Celso Lungaretti (*)
Se alguém ainda precisava de motivos para deplorar o estado teocrático iraniano como uma excrescência medieval sem lugar no século 21, os aiatolás ensandecidos trataram de os fornecer.
Foram duas demonstrações a mais de despotismo gritante, aberrante e aviltante.
Coagiram Sakineh Mohammadi Ashtiani a participar, na TV, de uma farsa em que ela fingiu aplicar no finado marido uma injeção de sedativo, para que seu amante depois o eletrocutasse.
Sendo, como são, totalmente inconfiáveis os Torquemadas iranianos, useiros e vezeiros em forjarem e propagarem mentiras como justificativas para suas práticas sanguinárias, não dá para acreditarmos sequer que o finado morreu de morte matada...
O certo é que Ashtiane foi condenada à execução por apedrejamento APENAS E TÃO SOMENTE em função de haver cometido adultério.























