os torturadores atuais continuam torturando, apesar de ser crime. Eles acham que está tudo numa boa, que não acontecerá nada.

- E quais serão os poderes da comissão?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nem todo José é igual...

Nota do QTML: A charge tá corretíssima, mas eu acrescentaria "José Serra: sede de perder".

"Dilma é do cacete"...

...é o que acaba de garantir Bemvindo Sequeira em seu blog. Confira abaixo o que ele escreveu:

DILMA É DO CACETE: EMOCIONADO



Assisti ao primeiro pronunciamento em rede da Dilma Roussef.
No início, expectativa. Ao final, emocionado.
Por quê?
Por ser a Presidenta. Uma mulher exercendo a mais alta autoridade do País.
Por vê-la muito bem de saúde. Bonita e fogosa.
Por vê-la expressando-se muito bem, com firmeza, simpatia,e dominando a câmera.
Por ela falar em Educação como a base de toda a política nacional.
Por fazer a autocrítica do Sisu e do Enem sem destruir, mas propondo melhorar.
Por criticar o sistema de alunos passando de ano sem aprender nada.
Por propor melhores salários e melhorias para todos os níveis educacionais.
Por pensar nos professores.
Por falar da luta contra a fome e a miséria.
Por propor uma sociedade Solidária, com Igualdade e Fraternidade.
Porque votei nela e vi uma vencedora.
Adoro ver vencedores.
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