O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cem dias: o governo Dilma visto por uma ex-companheira de guerrilha

Cem dias de continuidade?

Por Marilia Guimarães*

Em cada novo governo a mesma informação. Só muda o design. Cem dias, de governo do Presidente do momento. Com Dilma, não seria diferente. Desde a subida da rampa no dia 1º. de Janeiro sabíamos que jamais seria a réplica do Lula, ou a continuidade do Governo Lula. Por ñ motivos. A política nacional muda, novos deputados, senadores, prefeitos ocupam seus lugares chegam ao poder. Maior ou menor escalão. Ai tudo muda de figura, ou de supetão como foi Carlos Lupi – Ministro da Previdência Social , ou aos pouquinhos vão se acomodando a suas cadeiras dando um novo tom ao discurso da campanha eleitoral para ganhar os votos, e se eleger com uma certa dose de autonomia.

Dilma Houseff tem seu estilo. Foi baseado neste estilo que Lula a escolheu para o Ministério de Minas e Energia e depois para a Casa Civil. É neste estilo que ela vai governar um país cheio de contradições, diversidade cultural de norte a sul, idiossincrasia especial. É neste estilo que ela vai conciliar as impossibilidades de dar continuidade na íntegra aos planos do governo anterior.

O Brasil agoniza na área da saúde vergonhosamente há várias décadas – hospitais públicos e privados comparáveis a matadouros clandestinos. Grande parte da população vive este drama pessoalmente, ou viu pela milésima vez pela TV este episodio estadual, municipal e federal.

Igual na educação, na segurança... e por ai vai

Nossas cidades mal administradas, cheias de tecnologias, todas importadas, não serão assimiladas hoje neste governo, obsoletas no próximo.

Copacabana se transformou em campo minado sob a administração da nova light controlada pelo Grupo Frances EDF Internacional vinculada à empresa francesa Electricité de France - (EDF), desde 1997, que não esqueceu a expulsão de Villegaignon – pirata frances. A CEG -companhia do Gás controlada e presidida por representante espanhol, desde 1997, descendente de Cortez – o famoso espanhol que dizimou a cultura asteca e Maia.” Assim se conta esta história... pelo Brasil afora.

Governar é arte de concilar contrates. Dilma começou bem. Muito bem. Liberou os recursos rapidamente para as cidades serranas do Rio de Janeiro, conseguiu o sálario mínimo possível entre outros exemplos. Nos cem dias superou os governos de Lula e FHC, deu vida ao Planalto.

Adoraria dizer nos próximos cem dias que ela, chefe da nação, deu uma guinada de 180 graus exigindo que seus ministros, prefeitos, senadores.. (nesta ordem porque não estou defendendo o império romano ou paulista), que cumpram com seus deveres de funcionários de luxo do povo brasileiro, aplicando os recursos orçados devidamente.

Parabens Presidente

*Marilia Guimarães é professora, escritora e presidente de uma empresa de Tecnologia da Informação. Participou da luta armada contra a ditadura, tendo sido companheira de Dilma na VAR-Palmares. Mantém um blog.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SEM A MÍNIMA COERÊNCIA

Celso Lungaretti (*)



O salário-mínimo foi instituído em 1940 por Getúlio Vargas para garantir a uma família-padrão de quatro pessoas (o casal e dois filhos) o suficiente para sua subsistência, com alguma sobra.

A Constituição de 1988 reafirmou que o mínimo deve atender às necessidades do trabalhador e sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vídeo: a senadora Gleisi Hoffmann mostra as diferenças da era Lula/Dilma para a era FHC

A Herança Maldita de Lula segundo "O Globo"


Analisando uma Matéria Econômica tendenciosa do Jornal “O Globo”


Por Gustavo A. Medeiros (*)

É impressionante como o jornal “O Globo” tenta criar uma suposta herança maldita advinda do governo Lula. Só Freud explica o motivo de os oposicionistas viscerais (e isto inclui a velha grande mídia) tentarem colocar todos os defeitos da era FHC no governo do Presidente Lula, isto quando não conseguem atribuir as conquistas do ex-presidente operário a uma mera continuação da política econômico-social de FHC.

Em uma análise rápida da matéria acima, dá para perceber que sua finalidade é mais uma vez desacreditar o último governo petista. Os gráficos negativos são colocados logo na parte de cima da matéria com curvas vermelhas, que chamam mais atenção, com o título bem sugestivo mais acima: “A Conta que sobrou para Dilma”. A parte escrita também fica em cima e lateralmente à esquerda. Uma aula de manipulação e negativação da notícia. Os gráficos positivos ficam em baixo e em azul, dando menos destaque à parte positiva. Além disso, são colocados 7 gráficos desfavoráveis ao governo anterior contra apenas 4 favoráveis (se quisessem, eles poderiam colocar mais gráficos positivos como a diminuição da desigualdade, o aumento das reservas internacionais etc.). Fora a pequena tabela com 3 linhas desfavoráveis.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um império contra um operário

A mídia, Globo na frente, não dá trégua ao ex-presidente
Por Maurício Dias, na revista "Carta Capital"

Nunca foram boas as relações entre a mídia brasileira e o torneiro mecânico Lula, desde que, nos anos 1970, ele emergiu no comando das jornadas sindicais no ABC paulista, onde estão algumas das empresas do moderno, mas ainda incipiente capitalismo brasileiro. Em consequência, quase natural, o operário não foi recebido com entusiasmo quando, após três fracassos, venceu a disputa para a Presidência da República, em 2002.

Os desentendimentos se sucederam entre o novo governo e o chamado “quarto poder” e culminaram com a crise de 2005 quando televisões, jornais, rádios e revistas viraram porta-vozes da oposição que se esforçava para apear Lula do poder. Inicialmente, com a tentativa de impeachment. Posteriormente, após esse processo que não chegou a se consumar, armou-se um “golpe branco” em forma de pressão para o presidente desistir da reeleição, em 2006.

Lula ganhou e, em 2010, fez o sucessor. No caso, sucessora. Dilma Rousseff sofreu quase todos os tipos de constrangimentos políticos. Ela tomou posse e, no dia seguinte, foi saudada por deselegante manchete do jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Lula elege Dilma e aliados preparam sua volta em 2014”.
A reportagem era um blefe político. Uma “cascata” no jargão jornalístico. O jornal O Globo, núcleo do império da família Marinho, tornou-se a ponta de lança da reação conservadora da mídia e adotou, desde a posse de Lula, um jornalismo de combate onde a maior vítima, como sempre ocorre nesses casos, é o fato. Sem o fato abre-se uma avenida para suspeitas versões.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Dilma é do cacete"...

...é o que acaba de garantir Bemvindo Sequeira em seu blog. Confira abaixo o que ele escreveu:

DILMA É DO CACETE: EMOCIONADO



Assisti ao primeiro pronunciamento em rede da Dilma Roussef.
No início, expectativa. Ao final, emocionado.
Por quê?
Por ser a Presidenta. Uma mulher exercendo a mais alta autoridade do País.
Por vê-la muito bem de saúde. Bonita e fogosa.
Por vê-la expressando-se muito bem, com firmeza, simpatia,e dominando a câmera.
Por ela falar em Educação como a base de toda a política nacional.
Por fazer a autocrítica do Sisu e do Enem sem destruir, mas propondo melhorar.
Por criticar o sistema de alunos passando de ano sem aprender nada.
Por propor melhores salários e melhorias para todos os níveis educacionais.
Por pensar nos professores.
Por falar da luta contra a fome e a miséria.
Por propor uma sociedade Solidária, com Igualdade e Fraternidade.
Porque votei nela e vi uma vencedora.
Adoro ver vencedores.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Recado à presidenta Dilma


E qual a importância de a Presidenta Dilma Rousseff pedir a Barak Obama para que tenha um gesto de grandeza e com uma canetada liberte os inocentes? É que em termos jurídicos estão quase esgotadas todas as tentativas de advogados para a libertação ou até mesmo novo julgamento que não seja em Miami sob a influência direta da extrema direita do exílio cubano. Se tiver vontade política Obama pode ordenar o indulto. 


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

As atenções do mundo seguem voltadas para os acontecimentos do Egito, onde Hosny Mubarak nos seus estertores ainda tenta uma sobrevida, que tudo indica ser rigorosamente impossível. Mubarak terá o mesmo destino que Suharto, da Indonésia, que passou três décadas mandando em seu país graças ao apoio de sucessivos governos estadunidenses e depois de prestar inestimáveis serviços a Washington foi expelido para a lata de lixo da história.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

O vento leste do feminismo


A participação das mulheres no primeiro escalão do governo da presidente Dilma pode ser creditada à luta de ativistas como Heloneida. Ambas, embora com perspectivas distintas, partilham a mesma poética do espaço. Em algum ponto de equilíbrio, o vento leste do saguão sopra no Palácio do Planalto. Dilma e a doce cearense finalmente se encontraram.

Por Gilson Caroni Filho (*)

Um sopro de vento percorreu o saguão da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, onde, na tarde de 3 de dezembro de 2007, foi velado o corpo da parlamentar, jornalista, escritora e ativista Heloneida Studard. Três anos antes da eleição da primeira mulher para a Presidência da República, o Brasil perdeu uma militante que sempre agiu a descoberto, cabeça erguida no espaço das intempéries, desdenhando, com um humor desconcertante, os que a ela se opunham nas diversas frentes em que combateu.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tragédia, desigualdade e Estado débil

Aos poucos, começam a ficar claras as causas profundas do desastre que já matou mais de 800, no Rio de Janeiro

Por Antonio Martins, jornalista, no "Outras Palavras"

Ao visitar a região serrana do Rio de Janeiro, em solidariedade às vítimas das chuvas, a presidente Dilma Roussef tocou numa ferida aberta. Indagada sobre as causas da tragédia, ela apontou a falta, “há décadas” de programas que assegurem o direito à moradia. É devido a isso, frisou ela, que a população empobrecida “vai morar onde não pode”. O efeito da fala sobre os jornais foi curioso. A crítica social de Dilma não foi destacada por eles, como seria de prever. Mas cumpriu papel dissuasório: refreou a tentativa (liderada por O Globo) de culpar o governo federal, alegando não-liberação, em 2010, dos recursos do Orçamento da União destinados a contenção de encostas e transferência da população que vive em locais de perigo extremo.

Como sugeriu a presidente (sem usar as palavras), as causas principais das mortes e devastação são a desigualdade e o adiamento eterno da reforma urbana. Mas os fatos que emergiram nos últimos dias apontam um outro fator importante. A debilidade e ineficiência do Estado brasileiro — União, Estados e Municípios — contribuíram para o desastre. É pauta para uma reportagem de fundo, que poderia partir dos dados a seguir.

O Valor Econômico revela, hoje, que PAC reservou, em 2010, 1 bilhão de reais para as obras capazes de evitar desmoronamentos ou proteger a população. Desse total, apenas R$ 320 milhões foram investidos. Mas a causa principal é a ausência de projetos. As prefeituras, a quem cabem as obras, simplesmente não foram capazes de apresentar propostas que justificassem o uso dos recursos. Dos 99 municípios considerados áreas de grande risco (e por isso beneficiados pelas verbas), menos da metade encaminhou projetos.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

OS DIREITOS HUMANOS E A PRESIDENTE

OS DIREITOS HUMANOS E A PRESIDENTE


Laerte Braga


É compreensível que Dilma Roussef queira uma posição clara e definida do Brasil sobre direitos humanos em todo o mundo. Deve querer inclusive no Brasil. A abertura dos arquivos da ditadura militar. Ela própria vítima da boçalidade dos “patriotas” e “redentores” da pátria.

Por outro lado é incompreensível que a iraniana tenha sido condenada a morte por crime de adultério e co-autoria na morte do marido. Que a pena de morte se materialize num apedrejamento é a negação do caráter libertador da revolução islâmica no Irã.

Há dias um preso foi executado num estado norte-americano com uma injeção destinada a sacrificar animais doentes. Padeceu dezoito minutos de insuficiência respiratória antes do óbito. A injeção letal estava em falta, alguns dos seus componentes e um deles o anestésico, o analgésico.

É característica de uma sociedade doentia, a dos EUA.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A presidenta e os preconceitos


Quero que saibam que tenho orgulho de ser governado por uma Mulher. Será tratada por mim como qualquer outro governante, mas com respeito e racionalidade. Quero também agradecer às mulheres que lutaram pelas conquistas femininas, porque as conquistas de vocês, mulheres, tornaram nossa sociedade como um todo melhor, inclusive para nós homens.

Por Gustavo A. Medeiros (*)


sábado, 1 de janeiro de 2011

Carta à Presidenta Dilma Rousseff


Por Idelber Avelar* 

Que história, hein Dilma? Parecida com a de Lula em muitos aspectos, ela é singular em tantos outros. Quando, ainda no Estadual, você optou pela resistência à ditadura, não estava claro para ninguém que a derrota seria tão amarga. Não podia estar, não importa o que digam os profetas do acontecido. Garota de classe média, você tinha todas as condições de atravessar a ditadura como uma jovem conformista, ouvindo seu Dom e Ravel, seus Beatles, seu Caetano, ou mesmo seu Chico Buarque ou Geraldo Vandré. Todos sabemos que o conteúdo da cultura consumida não diz nada, por si só, sobre a ética ou a política de quem a consome. Você poderia ter feito isso, mas escolheu lutar. Isso não mudaria nunca em você, ainda que os métodos de luta variassem ao longo do tempo, como deve ser o caso, aliás, em qualquer luta inteligente.

Tantos fizeram autocríticas fáceis e autocomplacentes daquele período, não é mesmo? Sabe, Dilma, o grande escritor argentino Ricardo Piglia criou a personagem perfeita para definir essa turma do arrependimento confortável. Está num lindo livro intitulado A cidade ausente. A personagem se chama Julia Gandini, e é vítima de uma lobotomia virtual que lhe impõe um discurso automortificante, cheio de certezas acerca de quão erradas estavam as certezas passadas. Nesse discurso autocomplacente, platitudes sobre a violência mascaram o fato de que a ditadura foi a grande responsável pelas atrocidades. Julia Gandini repete como um papagaio a lição da boa menina arrependida, prestando esse enorme desserviço à educação das novas gerações, levando-as a crer numa falsa simetria entre verdugos e vítimas. Qualquer semelhança com o discurso de certo deputado verde não é mera coincidência, não é, Dilma?


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Para a Presidenta Dilma, urgente



Só me resta esperar que este apelo chegue à Presidenta Dilma, que você leitor também ajude nesse sentido e que a imprensa brasileira descubra, enfim, os brasileiros do exterior ou simplesmente os problemas dramáticos dos nossos emigrantes.



Por Rui Martins (*)

sábado, 11 de dezembro de 2010

O cordelista que não se vendeu



No dia 31 de outubro, O Globo publicou a biografia da Dilma escrita pelo nosso João (foto). Houve censura, conforme reclamou o autor, porque suprimiram o adjetivo “competente” que rimava com presidente e outras coisinhas mais. Mas deu o recado sobre a candidata. Revoltado com a história de que Dilma era assaltante de banco, deu sua versão: “Enfrentou com altivez / os porões da ditadura / encarou constrangimentos / o choque elétrico e a tortura / pelo povo do Brasil / pegava até no fuzil / e sem perder a ternura”.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

UAI DILMA! MOREIRA FRANCO? O CARA É UM VERME

UAI DILMA! MOREIRA FRANCO? O CARA É UM VERME


Laerte Braga


O ex-governador do estado do Rio Moreira Franco ministro secretário de Assuntos Estratégicos é pior que piada, ou não tem nada a ver com piada. É um retrocesso sem tamanho. Sai o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos mais qualificados do Itamaraty, intelectual e pensador de renome em todo o mundo e entra um verme lato senso.

Moreira Franco é ex-genro do genro de Getúlio Vargas e em 1982 foi um dos protagonistas da tentativa de fraude das eleições para o governo do Rio. O célebre escândalo PROCONSULT. Transformar os votos em branco e nulos em votos favoráveis ao candidato da ditadura militar e derrotar Leonel Brizola.

Quem era o candidato da ditadura? Wellington Moreira Franco, escolhido agora por Dilma Roussef para um Ministério da vital importância, a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

JOBIM E SAITO - O DILEMA DE DILMA - É BRASIL OU BRAZIL?

JOBIM E SAITO – O DILEMA DE DILMA – É BRASIL, OU BRAZIL?


Laerte Braga


Os “estragos” causados pela pilha de documentos confidenciais do governo dos EUA divulgado pelo site WIKILEAKS começam a produzir efeitos em todos os cantos do mundo. Uma ordem para eliminar o fundador do site já foi expedida pelo governo de Obama (semelhante ao que costumam fazer fundamentalistas chamados de “terroristas”).

O WIKILEAKS atingiu alvos variados, um grande espectro de ações terroristas dos norte-americanos e como não poderia deixar de ser respingou no Brasil.

Dilma Roussef vive um dilema antes de sua posse. Mantém o ministro da Defesa, Nelson Jobim, notório agente norte-americano e o comandante da Força Aérea Brasileira (bate continência para Washington) brigadeiro Juniti Saito, ou espanta essas duas figuras que em tempos passados seriam chamados de traidores?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Exército boliviano se recicla


 Exército boliviano se recicla
 Enquanto Folha e O Globo se preocupam com a ficha de Dilma, Exército boliviano se declara socialista e em favor da luta pela soberania e pela dignidade nacional.

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


sábado, 20 de novembro de 2010

Comentando os documentos sobre Dilma

Do meu companheiro e amigo Gustavo Medeiros, 
publicado pelo blog do Nassif

O problema é que na própria reportagem de o Globo sobre o inquérito não mostra que ela assessorou o assalto.
"descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.
Onde está Descrição? Não era relevante para estar na reportagem? Eram baseados em fatos ou eram apenas Achismos dos órgãos de repressão?
Mostra também que a Dilma não necessariamente sabia dos eventos ocorridos.
"Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros."
Aliás, Adhemar de Barros não tinha reputação de honesto.
Outra coisa, os integrantes das organizações não necessariamente sabiam das ações uns dos outros, havia uma grande autonomia nas ações por medida de segurança, a razão é obvia, se um “caía” nem sempre todos cairiam. Por isto, nem a Dilma Rousseff e nem o esposo dela sabiam os nomes verdadeiros um dos outros.
Na ditadura, houve alegação ridícula de que Vladimir Herzog era da KGB. O que prova que eles não eram bons de avaliação ou, pelo menos, belos mentirosos e manipuladores.

COM O PROCESSO DE DILMA, A "FOLHA" PARIU UM RATO

Celso Lungaretti (*)


Bem que, há quatro dias, eu antecipei: depois de tanto haver lutado para obter o processo a que Dilma Rousseff respondeu durante o regime militar em tempo de produzir algum factóide capaz de influir na eleição presidencial, a Folha de S. Paulo seria agora "obrigada a soltar alguma reportagem" baseada no entulho ditatorial que tardiamente desencavou.

A matéria Dilma tinha código de acesso a arsenal usado por guerrilha, da edição deste sábado (20), confirma tal previsão e também a que fiz em seguida:
"Pela qualidade atual do jornalismo da Folha, canto a bola desde já: vai ser imensamente inferior à da Época".
Ou seja, a revista Época publicou em agosto uma matéria de capa sobre Dilma que, se não foi perfeita, pelo menos tentou manter tanto equilíbrio e isenção quanto são possíveis em nossa grande imprensa.

Os questionamentos dos partidários de Dilma foram muito mais quanto ao momento escolhido para se dar tamanho destaque a seu passado de resistente e presa política, do que à forma como ele foi abordado.

Bem diferente da Folha, que produziu texto tão malicioso quanto aquele com o qual tentou vincular Dilma a um mirabolante plano de sequestro, nem sequer tentado; ou quanto o ridículo e rapidamente desmoralizado artigo de um seu colunista, tomando ao pé da letra uma piada de mau gosto do Lula sobre estupro.

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