O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Saúde tem preço



Saúde tem preço
O preço da lágrima
A lágrima que não vale
O preço da dor

Saúde tem preço
O preço da fila
A fila que espera
O consolo que não vem

Saúde tem preço
Do recomeço distante
Da distante saída
De uma porta fechada

Saúde tem preço
Do remédio negado
Do imposto jogado
Nas mãos da corrupção

Saúde tem preço
Tanto aqui como lá
Porque eles, um dia
Pagarão algum preço

16 de Março de 2011,

Ana Helena Tavares, jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?"

Para entender o porquê do poema clique aqui. Nada mudou.

domingo, 31 de outubro de 2010

Vontade e realidade - Minha homenagem à primeira mulher presidente do Brasil


Vontade e Realidade

Para a primeira mulher presidente do Brasil

Por Ana Helena Tavares*, em 31 de Outubro de 2010

Vontade de mergulhar no oceano
Flutuar como gota
Cristalina e sem pano
Uma sanidade louca

Vontade de abrir o berreiro
Fechar-me em lembranças
De um sonho inteiro
Regado a esperanças

Vontade de voar, voar, voar
Nesta noite de imensidão
Com uma estrela vermelha a brilhar
O meu vôo é o de uma multidão

Vontade contraditória de ficar
Para ver outros brilhos com firmeza
Que iluminam o meu bem-estar
E me dão do progresso a certeza

Realidade de um povo sem engano
Andando de cabeça erguida
Com rumo e sem cano
Com dignidade de vida

Realidade de abrir a carteira
Fechá-la sem dó
Partir para a feira
E fazê-la melhor

Realidade de sonhar, sonhar, sonhar
Porque sonhos já não são só osso
Com comida na mesa ao jantar
No café e no almoço

Realidade eufórica de ter
Noites com mais tranquilidade
Realidade histórica de ser
Dono da própria vontade

*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".

500 anos esta noite - poema para Dilma

500 anos esta noite
Por Pedro Tierra*
De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.
De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.
De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.
Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?
Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.
No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.
As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.
Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.
Brasília, 31 de outubro de 2010.
*Recebido de Vanderley Caixe, da Carta o Berro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nove dedos

Segue poema que o companheiro Raul Longo escreveu em homenagem ao Lula, na esperança de que chegue ao homenageado:

9 DEDOS
                  Raul Longo
Quando tudo estava
                      Abaixo,
 um polegar acenando
                   Positividades.
Impossíveis!

Estóico indicador
de caminhos à esquerda,
para a perdida senda
                         À direita.

Arrogantes medos
                      médios
a anular anseios
dos mínimos.
Dos poucos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

José ao espelho

Nota do QTML?: Recebi o poema abaixo (que trata-se de uma paródia ao poema "José", de Drummond) por e-mail do companheiro Silvio Poggi. Veio sem autoria. Pesquisando, achei um blogueiro que diz ter descoberto o autor e que este teria lhe dito que prefere ficar no anonimato, por questões empregatícias, já que trabalha para o Governo do Estado de São Paulo. Por conta disso, teria adotado o pseudônimo de "Galego do Zóio de Vidro Quebrado". Não sei se a história é verdadeira, mas o texto é genial. Segue...

Toda manhã você para aqui
O aparelho de barbear em punho firme
Zás zás mas
A cara nova não redime, né?

Vamos conversar um pouco, José?

Você teve um tio
Na Segunda Guerra confinado
Em campo de concentração, José.
Com se sente nesta eleição
Sendo apoiado por neonazistas,
Pela TFP, pela União Nacional Republicana
Nome pomposo de provocadores
De ultradireita fascista?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Hoje a passeata chorou


Hoje a passeata chorou


Você era o mais vibrante dos alunos da escola
Você sorria radiante, você lutava até por bola
Hoje você se cala, mas a luta continua
O povo ainda rala, ainda clama, ainda sua

Hoje a passeata chorou pela falta de você

Quem não te viu chorar
Não consegue mais te ver sorrir
Quem te viu lutar
Não aceita o seu fugir

Quando a tortura começava você era o mais valente
E se a dor apertava a sua força era na mente
Hoje o país é outro e a tortura é de outro tipo
Mas existe e você nada, como se não fosse mais contigo

A nossa música, você lembra? Era forte, era protesto
A utopia era o que importava, pra depois ficava o resto
Hoje, saudoso, eu visito aquelas praças que tinham vida
Pra dizer aos meus olhos que buscamos uma saída

Todo dia olho no espelho e me orgulho daquelas bolinhas
As de gude, que jogamos, pra derrubar cavalarias
Imaginas como me dói escrever-lhe estas linhas?
Assistindo-o ir à TV dizer tantas patifarias?

Quem teve ânsia de justiça, não se acostuma à covardia
Quem quis mudar o mundo, não o vive sem magia
Não sei como você pode ter vendido a sua alma
É triste, é deprimente, não me peça pra ter calma

Hoje a passeata chorou pela falta de você


15 de Agosto de 2010,
*Ana Helena Tavares, jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?"

Livremente inspirado em "Quem te viu, quem te vê", de Chico Buarque.

domingo, 23 de maio de 2010

Um Silva, uma estrela e o mundo pela frente



Um Silva, uma estrela e o mundo pela frente


Por Ana Helena Tavares (*)

Nasceu! Terra batida...
Chão que muita lágrima já secou.


Viveu... e sabe o que é vida.


Ainda luta pelo que gritou.



“Cadê o açude? Cadê a comida?”


Perguntava a uma mãe (quase) impotente.


“Vamos mudar? Anda... decida!”


Pensava aquela mãe (sempre) tão crente.



Mudaram... Pela frente pau-de-arara,


São Paulo, desconhecida imensidão.


“Olha o amendoim! Olha a graxa!” Folga rara:


Estudo no SENAI e o futebol por paixão.



Fundou uma estrela e a fez brilhar


Sua bandeira? O trabalhador.


Perdeu um amor e optou por lutar.


Já nasceu para aprender com a dor.



Sobre palanques, enfrentou o medo.


O terror, dos anos de chumbo.


Uma máquina lhe tomou um dedo...


Os outros nove? Influenciam o mundo.



Mr. Silva é como o Tio Sam o chama.


De doutor? Possui títulos para ser chamado.


Mas como companheiro foi que ele fez fama.


O nome dele é diálogo e assim deverá ser lembrado.


*Ana Helena Tavares, jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe deste "Quem tem medo do Lula?"

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