O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

sexta-feira, 11 de março de 2011

LUNGARZO AFIRMA: PELUSO FEZ ACUSAÇÃO "ESCANDALOSAMENTE FALSA" A BATTISTI

Celso Lungaretti (*)

A intenção de Peluso seria maximizar o
efeito negativo para a imagem de Battisti


"Quantas outras falácias, invencionices e versões fictícias haverá naquele processo da extradição 1085?! Em qualquer país onde o Judiciário tenha um mínimo de decoro, um voto como esse teria sido imediatamente anulado."

O desabafo é de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, referindo-se ao relatório que o ministro Cezar Peluso  preparou para o julgamento do pedido de extradição do escritor Cesare Battisti no Supremo Tribunal Federal, em 2009.

Segundo Lungarzo narra no artigo "Inverdade" evidente do relator do Caso Battisti (acessar aqui), ele e a escritora/arqueóloga Fred Vargas, cada qual por seu lado, constataram que Peluso atribuiu o assassinato do açougueiro Lino Sabbadin a dois autores diferentes, em trechos distintos do relatório.

O que se seguiu foi chocante:

Veja publica calúnias contra Luciana Genro

"REVISTA VEJA MENTE E SERÁ PROCESSADA POR DANO MORAL"  

 por Luciana Genro  

O Projeto Emancipa já é um sucesso. As inscrições ainda não terminaram, mas já temos mais inscritos do que as 100 vagas disponíveis. O apoio que temos recebido é enorme. Este apoio se expressou inclusive na imprensa gaúcha, que através de vários comunicadores e jornalistas ajudou a divulgar o projeto pela sua relevância social, não se prestando a reproduzir as “denúncias” da revista Veja. Todos sabem da lacuna existente na preparação dos jovens oriundos das escolas públicas que desejam entrar na universidade. Então, quem poderia querer detonar um projeto que oferece preparação para o vestibular e o Enem GRATUITAMENTE para estudantes de escolas públicas? Aqui no Rio Grande do Sul, só os “viúvos” de Yeda Crusius.

Entretanto, em respeito às pessoas que me apoiam e respeitam e que têm sido questionadas por quem não conhece a minha trajetória, esclareço:

- Vou processar a revista Veja por danos morais, visto que o jornalista que assina a matéria sequer me ouviu, publicando uma reportagem absolutamente fantasiosa sobre o Projeto Emancipa, coordenado por mim no Rio Grande do Sul.


Mais um Prêmio para Lula




Prêmio Gorbachev para Lula





Moscou, 10 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vocalista do U2, Bono, e o cineasta americano Steven Spielberg, são alguns dos nove homenageados com o Prêmio Mikhail Gorbachev em sua primeira edição, conforme anunciou nesta quinta-feira o último dirigente soviético.

Lula, que deixou o cargo em janeiro passado, receberá o prêmio em uma de suas três categorias, criadas pela Fundação Gorbachev pelo 80º aniversário do ex-líder soviético, no dia 2 de março, segundo informaram as agências russas.

Na categoria "Perestroika" (Reconstrução), "Pela contribuição ao desenvolvimento da civilização global", receberão o prêmio Lula; o cientista britânico Tim Berners-Lee, considerado o precursor da internet, e o empresário americano Martin Cooper, criador do telefone celular.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ministro do TCU desmente Estadão

Fonte: Nassif online

Infelizmente os jornalistas Rui Nogueira, diretor da sucursal do Estado em Brasilia, e Ricardo Gandour, diretor de conteúdo, transformaram-se em assassinos de reputação de colegas. Uma pena.

Qualquer jornalista iniciante sabe distinguir relatório inicial do TCU - que depende da opinião individual de um auditor - de julgamento final., no qual todas as partes são ouvidas e a decisão é dos ministros do tribunal. Durante a campanha, uma das "denúncias" contra Dilma Rousseff - encampada pelo próprio Estadão - foi um relatório preliminar que foi derrubado no julgamento final do Tribunal de Contas do Estado.

No ano passado transformaram em "denúncia" a mera presença do filho do Franklin na inauguração da TV Brasil em São Paulo.

Não sei onde Gandour e Nogueira pretendem chegar com esse estilo. A tradição do Estadão nunca foi essa, de uso de denúncias falsas ou incompletas como vendetta pessoal. O respeito pelos fatos e por pessoas transformou o Estadão em um jornal respeitado inclusive pelos adversários. Onde se pretende chegar com esse jogo? 

Da série recordar é viver: "A que ponto chegamos?"

Nota do QTML?: O texto abaixo já é bem antigo, mas, por se encaixar perfeitamente na proposta deste blog, me foi sugerido recentemente por Appólo Natali, jornalista. O texto é do escritor Rubem Alves, atualmente professor da Unicamp. Vale leitura e reflexão.

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A que ponto chegamos?

Por Rubem Alves*

“Vejam só a que ponto chegamos. Agora ele está querendo ser presidente. Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende. Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos. O pai, ao que parece,não conseguiu se fixar em emprego algum e alguns chegam mesmo a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo. É certo que não seria nunca escolhido como operário padrão.E que dizer do lugar onde nasceu? Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio à rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas. Podem imaginar o seu comportamento num banquete? Seria vergonhoso, cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia. Seria um vexame nacional. Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação formal se restrigindo a ler, escrever e fazer as quatro operações. Como trabalhador braçal, excelente. Na verdade, ali é o seu lugar. Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenvolveu de forma invejável.Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião,não vacilou em se valer dos seus músculos para dobrar um grupo de adversários.

Mas, o que assusta mesmo, é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente no campo. Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vêm a riqueza do país? E agora este matuto quer colocar o carro na frente dos bois. Se sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no País. O nosso sistema de produção vai se desmantelar, com imprevisíveis conseqüências sociais. No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e ao patrões não resta outra alternativa que deixar o País. “Love it or leave it”.

A COLCHA DE RETALHOS DA REFORMA POLÍTICA

A COLCHA DE RETALHOS DA REFORMA POLÍTICA


Laerte Braga


Weber afirmou que os partidos políticos “são uma associação que visa a um fim deliberado, seja ele objetivo como a realização de um plano com intuitos materiais ou ideais, seja pessoal, isto é destinado a obter benefícios, poder e conseqüentemente glórias para o chefe e sequazes, ou então voltado para todos esses objetivos conjuntamente”.

Maurice Duverger considera que os sindicatos são fontes geradoras de partidos políticos, tanto quanto as “sociedades de pensamento, as igrejas, as associações de antigos combatentes”. “Devem ser citadas como organismos externos capazes de gerar partidos políticos”.

Há os que consideram os partidos políticos como partes – dentro da própria expressão partido – de uma sociedade, nação, voltada para a conquista do poder, a disseminação de idéias, dentro ou não do jogo político institucional, do modelo desenhado por essa sociedade ou nação, que, historicamente é dinâmico, do contrário não tem sentido. Não é uma regra geral e nem pode ser, pois os Estados Unidos têm dois partidos nacionais – Democratas e Republicanos – e ambos são conservadores, cabe melhor a expressão reacionários, à medida que aprisionados dentro de um sistema que se mantém em qualquer circunstância ou governo.

Não há diferenças entre as políticas de Bush e Obama exceto em detalhes e quase sempre detalhes voltados para o público interno, digamos assim.

Mas que merda foi essa, Ziraldo?

Mas que merda foi essa, Ziraldo?


Por Rui Martins (*)

Nem tudo é Carnaval no Brasil pós-Lula, como provou a polêmica levantada pelo bloco com camisetas desenhadas pelo cartunista Ziraldo, mostrando o escritor Monteiro Lobato agarrado numa mulata. Mas Que merda é Essa, ironizava Ziraldo, diante da celeuma provocada pelo Conselho Nacional de Educação ao considerar impróprio para a criançada, por racismo, o livro Caçadas de Pedrinho, do consagrado autor do Sítio do Picapau Amarelo, paulista de Taubaté.

Com sua costumeira irreverência, Ziraldo quis por um fim na polêmica « Lobato era racista ? » mas sua brincadeira teve o efeito de merda jogada no ventilador, e o próprio Ziraldo, nesta quarta-feira de cinzas deve estar sorrindo amarelo. Sua explicação de racismo com ódio e racismo sem ódio não convenceu e foi interpretada como conversa de quem é racista enrustido.

Na verdade, Ziraldo nisso não é exceção. A maioria da sociedade brasileira é racista enrustida, o que o jornalista Dojival Vieira, da comunidade negra Afrokut, define como « racismo bonzinho » na versão ipanemense de Ziraldo. Se o racismo bonzinho brasileiro não deu origem à criação de um Klu Klux Klan brazuca, como lamentava Monteiro Lobato, em sua correspondência revelada pela escritora negra Ana Maria Gonçalves, se manifesta numa sociedade de pessoas cor-de-rosa e pessoas marrom, como bem retrata o livro O Menino Marrom, do próprio Ziraldo.



A viúva que amamos


A viúva que amamos

Por Urariano Mota (*)

 

Recife (PE) - De Raquel deve ser dito que se não fosse ela, todos que fomos à sua casa poderíamos hoje estar mortos. Ela, viúva, louca e desfrutável para os nossos corações, somente para os nossos corações de esperança e mais nada, doou a sua granja para encontros clandestinos da organização Ação Popular.

Quanto eram solitários, desertos e secos de tudo aqueles anos. Essa mulher, que foi combustível de nossa imaginação, também cozinhava como uma feiticeira, e produzia umas galinhas caipiras, e temperava um arroz natural, e, achando pouco, gargalhava e sorria conosco, não sei se por um instinto de perversão, de serena crueldade, porque, mais velha que nós, e sendo por natureza, formação e vontade fêmea, devia adivinhar o efeito do seu riso aberto. Nós então sorríamos também, sorríamos muito, sorríamos até de nervoso, mas sorríamos, como quem diz, vamos sorrir, porque talvez amanhã os nossos risos sejam apenas os dentes.

Lembro que a conheci duas vezes. Na primeira, ela foi apresentada por Tonhão, o negro mais alto e irresponsável que os nossos olhos já viram. Tonhão, de batismo Antonio Agostinho, era um homem bom, sei agora. Sei porque só a generosidade poderia apresentar a pessoa amorável de Raquel. Claro, nisso havia também exibicionismo, para nos mostrar a mulher que ele poderia ter. O futuro do pretérito então era um remoto futuro do presente.



AFINIDADE COM GADDAFI REVELA O LADO 'MONSTRO' DOS 'MÉDICOS' LIBERAIS

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia


Está devastadora a coluna desta 5ª feira do Clóvis Rossi, Liberais só com a vida alheia, sobre a saia justa em que ficaram dois dos papas do pensamento econômico burguês, em função de sua promiscuidade com a ditadura Gaddafi.

Sobre Anthony Giddens, que formulou e difundiu o conceito de "terceira via" (opção ao viés estatizante da velha social-democracia e ao liberalismo econômico impiedoso), Rossi constata:
"Giddens (...) queria menos intervenção do Estado na economia, o que se tornou, de resto, o pensamento hegemônico no planeta. Mas tolerava, ao dialogar com Gaddafi, a pior forma de intervenção do Estado, que é a de decidir quem vive e quem morre, quem é torturado e quem é banido".
O colunista não foi menos contundente com Howard Davies, bom parceiro de Gaddafi quando dirigia a London School of Economics:

Comissão da Verdade é imperiosa

Por Mair Pena Neto*

Em uma quarta-feira de cinzas em que a gente acorda não esperando nada mais do dia além da apuração do resultado das escolas de samba no Rio, apareceu nos jornais documento das Forças Armadas, enviado ao ministro da Defesa Nelson Jobim, com críticas à instalação da Comissão Nacional da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos na ditadura militar.

A comissão parece irreversível e o documento seria apenas a queixa natural do setor mais envolvido com as atrocidades cometidas durante os 25 anos do regime de exceção, mas merece observação pelos argumentos levantados pelos militares, que, mais do que evitar, justificam o esclarecimento da verdade sobre esse período trágico da história brasileira.

Os militares argumentam que a instalação da comissão “provocará tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão”. Que tensões e desavenças surgirão do debate é natural. O tema é delicado e dolorido para ser tratado com indiferença ou restrito aos debates do Congresso sem o envolvimento da sociedade. É até bom que assim seja para que a questão seja encarada de frente e resolvida de uma vez por todas, de acordo com os resultados e suas conseqüências.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MADISON - O GRITO DE GUERRA DOS TRABALHADORES NOS EUA

MADISON – O GRITO DE GUERRA DOS TRABALHADORES NOS EUA


Laerte Braga


O discurso do cineasta Michael Moore, em Madison, capital do estado do Wisconsin, diante de milhares de trabalhadores que protestavam contra o corte de direitos e benefícios assegurados em lei, é um dos mais importantes gritos dentro do território continental norte-americano contra a barbárie e hipocrisia que caracteriza aquele extinto pais, hoje, um conglomerado terrorista formado a partir de bancos, indústria bélica, grandes empresas e latifúndio. EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Michael Moore falou em EUA BUSINESS, o país dos “negócios”.

A crise econômica deste início de século levou milhões de norte-americanos a perderem suas casas, seus empregos, suas aposentadorias e pensões e todo o processo que Barack Obama chama de “recuperação da economia” se volta para o terror contra nações ao redor do mundo e o fortalecimento do mundo empresarial do seu país.

terça-feira, 8 de março de 2011

A vingança das antas

A vingança das antas

Por Raul Longo (*)

Por volta de outubro passado recebi a visita de uma moça nacionalmente conceituada em sua especialidade. E não é uma especialidade qualquer. É daquelas às quais se confere Prêmio Nobel. Vital para a evolução e sobrevivência da humanidade e todas as demais espécies.

Doutora e mestra no assunto, respeitadíssima por seus colegas e temida por transgressores em área tão importante para a segurança do planeta, sem dúvida uma moça de notáveis saberes.

No entanto, repentinamente começa a prever o início da total falência do Brasil para os próximos 3 meses daquele ano de 2010, cabalisticamente o final de uma década.

Tentei argumentar: “- Mas o tsunami da crise é no mundo. Aqui já saímos até da marolinha!”

Não adiantou. A moça continuou sibilando apocalipticamente: “- Não vê que tudo tem um preço? Essa conta terá de ser paga. Vai nos sair muito caro pelo “O Cara”! Não há nem que esperar. É só passar as eleições e o Brasil virá abaixo, cai na bancarrota! Vai falir! Vai carcomer! Vai acabar!” – e arrematou com olhos arregalados, num transe de profunda piedade por minha total cegueira: “- Eu vejo isso tão claro, como é que não conseguem enxergar?”


segunda-feira, 7 de março de 2011

É carnaval, mas o mundo segue girando


É carnaval, mas o mundo segue girando


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

É Carnaval, mas nem por isso o mundo está parado, muito pelo contrário. Os fatos acontecem com uma velocidade espantosa, como no caso da Líbia, onde não será surpresa se o governo Barack Obama decidir algum tipo de intervenção militar seja via Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Organização das Nações Unidas (ONU) ou mesmo por conta própria.

O pretexto poderá ser o de evitar a continuação do banho de sangue que ocorre no país árabe, mas cujas informações são bastante contraditórias e as armas utilizadas pelo Estado foram adquiridas no Ocidente. Na verdade, os Estados Unidos pouco se importam se direitos humanos são ou não respeitados nos países vinculados a Washington. Mas quando o país não está nos conformes, haja vista o Irã, ou mesmo a Líbia sob o comando do “ex-regenerado” Muammar Khadafi, a história muda.

A propósito, o Ministério do Interior saudita advertiu que empregará as forças de segurança para reprimir quem tentar alterar ou infringir o sistema. Em outras palavras: a monarquia amiga de Washington já autorizou a polícia a reprimir qualquer manifestação popular. Trocando em miúdos: as autoridades já devem ter detectado descontentamento popular e estão preparados para matar quem ousar protestar. Se amanhã acontecer alguma mobilização dos xiitas, que sofrem restrições em sua cidadania e são explorados ao extremo no trabalho com jornadas de até 12 horas, e a monarquia mostrar como mantém a sua autoridade, como reagirá o governo Barack Obama? Não é difícil prever. Vai se comportar como no início das manifestações no Egito contra Mubarak.


domingo, 6 de março de 2011

"ASSISTÊNCIA E SOCORRO"

“ASSISTÊNCIA E SOCORRO”


Laerte Braga


Bento XVI num discurso feito no sábado, no Vaticano, manifestou expressa preocupação com o que acontece na Líbia, em países da Ásia e da África e pediu sem definir a quem, “assistência e socorro” para por fim à “tragédia”.

Em primeiro lugar é preciso definir o papado de Bento XVI. Em seguida o que seja “tragédia” no caso. E então a quem cabe, se é que cabe a alguém de fora, “socorrer” a Líbia.

Bento XVI é um papa que nasceu e cresceu na extrema-direita da Igreja Católica. E antes de sua opção pela vida religiosa integrou a juventude hitlerista. No pontifício de João Paulo II, foi o expoente máximo das novas formas de inquisição – mas não menos cruéis – afastando religiosos ligados à Teologia da Libertação e abortando os movimentos de mudanças na Igreja surgidos a partir dos papas João XXIII e Paulo VI, que sucederam a Pio XII, de nítidos compromissos durante a IIª Grande Guerra com o regime de Mussolini na Itália e de Hitler na Alemanha.

Jornal alternativo da década de 1970 disponível para download

publicado originalmente no site do Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC.

Estão disponíveis, na internet, todas as edições do Jornal EX-, um dos expoentes da mídia alternativa durante a ditadura militar.

Os interessados podem baixar os 16 números do periódico que foram às bancas, além de quatro especiais - dentre eles uma edição inédita, com textos de ex-editores contando toda a história do EX-, com fotos de época e depoimentos de colaboradores.  
O jornal mensal foi produzido entre 1973 e 1975, e teve vários exemplares recolhidos pela ditadura militar. O último número, "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", revela o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975. Esta edição vendeu 50 mil exemplares, e foi a que levou ao encerramento da publicação.
A reunião das publicações é uma iniciativa da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e do Instituto Vladimir Herzog. Conheça a história do Jornal EX- em http://www.imprensaoficial.com.br/jornalex/
fonte : NPC

sábado, 5 de março de 2011

Morre Lucilia Rosa - A "comunista convicta"

Lucilia em seu aniversário de 98 anos, em agosto de 2010. Esta bandeira e a do PT ficaram sobre o caixão. Ela votou em petistas e em Lula desde 1988. O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB) decretou luto oficial por três dias.
Por Luiz Alberto Molinar (*), jornalista

A "comunista convicta" - como sempre fazia questão de reafirmar - Lucilia Soares Rosa, 98 anos, morreu de causa natural, anteontem (3/3), às 18h30. Depois de jantar, deu um de seus gritos costumeiros. Foi sua despedida. O hino “A Internacional”, o qual cantava com frequência, foi tocado na flauta e levou à emoção amigos e companheiros presentes ao velório. Ela será homenageada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no final deste mês, juntamente com nove mulheres, entre elas Clara Charf, ex-mulher do deputado baiano constituinte de 1946 e guerrilheiro, Carlos Marighela.

Lucilia Rosa, aos 35 anos, foi uma das 17 primeiras vereadoras eleitas em Minas. Ela era de Uberaba, mas morava em Campo Florido, a 70km, onde conquistou, em 1947, uma cadeira da Câmara Municipal. Foi escolhida pelo PSD, porém era militante do PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos, quando se filiou e foi batizada como "Lucrécia", seu "nome de guerra".

Ousou e enfrentou preconceitos ao ligar as trompas, em 1939, depois de ter dois filhos. Essa operação somente realizava-se na Europa. Foi presa duas vezes. Em 1949, ao cuspir no rosto do delegado, em Campo Florido. Ficou detida por 13 dias por participar de manifestação contra o envio de jovens brasileiros para a Guerra na Coreia. Foi em 1951, em Uberlândia. Morou, em São Paulo, durante 15 anos, de 1958 a 1972, quando trabalhou como doméstica, entre outras patroas, para a deputada federal Ivete Vargas (PTB), sobrinha do presidente Getúlio Vargas, que conseguiu-lhe emprego na Caixa Econômica e nos Correios. Rejeitou e manteve-se na profissão que possibilitou-lhe as formaturas, em odontologia, dos dois filhos.


Nem ruim da cabeça, nem doente do pé

Foto: Amaro Junior e Janaina Souza - Bloco "Tá pirado..."
Os blocos dos excluídos são vitais numa sociedade onde Jaqueline Roriz – filha de peixe – junto com Maluf, Newton Cardoso, Almeida Lima e tantos pilantras integram a comissão de frente da reforma política. São imprescindíveis, num país onde Sarney preside o Senado, onde todos eles passam a mão e, ainda por cima, metem o dedo.
Num contexto desses, o carnaval parece ser o espaço mais sério, democrático e solidário do país. Simboliza o que existe de melhor e de mais sadio na sociedade brasileira. Constitui uma esperança saber que os excluídos estão se organizando e reivindicando um lugar na sociedade e que existe muita gente que se solidariza com eles. Com humor, os excluídos estão conquistando a cidadania. Um país em que o doente do pé e o ruim da cabeça sambam com alegria tem que dar certo.


Por José Ribamar Bessa Freire (*)

No momento em que escrevo... Perdão, no carnaval ninguém escreve chongas... No momento em que BATUCO essas mal traçadas linhas, até os postes e as estátuas do Rio de Janeiro estão remexendo o esqueleto. O Cristo Redentor levantou o dedinho, o Pão de Açúcar está rebolando e até a igreja da Penha caiu na gandaia. Foram 14 transatlânticos que ancoraram no Píer Mauá. Os hotéis estão entupidos. A cidade bate o recorde de turistas. Um milhão de visitantes, dos quais 300 mil são estrangeiros, segundo dados oficiais da Riotur. O carnaval, entre outras coisas, é um grande negócio.

Esperando a quarta-feira de cinzas. Vídeo imperdível

PORQUE A GRAXA PRETA

PORQUE A GRAXA PRETA


Laerte Braga


Ao escrever com freqüência que Barack Obama é um branco engraxado com graxa preta não incido em racismo. É simples entender o motivo disso. História, só história. No passado, década de 50 e 60 do século XX, era comum os estúdios cinematográficos nos EUA e em outros países (Brasil inclusive), conferir papéis de negros a atores brancos engraxados, aí sim, numa visível manifestação de racismo, de preconceito.

Do início do século XX e até hoje os Estados Unidos mantém o caráter de país racista a despeito das leis que falam de direitos civis aprovadas no governo democrata de Lyndon Johnson (o presidente que assumiu com a morte de Kennedy e encontrou o projeto pronto, condições objetivas, portanto, para sua aprovação).

Líderes negros nacionais como Martin Luther King, Malcom X, Ângela Davis e outros foram assassinados por grupos brancos de extrema-direita nos EUA e à época Millôr Fernandes, um dos mais notáveis jornalistas da história do jornalismo brasileiro, chegou a dizer que “no Brasil não temos racismo, o negro reconhece o seu lugar”.

Era uma afirmação que desmistificava a hipocrisia do discurso oficial feito entre nós que o racismo não encontrava abrigo no Brasil. Era claro e visível em todos os setores da sociedade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Líbia: Khadafi quer sangue, Obama quer Petróleo, o povo quer liberdade (charge do Latuff)

EXPULSÃO DE BATTISTI É UMA HIPÓTESE INACEITÁVEL

Celso Lungaretti (*)

Uma tocaia para Battisti? é o título do novo artigo do companheiro Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional.

Ele também ficou apreensivo com as declarações do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, no sentido de que, uma vez confirmada pelo STF a decisão brasileira de não extraditar Cesare Battisti, o escritor, como estrangeiro em situação irregular, possa vir a ser obrigado a deixar o País.


terça-feira, 1 de março de 2011

Vocês querem revolução? Então comecem ela em suas casas!

O coerente: ele odeia a Folha,
mas assina e lê todos os dias!
Por André Lux*

Olha, eu vou ser bem sincero com vocês: já está enchendo o saco esse escândalo todo que alguns blogueiros ditos progressistas estão fazendo em torno da presença da presidenta Dilma na festa da Folha de S.Paulo (e agora no programa da Ana Maria Praga).

Primeiro por um motivo simples: a Dilma tem o total direito como presidenta eleita pela maioria da população do Brasil a ir aonde bem entender.

Segundo: tem muita gente que fica aí batendo nela por ter ido na Folha ou na rede Globo, porém não fica um dia sem comprar a sua edição do jornal ou de assistir a uma novelinha, um BBBosta ou um joguinho de futebol na vênus platinada. Estou mentindo? Vocês sabem que não. Eu conheço pessoalmente uma meia dúzia de odiadores da Folha e da rede Globo que dão TODOS OS DIAS seu dinheiro ou audiência para o mesmo lixo que eles tanto criticam!

Isso tem um nome: HIPOCRISIA. Pra não dizer CINISMO ou simplesmente ESTUPIDEZ!


BATTISTI PODERÁ NEM IR PARA A ITÁLIA, NEM FICAR NO BRASIL

Celso Lungaretti (*)

Para o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams (foto ao lado), o desfecho do Caso Battisti ainda é nebuloso quanto ao que acontecerá após o Supremo Tribunal Federal confirmar, como todos esperam, a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que rechaçou em definitivo o pedido de extradição apresentado pelo Governo Berlusconi.

O relator Gilmar Mendes adianta que ainda neste mês colocará o caso em pauta no STF.

Entrevistado pela Folha.com, Adams afirmou que, quanto à extradição em si, dificilmente sairá algum coelho da cartola do Supremo:

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ativista de Direitos Humanos é morto no Tocantins


Foi assassinado neste domingo (27) em Gurupi, no Estado do Tocantins, Sebastião Bezerra da Silva, coordenador do Centro de Direitos Humanos de Cristalândia (TO) e secretário do Regional Centro-Oeste do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

O corpo de Sebastião, que tinha 40 anos, foi encontrado na madrugada desta segunda (28) na Fazenda Caridade, em Dueré, sul do Estado. Ele estava desaparecido desde o sábado. As primeiras informações indicam que Sebastião Bezerra da Silva foi torturado antes de ser morto e que houve uma tentativa de enterrá-lo de forma apressada.

A polícia local trabalha com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, já que o carro e todos os documentos foram levados. O Movimento Nacional de Direitos Humanos espera mais informações antes de se pronunciar oficialmente, mas disse estranhar o fato de o corpo apresentar sinais de tortura.

O ativista do MNDH deverá ser sepultado no município de Araguaçu, onde moram seus familiares, assim que o corpo for liberado pelo Instituto Médico Legal (IML). Sebastião era casado e tinha duas filhas.

*Com informações do MNDH

Luci Choinaki – A única deputada federal eleita por Santa Catarina

Salve minha candidata eleita!

Por Raul Longo (*)

Nunca escondi que não entendo de política partidária. Não entendo e não gosto.

Não gosto porque para mim a política só tem sentido como atividade de promoção de evolução de classes sociais e essa se faz, sobretudo, nas ruas, nas comunidades, nas associações populares.

A maioria dos políticos de partidos sobrepõe interesses individuais aos coletivos e dentro dos partidos formam grupos que disputam situações e condições para atender interesses restritos. Muitos, se alguma vez tiveram preocupações coletivas, acabam esquecendo-se do conjunto ao qual se sentiram inseridos nos velhos tempos de militância e quando lembram é com sorriso complacente aos arroubos dos tempos da própria juventude.

Por este parâmetro ainda sou muito jovem e não preciso de lembranças. Sou o presente, me importa o futuro.


EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A PREPARAM ATAQUE A LÍBIA

EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A PREPARAM ATAQUE A LÍBIA


Laerte Braga


O principal executivo do grupo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A na Europa, David Cameron, responsável pelo extinto Reino Unido a mais importante filial do conglomerado naquele continente declarou que tropas das bases da OTAN ali localizadas podem atacar a Líbia para garantir a “democracia”.

Petróleo mudou de nome.

A secretária Hilary Clinton, integrante do conselho diretor executivo do conglomerado repetiu as declarações de Cameron. É o mesmo jogo jogado por George Bush para anunciar o ataque ao Iraque a partir da mentira das armas químicas e biológicas. Mandou o comunicado ser lido por Tony Blair, então gerente geral do antigo Reino Unido.

PRAGMATISMO DEMAIS ENGORDA E CEGA

PRAGMATISMO DEMAIS ENGORDA E CEGA


Laerte Braga


A maçã nem sempre é um símbolo do “pecado original”. Pode ser só maçã e pronto. Uma das primeiras “xuxas” do Brasil foi George Savalla Gomes, conhecido como CAREQUINHA. Nasceu num circo, literalmente, transformou-se em ídolo do que à época se costumava chamar de “garotada”.

Ele e Fred (seu parceiro), além do programa que apresentavam numa das emissoras de tevê na década de 50, século passado, deitavam-se em shows pelo País, gravavam músicas carnavalescas e numa perspectiva de tempo e espaço terão sido um fenômeno muito maior que Xuxa, à medida que as comunicações não comportavam todo o processo de fabricação de artistas que vemos hoje.

Marlene Matos era assessora do circo e deve ter aprendido ali a possibilidade de fabricar uma fada vazia e insossa. Sou mais Luísa Brunet.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mexida no tabuleiro internacional


Mexida no tabuleiro internacional


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

O foco agora é a Líbia, governada por quase 42 anos por Muammar Khadafi, o dirigente árabe que passou a ser aceito pelo Ocidente a partir de 2003, quando decidiu fazer uma série de concessões, inclusive deixando de lado o programa nuclear. O ditador, homem forte, ou seja lá que denominação tenha, caiu nas graças dos Estados Unidos e da Europa. Afinal, o general petróleo pesa muito na balança.

De concessão em concessão, Kadhafi em 2006 abriu as portas da Líbia ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial adotando programas econômicos de austeridade em que o povo é sempre a principal vítima. As vozes roucas das ruas já se faziam sentir, mas o homem forte líbio/ditador se lixava.

Khadafi, hoje amigão do italiano Silvio Berlusconi, com quem firmou acordos petrolíferos de milhões de euros em 2008, chegou até a receber a visita da então Secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice. O dirigente líbio abriu o tapete vermelho para saudá-la. Esta, lépida e faceira, disse sorrindo que as relações estadunidenses-líbias entravam em uma nova etapa.



O mundo vai mudar

O mundo vai mudar


Por Rui Martins (*)

Vivemos um momento histórico. O vento da revolução sopra nos países árabes, cujas ditaduras ou regimes de partido único, dirigidos pelos que, no Ocidente se chamavam senhores feudais, vão ser substituídos por regimes pluripartidários e democráticos.

Os EUA e a Europa se posicionam e condenam tardiamente os ditadores, como se, de repente, descobrissem a necessidade de se respeitar os direitos humanos. Mas, nem todos somos de memória curta. Ainda há pouco, todos se banqueteavam com os ditadores, vendiam-lhes armas e os recebiam com tapete vermelho, submetendo-se aos seus caprichos.

A desculpa era a ameaça dos fanáticos islamitas. Não queriam que a institucionalização da democracia tivesse o mesmo resultado das eleições na Argélia, há cerca de vinte anos, quando os islamitas mostraram sua força e poderiam instalar um regime teocrático ao lado da Europa.



O Berlusconi da floresta - "Essa coisa"

O Berlusconi da floresta - "Essa coisa"

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Eles são dois irmãos siameses, embora nascidos com três anos de diferença a quase dez mil quilômetros de distância. Olhando os dois, de perto, um ao lado do outro, podemos afirmar o que disse dona Rhea Silvia vendo seus dois filhos gêmeos Rômulo e Remo mamando na loba, antes da fundação de Roma: Facies Uni, Culus Alteri. O que significa, em bom português, na tradução simultânea feita pelo professor Agenorum: a cara de um é o fiofó do outro.

A IDENTIDADE OBAMA

A IDENTIDADE OBAMA


Laerte Braga


O filme IDENTIDADE BOURNE, do diretor Doug Liman, lançado em 2002 e que acabou virando uma trilogia (SUPREMACIA BOURNE e ULTIMATO BOURNE), conta a história de um projeto terrorista montado pelos serviços de inteligência dos EUA para eliminar governantes e figuras hostis aos interesses do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Jason Bourne, interpretado pelo ator Matt Dammon é considerado uma “arma” fluente em vários idiomas, conhecedor de técnicas de combate e que cumpre “missões” mundo afora. Recrutado nas forças armadas do conglomerado é treinado e transformado em Jason ao custo de 39 milhões de dólares para os acionistas. Seu nome real e seu passado desaparecem, vira apenas a arma de 39 milhões de dólares.

Num dado momento foge do controle – quando aborta uma das missões, assassinar um líder africano – e passa a ser perseguido por seus criadores. Vira um perigo em potencial.

"FOLHA" ADMITE ENTREGA DA DIREÇÃO DA FT A ENTUSIASTAS DA REPRESSÃO

Celso Lungaretti (*)
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Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri', 
preso 108 dias antes e triturado nas torturas.

Suzana Singer, a ombudsman da Folha de S. Paulo, repreende o jornal na coluna deste domingo, por ter transformado a comemoração dos seus 90 anos de existência numa festa imodesta

Eu usaria outro adjetivo para qualificar a imagem maquilada que Calibâ produziu de si mesmo para fins de efeméride, mas ombudsman que não doura a pílula deixa de ter seu mandato renovado pelo herdeirozinho que manda e desmanda...

Sobre o caderno comemorativo, Singer diz algo interessante:
"É verdade que o especial de 90 anos da Folha teve (...) a coragem de explicar o apoio do jornal ao golpe militar e o alinhamento da Folha da Tarde à repressão contra a luta armada. Trouxe também críticas duras feitas pelos ex-ombudsmans. Mas foram apenas notas dissonantes [grifo meu]".

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

OS JOVENS NORTE-AMERICANOS - MADISON, WISCONSIN

OS JOVENS NORTE-AMERICANOS – MADISON, WISCONSIN


Laerte Braga


O diretor Michael Moore decidiu abrir um JORNAL ESCOLAR com o intuito de publicar tudo o que os jovens norte-americanos escrevem para os jornais e blogs de suas escolas e a censura não permite que seja publicado. Michael Moore é uma versão norte-americana do brasileiro Sílvio Tendler, um dos nossos maiores diretores de cinema.

Há cerca de uma semana atrás, na série CRIMINAL MINDS, um dos agentes especiais do FBI referindo-se ao modus operandi de um criminoso disse o seguinte – “ele age como os iranianos agem” –.

Em setembro de 2010 os norte-americanos executaram com uma injeção letal Teresa Lewis, acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido. A execução aconteceu em meio a protestos de organizações nacionais e internacionais de direitos humanos. De declarações de juristas e médicos em todo o mundo. Teresa Lewis era incapaz mentalmente. O fato estava documentado no processo.

Mas... Enfim, democracia cristã e ocidental é assim, a lei acima de tudo...


Sem oposição, sem remédio

Eles dão as mãos e o povo fica a ver navios
Quando o governador e o prefeito eram outros, e faziam oposição entre si, as coisas funcionavam. A partir do momento em que o Palácio Laranjeiras se aliou à Prefeitura do Rio, tudo desandou.

Por Ana Helena Tavares (*)

Anteontem, quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011, acompanhei minha mãe à Defensoria Pública para entregar um documento que comprova que os postos de distribuição alegam não ter o medicamento Anastrozol, que deveria ser fornecido gratuitamente a ela e a outras pessoas para o tratamento do câncer de mama. Chegando lá, me deparei com o sofrimento de muitos outros cidadãos que têm seus direitos essenciais negados por razões das mais diversas.

Só para fazermos a entrega do tal documento, tivemos que esperar mais de duas horas. Imaginem casos mais complicados, como as varas de família – maioria lá. O povo mofa esperando e muitos passam mal, pois chegam lá cedo, não conseguem fazer refeições adequadas e ainda se desidratam com o forte calor.

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, e Eduardo Paes, prefeito da capital, são mais odiados por aquelas pessoas do que Judas em quarta-feira de cinzas. Mas todos lá estão tão desiludidos que acabam incluindo as três esferas no mesmo saco.

Uma senhora, chamada Arlete Colis, me contou em detalhes sua triste história de luta por seus direitos. Clique aqui para ouvir o indignado desabafo dela.

Aposentada por invalidez, necessita de dois medicamentos básicos. Nenhum deles, nem mesmo o mais barato, ela consegue receber gratuitamente. Chegou a contar que, certa vez, lhe indicaram que ela fosse a uma favela, onde haveria um local em que ela conseguiria seus remédios. Ela foi, sofreu um assalto na porta e não conseguiu o que buscava.

Cobrou “solução pra ontem e vergonha na cara”, em especial do "Seu" Sérgio Cabral. Falava dele com tal raiva que apontava para o gravador como que querendo que ele estivesse em sua frente. Sorte dele que não estava, porque, certamente, levaria umas boas bolsadas e não seria só dela. Logo ele que fez fama por "defender" os idosos...

Com toda a razão, Colis reclamou do atendimento na Defensoria.

Estagiários atolados de serviço e completamente tontos em meio a tanta gente, chegam à beira do desespero e não dão conta de toda a demanda. Além disso, a maioria das pessoas é atendida em pé, no próprio salão. Os estagiários escrevem com uma prancheta na mão e, desta maneira, os problemas de cada um ficam expostos para todos. Os defensores, ditos públicos, ficam confortavelmente instalados em seus gabinetes privados e, como pude comprovar, os cidadãos que eles defendem não sabem nem o nome deles.

No que diz respeito à área de saúde, o Município e o Estado recebem verba do Governo Federal para comprar remédios como o de minha mãe e muitos outros, desde hipertensão à diabetes. Tais medicamentos devem ser repassados gratuitamente a quem necessita. No caso de minha mãe, como não está havendo o repasse, a verba destinada à compra do remédio deverá ser cortada e o dinheiro entregue diretamente a ela.

Segundo um homem, que não quis se identificar, quando o governador e o prefeito eram outros, e faziam oposição entre si, as coisas funcionavam. A partir do momento em que o Palácio Laranjeiras se aliou à Prefeitura do Rio, tudo desandou.

Tem lógica. Não que os governantes anteriores fossem melhores – não eram –, mas é óbvio que, quando as esferas municipal, estadual e também a federal não trocavam sorrisos mútuos, se uma pisasse na bola e não distribuísse um determinado remédio, a outra tratava de fazê-lo para mostrar serviço.

Vai daí que é sempre sadio haver oposição organizada, pois evita acomodamentos. Não tê-la não é saudável em lugar nenhum do mundo, como provam os países árabes que padecem da falta dela.

*Ana Helena Tavares, jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?"

OAB pede que Dilma investigue crimes da ditadura

Presidente da OAB
do MídiaMaxNews
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, enviou nesta quinta-feira (24) ofício à presidente Dilma Rousseff em que cobra a apuração dos crimes cometidos por agentes públicos durante a ditadura militar (1964-1985). A entidade pede ainda a “identificação e entrega dos restos mortais dos desaparecidos aos familiares e a instituição da Comissão Nacional da Verdade”.
Na documento enviado à presidente, a entidade cobra o cumprimento integral da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) que condenou o Brasil por não punir os responsáveis pelo desaparecimento de 62 pessoas, entre 1972 e 1974, na região do Araguaia, entre Tocantins e Pará. Na região, militantes de esquerda promoveram uma guerrilha contra o regime militar.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE - OS DISCURSOS DE OBAMA

A EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE – OS DISCURSOS DE OBAMA

Laerte Braga

O governo líbio de Muammar Gaddafi tem cerca de 32 bilhões de dólares depositados em bancos norte-americanos e distribuídos em contas de até 500 milhões de dólares. Tem investimentos em Londres, tudo reflexo de um acordo feito há alguns anos atrás entre o chefe da Autoridade Líbia e o embaixador dos EUA em Trípoli. O fato está em documentos oficiais norte-americanos revelados pelo site WIKILEAKS.

O juiz britânico Howard Riddle disse na quinta-feira, dia 24 de fevereiro, que Julian Assange, criador do site – WIKILEAKS – pode ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Segundo o juiz os crimes imputados a Assange são passíveis de extradição “e não há nenhum motivo para acreditar que houve qualquer erro no mandado internacional de prisão expedido pela Suécia”.

A Europa Ocidental hoje vive uma situação complicada. Países como a Grã Bretanha, Itália, Suécia, Bélgica, França e outros são meras colônias do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, através da subsidiária OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE –.

SEM A MÍNIMA COERÊNCIA

Celso Lungaretti (*)



O salário-mínimo foi instituído em 1940 por Getúlio Vargas para garantir a uma família-padrão de quatro pessoas (o casal e dois filhos) o suficiente para sua subsistência, com alguma sobra.

A Constituição de 1988 reafirmou que o mínimo deve atender às necessidades do trabalhador e sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SALADA MISTA COM MOLHO DE GENTE PICADINHA

SALADA MISTA COM MOLHO DE GENTE PICADINHA


Laerte Braga


Eu não sei o que Dilma (também não sei se permanece Roussef, ou já virou Serra ou Neves) foi fazer na festa do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas sei com certeza que as centenas de corpos de presos políticos assassinados pela ditadura militar e desovados pelos caminhões da FOLHA para que os militares pudessem simular atropelamentos, assaltos, etc, foram pisoteados, picados e servidos no cinismo da presidente.

“Venho aqui como presidente, está aqui a presidência da República”. A frase de Dilma é típica de uma vingança infantil (o que a desqualifica para o cargo que ocupa, mostra-se um conto do vigário eleitoral aplicado a Lula e aos brasileiros que nela votaram). Se é que se trata disso, pode ser apenas e tão somente a capitulação da presidente. O desejo ardente de receber um diploma da baronesa do esquema FIESP/DASLU.

Em toda a história das campanhas políticas desde o fim da ditadura nunca se viu tanta podridão e mentira através da mídia privada como se fez em relação à candidatura Dilma tentando eleger José Arruda Serra. É uma constatação que não é minha, é de vários jornalistas estarrecidos com a presença da presidente na festa de um dos veículos mais venais da mídia privada brasileira, se é que existe algum mais venal.

Todos são.

EXPANDINDO A DISCUSSÃO SOBRE A IMPUNIDADE DOS TORTURADORES

 Celso Lungaretti (*)

Em termos formais, o entendimento do jurista Carlos Weis sobre a condenação que o Brasil sofreu na Corte Interamericana de Direitos Humanos e a posição que deverá tomar face a ela é dos mais consistentes e embasados.

Então, como ponto de partida desta discussão, eu reproduzirei na íntegra seu artigo desta 4ª feira na Folha de S. Paulo:



DECISÃO JUDICIAL: CUMPRA-SE
Carlos Weis (*)
"Dadas suas recentes manifestações, a presidente da República vem indicando ter um compromisso decidido com a realização dos direitos humanos. Mas há um ponto sensível, que precisa ser enfrentado com firmeza: o pleno cumprimento da sentença condenatória proferida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cidadãos acima de qualquer suspeita


Autoridades fluminenses não só não apuram as denúncias contra a corrupção e a truculência policial, como os denunciadores passam a ser perseguidos.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

É muito grave a crise na polícia do Rio de Janeiro com a série de denúncias envolvendo cidadãos acima de qualquer suspeita. Há poucas semanas, o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, era só elogio ao recém-exonerado chefe de polícia, Allan Turnowski, indiciado pela Polícia Federal com a acusação que teria vazado informação sobre Operação Guilhotina, que prendeu policiais envolvidos em corrupção. Turnowski se diz inocente, vamos ver. Tudo muito nebuloso.

Todo mundo lembra que nas operações de ocupação da Favela Cruzeiro e Complexo do Alemão Turnowski era apresentado pela mídia de mercado como o “grande policial”. O Governador Sérgio Cabral também tecia elogios ao referido. A série de denúncias sobre ilegalidades cometidas pela polícia, denunciadas por moradores e pela entidade Justiça Global passavam ao largo.



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