José Martí: 158 anos
Sturt Silva é Colaborador do Blog Solidários (http://convencao2009.blogspot.com/)
O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI
A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”
Venezuela e Colômbia deram os primeiros passos no sentido de um entendimento. Os presidentes Hugo Chávez e Juan Manuel Santos se encontraram e restabeleceram relações diplomáticas entre os seus países. Provavelmente quem não deve ter gostado é o agora ex-Presidente Álvaro Uribe, que ingressou atabalhoadamente no Tribunal Penal Internacional acusando o dirigente venezuelano de permitir o ingresso de integrantes das Farcs em território da Venezuela, o que foi negado inúmeras vezes por Chávez, que já sugeriu ao grupo insurgente deixar as armas e adotar outra estratégia para conseguir tornar a Colômbia num país mais justo socialmente e menos desigual como agora.
O mega traficante Álvaro Uribe encerra seu segundo mandato no dia 7 de agosto. Entrega o cargo ao novo presidente colombiano, seu aliado e de seu partido. Uribe tentou a todo custo um terceiro mandato. Não o conseguiu por duas razões simples. A primeira delas a fratura junto aos colombianos seria de tal ordem que as guerrilhas insurgente das FARCs e do ELN seriam fortalecidas pelo descontentamento popular. E segundo por conta dos documentos liberados por organismos do seu principal aliado, os EUA, ligando-o desde o início de sua carreira política ao tráfico de drogas.*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”
Charge: Carlos Latuff

Empresários e organizações empresariais dos Estados Unidos e da Europa admitiram publicamente que estão investindo cerca de 50 milhões de dólares nas eleições de setembro na Venezuela com o objetivo de derrotar o presidente Hugo Chávez.Havana (Prensa Latina) Cuba nos últimos anos, resultados positivos nos indicadores importantes relativas à protecção da criança, o que torna o país latino-americano com melhor qualidade de vida para as crianças.
No planeta, milhões de crianças sofrem de falta de educação e de imunização contra doenças evitáveis, além de serem vítimas de exploração sexual e trabalho em redes de prostituição internacional, nenhuma é cubana, disse José Juan Ortiz, representante do Fundo das Nações Fundo para a Infância (UNICEF) na ilha caribenha.
Hoje temos as questões pendentes em várias partes do mundo, e por isso não podem ser satisfeitos e devemos continuar a denunciar todos os anos, a vulnerabilidade das crianças, disse ele.
Portanto, os campos quantitativos e qualitativos pode-se dizer que a Convenção sobre os Direitos da Criança se aplica muito bem em Cuba, hoje um exemplo para a América Latina, Ortiz disse na televisão local.
É verdade que tudo é aperfeiçoável e que influencia o trabalho do UNICEF no país caribenho com o Governo, disse o oficial, salientando que a maioria das Índias Ocidentais é o melhor de todos os países da região, e, portanto, o paraíso das crianças na América Latina.
Falando durante a Terceira Conferência Internacional sobre Proteção Jurídica dos Direitos da Criança, realizado nesta capital, a ilha Ortiz salientou que, apesar do subdesenvolvimento econômico é um paradigma na implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança.
Ortiz enfatizou que Cuba não é um país rico, mas isso não interfere em seus esforços para assegurar a protecção das crianças, algo possível graças à vontade política das autoridades das Grandes Antilhas.
Não é uma questão de recursos financeiros, se este compromisso será uma prioridade, é assim que funciona no país caribenho, disse o oficial da UNICEF.
Ortiz lembrou que mais de um milhão de jovens no mundo, mais da metade não foi feita qualquer.
Nós encorajamos todos os governos a exercer a defesa dos direitos das crianças, se elas violam os direitos de uma criança de um país, viola o direito de todas as crianças do mundo, disse ele.
Um novo código da família
A protecção eo respeito dos direitos de crianças e adolescentes continua a ser hoje uma prioridade do Governo de Cuba, razão pela qual as autoridades trabalham sobre a alteração do Código da Família.
Esta regra destina-se a alinhar as suas disposições com os princípios da Convenção sobre os Direitos da Criança, e todas as disposições do direito internacional contra a discriminação das mulheres.
Para o efeito, elaborou um projecto de Código da Família, em que os esforços estão a trabalhar a Sociedade Cubana de Direito Civil e Direito de Família, a União Nacional de Juristas de Cuba e da Federação das Mulheres Cubanas.
A nova lei deve ser expressamente explicou que os direitos das crianças dentro do sistema dos direitos parentais, um aspecto que não explicitamente constante da norma atual.
Entre estes podemos citar o direito à protecção contra a violência física e psicológica, abuso sexual, negligência e exploração.
O documento promove a interação ativa das crianças na vida familiar e da possibilidade de defender seus pontos de vista, ser ouvida e receber um argumento poderoso para qualquer situação.
Um novo Código da Família, no futuro, será um ajuste para os pais, com o dever de educar seus filhos desde os métodos e meios moderados, ou seja, sem recorrer à violência física, abuso psicológico ou humilhação, enfatizou a funcionário da FMC.
A proposta também prevê estudo submetido à apreciação do direito penal para os casos de pais que, por várias razões não cumprir com suas obrigações ou aqueles que ultrapassam a correção de seus filhos.
De acordo com o procurador-geral da República de Cuba, a realidade cubana de crianças é absolutamente vantajosa para a proteção de seus direitos começa na concepção.
O sistema nacional de saúde garante a todos os cuidados especializados para as mães durante a gravidez e após o nascimento, garante que as crianças são vacinadas gratuitamente contra mais de 10 doenças.
Cuba tem o maior percentual de professores e educadores per capita, o que permite a partir de pré-escolares para atender as escolas e jardins de infância (creche), que garante a sua formação abrangente.
(*) O autor é um jornalista com o Nacional Escrita Prensa Latina. MGF / joe
FONTE: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=196453&Itemid=1
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs nesta terça que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva dirija a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que vai reunir 33 países da região. A indicação foi feita no fim da cúpula dos membros do Grupo do Rio, no México, onde o Brasil foi extremamente elogiado e até apontado como "líder regional indiscutível". O presidente anfitrião, Felipe Calderón também sugeriu o nome de Lula para liderar o novo fórum.
Em entrevista à rede de televisão "CNN", Chávez revelou que a proposta de que Lula comande a Celac foi feita "meio em tom de brincadeira e meio a sério, pois Lula vai ficar desempregado" quando deixar a presidência em janeiro. "Mas no fundo é sério. Lula tem grandes condições, tem uma grande experiência, é um homem honesto, transparente, amigo de todos, capaz de escutar a todos", disse Chávez.
Ele afirmou que, ao ouvir a proposta, Lula "estava rindo". O líder venezuelano disse ainda que o brasileiro pediu para ele chegar "mais cedo" em sua próxima reunião bilateral, mês que vem, em Brasília, para falar de "política do futuro".
Em outro momento, o presidente do México também sugeriu que Lula deveria dirigir o novo fórum. "O presidente Lula é o líder indiscutível de nossa região, que dá equilíbrio e força à América Latina", disse Felipe Calderón.
O mexicano seguiu fazendo elogios efusivos ao presidente Lula. "O Brasil é nosso maior país, que tem mais território, mais habitantes, também teria de ter forçosamente um grande presidente", afirmou, diante de aplausos dos chefes de Estado presentes à reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe. À noite, ele deu mais um indicativo de que deseja que Lula assuma a liderança do grupo, ao expressar seu desejo de seguir compartilhando espaços de debate e foros diplomáticos com Lula, mesmo após a sua saída da presidência.
Os líderes reunidos durante dois dias no balneário de Playa del Carmen, no Caribe mexicano, aprovaram dez declarações, entre as quais se destaca a criação do novo organismo "como um espaço regional próprio que una a todos os estados".
A intenção é que esta entidade, que deve estar totalmente formada nas cúpulas da Venezuela (2011) ou do Chile (2012), assuma o "patrimônio" do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC). O novo fórum, que não contará com a presença de Estados Unidos e Canadá, deve servir de contraponto à Organização dos Estados Americanos (OEA), que foi alvo de críticas do próprio Lula, nesta terça.
Críticas à OEA
O brasileiro condenou ontem a entidade e o seu Conselho de Segurança por não se posicionarem em favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina. "A nossa atitude é de solidariedade à Argentina", disse Lula, que indagou: "Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar na Malvinas? Qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado essa decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas), mas que seja a Inglaterra, a 14 mil quilômetros de distância."
Lula insinuou que a ONU age dessa forma porque a Grã-Bretanha é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a defender uma reformulação do organismo, ampliando sua representatividade.
"É inexorável que a gente discuta este papel (do Conselho de Segurança). Não é possível que ele continue representado pelos interesses da 2ª Guerra. Por que isso não muda?", questionou. E apelou: "Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio."
Apoio para Argentina e Cuba
Os 32 países da América Latina e do Caribe reunidos na Cúpula do Grupo do Rio aprovaram ainda por unanimidade a reivindicação da Argentina pela soberania sobre as ilhas Malvinas (Falkland), em cujas águas uma companhia britânica começou a explorar hidrocarbonetos.
O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, disse que seu país conseguiu "um importante respaldo diplomático" ao ampliar e aprofundar a reivindicação pela soberania sobre as Malvinas, que estão nas mãos do Reino Unido desde 1833 e foram motivo de guerra entre os dois países em 1982.
A Declaração do Grupo do Rio sobre a 'Questão das Ilhas Malvinas' expressa o apoio dos chefes de Estado da região "aos legítimos direitos" da Argentina na disputa com o Reino Unido pela soberania sobre o arquipélago.
Os líderes pedem que os Governos dos dois países "retomem as negociações a fim de encontrar o mais rapidamente possível uma solução justa, pacífica e definitiva na disputa pela soberania sobre as ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e seus espaços marítimos circundantes, em conformidade com as resoluções e declarações pertinentes das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos".
Segundo a declaração, os líderes "expressam, além disso, em relação ao Tratado de Lisboa, que modifica o tratado da União Europeia (UE) e o Tratado Constitutivo da Comunidade Europeia, que a inclusão das ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul no regime de 'Associação dos Países e Territórios de Ultramar' é incompatível com os legítimos direitos" da Argentina e com a "existência de uma disputa pela soberania sobre estes arquipélagos".
O comunicado especial aprovado pelos presidentes sobre a prospecção de hidrocarbonetos na plataforma continental, iniciada nesta semana pelos britânicos, aponta que os líderes lembraram a resolução das Nações Unidas. A ONU pediu às duas partes para que se abstenham de adotar decisões que levem à introdução de modificações unilaterais na situação das ilhas.
Os líderes latino-americanos também assinaram uma resolução condenando o bloqueio norte-americano contra Cuba. Vários dos presidentes se dirigiram ao plenário para expressar seu repúdio a essa política de Washington; entre eles Leonel Fernández, da República Dominicana, que também pediu a abolição da Lei Helms-Burton, como fez o líder da Nicarágua, Daniel Ortega.
Uribe, sempre a exceção
O momento dissonante em relação ao clima de unidade e integração vivenciado na cúpula regional foi um novo ataque do presidente colombiano Álvaro Uribe em relação à Venezuela de Hugo Chávez. Uribe acusou Chávez de promover um suposto bloqueio comercial contra seu país, chegando a agredir verbalmente o mandatário. O venezuelaeno, por sua vez, atribui a investida a uma tentativa de atrapalhar a constituição do novo fórum regional.
O presidente boliviano, Evo Morales, também compreendeu desta maneira e afirmou que Uribe provocou a discussão buscando o fracasso do evento. Ele acusou o colombiano de ser um agente dos Estados Unidos.
"Qual a minha conclusão? Como neste evento, na Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, viemos debater uma nova organização sem os Estados Unidos, os agentes dos Estados Unidos estão tentando atolar e fracassar (a criação do novo organismo)", disse Morales.
O entrevero dirante a cúpula teve um resultado prático: a criação de um grupo de países latino-americanos que buscará uma mediação para os atritos diplomáticos e comerciais entre Colômbia e Venezuela. A República Dominicana vai liderar tal comissão.
Os dois países estão com as relações rompidas desde julho, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contestou um acordo militar entre Bogotá e Washington e, como represália, determinou o corte de importações do país vizinho.
"Abrimos um espaço no marco desta Cúpula da Unidade a fim de auxiliar a dirimir as diferenças entre países irmãos de uma maneira razoável, neste caso concreto o Grupo de Amigos de Colômbia e Venezuela estará presidido pelo presidente da República Dominicana, Leonel Fernández", disse Felipe Calderón.