Cinco dias depois da derrota na eleição presidencial, José Serra continua com a cabeça quente: fez declarações destrambelhadas e rancorosas em Biarritz, sul da França, acabando por receber um merecido "por que não te calas?" de um representante da Fundação Zapata, do México.
O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI
A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”
Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
REAÇÃO À CATILINÁRIA DE SERRA NA FRANÇA: "POR QUE NÃO TE CALAS?"
Cinco dias depois da derrota na eleição presidencial, José Serra continua com a cabeça quente: fez declarações destrambelhadas e rancorosas em Biarritz, sul da França, acabando por receber um merecido "por que não te calas?" de um representante da Fundação Zapata, do México.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Enquanto Serra faz tomografia por causa de bolinha de papel, militante petista é assassinado por opositor no Acre... E cadê a cobertura da mídia?
| Disputa para presidente faz primeira vítima no Acre |
| 15 de outubro de 2010 | |
16 dias para o Brasil saber quem será o próximo presidente e no Acre a disputa chegou no seu nível mais selvagem. Na quinta, 14, Valdeci Ferreira Miranda, conhecido por Uru, matou com um tiro de espingarda, calibre 16, a Cláudio Pereira Martins, 28, num ramal denominado Puerto Alonso, na cidade de Porto Acre, berço da Revolução Acreana contra os bolivianos. Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia do município e testemunhos de pessoas que estavam no local do crime, a vítima teria colado um adesivo da candidata do PT, Dilma Rousseff, às costas de Valdeci, que foi em casa, pegou sua arma e retornou para o bar onde estava junto com outros para matar Cláudio com um tiro à queima-roupa. No B.O está escrito que Uru foi tomado ‘por uma ira’ incontrolável. O assassino ainda não foi localizado pela polícia. Repercussão A notícia do assassinato de um eleitor por outro ganhou o Brasil e já é a mais acessada de oestadoacre.com no mês. E-mails e pedidos de informações adicionais sobre o fato chegam ao correio eletrônico do sítio desde o começo da noite. |
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
'FOLHA' PRESSIONA STM: VALE TUDO PARA DIFAMAR DILMA
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Embates da reta final

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Terrorismo eleitoral
sábado, 28 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Os números da campanha - Dilma tem 18 pontos à frente de Serra que, se bobiar mais, ainda cairá pra 3º!
Agradeço ao companheiro Paulo Ávila pelo envio do vídeo.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Folha desembarca do navio... Agora quem será o próximo?
Do ponto de vista político, todavia, a campanha de Serra parece ter recebido seu atestado de óbito com a divulgação da pesquisa Datafolha que mostra uma diferença acachapante a favor da petista Dilma Rousseff.
A situação já era desesperadora. Sintoma disso foi o programa do horário eleitoral que foi ao ar na quinta-feira no qual o principal candidato de oposição ao governo Lula tenta aparecer atrelado... ao próprio Lula.
Cenas de arquivo, com o atual presidente ao lado de Serra, visaram a inocular, numa candidatura em declínio nas pesquisas, um pouco da popularidade do mandatário. Como se não bastasse Dilma Rousseff como exemplar enlatado e replicante do "pai dos pobres" petista, eis que o tucano também se lança rumo à órbita de Lula, como um novo satélite artificial; mas o que era de lata se faz, agora, em puro papelão.
Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de "defender" o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão. "Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/... Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu."
Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira.
A infeliz jogada se volta, não contra o PT, Lula, Dilma ou quaisquer dos 40 nomes envolvidos no mensalão, mas contra o próprio PSDB, e toda a trajetória que José Serra procurou construir como liderança oposicionista.
Seria injusto atribuir exclusivamente a um acúmulo de erros estratégicos a derrocada do candidato. Contra altos índices de popularidade do governo, e bons resultados da economia, o discurso oposicionista seria, de todo modo, de difícil sustentação em expressivas parcelas do eleitorado.
Mais difícil ainda, contudo, quando em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como "Zé", no improvável intento de redefinir sua imagem pública.
Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.
Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas.
sábado, 14 de agosto de 2010
A FICHA LIMPA E O STF
Laerte Braga
A simples suposição que um assaltante de cofres públicos como Joaquim Roriz possa voltar a governar Brasília é repugnante. Roriz lidera as pesquisas de intenção de votos do eleitorado da capital e teve seu registro negado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), mas permanece na disputa até decisão da última instância, no caso o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Como o STF vai decidir a matéria, especialistas ouvidos pela FOLHA DE SÃO PAULO consideram o assunto uma incógnita. Levam em conta decisões anteriores em casos semelhantes, mas anteriores também à Lei da Ficha Limpa. Há o preceito constitucional que toda e qualquer modificação na lei eleitoral deve ocorrer um ano antes de um pleito.
Em tese, em qualquer circunstância ou qualquer que seja o crime cometido por quem quer que o cometa ou não, a presunção da inocência é válida até que ocorra o trânsito em julgado do fato, ou seja, a última decisão, aquela da qual não cabe recurso mais.
O direito brasileiro não tem características de direito consuetudinário, ou seja, aquele que deriva dos costumes e tradições, embora em determinados aspectos a lei tenda a refletir, lógico, essas características.
Mas é inaceitável que no caso, estou citando um exemplo, de Joaquim Roriz o criminoso possa se beneficiar de brechas no arcabouço legal para, durante mais quatro anos, limpar os cofres públicos de Brasília, lesar o povo de Brasília, ainda que a maioria incauta e, sejamos diretos, alienada, imagine que Roriz seja uma espécie de pai dos pobres.
Roriz é só um bandido como é Beira-mar.
Quem quer que se recorde do processo de votação da LEI DA FICHA LIMPA há de se lembrar também de manobras protelatórias e modificações feitas ao sabor dos interesses dos muitos criminosos que exercem mandatos eletivos, a começar pelo presidente do Congresso Nacional, José Sarney. Foi um parto complicado e a criança nasceu pela metade, mas nasceu.
A lei em si pretende resgatar o mínimo de dignidade a ser requerido a quem pleiteia cargo público, no todo não resolve o grave problema do analfabetismo político no Brasil. Mesmo que se diga que esse analfabetismo é conseqüência do processo de alienação constante e crescente imposto por uma mídia a serviço das elites, do grande capital, do latifúndio, enfim, da mentira e do mundo do espetáculo. Como de fato o é.
Mas é também um avanço. Expõe as vísceras desses caras, faz com que tenham que vir a público, pelo menos para exercer o direito de mentir e jurar inocência.
“Soltem esse homem, o único que diz a verdade aqui”. Um califa ao visitar uma prisão e ouvir de todos os presos aos quais perguntava, um a um, o que havia feito, que era inocente, até que alguém se disse culpado.
É difícil também imaginar que ministros do STF como Gilmar Mendes, corrupto, venal, vá deixar de votar a favor de Roriz, aliado de seu candidato presidencial José Arruda Serra e ligado ao banqueiro Daniel Dantas, um dos patrões de Gilmar.
A situação do fato consumado é outra história. O candidato é impugnado, permanece disputando as eleições até decisão final, vence, toma posse e um ou dois anos depois o STF decide, levando em conta a morosidade da Justiça no País que tanto é pelo excesso de feitos, como por corrupção mesmo, que vai desde juízes, ministros de tribunais superiores a servidores.
Aquela história de segura o meu processo aí.
É uma realidade que tem que ser admitida.
E curiosamente a população, o eleitorado, reage à lei da FILHA LIMPA como quem se vê justiçado, mas mostra intenção de votar num pilantra como Joaquim Roriz.
Um contra senso sem tamanho, uma despolitização vergonhosa e que o fator de importância passa a ser o SHOW DAS ELEIÇÕES – virou um show – ou o as receitas de Ana Maria Braga que, provavelmente, nem sabe a diferença entre uma panela e uma frigideira.
Reduzir tudo isso a expressão modelo, ou sistema, é o modelo, é o sistema, é simples demais. Ou só a uma questão cultural não é tão simples, mas não é o todo da questão.
O desafio das forças populares – os sindicatos em sua maioria viraram meio de vida, não podem mais ser incluídos entre forças da classe trabalhadora, com as exceções de praxe – falo dos movimentos sociais, é buscar formas de impedir que candidatos como Roriz, assaltantes como era José Roberto Arruda, possam disputar eleições.
O bandido que era prefeito em minha cidade, virou manchete no JORNAL NACIONAL, o da mentira, ao receber uma bolada de empresários do setor de transportes coletivos, agora é pastor, já apascenta um rebanho e diz com toda a tranqüilidade que não tem culpa nenhuma que só assinava o que lhe era posto à frente, depois que muita gente, técnicos, secretários, etc, estudavam direitinho. Hoje participa dos lucros do governo atual, tucano, na divisão de propinas montadas em seu período e que permanecem.
O diabo é o dinheiro que apareceu na casa dele, ou o restaurante à beira do Lago Paranoá da família Roriz em franco desrespeito à lei.
O ex-prefeito virou pastor, vai salvar almas, vender tijolinhos para mansões no céu, pilantragem pura e Roriz ameaça voltar. E um monte de gente assim.
Nos corredores dos tribunais a disputa é intensa também, já que uns se apegam ao fato da lei ter entrado em vigor em cima da hora, digamos assim.
A ficha limpa não é necessariamente uma questão de firula legal, detalhe constitucional, mas de necessidade imperiosa de limpeza. A tevê não vive mostrando o tal desinfetante de banheiro que pensa mais que o ser humano e libera perfumes da natureza a cada trinta minutos? Qual o problema político da FICHA LIMPA?
Claro, ninguém vai vetar uma candidatura por críticas ao poder, mas no caso de políticos comprovadamente corruptos, público e notório, caso de Roriz, Sarney, esses pilantras que pululam por aí, não é saber se a lei tem uma brecha ou não, é vergonha na cara mesmo.
Reflete a podridão no todo do institucional, ainda que lá estejam figuras sérias e decentes, mas reflete o modelo falido, fracassado e vira um desafio para os movimentos populares.
O de virar a mesa pura e simplesmente.
Organizar a mesa depois de desinfetar com álcool, nada de perfume da natureza (a natureza hoje está associada ao capital predador, campanha de Marina da Silva, a que não aprendeu a pedir demissão).
É um escárnio um sujeito como Roriz ser candidato. E dependendo da decisão final vamos precisar de uma lei para tribunais limpos. Sem criminosos como Gilmar Mendes e outros.
No duro mesmo, vamos precisar e estamos, de uma Assembléia Nacional Constituinte, uma refundação do Estado, sem todo esses remendos que só ajudam os bandidos.
E os bandidos são a síntese do modelo capitalista. São conseqüência. A corrupção pode ter um que de natureza humana, mas é essencialmente implícita ao capitalismo. Está na gênese de qualquer Eike Batista. O que atua por trás dos bastidores, o Capone que não aparece.
A questão não é técnica, isso é firula, é política. E se um político bandido como Roriz vai ter a julgá-lo, ao final, um ministro bandido como Gilmar Mendes, estamos todos malhando em ferro frio. De uma certa forma fazendo coro com a farsa. Ou como dizia Darcy Ribeiro, “cacarejar para a esquerda e botar o ovo à direita”.
A cultura pior é a que dá a dianteira em Brasília a Roriz, é a do rouba, mas faz, pai dos pobres, introjetada no cidadão comum. Um cara que devia estar na cadeia, em cela de segurança máxima. Assim como Gilmar Mendes (o que emprega uns caras da GLOBO para comprar o silêncio da rede e compra).
O candidato Wadson Ribeiro, em Minas, está despejando rios de dinheiro numa campanha no mais violento esquema financeiro possível e escudado na tal moralidade. De onde surgiu o dinheiro? Apurem as verbas liberadas pelo Ministério dos Esportes para a região da Zona da Mata Mineira e o custo real das obras, a sobra é caixa dois de campanha do dito cujo.
Essa é outra questão. Poder econômico.
Ou seja, para cada Chico Alencar, ou Luciana Genro, ou Milton Temer, ou Nilmário Miranda, ou o comandante Carlos Eugênio Paes, tem duzentos Wadson, corruptos e venais.
O xis da questão é o institucional. Está falido, é preciso enterrá-lo do contrário vamos ter leis e ao mesmo tempo Joaquim Roriz governador de Brasília.
Onde anda a corrupta senadora Kátia Abreu (desviou verbas destinadas a CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA – nome dado à quadrilha latifúndio) depois que a CPI que ela quis, provou que ao contrário do que a GLOBO fala na propagação da mentira, não houve um único centavo de desvio do MST, nos recursos destinados aos programas do movimento?
A questão da FICHA LIMPA é muito mais ampla e pode morrer nas eternas firulas jurídicas do falta uma vírgula aqui, ou essa palavra dá direito a duas interpretações.
Para gente da espécie de Gilmar Mendes isso é aquele negócio de tirar de letra.
"The Economist" - "Glória refletida: a musa do Lula (Lula's Lady) está na reta para herdar sua presidência" - Tradução exclusiva.
Ofereço aos leitores do blog tradução na íntegra, feita em exclusivo para o "Quem tem medo do Lula?" por minha mãe, Maria do Céu Ribeiro, professora de inglês há 35 anos, de uma matéria veiculada na edição desta semana da revista britânica "The Economist". Conhecida pela defesa de idéias neoliberais, a revista já enxerga o inegável: o Brasil está prestes a ver uma mulher, ex-guerrilheira, subir a rampa do Planalto e receber a faixa presidencial de um ex-metalúrgico. Enquanto isso, a revista assume também (e, para mim, esta é a melhor parte da matéria): "O problema não é a apresentação, embora o Sr. Serra pareça esquisito, a não ser quando sorri, pois aí parece assustador." Segue o texto completo.Ana Helena Ribeiro Tavares
Glória refletida: a musa do Lula está na reta para herdar sua presidência
Ao contrário, o Sr. Serra está lutando para permanecer na corrida. As pesquisas o apontam entre 5 a 10 pontos atrás de Dilma Rousseff, a candidata do governo federal e do Partido dos Trabalhadores (PT). O problema não é a apresentação, embora o Sr. Serra pareça esquisito, a não ser quando sorri, pois aí parece assustador. A Sra. Rousseff é pouco carismática e tem uma tendência a dar respostas de uma hora para perguntas de uma linha.
O problema do Sr. Serra é que a Sra. Rousseff é a consagrada sucessora de Luís Inácio Lula da Silva, o atual presidente. Quatro quintos dos brasileiros aprovam Lula, e quase metade dizem que, numa eleição presidencial, votariam ou nele (se a Constituição não o impedisse de concorrer a um terceiro mandato) ou no seu candidato. Desde que escolheu seu sucessor, Lula tem colocado Dilma Rousseff nas alturas (ela é “como Nelson Mandela”, chegou a dizer) e atravessou o país com ela a tiracolo. Agora a maioria dos brasileiros sabe quem é a candidata de Lula – e, crescentemente, eles pretendem votar nela.
No dia 05 de Agosto, o dia do primeiro debate pela televisão entre os candidatos, um instituto de pesquisa (Sensus) colocou a Sra. Rousseff com 41,6%, 10 pontos acima do Sr. Serra. Marina Silva, do Partido Verde, ficou num distante terceiro lugar, com 9%. Excluindo os votos inválidos, a Sra. Rousseff estaria perto de atingir a maioria necessária para evitar o 2º turno. Esta pesquisa pode ser pretensiosa, mas outros institutos também dão à Sra. Roussef uma posição crescente (ver gráfico).A Sra. Rousseff parecia nervosa no debate, e lutou para dar suas respostas prontamente. O Sr. Serra se saiu melhor. Mas, uma vez que o debate foi marcado na mesma hora que uma importante partida de futebol, quase ninguém viu.
Mais preocupante para o Sr. Serra, o debate lhe mostrou as dificuldades que ele irá encarar para o resto da campanha. Provavelmente e acertadamente, o Sr. Serra percebeu que, atacando um presidente tão popular como Lula, não ganharia muitos votos. Ele discorda da Sra. Roussef em algumas coisas, tais como a política externa e o papel do estado na economia. Mas ele concorda com outras. Ele se sentiu obrigado a prometer que continuaria alguns dos programas de Lula, tais como o “Bolsa Família”, um privilégio para as famílias pobres. Enquanto isso, com a economia crescendo bastante, os brasileiros estão desfrutando da vida. “Sensação de bem-estar” entrou na língua portuguesa.
Mas, estável como está, serve melhor aos governistas do que a aventureiros. O slogan do Sr. Serra é “O Brasil pode mais” – exemplifica a dificuldade. Ele está lutando para tirar proveito de sua trajetória. Ele é melhor conhecido pelo seu papel nos governos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, que, apesar de sólidas conquistas, são lembrados sem afeição pelos brasileiros.
“Para Dilma, é simples: persuadir as pessoas de que ela representa Lula”, diz Rubens Figueiredo, um consultor político de São Paulo. “Mas Serra tem que lembrar às pessoas de que Lula não é o candidato – e, de alguma forma, tem que fazer isso sem se opor, ou, preferencialmente, sem nem mesmo mencionar Lula”, completa.
A posição da Sra. Rousseff não está ainda inabalável. Se o Sr. Serra conseguir evitar a vitória dela no primeiro turno, pode ter chance no segundo.E, no Brasil, há sempre a possibilidade de um escândalo ou deslize.
Mas há ainda uns poucos votos a mais que a Sra. Roussef pode ganhar por ser a escolhida de Lula. Cerca de 8% dos eleitores ainda dizem aos pesquisadores que querem votar na candidata do presidente, mas não a mencionam pelo nome.
Ela, em breve, terá uma maior oportunidade de reforçar esta ligação. A partir de 17 de Agosto, a televisão brasileira e as estações de rádio terão de mostrar propaganda política gratuita, com mais tempo para os candidatos cujas alianças ocupam mais espaço no Congresso. Isso significa que a Sra. Rousseff terá mais de 10 minutos, três vezes na semana, enquanto o Sr. Serra terá que se virar com pouco mais de 7 minutos. Esta vantagem pode se tornar decisiva.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Jefferson e Estadão: “JN ajudou Serra”

Do blog Escrevinhador
“Foi o candidato que passou menos tensão (…) Teve espaço para desenvolver sua gestão e suas ideias na saúde e foi contemplado pelos apresentadores com o bônus de discorrer sobre as vantagens de um sistema de pedágio que premia os resultados das rodovias estaduais. Não foi pressionado nos temas mais delicados. Foi mais fácil para ele que para seus antecessores os 12 minutos na bancada do Jornal Nacional.”
E não é nenhum deputado do PT que reforça, mas o Roberto Jefferson, hoje aliado de Serra:
“William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele.”
Preciso dizer algo mais?
Preciso.
Como já afirmei aqui, a blogosfera talvez tenha força para oferecer um contraponto à velha mídia impressa. Mas a Globo, sozinha, ainda faz estrago. Por hora, vai agir como na sabatina dos candidatos. Finge que trata todo mundo igual, mas vai empurrando Serra.
Ah, mas a maioria percebe que Serra foi favorecido. Quem percebe essas sutilezas é o povo que acompanha política. O povão dos rincões, da periferia, fica com a imagem geral: Serra pareceu mais calmo que Dilma. Pouco importa o que ele disse. A imagem final foi levemente favorável a ele.
Ah, mas Dilma foi maltratada e mesmo assim manteve-se relativamente centrada. Ótimo. Mas para o povão isso não é mais que obrigação.
A tática é dar a ele a chance de chegar à reta final com cerca de 30% dos votos. O “DataFolha” também deve colaborar para isso. Vocês verão a próxima pesquisa… Anotem aí.
Mantendo Serra nesse patamar, e desde que Marina e Plinio fiquem com cerca de 10%, Dilma deve se manter em algo em torno de 45% dos votos.
Se ficar assim, Serra tem chance de forçar um segundo turno. (Dilma 45% x 40% para outros candidatos). E, aí, vocês verão do que a Globo é capaz: ´mudar 3% a 5% dos votos na reta final, é o que basta.
O Lula pode receber o Marinho (não sei qual deles, João, Roberto, José?) no Palácio. A Dilma pode fazer pose de boazinha. Do outro lado, os pitbulls estão prontos para atacar. Não precisam assumir o ônus de uma campanha aberta pró-Serra. Pra isso, há a “Veja”. Basta à Globo, na última semana antes do primeiro turno, “repercutir” alguma denúncia pesada contra Dilma.
Uma semana de repercussão, dez minutos por dia no JN. A Globo já não fala sozinha como há vinte anos. Ok. Mas o JN ainda tem o triplo de audiência do segundo jornal mais visto durante a noite.
Acreditem: faz efeito. Talvez, a Globo já não ganhe eleição. Mas pode empurrar pro segundo turno, como em 2006.
Para contrapor a força (não menosprezem essa força) da Globo, só há um elemento: Lula. Ele vai comprar a briga de frente? Vai dizer, olho no olho do eleitor durante o horário político, que a televisão mais poderosa do país favorece um candidato – por isso o eleitor precisa ter um pé atrás com o noticiário?
Não sei. Não tem sido o estilo de Lula.
Mas é preciso disseminar desde agora essa idéia – de resto, absolutamente verdadeira – de que a Globo tem lado. Não adianta dizer isso na reta final. Aí, será tarde. E a Globo já estará “repercutindo” as denúncias da “Veja” e da “Folha” – sob a coordenação de Ratzinger, o príncipe das sombras do jornalismo global.
À pupila, com carinho: a renomada economista Maria da Conceição Tavares, ex-professora de Serra e Dilma, declara voto na petista
PSDB monta estratégia para enfrentar Lula na TV
Para o Valor Econômico de 12/08/2010
O PSDB está preocupado com o impacto da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa eleitoral gratuito de televisão da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff. É o que um dirigente tucano chama de "Lula na veia". Para minimizar o estrago, aliados do candidato do PSDB, José Serra, avaliam que ele precisa ser mais "humanizado" em seu próprio programa eleitoral.
O foco da propaganda eleitoral de Serra será a apresentação do candidato e de suas propostas. Seus coordenadores gostariam de estimular no eleitor a comparação entre Serra e Dilma. A aposta é que, no conteúdo, a vantagem seria do tucano. No entanto, a expectativa é que o programa de Dilma venha com muita produção e emoção, despertada pela participação de Lula.
Envolvidos na campanha de Serra acreditam que a emoção pode causar grande impacto nos primeiros programas eleitorais, mas deve se diluir ao longo dos 45 dias do horário gratuito. Com o tempo, a comparação de conteúdo deve prevalecer, favorecendo a candidatura tucana.
Aliados de Serra no PSDB e no DEM ficaram apreensivos após o debate entre os presidenciáveis na televisão, realizado pela Band no dia 5. Havia muita confiança na experiência do candidato tucano e na falta de traquejo de Dilma. Avaliam, no entanto, que Serra "não foi decisivo" e não soube explorar os pontos fracos de Dilma. Como resultado, a candidata do PT, apesar do visível nervosismo, acabou saindo-se melhor do que era esperado pelos tucanos e temido pelos petistas.
Além do programa eleitoral, o PSDB está preocupado em reforçar a campanha em Minas e no Rio, Estados que devem decidir a eleição, na avaliação do partido. A razão é a falta de "solidez" nas intenções de voto até agora registradas pelas pesquisas nos dois Estados.
No caso de Minas, Serra tem mais votos que o governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição apoiado pelo ex-governador Aécio Neves. Há margem paracrescimento do governador e, à medida que ele conquistar fatia maior do eleitorado, consequentemente aumenta as intenções de voto em Serra. Para isso, a campanha estadual precisa ser mais compartilhada com a nacional. A avaliação é que, por enquanto, a preocupação dos mineiros é com a eleição de governador, senadores e deputados, havendo pouca integração com a disputa nacional.
O caso do Rio é diferente. Sem candidato a governador dos partidos da aliança (PSDB, DEM e PPS), a coordenação da campanha aposta na "independência" do eleitorado fluminense. O objetivo é que Serra adote um discurso que o aproxime do eleitor, sem depender da campanha do candidato a governador do PV, deputado Fernando Gabeira.
Há, ainda, o objetivo de aumentar a diferença de intenção de voto para Serra em São Paulo. Na avaliação dos tucanos, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está pouco empenhado em fazer campanha, já que lidera as pesquisas. Como sua intenção de voto é maior do que a que Serra tem no Estado, a conclusão é que o presidenciável precisa colar mais em Alckmin - que, por sua vez, precisaria ir mais para a rua.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O estilo Bonner e Dilma

A maioria dos brasileiros observou o comportamento agressivo de William Bonner contra a candidata Dilma Roussef no Jornal Nacional. Aquela entrevista mereceria mais o nome de cilada, ou armadilha, se surpresa houvesse no caráter do apresentador. Mas não, se o homem é naquilo que ele faz, o âncora deus-nos-acuda há muito é um ser revelado.
Um breve perfil de William Bonner não deixaria de notar, em primeiro lugar, que ele é um jornalista medíocre. Surpresa? Não, ainda não. Em um meio em que a primeira condição de sucesso é não ter muitas ideias, e, de preferência, nenhuma, Bonner seria medíocre por estar na média. (Na mídia, ele diria.) Depois, de passagem, na sua média mediocridade seria notado e anotado que ele possui uma fidelidade, não a do gênero canino, porque os cães, até mesmo eles, sofrem lapsos de confiança quando atacados pelo vírus da raiva. Bonner é um jornalista de fidelidade maquinal, de obediência automática ao comando do nome Marinho. Surpresa? Não, ainda não. Os astros da Globo mantêm isso como um distintivo, um crachá que atravessa o peito e atinge a própria alma, como um sinete de qualidade.
Então, se tudo nele é médio, por que o seu alto cargo, de editor do Jornal Nacional? Antes que responda, “bem, alguém tinha que ocupar”, poderia responder que ele obedece à lei geral de, para aparecer na tela, o jornalista deve possuir um ar de bom moço, que mantenha aparências de dignidade mesmo quando chancele as maiores canalhices. O rosto simpático e nome de galã de filme B longe estão de um específico, de um caráter, digamos. Ainda que este parágrafo venha a lhe dar um aumento de salário e promoção na empresa Globo, devo dizer: o específico de William Bonner vem da rara condição de que ele é cria, criado e criatura da ilha de edição do Jornal Nacional. Um algo que somente pode viver e sobreviver naquela redoma, um ser que dorme com a sua apresentadora e acorda com a vinheta, a logomarca e a voz de anúncio, “Jornal Nacional !”. William Bonner ali não trabalha, ele é, somente é, somente pode ser ali.
Bonner e o Jornal Nacional são uma só e uma mesma coisa. (Nova promoção para o rapaz.) Isso explica por que ele, WB, e JN sejam capazes de coisas inomináveis, sem engulhos, sem trauma ou vinco no rosto. Quem assiste ao Jornal Nacional percebe que o mundo ali vem desmontado entre caras e bocas, em dramatização de telenovelas. Chega-se ao limite do uso de trilhas sonoras, como todos devem lembrar das imagens editadas dos desastres e tragédias de aviões. Planos, tomadas, cortes, luzes, a revolta dos passageiros, a indignação dos parentes...
Lembram? Em cada edição, eram mostrados capítulos de telenovela, como breves documentários, como autênticos momentos-verdade, como um conjunto de imagens espetaculares, fogo, choro, convulsões, desespero, e reconstituições por recursos de computador, que misturados à narração do... repórter .... eram uma aula, uma lição de insuflar emoção nas... reportagens. Lágrimas, choros, prantos, fotos de crianças mortas, de jovens sem vida no vigor dos seus anos, e a culpa toda, insinuada e declarada, era do caos aéreo, e de Lula.
De carniceiro de tragédias, como no acidente da TAM, à última “entrevista” com a candidata Dilma Roussef, quando ele, WB ou JN, submeteu uma pessoa digna a vexames e interrupções o tempo todo, para que ela não falasse, nem completasse um só pensamento, há uma reta inflexível da máquina William Bonner. Assim como ele repetiu de outra maneira, na entrevista com a candidata Marina, ontem, quando fez dela parede para bater no PT, a falar do mensalão, mensalão,mensalão. E, justiça seja feita, a moça da ecologia Natura até que aceitou o ventríloquo e sparring. Ali, ele não era Bonner. Ali era Ali, Kamel. Ali ele não era Bonner, se é que alguma vez tenha sido tal apelido e nome “artístico” antes se chamar Jornal Nacional.
A esta altura, enquanto escrevo este artigo, não sei como será a entrevista com o vendedor de ilusões Serra, logo mais à noite. “Não sei” é modo de dizer. Mas sei, porque bem posso imaginar, que sempre é uma forma de saber, quando imaginamos em cima da experiência observada. O bravo William Bonner, ou o Jornal Nacional, fingirá que pergunta, enquanto Serra fingirá que responde, de surpresa. Assim manda a experiência de outras campanhas e edições WB ou JN. Surpresa? Não, mais uma vez não. A diferença é que desta vez, com a liberdade da web, todo o Brasil perceberá a farsa do teatrinho manipulador Jornal Nacional.
domingo, 8 de agosto de 2010
Balela, boato, bagatela e blablablá: o que mais envolve o estaleiro de Eike Batista?
Assinada por Simone Rabello como Relações com a imprensa OSX, uma resposta (em 26/07/10) ao artigo do leitor do Júlio César Cardoso do O Globo, com o título “Beleza ameaçada”: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/07/26/resposta-da-osx-artigo-de-leitor-917240276.asp
Comentando os argumentos da OSX, organizados pela Simone em três itens, nos estenderemos de um a um por partes. Nesta primeira, o item “A”, aqui transcrito:
A) Os impactos ambientais do empreendimento foram identificados no estudo do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) disponível em nosso site, devendo ser objeto de medidas mitigatórias e compensatórias cabíveis, conforme a lei e os padrões de sustentabilidade do Grupo EBX.
Balela. O Relatório de Impacto Ambiental da OSX não é capaz de identificar nem mesmo as espécies de peixes que o empreendimento exterminará, conforme revela o oceanógrafo Leopoldo Cavaleri Gerhardinger, doutorando pela UNICAMP e com especialização na University College London, considerando o mesmo EIA/RIMA elaborado pelos especialistas arranjados pela OSX para envolverem os interesses do Eike Batista na região através de:
Um indicador da falta de cuidado e incompetência técnica dos meus colegas se percebe na lista total de espécies de peixes marinhos presentes na área. De um total de 52 espécies listadas no EIA (numero total certamente subestimado), 20 espécies (40%) tinham seus nomes científicos equivocados... Para mim ficou claro que estes fatos estão na superfície de um estudo de impacto ambiental feito no mínimo sem a pratica do cuidado e por profissionais sem competência na área.
Blábláblá descarado isso de “padrões de sustentabilidade do Grupo EBX” ou Eike Batista X. Beneficiado pelo programa de privatização do governo anterior (PSDX), Mister X estendeu a CIA Vale do Rio Doce mundo afora, inclusive Canadá. A VALE-INCO acaba de ser condenada pelo governo canadense a multas milionárias pela contaminação de cidadãos da mais populosa província do país: Ontário. Para os que escrevam em inglês, maiores informações e detalhes pelo endereço diana.wiggins@gmail.com.
No Rio de Janeiro, entre 12 a 15 de abril, ocorreu o I Encontro Internacional das Vítimas da Vale do Eike Batista. Se o megaestaleiro da OSX, empresa do mesmo grupo, for instalado em Biguaçu, os moradores daquele município e de toda a Grande Florianópolis já podem ir se informando como participar do próximo encontro pelo endereço: carvanaminas@yahoo.com.br, através do qual poderão conhecer, inclusive, quais são as ações mitigatórias e compensatórias incabíveis das empresas do grupo de Eike Batista.
Entre outras Bagatelas, a mais estúpida ameaça ambiental brasileira desde a Transamazônica da ditadura militar tem gerado muitos Boatos contra o Presidente Lula e a campanha à presidência de sua candidata Dilma Rousseff.
Nos próximos comentários aos itens da resposta de Simone Rabello ao leitor Júlio César Cardoso do O Globo, saiba como a oposição ao atual governo vem aproveitando a ameaça para tirar vantagem eleitoral em Santa Catarina. E como alguns Petistas manés (da Ilha, a antiga Desterro) e de outras regiões do estado, caíram nesta armadilha que poderá eliminar do mapa o mais importante polo turístico da região sul do Brasil e acabar com raça do PT na terra de Jorge Bornhausen.
Obs: O companheiro Raul está engajado nesta luta e estou com ele. Ele tem escrito uma série de artigos sobre o tema. Leia o anterior:
Estaleiro da OSX já provoca catástrofe
sábado, 7 de agosto de 2010
Teve até orquestra
Do alto de seus oitenta anos Plínio de Arruda Sampaio mostrou que pé de chumbo tem o seu lugar. Pisou em vários calos. E provavelmente pode até ter sido um bom dançarino, mas isso é outra história.Incrível a definição definitiva sobre Marina da Silva. “Você não sabe pedir demissão”.
Debate com orquestra (excelente por sinal), mas espetáculo, só isso. De alto nível o apresentador, Boechat, mas fazer o que? Azar da GLOBO.
Os índices de audiência foram baixos e perderam feio para o jogo São Paulo e Internacional, propositadamente transferido de quarta para quinta.
José Arruda Serra precisa explicar o que é aparelhar o Estado. Disse que não aparelha. Terminado o show, em entrevista e considerações sobre o dito, atrás dele Roberto Freire, um dos políticos mais repulsivos do País. Domicílio eleitoral Pernambuco, deputado em vários mandatos, senador, agora conselheiro de uma estatal em São Paulo a doze mil por mês.
Se isso não é aparelhar não sei o que é. Será que em São Paulo num tem ninguém para o tal conselho? Tem que importar Freire? Ou por que Freire é dono da companhia PPS, o preço mais baixo da praça?
E de quebra como é que conceitua investimentos em educação? PM baixando a borduna em professores que reivindicam salários decentes? Típica solução tucana. Porrete.
Foi pego pelo pé quando a candidata Dilma Roussef disse que o tal negócio da nota fiscal paga xis, recebe ipisilone serviu para prejudicar o País no período agudo da crise do capitalismo.
Má fé pura. Os caras estão uma arara com o ex-governador Minas Aécio Neves. Foram cobrar de Aecinho empenho na campanha de Arruda Serra. A resposta veio pelo presidente do PSDB mineiro. Se querem que prefeitos que apóiam Aécio e Anastasia, mas estão com Dilma, sejam excluídos?
Duvido que trabalhador estivesse assistindo ao debate. O horário já começa complicado. A turma levanta às cinco, uns até as quatro. No máximo o jogo mesmo.
É impossível apresentar ou expor um programa estratégico para o Brasil, no formato (vá lá) dos debates.
Espetáculo.
Só não contavam com Plínio. Deve ser isso que Arruda Serra chama de falta de representatividade. Pedra no sapato.
Num determinado momento, no início, Marina e Serra tabelaram e deram a sensação que iam assim até o final. No meio do caminho Marina parece ter percebido que para chegar perto da grande área precisaria de correr mais um pouco. Saiu para a balela do tal desenvolvimento sustentável, mas nos moldes capitalistas.
O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro decidiu que os parcos segundos que terá na propaganda gratuita poderão ser usados pelos movimentos sociais. O fato foi comunicado no lançamento da candidatura de Rafael Pimenta ao Senado, em Minas.
A idéia é criar uma Frente anti Capitalista e anti Imperialista no que diz respeito ao processo histórico neste momento. Integração latino-americana, estado palestino livre e soberano sem a barbárie de Israel, as lutas populares, fim das guerras/genocídios contra Iraque, Afeganistão, etc.
É claro que Dilma tem umas vaciladas, mas algo assim tipo achar que microfone e câmera engolem gente.
No fundo, quando Plínio falou que os três ditos grandes são “quinquilharia”, não estava ofendendo ninguém, nem querendo insinuar que o bolor e o mofo corroem José Arruda Serra e sua cara de Jânio abstêmio. Estava apenas definindo o modo de ser e o fez de forma precisa.
Tive a sensação que Arruda Serra quando falou do crack ia tocar no assunto Evo Morales. Deve ter lembrado do dossiê da CIA que acusa o colombiano Álvaro Uribe de tráfico.
O problema de Arruda Serra é que ele faz a história do patinho feio ao contrário. Pior até, acha que é cisne, não percebe que faz é quem quem (acho que é assim que escreve o grito – grito? Sei lá – do pato.
Nada a ver com aqueles que nadam na lagoa. Não têm culpa de tucano ser uma espécie predadora.
O epíteto de “hipocondríaco” que Plínio pespegou em Arruda Serra não é vicio em de Cibalena. Tem a ver com o caráter do candidato.
Inacreditável a história dos mutirões. Faltou explicar que num determinado momento os médicos dos SUS recusaram-se a operar nos moldes determinados pelo economista (economista?) José Arruda Serra.
Como era candidato em 2002, queria uma semana de cirurgias em todo o País, mas assim. O paciente/vítima internava pela manhã, era operado e liberado à tarde para o pós operatório em casa. Mesmo que cirurgias um pouco mais complexas.
Os médicos explicaram a Arruda Serra que não eram assassinos, a missão era diferente, curar.
Nisso o tucano não toca.
Se, tomando por baixo, cinco por cento de 100 mil cirurgias apresentasse algum problema, ou seja, cinco mil, os pacientes/vitimas teriam que ser socorridos em suas residências, ou levados para os hospitais. Congestionamento que nem as ambulâncias do Maluf, do Serra, dessa gente, dariam conta.
Pedágio nada. Privatizações? Só faltou dizer que no governo de FHC isso não existiu.
Pulha de carteirinha.
Num sei que efeitos especiais a GLOBO vai inventar para enfrentar a orquestra do debate da BANDEIRANTES. Imagino que antes deve fazer uma edição especial e única, mixada, de todos os BBB. E, em seguida, apresentar os heróis do Pedro Bial ao vivo e a cores como entrevistadores dos candidatos.
Sugiro que perguntem aos candidatos sobre o “drama” do goleiro Bruno.
“Posso muito bem conceber um homem sem mãos, pés, cabeça (pois a cabeça é mais necessária que os pés). Mas não posso conceber o homem sem pensamentos, seria uma pedra, ou uma besta” – Foucauld.
Arruda Serra chutou o tempo todo.
*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Estaleiro da OSX já provoca catástrofe
Para quem já era petista antes de existir o PT, não poderia ser mais catastrófico. Para quem anulou voto durante toda a ditadura porque não acreditava na disputa entre os tolerados e os acobertados pela intolerância do poder, esse link de vídeo (abaixo exposto) é muito desastroso.
Se impossível suportar a prepotência dos que se achavam superiores a todas as realidades e qualquer bom senso: técnico, científico, ou social... Se inadmissível a arrogância dos inquisidores a balouçar o pêndulo sobre os pescoços de quem ousasse interpor a evidência dos fatos às suas vontades; o que dizer quando provinda de quem se espera, ao menos, a percepção da razoabilidade?
Como aceitar, de quem se esperava evolução, a expressão do retrocesso? A regressão ao que se combateu e por combater sempre se optou e acreditou no caminho apontado pelo Partido dos Trabalhadores?
Nunca acreditei em total perfeccionismo de qualquer agremiação humana, mas jamais imaginei que um único integrante da instituição política na qual acredito como transformadora social, reproduziria exatamente o que motivou o desejo de transformação em todos os que militaram e militam pelo PT.
Como se aceitar, agora, depois de oito anos de governo de um homem elegante e libertário como Luís Ignácio Lula da Silva, que se volte aos tempos do bater o pau na mesa, do “prendo e arrebento”, daquele que tinha “aquilo roxo” ou à petulância do outro que classificou aos que deveria representar como caipiras e vagabundos?
Abandona-se a proficiência e a previdência cada vez mais necessária às realidades futuras, e retornasse às magias de velhos embaçados espelhos apenas para indagar: quem mais poderoso do que eu?
E ceifam-se cabeças!
De quem? Giordano Bruno ou Galileu?
Retornamos ao tempo em que políticos propunham revogação da lei da gravidade?
Impossível acreditar! Não acreditei. Acusei de mentira e tentativa de rebaixar as proposituras de candidatos do PT aos anacrônicos coronéis que ainda ontem ameaçavam acabar com raças e pisar cabeças. Anacronismo sobrevivente entre os que confirmam a própria decadência com ordens de demissões aos que questionam suas imposturas, como recente ocorreu com o apresentador do programa Roda Viva e o diretor de jornalismo da TV Cultura. Mas, para mim, inadmissível dentro do partido pelo qual milito desde que se o criou na união e compreensão entre trabalhadores e homens de ciência, pois entendo que se o criou exatamente como contraposição a intolerância e incompreensão à sociedade e à ciência. À realidade e ao fato.
Como, para o político de elite, compreender a realidade do trabalhador? De que forma poderia o cientista traduzir seus conhecimentos sobre os fatos, para políticos indispostos às contrariedades de suas veladas intenções?
Contrassenso! Ridículo até previsível entre velhos hipócritas e neófitos apadrinhados por antigos caciques políticos, sempre incapazes de reconhecer as instâncias, limitações de poder e funções, ou a e lógica dos procedimentos e comportamentos democráticos. Mas, no PT, improvável!
Retornamos ao tempo em que o conhecimento, o saber, a ciência só era admissível por decreto?! Pede-se cabeças como antes se pedia o exílio?
Não! Não acreditei e continuo não acreditando. Entendo que no Brasil de hoje isso apenas se repita por anacronismo de hábitos coronelistas que, pela própria decadência, não são capazes de enxergar o fim dos tempos em que nada se sobrepunha aos interesses de poderes regionais alheios a determinações constitucionais ou regulações de orientação nacional.
Compreensível a sobrevivência dos que ainda não possam assimilar que o Brasil não se aliene aos esforços da comunidade das nações por um maior equilíbrio e responsabilidade ambiental, ao desenvolvimento da civilização mundial e aos aprimoramentos de organização social. Mas totalmente incompreensível que possam integrar projetos e propostas progressistas!
Aqui, ou em qualquer lugar do mundo!
Por mais lamentável e catastrófico para o estado de Santa Catarina, o que se vê através do link abaixo não indica que o país esteja voltando no tempo.. Temos de manter esperança nas forças sociais de nosso estado e em sua capacidade transformadora, por mais que comportamentos como os expostos neste vídeo retomem típicas reações de nosso recente e sombrio passado.
Também é necessário esclarecer que embora nunca tenha me filiado a qualquer partido, sempre militei pelo que acredito. E continuarei acreditando, pois não aceito que apenas um represente o todo.
Espero que se possa reconhecer neste vídeo aqueles que condizem com as instituições que representam, e quem não.
Continuarei acreditando no Partido dos Trabalhadores e em todos os candidatos que identifico aos ideais pelos quais milito, mas, por responsabilidade a mim mesmo, tenho de expor o documentado que classifico como catastrófico, pois me é imprescindível reconhecer meu erro perante aqueles dos quais duvidei quando me relataram o que neste vídeo se documenta. Peço desculpas por ter desconfiado das intenções de seus relatos.
Não tentarei justificar porque errei. Dos erros, há os injustificáveis, ainda que todos sejam assumíveis e, por esta possibilidade, releváveis. Não é o que pretendo aqui, tampouco divulgo esse vídeo numa tentativa de contemporização ou qualquer intenção de exemplificação moral. Isso de lições de moral me seriam tão inviáveis e improfícuas quanto a um político discutir questões científicas com especialistas.
A propósito, lembro a sabedoria popular lusitana imortalizada por Fernando Pessoa, considerando que não se refere à “necessidade” o emprego em “Navegar é preciso, viver não é preciso.” Refere-se à precisão, exatidão. Navegar é uma ciência exata, precisa e indiscutível. Inexplicável a quem não possua rudimentos necessários à sua compreensão. Viver, não. Ou, viveres, sim, podem e devem ser discutidos por todos, sobretudo por políticos que tão pouco conhecem dos meios e das condições do viver de seus eleitores.
Não sou nem nunca serei candidato a nenhum cargo político, mas como cidadão considero-me pessoa pública, mesmo sabendo que por quantas vezes se multipliquem minhas regulares msgs de militância eletrônica, jamais terei o poder de influência de um vereador de pequena cidade de interior. Ainda assim não posso me negar à responsabilidade de reconhecer meu erro ao maior número de pessoas possível.
E não o faço pelas pessoas, por meus correspondentes, por aqueles aos quais repassam meus textos ou pelos leitores de onde estes textos sejam publicados. Faço-o por mim mesmo, porque se não o fizer me será impossível continuar escrevendo ou militando minha crença, meu ideais e minha confiança no PT e nos seus candidatos.
Inclusive porque, se não o fizer, serei calado e envergonhado por cada um que me repasse o link desse vídeo, da mesma forma que o recebo agora.
Repetindo, para total compreensão: ser relevável é tão da natureza dos erros quanto se os reconhecer e assumir em tempo para que as razões de se os praticar sejam compreendidas, se compreensíveis. Ou simplesmente esquecidas como um equívoco retratado.
Se não retratado, será mais que um equívoco a cada vez que circule esse vídeo pela internet, seja qual for a intenção porque se o faça. Ou para sugerir a oportunidade de relevância, no sentido de se conceder desculpas e compreensão pelos motivos de um erro; ou para que opositores e concorrentes deem relevância em outro sentido da mesma palavra, destacando o erro cometido e não assumido nem explicado. Ainda que mesmo inexplicável, quando se o assume um erro sempre será compreensível pelas naturais imprecisões do viver.
Antes que se assista o vídeo do link: http://www.youtube.com/watch?v=OHyWTFMgS84&feature=related (repetido ao final) sugiro que se inteire da realidade sobre alguns pontos nele mencionados:
1 – O primeiro Parecer Técnico contrário à instalação de um estaleiro para plataformas e cargueiros de petróleo no canal da Ilha de Santa Catarina, não foi o do Instituto Chico Mendes, órgão do Ministério do Meio Ambiente.. Foi o emitido por Paulo César Simões Lopes, Biólogo, Ph.D., contratado pela própria empreendedora OSX. Algumas conclusões finais negritadas e sublinhadas pelo próprio autor:
“- O empreendimento fará sentir seus efeitos nocivos numa grande área de influência, estando localizado numa zona extremamente crítica...”
“- a magnitude dos impactos são, em boa parte, permanentes e irreversíveis... Sugere-se, fortemente, a relocação do empreendimento... de maneira que os efeitos nocivos não sejam potencializados...”
E, finalizando a última linha do documento: “... considerando assim a proposta da obra na área referente ao Estaleiro BN5 como ambientalmente inviável”
2 – O Promotor de Justiça Arno Richter, do Estado de Santa Catarina, recomendou publicamente aos empreendedores que estudem outras regiões do estado onde já existem complexos portuários e situam-se fora de áreas de baías e enseadas, sem necessidade de dragagem de canal como aqui se pretende. O Promotor sugeriu também que o governo do estado documente impedimento a atividades portuárias de embarcações de grande porte.
3 – Até as declarações documentadas neste vídeo, nenhuma das comunidades cujas atividades profissionais serão afetadas pelo empreendimento, ou suas entidades representativas, assim como nenhum dos proprietários a terem seus patrimônios depreciados ou qual seja a entidades que os represente, como associações de moradores, foi alguma vez consultada pelas autoridades que aí se pronunciam, ou quaisquer outras. Tampouco depois.
4 - Apenas um vereador pelo PCdoB e um candidato à deputado estadual pelo PT têm comparecido às manifestações e reuniões de populares ameaçados pelo projeto. São os únicos que podem identificar quais organizações ou lideranças se compõe, ou não, aos protestos das comunidades de Florianópolis, Biguaçu e Governador Celso Ramos. Nem um nem outro se pronuncia nesse vídeo.
5 – Apesar das referências às cabeças de servidores do Ministério do Meio Ambiente, a maior preocupação sobre o que ai se pronuncia não é a incapacidade de compreensão de quais sejam as funções de cientistas e servidores federais. A grande preocupação é com 9 mil pessoas direta e indiretamente relacionadas à pesca, maricultura, gastronomia, comércio e turismo, irremediavelmente desempregadas caso se consiga impor, através da associação de grupos políticos regionais e interesses econômicos alheios ao âmbito do estado, a instalação desse estaleiro no canal da Ilha de Sta. Catarina.
Assim como nas apresentações do projeto da OSX, este vídeo também não trata de previsões sobre presumíveis futuros desastres sociais e ambientais, mas expõe uma evidente tragédia já em curso e contra a qual se espera uma providência do Partido dos Trabalhadores:
Vejam o Video dos Caçadores de Cabeça:
Obs: O companheiro Raul está engajado nesta luta e estou com ele. Ele tem escrito uma série de artigos sobre o tema. Leia o anterior:
Estaleiro OSX: É hora de o PT virar o jogo ou mofar com a pomba na balaia
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Estaleiro OSX: É hora de o PT virar o jogo ou mofar com a pomba na balaia
30 de Julho de 2010 - Véspera de o PT virar o jogo político em Santa Catarina ou mofar com a bomba na balaia
Um dos tantos casos do Mercado Público, onde se gerou a maioria das expressões populares de Florianópolis. No decorrer dos contares as versões se diferem, mas, em suma, o vendedor de pombas, ao lado de seu balaio, confessava desejos por alguma morena ou galega que o desiludiu numa frase: “- Mofas com a pomba na balaia”.Se a insistência do candidato aos favores da moça algum dia o elegeu aos prazeres almejados, não se conta. Mas no amor como no jogo, a insistência não vale nada se não se souber blefar e aproveitar o momento da jogada certa.
Em Santa Catarina o jogo político continuou de cartas marcadas mesmo depois da ditadura militar, com os potenciais naturais do estado repassados como fichas de cassino para apostadores de toda parte.
E ainda há muito a ser arriscado, pelos próximos crupiês, na mesa do jogo de interesses por patrimônios públicos. Pois isso de transgressões a determinações e códigos ambientais, é como qualquer outra aposta: o sujeito jura que vai só fazer uma fezinha e ao fim da noite já está arriscando todo o futuro da família.
Vez por outra acontece a denúncia de algum promotor público indignado com a jogatina. Dá em investigação federal, escândalo a ser abafado pelos parceiros da mídia monopolizada pelo grupo RBS, e alguma aporrinhação. Mas nada que não se resolva realocando alguns assessores pra buscar apostas por fora, e se vai levando até a próxima rodada de uma nova eleição ao governo, câmara ou senado. O importante é jogar o jogo!
Mas pra jogar sem perder, há que sempre se estar ao lado do dono da banca. E aqui continua o mesmo, mantendo a promessa em pé. Se não pôde cumpri-la no resto do país, no seu cassino ainda vai acabar com essa raça por mais de 30 anos.
Mas amanhã o PT pode virar o jogo no estado. Se souber usar as cartas certas, vira!.
Até agora teve de manter o blefe sustentando a aposta para não acontecer como no Rio Grande do Sul, com o Olívio Dutra.
Ali, o Olívio não quis pagar pra ver o jogo das montadoras de automóveis e o ACM cacifou. Lá se foi a Ford pra Bahia e o PT já está fora da rodada gaúcha há duas gestões.
Agora as pesquisas indicam probabilidade de voltar ao governo já em primeiro turno, pelo Tarso Genro. Mas é preciso reconhecer que mesmo indignados pela perda dos empregos da Ford, os gaúchos têm muito a lembrar do governo do Olívio. Em Santa Catarina, vamos nos lembrar de quem?
Se o Espiridião não emplacou nem pra prefeito e o Bornhausen pra governar teve de usar Luís Henrique e agora Leonel Pavan, enquanto prepara a cria para continuar a dinastia iniciada lá no Ireneu, a opção talvez seja Ângela Amin que se hoje não convence mais com a demagogia do “letinho” pra mamar votos; em compensação pode contar com o esquecimento das falcatruas e bagunça dos terminais de transportes desintegrados.
Da mesma forma que o eleitorado esqueceu a Moeda Verde e reelegeu a árvore de natal superfaturada do Dário Berger e o Andrea Bocelli de presente para a filha do Luís Henrique, e que o Ministério Público embargou.
Mas será que o eleitor de Santa Catarina é esquecido, ou falta melhores histórias pra lembrar?
Difícil manter memória do que jamais aconteceu. Mas há acontecimentos que se tornam inesquecíveis! E imperdoáveis também.
Há 4 anos atrás fui à Bahia para verificar em que se deu aquilo sem o Bornhausen de lá, tentando entender como é que o Jacques Wagner conseguiu virar o jogo e levar o PT ao governo baiano no ninho do velho dragão da maldade. Seria Wagner o santo guerreiro?
Não foi nada de esotérico, nem por castigos de santos e orixás. Foi a farroncaria do ACM carteando aqueles mesmos empregos da Ford que os gaúchos lamentaram copiosamente, imprecando contra Olívio e o PT.
A explicação se encontra nas palavras do Prof. Iberê L. Nodari da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFBa: “Para os baianos restaram as vagas de emprego primário muito mal remuneradas, média de 500,00 reais quando as mesmas funções, em São Paulo, valem de 1.200,00 a 1500,00.” Esta e outras afirmações do Prof Nodari em www2.uol.com.br/aregiao/art/fordba demonstram porque, depois de 4 décadas, o carlismo veio a bancarrota com o velho e poderoso crupiê ainda distribuindo as cartas sobre o feltro da mesa do jogo político nacional. Deixou heranças do que arrematou das profícuas riquezas daquele estado, mas para o eleitorado nenhuma saudade que levasse o neto ao segundo turno na disputa à prefeitura de Salvador.
Por essas de lá e acolá, entre muitas outras daqui mesmo, amanhã o PT tem grandes chances de virar o jogo da história política de Santa Catarina, mas também pode quebrar a cara e a própria banca se não escolher o momento certo de parar com o blefe e abaixar as cartas.
Quem na quinta-feira passada (22/07) esteve no cassino armado pela OSX no Jurerê Sport Center Club, e testemunhou aquele arremedo de audiência pública em apoio à aposta de 4 mil empregos rateados entre técnicos e operários trazidos de outras baixadas, e mal pagos catarinenses para serviços de chão de fábrica; contra mais de 9 mil desempregos nas atividades tradicionais da região: pesca, maricultura, gastronomia, comércio e turismo; percebeu a evidência de que o jogo mudou de mão.
Até ali quem bancava era o Eike Batista, blefando mero interesse no duvidoso prêmio de um estaleiro a dragar o leito do canal da Ilha de Santa Catarina, para montagem de algumas plataformas e passagem de 6 cargueiros/ano durante apenas uma década e meia. Mas, nos narizes e óculos de palhaço, nas faixas e cartazes, no Jaguará e na Maricota, nos apitos, pedaços de canoas e redes de pesca trazidas pelos Ilhéus de sul a norte da Ilha, ficou evidente que a mão do jogo virou.
Todo bom jogador, antes de tudo é um ótimo observador. E quem não tiver sensibilidade para interpretar as contundentes manifestações orais dos moradores, pescadores, maricultores, comerciantes e até turistas, daquela noite no Jurerê Sports Center; vai perder o melhor parceiro para este final, ou início, de rodada.
Claro que na interpretação do absoluto monopólio da mídia em Santa Catarina, a RBS, tudo não passou de manifestações de algumas ONGs oportunistas instigadas pelo eco-xiitas do ICMBio, sem sensibilidade para as emoções de um bom carteado.
Mas ali também ficou claro que as cartas não estão mais nas mãos do ICMBio que apenas confirmou, em maior amplitude e profundidade, o parecer do biólogo Paulo César Simões Lopes, contratado pela própria OSX: “.... a magnitude dos impactos são, em boa parte, permanentes e irreversíveis... Sugere-se, fortemente, a relocação do empreendimento para outra área, onde já existam complexos fora de baías ou enseadas, de maneira que os efeitos nocivos não sejam potencializados...” (os negritos são da cópia do parecer técnico do Ph. D. Paulo Simões Lopes)
Tampouco as cartas estão nas mãos do Promotor de Justiça Rui Arno Richter que recomendou ao governo de Santa Catarina um compromisso de não permissão de atividades portuárias no canal. O diretor da FATMA, a corretora das reservas ambientais do estado, sempre elegante e distante como todo bom crupiê; ouviu calado.
Provavelmente nem o Promotor Arno Richter duvida de que o que disse entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Mas se neste sábado, 31 de julho, às 9 horas da manhã no Miramar, durante o lançamento em Florianópolis da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República; o eleitorado não ouvir o PT descartar o blefe do Ministro da Pesca e da candidata ao governo do estado, e, por ela mesma, abrir o jogo; vão quebrar a banca até do Presidente Lula que já é apontado, nas ruas e telefonemas, como sócio do Eike Batista.
Eis uma grande oportunidade do PT virar a história política de Santa Catarina. Ou mofar com a pomba na balaia como tanto deseja Bornhausen.
Atenção: se o seu candidato é o José Serra, não precisa abrir o link abaixo. Em Santa Catarina, todos os eleitores do Serra são favoráveis ao Estaleiro do Eike Batista.
=> Saiba mais sobre o assunto aqui mesmo neste blog clicando em um dos links abaixo:
REPASTO DE ILHA PARADISÍACA AO ÓLEO EM MOLHO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL À MODA DA FLÓRIDA (Raul Longo)
O CATARINA EIKE BATISTA, O GOVERNO DO ESTADO E NÓS, OS ESTRANGEIROS, NO FAROL DE SANTA MARTA (Raul Longo)
"Espelho": Ameaças ao farol de Santa Marta (SC) (Raul Longo)
O estaleiro e a insânia - Crime sócio/ambiental em Santa Catarina (Edison Jardim)
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