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A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

VOCÊ SABE FALAR INGLÊS?

VOCÊ SABE FALAR INGLÊS?


Laerte Braga


A julgar pelo que pensa o diretor da empresa que edita o jornal FOLHA DE SÃO PAULO, Otávio não sei das quantas, para ser presidente do Brasil é indispensável saber falar inglês.


 

Foi o que Lula revelou num discurso de campanha. O preconceito bolorento de senhores feudais em decadência plena e absoluta. O mundo FIESP/DASLU.

Sem nota fiscal, sem concorrência pública, tudo no contrato de gaveta com direito a caixa dois e os caminhões a serviço da ditadura para a desova de corpos de presos por crime de opinião assassinados nos quartéis/açougues da tortura.

Anos atrás a elite brasileira, notadamente a paulista, tinha mais gosto, era mais refinada. Preferia a Europa, Paris, Madri. Hoje alcançam no máximo Miami e frango sem sal, ou hambúrguer conservado com aquele aditivo que vem do petróleo e mata devagarzinho.

Mas adoram charutos cubanos. O sonho é o fim da revolução e a posse dos arsenais de charutos de Fidel e dos cubanos.

Celso Láfer, ex-ministro das Relações Exteriores do governo (governo?) de FHC, aquele que tirou os sapatos no aeroporto de New York para uma revista (suspeita de ações terroristas. Confundiram entreguismo com terrorismo), explicou em inglês que era ministro, aliado dos caras, aliás, subalterno, não adiantou nada.

“Encosta aí na parede, tire os sapatos, e bico calado”.

Vai ver o inglês dele era britânico (elites adoram aquele ar Lawrence Olivier, ou Charles Laughton de falar) e preferia o seu Martini mexido e não batido. Versão colonizada de James Bond.

Como não são nem Lawrence Olivier e tampouco Charles Laugthon, acabam sendo confundidos com Silvester Stallone, o bobão que liberta a América dos seus inimigos nas fantasias financiadas pela CIA, Fundação Ford, etc.

Vocação de “faremos tudo o que o mestre mandar”. Inclusive tirar os sapatos e cair de quatro.

É o inglês do tal Otávio não sei das quantas.

O primeiro ato de Bias Fortes quando tomou posse no governo de Minas (janeiro de 1956), foi mandar buscar sua vaquinha de estimação em Barbacena e colocá-la nos fundos do Palácio da Liberdade. Gostava de tomar leite fresco pela manhã.

Otávio não sei das quantas imagina que falando inglês vira Roberto Marinho, na ordem hierárquica das quadrilhas da mídia privada.

O trono está vago. Até que se decida o novo imperador, regentes controlam os “negócios”.

A propósito, as últimas pesquisas do Instituto DATA FOLHA, braço da empresa do tal Otávio você sabe falar inglês não sei das quantas, saíram assim que nem foguete supersônico, espacial, levando a candidata Dilma Roussef às alturas.

Tem truta aí. Não nos números, que a vitória de Dilma é líquida e certa a não ser que sobrevenha um terremoto fabricado, lógico, lá pelos cantos da REDE GLOBO. Mas coisa assim tipo armadilha, qual não sei, mas suponho.

Deve estar tudo em inglês britânico para confundir Lula. E inglês arcaico, dos tempos de João Sem Terra.

Yes sir!

O grande problema desses caras é que chegam no máximo a comendador. Não conseguem virar barões. Pelo menos de diploma pendurado nas paredes e corredores do poder. São barões de mentirinha na podridão da mídia privada.

Barão Otávio não sei das quantas. Rui Barbosa queria ensinar inglês aos ingleses. Raimundo Magalhães Júnior deu um jeito nisso e enfureceu Luís Viana Filho. Foi Rui pra lá e Rui prá cá.

Tudo entremeado por chá na Academia Brasileira de Letras (Sarney ainda não era imortal, mas Vana Verba, Austregésilo de Athaíde, era o presidente com as bênçãos de Assis Chateaubriand).

Imagino que se eleito presidente da República (te esconjura Satanás!) José Arruda Serra vai mudar o idioma oficial do País. Vamos falar inglês e escrever Brazil assim, com zê..

É zebra meu! E Gentil Cardoso não tem a menor parcela de culpa nisso. A Portuguesa continua afundada lá pelas bandas de Cosmo.

As recepções no palácio do vice, Índio da Costa, serão transformadas em Rave.

Para qualquer emergência os caminhões da FOLHA DE SÃO PAULO estarão a postos.

Só entra quem souber falar inglês. Não precisa chegar a exageros tipo citar frases inteiras de peças de Shakespeare, Otávio não sei das quantas não faz a menor idéia de quem seja esse, deve confundir com o que é isso. Basta levantar a mão direita e impávido dar a senha – anauê.

No máximo Lady Chaterlley. E mesmo assim as páginas ditas picantes. A essência da obra (opa!) vai para o espaço, termina na coluna de dona Eliana ou Eliane Catanhede, figura de proa nos meios tucanos.

Outro inglês, Lord Byron (que inveja Otávio não sei das quantas deve sentir desse negócio de Lord!) dizia que “o estilo é o homem”. Jânio Quadros adorava citar essa frase quando lhe diziam que era um tanto aloprado. Bota tanto aí.

Esse tanto, tanto vale para Oscar Wilde, quanto para Otávio não sei das quantas. Estilo quero o meu. Wilde era a integridade.

Ou como diria Fellini. “Esse cara deve achar que aquele monstrengo com requeijão e frango é pizza.”

“Pizza meu caro é um manjar que Marco Pólo trouxe da China e no máximo a napolitana, a calabresa, com allitti, ou a marguerita, o resto é invenção de americano”.

Otávio, ou “Otavinho”, como chamam os puxa sacos, não deve ter ouvido falar de Marlene Dietrich. “catchup é um desastre, odeio, tira o gosto de tudo”.

Com um detalhe, o “anjo azul” era alemã e falava inglês fluentemente. Com sotaque evidente, mas falava.

Sei não sabe, Groucho Marx faz uma falta danada. Aquele negócio de “não posso ser sócio de clube que me aceita como sócio”.

Os tempos hoje são de Marcelo Madureira, humor tucano. É trágico. Deve escandalizar Otávio não sei das quantas. É em português, na verdade, em tucanês. Menos ruim para “Otavinho”.

Trate de aprender inglês meu. Do contrário você acaba presunto nos caminhões da FOLHA DE SÃO PAULO.

Um comentário:

Luiz Claudio Cunha Souza disse...

Aquela patética " estátua da liberdade" na barra da tijuca, a quantidades de marcas e nomes de produtos em ingles, assim como a invasão dos enlatados nas TVs, já deixa bem claro o processo de colonização a que somos submetidos. Este artigo do grande jornalista Laerte Braga traz a tona este processo de submissão que sem dúvida merece uma análise por parte também dos psiquiatras, psicólogos e etc.

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