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A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bicicleta não é brinquedo, é um veículo



Bicicleta não é brinquedo, é um veículo


O que mais precisa acontecer para que a humanidade mude os seus hábitos e garanta sua sobrevivência? Já não são suficientes e assustadores os sinais enviados pela natureza através de catástrofes ambientais? É fundamental realizar, o quanto antes, alterações no nosso estilo de vida, uma vez que está mais do que comprovado que o atual é autodestrutivo. Entre todas as modificações necessárias, a mais urgente refere-se ao trânsito, responsável por agredir tanto o homem como o planeta. Além de ser um dos maiores geradores de poluição, o trânsito brasileiro mata mais que qualquer guerra. Para reverter esse quadro, é essencial investir em campanhas e ações educativas que sirvam de exemplo para toda a população.


Quando resolvi abrir a Bike-Entrega estava decidido a fazer a minha parte em prol dessa mudança. Tenho filhos e desejo um bom futuro a eles, o que não existirá se a humanidade continuar poluindo como vem fazendo. Não há dinheiro e nem diplomas que garantam a felicidade de um homem sem a natureza a sua volta. Todos sabem que andar de bicicleta é saudável e um meio de transporte que não prejudica o meio ambiente e tampouco o tráfego de qualquer cidade. As bikes não atrapalham o trânsito, ao contrário, elas o desafogam. Nas ruas lotadas de carros e motos, elas atingem quase a mesma velocidade dos veículos motorizados e nas avenidas, ficam na pista destinada aos condutores mais lentos, a da direita. Por essas razões, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera a bicicleta como veículo que tem prioridade e preferência sobre os demais. E para tornar segura a locomoção dos cidadãos foram criados diversos artigos na legislação, deixando claro o incentivo ao seu uso. Especificações essas que vão desde equipamentos de segurança obrigatórios, distância a ser mantida pelos demais veículos e conduta dos ciclistas, às multas.


Não sabemos em que momento as leis de trânsito passaram a ser desrespeitadas no Brasil e nem em que velocidade elas foram ficando para trás. Hoje, a maioria das pessoas não tem conhecimento dessa legislação e nem imagina o quanto está sendo prejudicada por elas não serem fiscalizadas e cumpridas. O Código de Trânsito Brasileiro não foi criado à toa, ele é baseado em estudos realizados por técnicos que apontam o mais correto a ser aplicado.


Mediante as ameaças reais do homem ficar sem água potável e ar limpo para respirar, autoridades e governantes aparecem com novas propostas cometendo sempre o mesmo erro: o de ignorar o que já foi bem feito anteriormente. Neste caso, as leis de trânsito. Antes de se debater um Plano Diretor Cicloviário, o que vem sendo feito pela Câmara de Vereadores e sociedade, é vital se pensar na educação no trânsito. Se a prefeitura de Porto Alegre não fizer um trabalho sério nesse sentido, anterior à execução deste plano, os motoristas se tornarão ainda mais perigosos para os ciclistas que estiverem fora das ciclovias ou ciclofaixas. E o que acontecerá naqueles trechos que não serão atendidos pelo projeto? O que os trabalhadores que não possuem outro tipo de condução a não ser a bicicleta farão nesses locais sem ciclovias? Eles continuarão expostos ao perigo pelo não cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro?


Se, atualmente, há alguém que se preocupa com a segurança dos ciclistas no trânsito, esse alguém sou eu. Sei que há na Capital muitas outras empresas que utilizam bicicletas para transporte, seja para entregar botijões de água, gás, compras da quitanda e da farmácia. Contudo, nenhuma delas parece se importar com a segurança de seus funcionários, pois não oferecem equipamentos de proteção essenciais como o capacete, por exemplo. E nem mesmo o Ministério do Trabalho parece se preocupar com esses trabalhadores, já que nunca fiscalizaram ou autuaram esses empreendimentos que colocam seus funcionários a trabalhar até de chinelos de dedo em um trânsito perigoso, onde os primeiros a faltarem com respeito aos ciclistas são os motoristas públicos, principalmente os de lotações. Desde que inaugurei a Bike-Entrega, tenho estudado, observado, praticado e perdido o sono preocupado com a segurança da minha equipe que circula por todos os cantos da cidade entre motoristas que se quer conhecem as normas do trânsito.


Recentemente, fui taxado de revoltado e tirado do ar de um programa jornalístico, ao vivo, sem o direito de explicar o meu ponto de vista sobre o projeto que define cerca de 495 quilômetros de trechos com potencial para ciclovias ou ciclofaixas em diferentes pontos da cidade. Não tive a chance de explicar o porquê de ser contra o debate sobre o Plano Cicloviário sem antes fazer com que as leis do Código de Trânsito Brasileiro sejam respeitadas. Não pude falar sobre os dois grupos de ciclistas que existem em Porto Alegre e que somente um deles será beneficiado com essa proposta, que será o menor e o que menos precisa. Que são aqueles que andam eventualmente de bicicleta, em geral, nos finais de semana. O maior grupo é formado por aqueles que trabalham com suas bikes e precisam enfrentar o trânsito diariamente.


Também não tive a oportunidade de comentar sobre os R$ 80 mil que qualquer microempresa que tenha dez funcionários poderá economizar em dez anos se fornecer bicicletas e a manutenção delas aos seus funcionários em troca de vale-transporte. Ou na quantidade de pessoas que se sentiriam seguras para finalmente deixar o carro na garagem e utilizar bicicletas para se locomoverem. E nem no tanto de dióxido de carbono (CO2) que não seria mais emitido na atmosfera se as leis brasileiras existentes fossem cumpridas.


Vou acreditar e apoiar o Plano Diretor Cicloviário quando verificar que nossos governantes estão corrigindo as coisas erradas, no passado e no presente, que podem oferecer segurança à população e ao meio ambiente. Evitando, assim, o desperdício do dinheiro público em obras que não funcionarão se o que já foi feito não for respeitado.


Kais Ismail é produtor cinematográfico e publicitário. Gaúcho, filho de uma palestina, mora em Porto Alegre e é colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

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