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A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

GALERIA CELSO LUNGARETTI DOS GRANDES NOMES DA HISTÓRIA

Rei Leônidas: comandou os 300 guerreiros espartanos que resistiram até a morte ao poderoso exército persa do rei Xerxes.

Jesus Cristo: sabendo que teria como destino morrer na cruz, aceitou sacrificar-se em nome de suas crenças.

Filósofo Giordano Bruno: preso e torturado pelo Santo Ofício por mais de sete anos, recusou salvar-se com uma tímida abjuração, preferindo morrer, porque, segundo suas palavras, havia "sangue demais" nas mãos dos inquisidores.

General Charles Gordon: era uma lenda viva no Oriente quando decidiu permanecer em Khartoum, cercada pelos fanáticos guerreiros do Mahdi, na esperança de que os britânicos, intervindo para salvar sua vida, evitassem o massacre da população. A cidade caiu e ele morreu.

Presidente Getúlio Vargas: na iminência de sofrer impeachment, reagiu com o suicídio e uma dramática carta-testamento que motivou as forças populares a reagirem, impedindo a tomada do poder pelos conspiradores direitistas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

LEMBRANDO UM GRANDE REVOLUCIONÁRIO: JOAQUIM CÂMARA FERREIRA

Celso Lungaretti (*)

Começam nesta 5ª feira (14) os eventos que marcarão o transcurso do 40º aniversário da morte, aos 57 anos de idade, do jornalista e revolucionário Joaquim Câmara Ferreira, que militou no Partido Comunista Brasileiro entre 1933 e 1967 (tendo sido barbaramente torturado durante o Estado Novo), para terminar seus dias como dirigente máximo da ALN, no ano seguinte ao assassinato de Carlos Marighella, de quem foi o braço direito.

Toledo  receberá,  in memorian,  a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, às 19h, na Câmara Municipal.

Para quem quiser conhecer melhor a trajetória desse companheiro exemplar, recomendo a obra "O revolucionário da Convicção: Joaquim Câmara Ferreira, o Velho Zinho", de Luiz Henrique de Castro Silva (2008), cuja íntegra pode ser baixada gratuitamente neste site 

Eis o trecho referente à prisão e morte de Toledo:

Joaquim Câmara Ferreira permaneceu com o grupo até quarta-feira, dia 21 de outubro de 1970. (...) Carlos Eugênio [da Paz] retirou Joaquim Câmara Ferreira de seu aparelho e ouviu deste que seu encontro com Severino [militante que tinha sido preso e reaparecera dizendo haver escapado] seria sexta-feira ao cair da noite. Então Carlos Eugênio disse: “peço oficialmente permissão para montar um esquema de segurança”.

Entretanto ouviu o seguinte de Câmara Ferreira: “sua insistência me desgosta, confio no companheiro e considero esse assunto encerrado.”

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