O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog
Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.
Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de janeiro de 2011

José Martí: 158 anos de nascimento!

por Sturt Silva 
Sexta-feira dia 28/01/11, comemorou-se 158 anos de nascimento do herói da Revolução Cubana e um dos maiores intelectuais de todos os tempos de nossa América, José Martí.
E foi com esse intuito que o Blog Solidários, gerido pela Associação cultural José Martí de Santa Catarina e demais solidários, selecionou e publicou alguns artigos sobre o pensamento martíniano.
Para ler os artigos clique aqui, ou abaixo nos links de cada postagem respectivamente.

José Martí: 158 anos 
José Martí: Nossa América

Sturt Silva é Colaborador do Blog Solidários (http://convencao2009.blogspot.com/)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lula é homenageado por líderes ibero-americanos que se recusam a lhe dizer adeus

Mar del Plata, Argentina, 4 dez 2010 (AFP)* -Os participantes da 20ª Cúpula Ibero-Americana, realizada neste sábado na cidade argentina de Mar de Plata, destacaram o valor histórico das transformações impulsionadas pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva ao Brasil, recusando-se, ao mesmo tempo, a lhe dizer adeus.

"Ninguém vai se despedir hoje. Um militante com essa história nunca deixa a política e muito menos depois de ter desempenhado a presidência de seu país, quando realizou transformações e tarefas nunca imaginadas antes", disse a presidente argentina Cristina Kirchner, dando-lhe um beijo e um abraço.

Lula participou pela última vez do foro ibero-americano antes de passar a faixa presidencial, no dia 1 de janeiro, à sucessora eleita, Dilma Rousseff, depois de oito anos no poder.

Para uma plateia constituída de governantes de América Latina, Espanha e Portugal, Lula emocionado até as lágrimas, afirmou: "Eu sou um político latino-americano, não vou deixar a política. Vou ter mais tempo para viajar, quero discutir política e os partidos".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

'Venezuela, Bolívia e Equador dão lição ao mundo com democracia participativa', diz economista

“A democracia liberal representativa não foi abolida em favor de uma ditadura, foi superada em favor de uma democracia participativa e protagonista”. É dessa forma que o professor Nildo Domingos Ouriques, do departamento de economia da Universidade Federal de Santa Catarina e membro do Observatório Latino-Americano, define e analisa o processo de revolução e transformação que governos como o boliviano e venezuelano colocaram em curso nos últimos anos.   

Em entrevista ao Opera Mundi, Ouriques também falou sobre a política internacional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, principalmente, das relações de influência que o Brasil desempenha sobre a América Latina. Além disso, explica o que é o “novo constitucionalismo” latino-americano.   

Efe

Para Ouriques, governos como o de Hugo Chávez na Venezuela romperam com a democracia liberal

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Apesar de Uribe

 Apesar de Uribe

Por Mario Augusto Jakobskind (*)

Venezuela e Colômbia deram os primeiros passos no sentido de um entendimento. Os presidentes Hugo Chávez e Juan Manuel Santos se encontraram e restabeleceram relações diplomáticas entre os seus países. Provavelmente quem não deve ter gostado é o agora ex-Presidente Álvaro Uribe, que ingressou atabalhoadamente no Tribunal Penal Internacional acusando o dirigente venezuelano de permitir o ingresso de integrantes das Farcs em território da Venezuela, o que foi negado inúmeras vezes por Chávez, que já sugeriu ao grupo insurgente deixar as armas e adotar outra estratégia para conseguir tornar a Colômbia num país mais justo socialmente e menos desigual como agora.



E no meio de tudo isso explodia uma bomba nas proximidades de uma rádio de grande audiência e de uma agência de notícias, obrigando o novo presidente a se posicionar de forma dura. Então, vale a pergunta: a quem interessou esse ato? E a quem serviu?

 A questão das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia rende e, segundo Chávez, está servindo de pretexto para os Estados Unidos intervirem na Colômbia, inclusive com a instalação de sete bases militares a pretexto de combater o narcotráfico, como é de amplo conhecimento que o motivo é outro. Na verdade, a presença de forças militares estadunidenses na Colômbia é um fator de tensão na região. 

Mas não é o que pensa o Presidente do Chile, Sebastián Piñera. Em pronunciamento recente, o milionário que substituiu Michele Bachelet no Palácio La Moneda (sede do governo) defendeu a presença de militares norte-americanos na Colômbia, fazendo eco com os falcões do Pentágono. Na justificativa, o também apoiador da ditadura Pinochet assinalou que se trata de um acordo entre países livres e soberanos e com propósitos nobres.

Piñera pouco a pouco vai mostrando a que veio, o que não chega propriamente a ser uma surpresa. Ele se junta a outros presidentes latino-americanos que seguem a mesma linha de ação conservadora, como, por exemplo, o peruano Alan Garcia.

Mas já que estamos falando de Sebastián Piñera, seu irmão foi condenado a realizar 50 horas de trabalhos comunitários e pagar multa de 11.500 dólares por ter sido preso dirigindo bêbado e provocado ferimentos numa motorista de outro carro. 

A história não acaba aí. O hermano fugiu do local do acidente e só 13 horas depois se dignou a fazer o exame de teor alcoólico. E sabem aonde? Numa clínica particular em que um dos maiores acionistas era nada mais nada menos que Sebastián Piñera. E sabem quem dirigia o estabelecimento? Nada mais nada menos que o atual Ministro da Saúde, Jaime Mañalich.

Voltando a Venezuela, mais uma vez, para variar, a mídia de mercado colocou o Presidente Chávez como se ele fosse o bandido do filme de mocinho. Motivo: o governo bolivariano simplesmente avisou que não permitirá o ingresso no país do novo embaixador estadunidense, salvo se ele se retratar de uma declaração . Larry Palmer fez comentários ofensivos a Venezuela ao afirmar, na Comissão de Relações Exteriores do Senado  estadunidense, que as Forças Armadas Venezuelanas teriam uma alegada baixa moral “devido a nomeações de caráter político “. E de quebra ainda assegurou que há guerrilheiros das Farc em território venezuelano. Ou seja, o representante vetado fez coro com Uribe e sua presença na Venezuela pode se tornar um foco de provocação contra o governo bolivariano.

Os jornalões e quase todos os canais de televisão preferiram afirmar que o governo Chávez estava “desafiando” os Estados Unidos. Nada de dizer que Palmer estava criando caso com as declarações no Senado. Como não se informou o motivo da não aceitação do indicado pelo governo Obama, leitores e telespectadores foram induzidos a crer que o erro deve ser atribuído a Chávez .

Aí então, a partir da informação truncada, os analistas de plantão vão aproveitar o embalo para criticar o “desafiante” dos Estados Unidos para apresentá-lo como um radical criador de caso.

O exemplo em questão serve para ilustrar o que acontece volta e meia em outras editorias e que no fundo também ajuda a projetar a imagem negativa de muitos personagens que não rezam pela mesma cartilha preferencial do proprietário de veículo de comunicação.

Quando os jornalões, por exemplo, atacam  o atual goveno brasileiro na questão da exploração do petróleo e defendem  o regime de concessão que favorece as empresas, o mecanismo editorial é semelhante ao utilizado no caso do representante  dos Estados Unidos vetado na Venezuela. Ou seja, matérias e editorias mostram que o regime de partilha(*), defendido pelo governo é “danoso”, mas não complementam que o “dano” é só exatamente para a empresa, que deixa de ficar com toda a parcela da exploração do petróleo. E ainda por cima omitem o fato que o regime de partilha é adotado na maioria dos países. O resto é o resto.    

 (*) Adotado para exploração do pré-sal em que o estado brasileiro  determina o quanto eventualmente caberá de lucro à empresa petrolífera, enquanto no regime de concessão, adotado pelo governo  o FHC, o lucro total é de quem explora.   

*Mário Augusto Jakobskind é jornalista, mora no Rio de Janeiro e é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de S. Paulo e editor de Internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do semanário Brasil de Fato. É autor, dentre outros livros, de “América que não está na mídia” e “Dossiê Tim Lopes – Fantástico / Ibope”. É colunista do site “Direto da Redação” e colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

domingo, 1 de agosto de 2010

Serra: mais um filhote de Bush

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Reproduzo texto do Comitê Bolivariano de São Paulo

Agora, não há mais dúvida. O candidato Serra é um filhote de Bush. Tem a mesma ideologia e a estratégia de criar “eixos do mal”. Usa a linguagem da Guerra Fria para satanizar Chávez e outros líderes da América Latina. Vê-os como expressões da maldição, ervas daninhas que devem ser extirpadas. Como Bush, acha que o caso Irã não deve ser resolvido por meios diplomáticos, mas sim pela simples condenação do governo iraniano. Na verdade, defende que o Brasil se subordine à orientação norte-americana ao tratar de conflitos ou crises políticas internacionais. Assim, na prática, ainda que não confesse, defende o ato criminoso de Uribe de ter invadido militarmente o Equador, em nome do combate às FARCs. E tem a insolência de dizer-se de esquerda, querendo, de fato, passar a idéia de que ser de esquerda é ser de direita.

Serra usa o terrorismo ideológico para confundir, partindo da visão de que há uma grande despolitização. Por isso, o povo brasileiro tende a cair na sua armadilha.

Serra, não se tenha dúvida, quer ser uma nova referência da ultradireita na América do Sul, devendo, portanto, ser visto como membro dos grupos direitistas do nosso continente, em constante ameaça aos avanços democráticos dos povos latino-americanos. Com certeza, para ele a derrota do golpe de estado contra Hugo Chávez deve ser lamentada, e a vitória golpista contra o governo eleito da Honduras deve ser comemorada. Apenas, não tem coragem política de confessar tal preferência. Prefere incubar suas opções. Contudo, sua adesão ao bushismo o desmascara, conseguindo enganar somente os ingênuos.

O novo filhote de Bush, ao atacar o MST, deixa claro como pretende tratar as lutas dos trabalhadores em geral. Para ele, está claro que manifestações de lutas, por melhores condições de vida e pelo avanço político e democrático do país, são casos de polícia, como agiu quando era governador.

Destarte, derrotar Serra e seu grupo passou a ser um ato de patriotismo e de defesa da democracia, buscando evitar o retrocesso, evitando que o Brasil se torne subalterno à política externa dos EUA, afeita a agressões militares, como se deu com o Iraque e o Afeganistão. Derrotar Serra é derrotar o que existe de mais retrógrado no Brasil e na América do Sul, expressão de forças golpistas, de ontem e de hoje, que tantos danos nos têm causado, política, social e economicamente. É derrotar os herdeiros de todas as ditaduras militares, dos filhinhos de Pinochet, de Carmona, chefe golpista da Venezuela, e de tantos genocidas que destruíram milhares de vidas em nossa América Latina.

Charge: Carlos Latuff.

sábado, 24 de julho de 2010

América Latina - O novo Oriente Médio dos EUA - Colômbia, a porta de entrada

América Latina - O novo Oriente Médio dos EUA - Colômbia, a porta de entrada

Por Laerte Braga (*)

O mega traficante Álvaro Uribe encerra seu segundo mandato no dia 7 de agosto. Entrega o cargo ao novo presidente colombiano, seu aliado e de seu partido. Uribe tentou a todo custo um terceiro mandato. Não o conseguiu por duas razões simples. A primeira delas a fratura junto aos colombianos seria de tal ordem que as guerrilhas insurgente das FARCs e do ELN seriam fortalecidas pelo descontentamento popular. E segundo por conta dos documentos liberados por organismos do seu principal aliado, os EUA, ligando-o desde o início de sua carreira política ao tráfico de drogas.



Seria incômodo a qualquer presidente dos EUA ter que explicar aos acionistas e o entorno que habita o complexo empresarial e militar daquele país a presença de um traficante na presidência do maior aliado latino-americano.



A denúncia de Uribe sobre a presença de guerrilheiros das FARCs e do ELN em território da Venezuela tem dois aspectos também. Em setembro serão realizadas eleições na Venezuela e as pesquisas indicam vitória do partido do presidente Chávez. É sistemática a ação golpista dos norte-americanos em países que não se curvam (como se curva a Colômbia de Uribe) ao império terrorista de Washington. E segundo, no final do mandato, garantir um lastro de apoio político para evitar qualquer problema futuro com seu envolvimento no tráfico de drogas e assassinatos constantes de lideranças de oposição.



Para levantar a opinião pública colombiana basta apelar para o acendrado e canalha patriotismo dos militares (boa parte ligada ao tráfico de drogas) e contar com o apoio de Washington.



O império terrorista norte-americano vive uma de suas maiores crises e sob a perspectiva da História começa a encarar o declínio. As guerras constantes em sua trajetória se mostram hoje necessárias à sobrevivência de todo o conglomerado terrorista dos EUA.



Num contexto de tempo e espaço diversos se começa a viver a situação de bipolaridade mundial. Se antes era EUA versus UNIÃO SOVIÉTICA, hoje os EUA se defrontam com a China e os chineses descobriram o remédio capitalista para enfrentar o gigante da América.



Esse jogo é do agrado tanto dos EUA, como da China.



Manter o controle sobre países que consideram satélites, caso dos países latino-americanos, é fundamental. Já têm o domínio da totalidade da Europa, um continente falido e cercado de bases militares da farsa OTAN por todos os lados.



Uma guerra no Afeganistão, uma guerra no Iraque, o Oriente Médio sob o tacão nazi/sionista de seu principal aliado, Israel. E agora governos independentes de Washington na América Latina.



Anexaram o México como colônia de segunda categoria (historicamente fazem isso desde a tomada a Califórnia, do Texas e outros territórios mexicanos). Têm o Canadá como colônia de primeira categoria. Promovem golpes em países como Honduras, instalam bases militares na Costa Rica (“sem a polícia sem a milícia...”) e numa realidade sustentada por um arsenal nuclear capaz de destruir o mundo cem vezes, se impõem na chantagem da democracia, da liberdade que pode ser desmontada na versão armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Ao final não passavam de velhos fuzis de um exército brancaleônico de um ditador inventado pelos EUA.



Querem um novo Oriente Médio, recheado de bases militares, com o controle político e econômico da América Latina, um processo de recolonização que se materializa em governantes corruptos como Álvaro Uribe ou Pepe Lobo em Honduras e outros tantos.



Hoje, têm o controle da grande mídia nos países latino-americanos (“não queremos prejudicar os nossos amigos norte-americanos” – William Bonner explicando a alunos e professores de uma universidade paulista porque determinado fato não seria noticiado no JORNAL NACIONAL). Influenciam e comandam a maior parte das forças armadas de países latino-americanos (inclusive as brasileiras) e desnecessário dizer que o grande empresariado, banqueiros e latifundiários em qualquer país dessa parte do mundo é adereço desse modelo.



O que está em jogo é a sobrevivência do império terrorista norte-americano.



Se a América Latina e os povos latino-americanos não se curvarem um novo Oriente Médio está para ser criado. A Colômbia é a porta de entrada dessa barbárie.



A “classificação” de movimento “terrorista” aplicada às FARCs-EP foi uma decisão do presidente George Bush. As Nações Unidas enxergam as FARCs-EP como movimento “insurgente”.



A satanização de alguns países, seus governos e dos movimentos populares em todos os cantos do mundo foi o modo escolhido por um primata que presidiu os EUA por oito anos, Bush, a partir de uma fraude eleitoral, é a velha conversa de criar um fato irreal e a partir dele gerar uma verdade/mentira.



No caso da Colômbia, Enrique F. Chiappa, em “A NOVA DEMOCRACIA”, ano VIII, nº 65, maio de 2010, usa a expressão falso/positivo. Ilustra-a, para esclarecer, com o exemplo de um diagnóstico médico. Uma doença “infectocontagiosa potencialmente letal diagnosticada erroneamente.” O caso de uma pessoa que convive anos com um diagnóstico equivocado e num momento percebe o erro médico.



Falso/positivo é a realidade criada pelos EUA e sustentada pela mídia podre de países latino-americanos, no apoio a governos títeres e terroristas como o de Álvaro Uribe. O ser traficante de drogas é uma espécie de preço que cobra aos EUA, a tolerância silenciosa em função do interesse maior.



Quando o embaixador dos EUA no Brasil, durante o governo terrorista de Garrastazu Medice relatou ao presidente Nixon os horrores da tortura praticada por militares no País, ouviu em resposta – “é uma pena, mas temos que levar em conta que ele é um aliado importante” –.



Num determinado momento da história da Colômbia os movimentos insurgentes depuseram armas e transformaram-se em partidos políticos. Um acordo firmado entre o governo central e as forças rebeldes. Passadas as eleições onde conquistaram várias cadeiras no Congresso, em assembléias departamentais, prefeitos e autoridades outras, mais de três mil eleitos foram assassinados.



Contrariavam os interesses de elites e militares no grande negócio do estado terrorista da Colômbia, o tráfico de drogas.



No bombardeio de um acampamento de estudantes e insurgentes no Equador, em 2008, o governo colombiano afirmou ter encontrado um computador de Raul Reys, chanceler das FARCs-EP, onde estavam as provas das ligações do governo Chávez com a guerrilha.



Um mês depois não se falava no assunto. Peritos de todas as partes do mundo foram unânimes em afirmar que o computador fora alterado por agentes do governo colombiano.



As fotos de guerrilheiros em território venezuelano foram feitas por satélites norte-americanos. A tecnologia da mentira e da destruição permite a eles que, no arsenal que destrói o mundo cem vezes, coloquem os guerrilheiros em qualquer parte do mundo. Na Venezuela, no Brasil, onde quer que os interesses terroristas dos EUA falem mais alto.



Os últimos vagidos do governo Uribe mostram esse desespero em busca da sobrevivência política em seu país e o submundo terrorista dos EUA, que corre por baixo da Casa Branca, com a conivência da Casa Branca.



A Colômbia e um país governado pelo narcotráfico e por terroristas garantidos pelas bases militares dos EUA. Não é nem surpresa, pois militares norte-americanos estão envolvidos em tráfico de drogas e mulheres no Iraque, no Afeganistão e países do Leste Europeu, a denúncia ecoa entre os próprios governos colonizados da Europa, preocupados com eleições futuras.



Um narcotraficante incomoda muito menos que um insurgente. E além do que gera dinheiro para os cofres de banqueiros. Na lógica capitalista de exploração do homem pelo homem, diagnóstico de Marx, gera empregos, expande o comércio, etc, e tal.



O tráfico de drogas não é e nem nunca foi o Morro do Alemão no Brasil, ou qualquer morro colombiano. É o presidente de um país chamado Colômbia criado e gerado por Pablo Escobar e vai por aí afora, nessa dimensão.



Existem muitas “colômbias” nesse sentido.



Pode-se até fazer uso da frase de Paulo Maluf quando candidato a uma das muitas eleições que disputou – “quer estuprar estupra, mas não mata”. Quer traficar, trafica, mas patrioticamente em defesa da democracia e dos “negócios” dos EUA”.



Quando da guerra de invasão, ocupação e saque do petróleo iraquiano, diante da resistência inicial de alguns setores daquele país, o secretário de Defesa de Bush afirmou à imprensa que a “operação militar” mudaria de nome. Ao invés de “justiça e liberdade” passaria naquele momento à fase “choque e pavor”. “Negócios” para os norte-americanos pode ser também uma questão de terminologia.



Isso, para eles, é irrelevante. Soa ao mundo inteiro da mesma forma que soou aos iraquianos. Com a diferença que iraquianos viveram o “choque e pavor” na própria pele, vivem ainda. E o resto do mundo escutou o senso de “justiça e liberdade” dos EUA.



Ou já nos esquecemos das imagens de tortura em prisões do Iraque? Do saque das peças do museu babilônico? As tropas de Hitler tentaram colocar as mãos em várias peças do museu do Louvre, na ocupação durante a 2ª Grande Guerra, para exibi-las no Museu de Berlim. As peças do museu babilônico estão em museus privados de New York.



GUERNICA, o monumental painel de Picasso retratando a barbárie fascista de Franco na Espanha, só chegou aos espanhóis com o fim da ditadura.



Quando um paspalho como Índio da Costa, vice de José Arruda Serra, fala sobre envolvimento do governo brasileiro e seu partido com as FARCs-EP e com o narcotráfico, não o faz por iniciativa própria. É só um avião com diploma de primeiro, segundo e terceiro graus dos donos, tentando criar um debate irreal, mentiroso, dentro de uma lógica colonizadora (“para onde se inclinar o Brasil se inclinará a América Latina” – Richard Nixon) e no momento que os boss mandam.



Por ser um paspalho e empregado desse modelo, é mais cômodo para os de cima que ele fale.



Na Colômbia existe um estado de terror. Lideranças sindicais, camponesas, de partidos de oposição, são sistematicamente assassinadas. Estão dentro do que chamam mundo institucional. Da “ordem e da lei”. Mas não curvam à entrega do país aos colonizadores de Washington e tampouco aos grupos militares e para-militares que sustentam o governo do tráfico.



Felipe Zuleta em um documentários “UM CRIMEM QUE SE PAGA CON LA MUERTE”, mostra a história do terrorismo oficial. Toda a barbárie do governo colombiano contra a população civil indefesa.



Duas mães cujos filhos foram assassinados pelo terrorismo do tráfico de Uribe e que recebem a versão oficial que a guerrilha matou seus filhos. Perdura até que uma vala comum mostra que, ao contrário, o governo assassinou os rapazes. Esse mesmo governo muda a versão. “Os filhos eram guerrilheiros”.



O tráfico continua impune. Isso não vai sair nunca no JORNAL NACIONAL, ou na FOLHA DE SÃO PAULO, ou em VEJA, pois são cúmplices. Um dos papéis que lhes cabe cumprir é exatamente o de esconder fatos assim, corriqueiros na Colômbia e imputar aos resistentes, quaisquer que sejam, os crimes do tráfico.



O fato aconteceu na cidade de Soacha, próxima a Bogotá e com 400 mil habitantes.



Mario Montoya, general e democrata colombiano é um dos implicados em assassinatos de civis, trabalhadores escravos (no tráfico) e acaba tendo que renunciar. Como prêmio, virou embaixador.



Valas com corpos de desaparecidos são encontradas com freqüência em áreas não controladas pelas FARCs-EP ou pelo ELN. Uribe chegou a admitir que alguns militares estavam envolvidos “nesses assassinatos”. Escolheu os bodes expiatórios e pronto, tudo continua tranqüilo.



Envolver Chávez e gerar uma realidade mentirosa sobre as FARCs-EP e os ELN (última guerrilha criada por Chê Guevara) é uma jogada. Só isso. Nada além disso.



Um passo na sistemática política golpista contra o presidente da Venezuela, uma tentativa de criar um Oriente Médio na América Latina.



Por que? Para que possam, à semelhança do que fazem naquela parte do mundo, ocupar, saquear e controlar a partir de bases militares, governos servis e corruptos, o que fazem também na Europa, Ásia e África.



O complexo terrorista da empresa EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não tem escrúpulo algum. Suas garras e tentáculos são maiores e bem mais cruéis do que se possa imaginar.



Não importa que um piloto do alto e de dentro da cabine de seu avião imagine que uma cerimônia de casamento no Afeganistão seja um aglomerado de “terroristas do Talibã”. Ele os mata e um pedido de desculpas é emitido em nota fria e insensível de uma organização terrorista – EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A –. Lido em todos os cantos pela mídia dócil e venal.



E enquanto isso, milhões de norte-americanos vivem na linha da miséria, desabrigados, sem educação pública, saúde, mas os grandes conglomerados que controlam a Casa Branca pagam, com dinheiro desses milhões, os tais bônus por desempenho.



O nome desse desempenho é terrorismo, com todas as suas implicações. Assassinatos, seqüestros, estupros, tortura, atentados, muros e campos de concentração, toda a barbárie que é intrínseca aos EUA e ao sionismo.



E no final são só “negócios”. Mas nesse caso nem há a frase clássica da máfia. “Nada pessoal, são só negócios”. Não consideram como seres humanos, pessoas, os de outros cantos que não os dos EUA e Israel e mesmo assim nem todos. Acreditam-se ungidos como povo eleito, superior.



Tudo igualzinho a Hitler.



A luta do povo e do governo venezuelano é a luta dos povos latino-americanos. E não tem essa de o Zorro chegar e salvar. Não.



Exige consciência, organização e capacidade de resistência, sob pena de nos transformamos em adereço da coroa imperial da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.



Para quem acha que COLGATE resolve doze problemas bucais, fazer o que?



É o jeito deles de dizer que um desinfetante é mais inteligente que qualquer um de nós. Pode ser o desinfetante Uribe, ou Índio da Costa, Ana Maria Braga, Faustão, ou as “pesquisas” do DATAFOLHA ou IBOPE (GLOBOPE).



*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”

Charge: Carlos Latuff

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quando não devemos calar

Guardei esse texto do nosso grande arquiteto Oscar Niemeyer, e nesses
tempos de baixaria de campanha, qdo o candidato a vice da chapa tucana faz
uma acusação absurda, que já havia acontecido na campanha de 2002 e
requentada em 2005, pretendendo ligar o PT ao narcotráfico, lembrei-me dele
que aproveito para enviar agora.



Vale lembrar que por causa dessa denúncia, Serra teve que ceder ao Lula
direito de resposta em seu horário de propaganda eleitoral gratuita.



Sonia Montenegro.











Quando não devemos calar

OSCAR NIEMEYER Na Folha de São Paulo 16/3/08, o arquiteto mais jovem do
Brasil.




--------------------------------------------------------------------------------

No momento em que toda a América Latina se une contra as ameaças do
imperialismo dos EUA, a Colômbia resolve invadir território do Equador


--------------------------------------------------------------------------------

QUANDO OCORREU a invasão do Equador pela Colômbia, no dia 1º do mês
corrente, que resultou na morte de 20 combatentes e de um dos principais
líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes,
escrevi um texto, revoltado com o que havia acontecido.

Infelizmente, o texto que redigi não chegou aos jornais antes da solução
adotada graças à pronta e corajosa intervenção dos governos
latino-americanos, que deram ao mundo uma demonstração de unidade e força em
defesa de sua soberania nacional.

Como eu não me limitava a comentar as notícias sobre as Farc que surgiam nos
jornais, mas mencionava fatos ou contatos que tive com aquele grupo, tomei a
decisão de divulgar o artigo que havia elaborado e agora transcrevo:

"É bom, quando nos vemos diante da necessidade de escrever sobre qualquer
assunto, verificarmos que a seu respeito já nos tínhamos manifestado
anteriormente, que a nossa reação não surge de um fato novo ocorrido, mas de
qualquer coisa que já nos tinha ocupado e sobre ela havíamos assumido uma
posição definida.

Refiro-me ao que vem se passando com as Farc, um grupo de revolucionários
que, instalados no território da Colômbia, vem-se opondo há décadas ao
governo reacionário ainda existente naquele país.

É importante aqui registrar, aos que insistem em falar da violência dos
revoltosos das Farc, a opinião do historiador britânico Eric Hobsbawm
("Globalização, democracia e terrorismo", Companhia das Letras): o combate
ao terrorismo, ao longo dos últimos anos, por parte das autoridades
colombianas, tem superado, em muito, a violência política desses
guerrilheiros.
Lembro-me do emissário desse grupo que, muitos anos atrás, me procurou em
meu escritório de Copacabana, pedindo-me que desenhasse um cartaz contra o
Plano Colômbia, que, organizado pelo governo norte-americano, visava
intervir nas Farc, ferindo a soberania do país.

Recordo a maneira emocionada como aquele emissário me falava do assunto, da
revolta que exibia ao comentar a violência com que o governo colombiano
tentava destruí-los. Em poucos dias, desenhei o cartaz que ele havia me
pedido - um protesto contra aquele plano odioso.

Uma colaboração política que muito me agradou, ao saber ter sido aquele
cartaz utilizado até na Europa.
O tempo correu e, sem possuir a força para eliminar o movimento político já
instalado no país, o governo reacionário de Bogotá passou a acusar a direção
das Farc de ser conivente com o narcotráfico em crescente expansão na
Colômbia.


Agora, no momento em que toda a América Latina se une contra as ameaças do
imperialismo norte-americano, é que, numa atitude de violência e desrespeito
inexplicável, o governo da Colômbia resolve invadir o território do Equador,
comprometendo a unidade com que a América Latina tão bem vem se organizando
contra todas essas pressões vindas dos Estados Unidos.


Com sensatez e firmeza, o governo brasileiro, por meio de seu ministro das
Relações Exteriores, Celso Amorim, reclamou uma palavra de desculpa por
parte do presidente colombiano, Álvaro Uribe. E de Hugo Chávez, presidente
da Venezuela, veio a resposta direta e corajosa que a esquerda
latino-americana esperava.


Sabemos muito bem que os Estados Unidos têm a ambição de se apossar das
riquezas existentes na Amazônia e que o governo da Colômbia se presta a
servir de ponta-de-lança para essa finalidade.
"Mas agrada-nos, principalmente, constatar a maneira altiva e vigorosa com
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem atuando frente aos problemas
desta América Latina tão vulnerável e ofendida".


--------------------------------------------------------------------------------

OSCAR NIEMEYER , 100, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF). Tem
obras edificadas na Alemanha, na Argélia, nos EUA, na França, em Israel, na
Itália e em Portugal, entre outros países.

domingo, 27 de junho de 2010

As eleições na Venezuela

As eleições na Venezuela

Por Laerte Braga (*)


Empresários e organizações empresariais dos Estados Unidos e da Europa admitiram publicamente que estão investindo cerca de 50 milhões de dólares nas eleições de setembro na Venezuela com o objetivo de derrotar o presidente Hugo Chávez.

A organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A matou entre 600 mil e um milhão de pessoas no Iraque. Invadiu o país afirmando que Saddam Hussein pretendia destruir o mundo “livre” com armas químicas e biológicas. Milhares de veteranos de guerra estão com doenças incuráveis por conta das balas de urânio empobrecido usadas pelos norte-americanos. Numa das áreas do Iraque o governo está pedindo às mulheres para que não engravidem tal o grau de radiação. Resultado de armas químicas e biológicas usadas pelos invasores.

Invadiram para se apoderar do petróleo.

A pretexto de capturar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden invadiram o Afeganistão. Por lá mantêm tropas numa guerra que os próprios generais admitem que está perdida.

Três milhões de seres humanos morreram no Vietnã, de onde os norte-americanos saíram enxotados pela coragem e bravura de um povo na defesa de seu país. Bertrand Russel, o pensador e matemático inglês, em seu livro VIETNÃ, editado pela Civilização Brasileira no Brasil, acusa os norte-americanos de experimentos médicos com presos vietnamitas, tal e qual os nazistas faziam.

Em todo o mundo são mais de 600 bases militares norte-americanas e perto de 400 mil soldados.



No vídeo acima, é possível ouvir o depoimento de um soldado dessa máquina terrorista e de guerra. Uma confissão de vergonha por tudo o que fez a mando dos governantes e comandantes militares da organização EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Clicando aqui, há uma perfeita comparação entre o tratamento dado pelos nazistas aos judeus, ciganos, negros, minorias raciais durante a IIª Grande Guerra e o tratamento do estado terrorista de Israel aos Palestinos nos dias atuais.

Não há a menor diferença entre um outro. O sionismo é uma forma ressurreta do nazismo.

O controle quase absoluto que os grandes grupos empresariais exercem sobre os veículos de comunicação na maioria dos países do mundo, inclusive o Brasil, cria uma realidade diversa daquela que de fato acontece e permite a um apresentador de jornal chamar o telespectador de idiota, rotulando-o de Homer Simpson, sem que haja reação ou indignação da grande maioria desses telespectadores, tal o poder dessa comunicação mentirosa e repleta de tecnologia de alienação.

Empresários dos EUA e da Europa (em processo de falência) apostam em derrotar o presidente bolivariano da Venezuela nas eleições de setembro, retomar o controle sobre aquele país e reiniciarem o saque sistemático imposto aos que sustentam um império de terror e destruição.

Não há diferença entre o cinismo de Barack Obama e a estupidez de George Bush. Representam os mesmos interesses.

Derrotar Chávez é vital para fazer com que a América Latina retorne à condição de colônia. Como eleger José Arruda Serra no Brasil significa reassumir o controle do maior país latino-americano, hoje potência mundial. A volta aos tempos de FHC.

O que o soldado norte-americano relata a uma platéia que o aplaude de pé ao término de seu mea culpa, da exposição pública de sua vergonha, é a constatação da falência moral de seu país. O reconhecimento que um povo inteiro é ludibriado pela mentira do poder econômico.

Um dos momentos mais significativos é quando o soldado declara que foi obrigado a tomar casas de iraquianos e ao retornar a seu país percebeu que milhões de norte-americanos haviam perdido suas casas e estavam ao desabrigo para evitar que grandes organizações bancárias e imobiliárias arrastassem todo o complexo econômico/político e terrorista a uma bancarrota absoluta.

Lutar para que é o que pergunta o soldado. Para beneficiar a quem? São 450 milhões de dólares dia gastos nessas guerras.

A Venezuela e o Brasil são alvos prioritários da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Não passa pela cabeça dos líderes desse conglomerado terrorista que esses países possam permanecer independentes, soberanos e sejam capazes de construir o futuro a partir da vontade de seus povos.

E muito menos imaginar um processo crescente e contínuo de integração latino-americana.

Vivem do saque, do terror, da barbárie.

São criminosos em si e por si, no que representam e no que significam.

Quando as tropas aliadas (ingleses, franceses, norte-americanos em sua maioria) desembarcaram na Normandia na IIª Grande Guerra, o general Dwight Eisenhower, comandante aliado, mandou um recado desesperado a Stalin. Que o governante soviético aumentasse a pressão sobre as forças nazistas para que eles, os aliados, não fossem derrotados pelos alemães.

Perto de 20 milhões de cidadãos soviéticos morreram na guerra. As tropas da antiga URSS derrotaram dois terços da poderosa máquina de Hitler e entraram em Berlim ocupando o bunker do ditador nazista abrindo caminho para que os norte-americanos, britânicos e franceses pudessem chegar.

Isso está em qualquer livro de história. Hollywood produz filmes para mostrar soldados dos EUA “libertando” o mundo.

Duas bombas atômicas foram despejadas em agosto de 1945 sobre Hiroshima e Nagazaki matando centenas de milhares de pessoas e estendendo seus efeitos por anos a fio em território japonês.

Àquela altura a guerra estava ganha, especialistas já haviam detectado isso e Harry Truman, presidente dos EUA, optou por lançar as bombas para testar seus efeitos e intimidar a antiga União Soviética.

É fácil criar pretextos para uma futura invasão ao Irã. Para um golpe de estado na Venezuela, ou eleições fraudadas pelo poder econômico. Financiar empresários brasileiros e veículos de comunicação (GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, RBS, todos os grandes) para fabricar fatos e buscar a eleição de um político venal e corrupto como José Arruda Serra (cada vez mais difícil).

É necessária a resistência e a organização popular. Impõe-se como condição de sobrevivência da dignidade de nações livres como o Brasil e a Venezuela. Não importa que a maioria das forças armadas brasileiras, por exemplo, seja subordinada a Washington.

Importa a percepção do dilema. Do terror que nos é imposto na mentira contumaz e contínua da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Em cada William Bonner da vida, ou em cada Fátima Bernardes a “exigir” de Dunga exclusividade para a quadrilha que representa.

Imaginam que todos almejam terminar nas páginas centrais de PLAYVBOY, ou sejam paspalhos a disputar um milhão no bordel do BBB.

As eleições de setembro na Venezuela servirão para mostrar a toda a América Latina que um povo é capaz de resistir e não se permitir ser saqueado. Mas todo cuidado é pouco.

A organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não tem um pingo de escrúpulo, nem sabe o que é isso. E seus agentes muito menos.

Glauber Rocha um ou dois anos antes de morrer disse num programa na antiga TV TUPI que precisamos ter identidade cultural para promover uma revolução. “Somos o país da macumba”.

O povo venezuelano vai dizer não àqueles que sempre o exploraram, ainda que por aqui a GLOBO diga o contrário.

Hugo Chávez resgata a origem de cada trabalhador venezuelano. E os trabalhadores responderão sim à revolução bolivariana.

É a continuidade da construção de uma identidade cultural e revolucionária. Não importa quanto empresários/terroristas gastem para sustentar partidos e grupos políticos. Por aqui também há de ser assim.

Ao contrário do que José Arruda Serra diz, o frouxo com o tráfico de drogas não é Evo Morales, mas o antigo pupilo de Pablo Escobar, o colombiano Álvaro Uribe.

E a América Latina não voltará a ser América Latrina.


*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cuba, um paraíso para as crianças na América Latina

Por Varona Michel Joel (Prensa Latina *)

Havana (Prensa Latina) Cuba nos últimos anos, resultados positivos nos indicadores importantes relativas à protecção da criança, o que torna o país latino-americano com melhor qualidade de vida para as crianças.

No planeta, milhões de crianças sofrem de falta de educação e de imunização contra doenças evitáveis, além de serem vítimas de exploração sexual e trabalho em redes de prostituição internacional, nenhuma é cubana, disse José Juan Ortiz, representante do Fundo das Nações Fundo para a Infância (UNICEF) na ilha caribenha.

Hoje temos as questões pendentes em várias partes do mundo, e por isso não podem ser satisfeitos e devemos continuar a denunciar todos os anos, a vulnerabilidade das crianças, disse ele.

Portanto, os campos quantitativos e qualitativos pode-se dizer que a Convenção sobre os Direitos da Criança se aplica muito bem em Cuba, hoje um exemplo para a América Latina, Ortiz disse na televisão local.

É verdade que tudo é aperfeiçoável e que influencia o trabalho do UNICEF no país caribenho com o Governo, disse o oficial, salientando que a maioria das Índias Ocidentais é o melhor de todos os países da região, e, portanto, o paraíso das crianças na América Latina.

Falando durante a Terceira Conferência Internacional sobre Proteção Jurídica dos Direitos da Criança, realizado nesta capital, a ilha Ortiz salientou que, apesar do subdesenvolvimento econômico é um paradigma na implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Ortiz enfatizou que Cuba não é um país rico, mas isso não interfere em seus esforços para assegurar a protecção das crianças, algo possível graças à vontade política das autoridades das Grandes Antilhas.

Não é uma questão de recursos financeiros, se este compromisso será uma prioridade, é assim que funciona no país caribenho, disse o oficial da UNICEF.

Ortiz lembrou que mais de um milhão de jovens no mundo, mais da metade não foi feita qualquer.

Nós encorajamos todos os governos a exercer a defesa dos direitos das crianças, se elas violam os direitos de uma criança de um país, viola o direito de todas as crianças do mundo, disse ele.

Um novo código da família

A protecção eo respeito dos direitos de crianças e adolescentes continua a ser hoje uma prioridade do Governo de Cuba, razão pela qual as autoridades trabalham sobre a alteração do Código da Família.

Esta regra destina-se a alinhar as suas disposições com os princípios da Convenção sobre os Direitos da Criança, e todas as disposições do direito internacional contra a discriminação das mulheres.

Para o efeito, elaborou um projecto de Código da Família, em que os esforços estão a trabalhar a Sociedade Cubana de Direito Civil e Direito de Família, a União Nacional de Juristas de Cuba e da Federação das Mulheres Cubanas.

A nova lei deve ser expressamente explicou que os direitos das crianças dentro do sistema dos direitos parentais, um aspecto que não explicitamente constante da norma atual.

Entre estes podemos citar o direito à protecção contra a violência física e psicológica, abuso sexual, negligência e exploração.

O documento promove a interação ativa das crianças na vida familiar e da possibilidade de defender seus pontos de vista, ser ouvida e receber um argumento poderoso para qualquer situação.

Um novo Código da Família, no futuro, será um ajuste para os pais, com o dever de educar seus filhos desde os métodos e meios moderados, ou seja, sem recorrer à violência física, abuso psicológico ou humilhação, enfatizou a funcionário da FMC.

A proposta também prevê estudo submetido à apreciação do direito penal para os casos de pais que, por várias razões não cumprir com suas obrigações ou aqueles que ultrapassam a correção de seus filhos.

De acordo com o procurador-geral da República de Cuba, a realidade cubana de crianças é absolutamente vantajosa para a proteção de seus direitos começa na concepção.

O sistema nacional de saúde garante a todos os cuidados especializados para as mães durante a gravidez e após o nascimento, garante que as crianças são vacinadas gratuitamente contra mais de 10 doenças.

Cuba tem o maior percentual de professores e educadores per capita, o que permite a partir de pré-escolares para atender as escolas e jardins de infância (creche), que garante a sua formação abrangente.

(*) O autor é um jornalista com o Nacional Escrita Prensa Latina. MGF / joe

FONTE: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=196453&Itemid=1


Colaboração enviada pelo amigo Paulo Ávila.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A democracia aviltada



A democracia aviltada


Por Raul Longo (*)

Os vídeos acima são de duas partes do documentário produzido por estadunidenses, sob o título: “A Guerra Contra a Democracia”.

No total o documentário tem 9 partes (clique aqui para assistir às outras), mas é importante que se assista ao menos às relativas a estes dois vídeos.

Certamente elucidará muitas dúvidas sobre nosso continente e o nosso presente.

Sobretudo pelo segundo vídeo, se poderá entender muito sobre nós mesmos, brasileiros. Porque alguns de nós pensam e se comportam como estrangeiros em seu próprio país.

Aqui se verá que se esses estão ficando sozinhos no Brasil, também estão sozinhos em outros países latino-americanos.

Assista, reflita, pense. Em verdade você está no seu país?

Reflita: anualmente recebemos nos países latino-americanos um considerável número de emigrantes estrangeiros. Ao contrário do que se pensa, nem todos vêm de países ou continentes mais pobres. Muitos, são provenientes dos mais ricos países do hemisfério norte e pelas mais diversas razões preferem viver na América Latina: questões climáticas, natureza, adaptação cultural, interesse por nossos costumes e, até, por encontrarem mais oportunidades aqui, apesar de muitos nós ir buscar estas maiores oportunidades nos países que estes deixaram.

Deixaram, mas nada fizeram para prejudicar seus países e povos de origem aos quais visitam periodicamente, pois sabem valorizar e reconhecer as qualidades que lá existem, mesmo tendo preferido trocar de continente.

Um poeta argentino afirmava que “nunca é tarde para dizer a tua mulher que não a ama mais”. Parece duro e cruel, mas nada é mais cruel e duro do que continuar vivendo com alguém que não se queira. Da mesma forma, nada pior do que viver num país com o qual não se conforma, não se concorda, não se respeita nem se valoriza sua gente.

Uma coisa é ser mandado embora de um país, por um regime totalitário que não oferece oportunidade de mudanças por seu povo. Outra coisa é a liberdade de se deixar um país, por não se concordar com o regime escolhido por seu povo.

Essa liberdade de ir e vir é uma dos sintomas da democracia, que sempre se pode aproveitar quando não se é obrigado a aceitar um regime que se impõe pela armas ou pelo capital.

Pouco importa onde se nasceu, importante é viver onde se considera em casa.

Ninguém conseguirá ter sucesso no lugar onde não se sente bem.

Assista estes vídeos e reflita, avalie a sua liberdade, o seu direito de buscar por países e povos que melhor se encaixem as suas aspirações individuais. Só o que não se pode é querer que um povo se prejudique, para que nossas aspirações individuais sejam atendidas. Em algum momento da história, isso não dará certo.

Preste atenção nestes vídeos produzidos por norte-americanos e avalie suas próprias possibilidades e valores. O mundo é grande e muitas são as concepções de democracia entre as diversas nações do mundo.

Certamente haverá alguma que corresponda as suas aspirações e ninguém é obrigado a aceitar aquilo que não concorda. Ninguém é proibido de sair da grande maioria dos países latino-americanos, muito menos do Brasil. Mas também ninguém pode desejar que o Brasil seja um país exclusivamente voltado para atender seus próprios interesses ou somente aos interesses de uma classe ou grupo de pessoas.

Assista, reflita e responda a si mesmo: Você está realmente no seu país?

Lembre-se: a pátria não é necessariamente a que se nasceu. Pátria é, muito mais, a que se escolhe.

Veja-se nesses vídeos. Com quais personagens você se identifica? Descubra se você realmente está em sua pátria.

*Raul Longo é jornalista, escritor e poeta. Mora em Florianópolis (SC), onde mantém a pousada "Pouso da Poesia". É colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Chávez propõe que Lula lidere novo fórum latino-americano

[caption id="attachment_4410" align="aligncenter" width="260" caption="Lula é elogiado na cúpula"][/caption]

Chávez propõe que Lula lidere novo fórum latino-americano


Do Portal Vermelho


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs nesta terça que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva dirija a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que vai reunir 33 países da região. A indicação foi feita no fim da cúpula dos membros do Grupo do Rio, no México, onde o Brasil foi extremamente elogiado e até apontado como "líder regional indiscutível". O presidente anfitrião, Felipe Calderón também sugeriu o nome de Lula para liderar o novo fórum.


Em entrevista à rede de televisão "CNN", Chávez revelou que a proposta de que Lula comande a Celac foi feita "meio em tom de brincadeira e meio a sério, pois Lula vai ficar desempregado" quando deixar a presidência em janeiro. "Mas no fundo é sério. Lula tem grandes condições, tem uma grande experiência, é um homem honesto, transparente, amigo de todos, capaz de escutar a todos", disse Chávez.


Ele afirmou que, ao ouvir a proposta, Lula "estava rindo". O líder venezuelano disse ainda que o brasileiro pediu para ele chegar "mais cedo" em sua próxima reunião bilateral, mês que vem, em Brasília, para falar de "política do futuro".


Em outro momento, o presidente do México também sugeriu que Lula deveria dirigir o novo fórum. "O presidente Lula é o líder indiscutível de nossa região, que dá equilíbrio e força à América Latina", disse Felipe Calderón.


O mexicano seguiu fazendo elogios efusivos ao presidente Lula. "O Brasil é nosso maior país, que tem mais território, mais habitantes, também teria de ter forçosamente um grande presidente", afirmou, diante de aplausos dos chefes de Estado presentes à reunião de cúpula dos países latino-americanos e do Caribe. À noite, ele deu mais um indicativo de que deseja que Lula assuma a liderança do grupo, ao expressar seu desejo de seguir compartilhando espaços de debate e foros diplomáticos com Lula, mesmo após a sua saída da presidência.


Os líderes reunidos durante dois dias no balneário de Playa del Carmen, no Caribe mexicano, aprovaram dez declarações, entre as quais se destaca a criação do novo organismo "como um espaço regional próprio que una a todos os estados".


A intenção é que esta entidade, que deve estar totalmente formada nas cúpulas da Venezuela (2011) ou do Chile (2012), assuma o "patrimônio" do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC). O novo fórum, que não contará com a presença de Estados Unidos e Canadá, deve servir de contraponto à Organização dos Estados Americanos (OEA), que foi alvo de críticas do próprio Lula, nesta terça.


Críticas à OEA


O brasileiro condenou ontem a entidade e o seu Conselho de Segurança por não se posicionarem em favor da soberania das Ilhas Malvinas pela Argentina. "A nossa atitude é de solidariedade à Argentina", disse Lula, que indagou: "Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar na Malvinas? Qual é a explicação de as Nações Unidas nunca terem tomado essa decisão? Não é possível que a Argentina não seja dona (das Malvinas), mas que seja a Inglaterra, a 14 mil quilômetros de distância."


Lula insinuou que a ONU age dessa forma porque a Grã-Bretanha é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a defender uma reformulação do organismo, ampliando sua representatividade.


"É inexorável que a gente discuta este papel (do Conselho de Segurança). Não é possível que ele continue representado pelos interesses da 2ª Guerra. Por que isso não muda?", questionou. E apelou: "Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio."


Apoio para Argentina e Cuba


Os 32 países da América Latina e do Caribe reunidos na Cúpula do Grupo do Rio aprovaram ainda por unanimidade a reivindicação da Argentina pela soberania sobre as ilhas Malvinas (Falkland), em cujas águas uma companhia britânica começou a explorar hidrocarbonetos.


O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, disse que seu país conseguiu "um importante respaldo diplomático" ao ampliar e aprofundar a reivindicação pela soberania sobre as Malvinas, que estão nas mãos do Reino Unido desde 1833 e foram motivo de guerra entre os dois países em 1982.


A Declaração do Grupo do Rio sobre a 'Questão das Ilhas Malvinas' expressa o apoio dos chefes de Estado da região "aos legítimos direitos" da Argentina na disputa com o Reino Unido pela soberania sobre o arquipélago.


Os líderes pedem que os Governos dos dois países "retomem as negociações a fim de encontrar o mais rapidamente possível uma solução justa, pacífica e definitiva na disputa pela soberania sobre as ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e seus espaços marítimos circundantes, em conformidade com as resoluções e declarações pertinentes das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos".


Segundo a declaração, os líderes "expressam, além disso, em relação ao Tratado de Lisboa, que modifica o tratado da União Europeia (UE) e o Tratado Constitutivo da Comunidade Europeia, que a inclusão das ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul no regime de 'Associação dos Países e Territórios de Ultramar' é incompatível com os legítimos direitos" da Argentina e com a "existência de uma disputa pela soberania sobre estes arquipélagos".


O comunicado especial aprovado pelos presidentes sobre a prospecção de hidrocarbonetos na plataforma continental, iniciada nesta semana pelos britânicos, aponta que os líderes lembraram a resolução das Nações Unidas. A ONU pediu às duas partes para que se abstenham de adotar decisões que levem à introdução de modificações unilaterais na situação das ilhas.


Os líderes latino-americanos também assinaram uma resolução condenando o bloqueio norte-americano contra Cuba. Vários dos presidentes se dirigiram ao plenário para expressar seu repúdio a essa política de Washington; entre eles Leonel Fernández, da República Dominicana, que também pediu a abolição da Lei Helms-Burton, como fez o líder da Nicarágua, Daniel Ortega.


Uribe, sempre a exceção


O momento dissonante em relação ao clima de unidade e integração vivenciado na cúpula regional foi um novo ataque do presidente colombiano Álvaro Uribe em relação à Venezuela de Hugo Chávez. Uribe acusou Chávez de promover um suposto bloqueio comercial contra seu país, chegando a agredir verbalmente o mandatário. O venezuelaeno, por sua vez, atribui a investida a uma tentativa de atrapalhar a constituição do novo fórum regional.


O presidente boliviano, Evo Morales, também compreendeu desta maneira e afirmou que Uribe provocou a discussão buscando o fracasso do evento. Ele acusou o colombiano de ser um agente dos Estados Unidos.


"Qual a minha conclusão? Como neste evento, na Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, viemos debater uma nova organização sem os Estados Unidos, os agentes dos Estados Unidos estão tentando atolar e fracassar (a criação do novo organismo)", disse Morales.


O entrevero dirante a cúpula teve um resultado prático: a criação de um grupo de países latino-americanos que buscará uma mediação para os atritos diplomáticos e comerciais entre Colômbia e Venezuela. A República Dominicana vai liderar tal comissão.


Os dois países estão com as relações rompidas desde julho, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contestou um acordo militar entre Bogotá e Washington e, como represália, determinou o corte de importações do país vizinho.


"Abrimos um espaço no marco desta Cúpula da Unidade a fim de auxiliar a dirimir as diferenças entre países irmãos de uma maneira razoável, neste caso concreto o Grupo de Amigos de Colômbia e Venezuela estará presidido pelo presidente da República Dominicana, Leonel Fernández", disse Felipe Calderón.

Creative Commons License
Cite a fonte. Todo o nosso conteúdo próprio está sob a Licença Creative Commons.

Arquivo do blog

Contato

Sugestões podem ser enviadas para: quemtemmedodolula@hotmail.com
diHITT - Notícias Paperblog :Os melhores artigos dos blogs