O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SEM RODEIOS, BASE DO GOVERNO COBRA A CONTA DA ELEIÇÃO

INCONFIDÊNCIAS DE UMA BASE SEDENTA
Autor(es): Igor Silveira
Correio Braziliense - 18/11/2010

Vazamento do áudio de reunião entre líderes aliados mostra como os partidos cobram a fatura do apoio na corrida presidencial de forma incisiva. Ao mesmo tempo, falam abertamente de temas espinhosos, normalmente tratados com recato e diplomacia, como reajustes e financiamento da Saúde

A fatura eleitoral cobrada, até então, de maneira velada por integrantes de partidos da base governista tornou-se pública, ontem, durante uma reunião originalmente privada do Conselho Político. O órgão é composto por presidentes e líderes das siglas aliadas ao governo federal, pelos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento; e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais; além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a primeira hora do encontro, o áudio do evento, que deveria ser ouvido somente na sala de audiências do terceiro andar do prédio, vazou em uma caixa de som instalada no comitê de imprensa, no térreo do Palácio do Planalto. O resultado: uma enxurrada de pedidos, questionamentos e até ameaça velada de greve aos dois chefes de pasta que têm relação direta com a transição e são nomes certos no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

A reunião foi marcada para o início da tarde, na sala onde Lula recebe visitas reservadas, ao lado do gabinete presidencial. A equipe responsável por operar os microfones utilizados no encontro do Conselho Político testava aparelhos adquiridos há pouco tempo pela Presidência. Um comando acionado por descuido permitiu aos jornalistas acompanharem grande parte das discussões. No ambiente privado, os discursos com tons conciliadores foram menos constantes e os parlamentares trataram de assuntos delicados, que costumam ser respondidos, em público, com frases genéricas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

OS "MISERÁVEIS" E O AUTOMÓVEL

OS “MISERÁVEIS” E O AUTOMÓVEL


Laerte Braga



Uma jovem francesa de nome Sabrina foi trocada pelos pais como parte do pagamento por um carro usado. À época tinha 23 anos e hoje tem 30. Doente, foi deixada à porta de um hospital em estado lastimável. O fato não aconteceu no Irã, mas na França, na cidade de Melun.

O jornal francês LE POST cita os nomes dos proprietários do carro, Franck Franoux e Florence Carrasco. O valor estimado da prestação paga em forma de Sabrina foi de 750 euros, algo como 1 760 reais.

Sabrina viveu em cativeiro entre 2003 e 2006, acorrentada a um abrigo. Tomava conta dos filhos do casal, foi queimada várias vezes com pontas de cigarros, ferro quente, espancada com barras de ferro e obrigada a manter relações sexuais com outros homens que pagavam ao casal para isso (naturalmente por conta de outras prestações atrasadas).

Atenção: OSX desiste de instalar o estaleiro em Santa Catarina

Adeus Santa Catarina: O homem que quer todo o poder em suas mãos, descobriu que o dinheiro não compra tudo.
  A luta foi grande e vencemos o homem mais rico do país. Isso tem de ficar nos anais da história dessa região e desta cidade. Isso merece um marco, uma comemoração para que as futuras gerações jamais esqueçam do poder da multidão. E sugiro que ali, onde a Polícia Naval nos devolveu nosso herói, a ele seja erigido um marco. E que nele se inscreva: “Aqui, em tal data, um manézinho pescador desta baía fez o homem mais rico do Brasil tomar senso e ir embora desse canal!”
Por Raul Longo (*)

PARA A "FOLHA", OURO DE TOLO É VITÓRIA DA SOCIEDADE

Celso Lungaretti (*)

Em 2009 a "Folha" tentou envolver Dilma num sequestro que não houve, além de usar como ilustração uma ficha falsa que encontrou na web.

Simancol é o que mais falta para o jornal da  ditabranda: mancheteia triunfalmente a obtenção do que queria usar durante a campanha eleitoral e agora não lhe servirá de quase nada.

Foi garimpar, só encontrou ouro de tolo e ainda tenta apresentá-lo como uma "vitória da sociedade". Me engana que eu gosto.

Finda a eleição presidencial, o Superior Tribunal Militar, como Deus e o mundo sabiam que faria, liberou para a Folha de S. Paulo o processo a que Dilma Rousseff respondeu durante a última ditadura, quando foi presa como dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares e barbaramente torturada.

A decisão foi tomada nesta 3ª feira (16/11), por 10 votos a 1.

Brasil é o país com mais iniciativas sociais inovadoras em seminário nos EUA

Do site Brasília Confidencial*

O “Seminário Inovações Sociais na América Latina e no Caribe”, que será realizado no Instituto das Américas da Universidade da Califórnia, de hoje (17) até sexta-feira (19), apresentará as 25 melhores iniciativas sociais inovadoras da última meia década.

O Brasil, com sete iniciativas selecionadas, será o país com mais representantes, seguido por Argentina (5), Chile (2) e Equador (2). Outros países como Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, México, Paraguai e Peru tiveram apenas uma iniciativa selecionada.

As 25 iniciativas sociais inovadoras foram escolhidas para o seminário entre 4,8 mil apresentadas, em cinco edições do concurso “Experiências em inovação social”, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com o apoio da Fundação Kellogg.

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção dos Adolescentes do Trabalho Doméstico em Belo Horizonte (MG); ações de saúde comunitária na Floresta Nacional dos Tapajós; o projeto Reflorestamento Econômico Consorciado e Andesado (Reca); e a estratégia de redução da mortalidade materna, perinatal e infantil conhecida como “trevo de quatro folhas”, são algumas das iniciativas que serão debatidas nos Estados Unidos.

*FONTE: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/governo-lula-10/brasil-e-o-pais-com-mais-iniciativas-sociais-inovadoras-em-seminario-nos-eua-30131.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O fascismo difundido pelo monopólio RBS sobre a imprensa catarinense ganha repercussão nacional

Por Raul Longo (*)

Como se confere no vídeo abaixo, para o fascista Luís Carlos Prates governo com 80% de aprovação popular e ampla maioria de votos eleitorais é espúrio por possibilitar moradia aos cidadãos e garantir o direito de ir e vir.

Legítimos são os governos eleitos por votos condicionados pela mídia, como os que elegeram no estado o candidato da coligação formada por políticos sob suspeita de ligação ao tráfico internacional ou por agentes e promotores de especulação empresarial em áreas de preservação ambiental e superfaturamento em contratações de astros internacionais.

Luís Carlos Prates prejulga que pessoas pobres não se suportam e não lhes reconhece o direito de saírem de suas casas onde deveriam se manter sobre prisão familiar. Para o fascista, os pobres só poderiam se afastar da senzala para trabalhar através do deficitário sistema de transporte coletivo, pois atropelam as pessoas com seus automóveis adquiridos pela democratização da economia por um governo que considera espúrio.

Revolução cubana se move criticamente

Reproduzo artigo do teólogo Frei Betto, publicado no site CubaDebate*

Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.

Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas. Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.

Mas Paulo Freire não é o primeiro latino-americano a falar dessa metodologia. Para fazer justiça com a história, o primeiro que praticou educação popular foi José Martí. Martí dizia que era necessário levar os professores aos campos. E com eles, a ternura que faz falta aos homens. Seguramente o Che tinha lido essa frase quando disse que havia que endurecer, mas sem perder a ternura. Para Martí, “popular” não o era no sentido de pobre, mas de povo. A distinção rígida que se aplicava na Europa entre classe operária e burguesia, não se aplicava à América Latina. A luta aqui era entre aqueles que lutavam pela justiça e aqueles que tentavam manter a injustiça. Tudo não se explica por origem de classe. Se todos os pobres fossem revolucionários, não haveria capitalismo na América Latina.

Eleição das Mesas do Congresso testa solidez da aliança governista

Valor Econômico* - 16/11/2010

As eleições para as presidências da Câmara e do Senado são o primeiro teste da aliança entre PT e PMDB no governo Dilma Rousseff. O início das negociações terminou mal: os deputados do PT não admitem o revezamento no comando da Câmara, sem a devida reciprocidade da bancada do PMDB no Senado. Os senadores pemedebistas, por seu turno, nem sequer admitem analisar a hipótese de em 2013 entregar o cargo atualmente ocupado por José Sarney (PMDB-AP) a um representante do PT.

O conflito será mediado pela presidente eleita Dilma Rousseff, com a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Interessa ao governo federal uma solução que concilie os dois partidos. Apesar da maioria nominal folgada obtida pelo governo nas duas Casas do Congresso, sobretudo no Senado, só a prática da atividade legislativa vai mostrar qual é a maioria real de Dilma - a chamada base de sustentação do governo é muito fragmentada partidariamente.

As negociações entre os congressistas estão avançadas. A tendência é que Sarney seja reeleito no Senado - embora ele diga que não quer e o PT prefira renovação - e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), eleito na Câmara no próximo biênio. Mas será preciso muita conversa até 1º de fevereiro, quando os novos parlamentares tomam posse e elegem as Mesas Diretoras.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SOS Santa Catarina: Manifesto InterUniversitário/Estaleiro-Fosfateira

Publico manifesto enviado pelo companheiro Raul Longo:

Cientistas e acadêmicos de Sta. Catarina evocam a Constituição Brasileira em pedido de socorro ao estado ameaçado pelo planejamento neo-liberal do governo que ora se finda, mas será substituído por seu correligionário do DEM com a indefectível aliança tucana, sem por isso desmerecer o franco apoio do PT local.

Um desastre de enormes proporções que pode já ter sido evitado ou liberado na última sexta-feira, mas somente será anunciado na próxima 4ª Feira (17/12/2010).

Trata-se da definição do futuro da população de toda uma região com mais de 6 municípios e chega a ser cruel e criminoso o alijamento destas populações no processo que pode ter decidido a extinção de seus meios de sobrevivência provocando total inversão de suas tradições e degradação de qualidade de vida.

Se contrária aos interesses dessa população em atendimento aos escusos interesses de meia dúzia de empresários, a decisão a ser anunciada provocará sérios desgastes para o governo federal já no início do mandato de Dilma Rousseff e com ainda mais profundas repercussões nacional e internacional, após o início das atividades dos empreendimentos com previstos resultados negativos que tanto se evidenciam.

Todo o litoral de Santa Catarina será destruído, mas a imagem do estado como paraíso turístico litorâneo do sul do país não será a única a ser afetada. 

Marcelo por Marcelo, eu fico com o Freixo




Dica de vídeo do meu sempre combativo amigo Gilson Caroni Filho.

Ainda o Tiririca

Não sou contra a eleição de quem quer que seja. Muito menos à do Tiririca. Um democrata deve respeito à vontade do eleitor. O único problema é que NÃO HÁ DEMOCRACIA na escolha dos candidatos e nem tão pouco no serviço de comunicação prestado por meio de concessões públicas, que são outorgadas às empresas privadas de Rádio e TV. Tiririca não foi eleito pelo povo mas sim pela mídia. E só foi eleito graças aos programas que tem e que dão oportunidade ao povo de conhecê-lo. Isto até seria democrático se os políticos tradicionais também tivessem o mesmo espaço na TV para conquistar  eleitores. Mas estes, e não por acaso, só são vistos na TV quando envolvidos em escândalos. Se duvidam da afirmativa, que procurem um só programa na grade de todos os canais(olha que são muitos), que mostre políticos de diferentes correntes  ideológicas, debatendo entre si, e o que seria o ideal, com a nossa participação. Os problemas são muitos e o desconhecimento a respeito deles maior ainda. Com essa atitude de retirar a política da grade de programação, o que aliás já é feito há décadas, a mídia contribui para que as pessoas parem de acreditar que é na política e nos políticos que se deve procurar soluções para os seus problemas. Um prato feito para o fechamento do congresso e a volta de uma ditadura.

domingo, 14 de novembro de 2010

Na hora das mudanças



 Na hora das mudanças

Regulação da mídia eletrônica significa fortalecer a liberdade de expressão, fator importante e indispensável para o aprimoramento do processo democrático.


Por Mario Augusto Jakobskind (*)


Padres, pastores, despachantes



Padres, pastores, despachantes

  

E os emigrantes na África ? Nenhum representante, os candidatos do Japão e do Líbano levaram tudo. Não vi a foto de todos os eleitos, mas me parece – posso estar errado – não tem negro e nem mulato, embora a grande maioria dos emigrantes brasileiros tenha um pé na África.

 

Por Rui Martins (*)

Fusão entre PMDB e DEM no telhado

Autor(es): Denise Rothenburg
Correio Braziliense - 14/11/2010

Como o rearranjo das legendas teria chance de gerar indisposições na aliança com o PT e influir de forma negativa na base de Dilma, união ficou improvável

O PMDB praticamente desistiu de levar adiante a ideia de incorporar o DEM às suas fileiras. Nas conversas que o vice-presidente eleito, Michel Temer, manteve nos últimos dias dentro do próprio PMDB, ele concluiu que a união é praticamente impossível, embora seja do desejo de Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo. A prioridade, no momento, diz ele, é a relação PT-PMDB. “Não pode haver traumas entre PT e PMDB”, diz Temer.

Como vice-presidente, ele vai defender no partido que todo e qualquer movimento de rearranjo partidário tenha por base este aspecto: preservar a política da boa vizinhança entre as duas principais legendas que sustentarão o governo de Dilma Rousseff e dele próprio. “Não pode haver desconfianças”, prega.

HOUVE FRAUDE ELEITORAL? (Eu apostei aqui: 2% a menos que a boca de urna)

Gustavo Arja Castañon

Enterro dos ossos eleitorais 3

Minhas últimas palavras neste micro-artigo no “Quem tem medo do Lula?” sobre a eleição passada são: eu avisei. Curiosamente, num fenômeno que desde 82 desafia a estatística, quando as urnas se abrem o candidato mais à esquerda tem no mínimo menos dois por cento, e o mais à direita, no mínimo mais dois por cento em relação às pesquisas de boca de urna.

Não foi diferente este ano. A boca de urna Ibope deu a vitória a Dilma Rousseff com 58% dos votos, contra 42% de José Serra. As urnas eletrônicas deram 56% à Dilma e 44% à Serra. Numa pesquisa de amostra de 55.000 eleitores, uma diferença no limite da margem de erro. Se Serra estivesse ascendente e Dilma descendente teria sido assim?

Aqui vai uma tabela com os resultados estranhos desta eleição (acima da margem de erro de 2%) e o do primeiro turno da eleição passada. Já tinha postado esta tabela em artigo anterior neste blog (http://quemtemmedodolula.blogspot.com/2010/10/houve-auditoria-do-software-das-urnas.html), onde listei uma série de evidências de que a segurança do processo eleitoral brasileiro está completamente comprometida e seus resultados não tem credibilidade.

Olurun Eke e a República incompleta

Solano Trindade. Foto: arquivo da Agência Estado.
No Dia da Consciência Negra, é preciso repudiar a História do Brasil como um suceder de arranjos, combinações, "jeitinhos" em que o conflito nunca aparece ou, se vem à tona, é considerado como "coisa externa à nossa gente".

Por Gilson Caroni Filho (*)

O cafofo da Rua da Instalação

O cafofo da Rua da Instalação

Qual foi o papo que esse gringo de Boston engrenou pra convencer nossas mulheres, inclusive menores de idade, a ficarem peladas? A Ciência. Tudo em nome da ciência.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

A volta da CPMF apavora a oposição, por um simples motivo: proteger os que sonegam

Todos deveriam saber que não é o valor cobrado da
CPMF que incomodava a oposição, os empresários
e a elite brasileira de um modo geral.

Entretanto, a mídia fez o papel de desinformar as pessoas
a cerca de quem realmente pagava a CPMF e não informaram
o verdadeiro motivo pelo qual a oposição derrubou a antiga
CPMF quando 40 bilhões deixaram de ser arrecadados por
ano pelo governo do presidente Lula, dinheiro este que fez
muita falta para a maioria da população que depende da
saúde pública, com a desculpa que era o pobre que pagava.
Não é o valor que incomoda a oposição e os seus amigos
mas sim, o cruzamento de informações que identificam os
verdadeiros sonegadores desse país.

Certamente se o percentual da nova contribuição for de 0,1%
eles ainda serão contra, pois já disse, não é o valor que os
incomoda mas a sonegação que é extremamente praticada.

Fonte: http://jurandibrito.blogspot.com/2010/11/volta-da-cpmf-apavora-oposicao-por-um.html

sábado, 13 de novembro de 2010

SERRA DERROTADO: COM AS MÃOS SUJAS E O CORAÇÃO PESADO (O retorno das trevas à política brasileira)

Gustavo Arja Castañon

ENTERRO DOS OSSOS ELEITORAIS 2

Meu segundo artigo para exorcizar esta campanha é sobre o rumo do derrotado. O discurso de derrota do candidato José Serra, no dia 31 de outubro, foi um dos episódios mais mesquinhos e delirantes da história política brasileira. Falou em forças terríveis, cavar trincheiras, construir fortalezas, começo de luta, enquanto a presidente eleita falava em conciliação. A guerra que ele começou nesta eleição, para ele, está apenas começando.

Mas ele tem 68 anos, está sem mandato e inviável politicamente. Isso poderia ser simplesmente motivo de piada, mas há algumas coisas naquele discurso sombrio e medíocre que não permitem a um espectador atento o luxo do riso. É sobre o perigo que estes sinais representam que se trata este artigo.

Serra costumava a encerrar seus horários gratuitos e debates com uma ladainha marqueteira que repetia, com variações: “Eu vou com as mãos limpas, cabeça erguida e coração leve para o dia da vitória”. No dia da derrota, lá estava ele, com as mãos imundas, o coração pesado com o chumbo do rancor, mas indubitavelmente de cabeça erguida. Ele não sente culpa.

Outras expressões repetidas exaustivamente por Serra durante a campanha foram “Vamos juntos”, “verde e amarelo no peito”, “fé em Deus”, “nossos valores” e, é claro, “Serra é do Bem” seu slogan. Hoje, na política eleitoral dominada por marqueteiros, a senha é: se um candidato repete uma expressão à exaustão é porque ele precisa fixar ou mudar uma imagem. Que imagens Serra precisava mudar ou fixar?

PARTIDOS DE ALUGUEL OU DE BORDEL?

Celso Lungaretti (*)

Fiquei preguiçoso com a idade: quando encontro um artigo de colega que diz tudo o que há para se dizer a respeito de algum assunto, tenho optado por simplesmente o reproduzir, ao invés de quebrar a cabeça para escrever a mesma coisa de outra forma.

É o caso de Aluguel de partidos, do colunista Fernando de Barros e Silva, um dos poucos profissionais que se mantêm verdadeiros jornalistas na Folha de S. Paulo.

Eis os principais trechos:
"... (designamos com) a expressão 'partido de aluguel' (...) certas legendas nanicas. Mas como chamar um partido que apoia o governo Lula (ou Dilma) na esfera federal e ao mesmo  tempo dá seu apoio ao governo Serra (ou Alckmin) em São Paulo? Partido anfíbio? Partido oportunista? Partido Macunaíma? Partido ao meio?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

UAI! AÉCIO PRESIDENTE DO SENADO? POR QUE? TIRIRICA O DA CÂMARA?

UAI! AÉCIO PRESIDENTE DO SENADO? POR QUE? TIRIRICA O DA CÂMARA?


Laerte Braga


A escolha dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal, historicamente, tem obedecido ao critério de proporcionalidade das bancadas. Não é um modelo, digamos assim, que se restrinja ao Brasil, mas a vários países do mundo onde não exista o bi-partidarismo. Simples. Com dois partidos o majoritário indica os presidentes das duas casas.

Num modelo partidário como o que temos o que se faz é colocar as bancadas na balança e compor as mesas diretoras de acordo com peso de cada uma, mas sempre através de acordos, nunca de imposições.

Severino Cavalcanti, recentemente, atropelou esse processo e se elegeu presidente da Câmara derrotando o petista Virgílio Guimarães. O próprio Aécio Neves rompeu esse critério contra Inocêncio Oliveira, acordo entre as bancadas e candidato oficial de FHC. Venceu. Mas mesmo assim, diferente de Severino, buscou equilibrar a sua chapa observando o critério da proporcionalidade.

A FRAUDE NO JORNAL NACIONAL (PF: SIGA A FITA DO SBT)

ENTERRO DOS OSSOS ELEITORAIS 1

Antes de exorcizar o processo eleitoral fascista deste ano, quero ainda postar três artigos aqui. O primeiro é sobre a histórica fraude exibida pelo Jornal Nacional sobre a suposta agressão à José Serra.

Pra quem tem memória curtíssima, estou me referindo à edição do JN de quinta-feira, 21 de outubro de 2010. Nesta, vimos o jornalismo da Globo num momento de, justiça seja feita, inusual amadorismo, exibindo uma edição apressada e ansiosa por sustentar a versão da agressão à Serra veiculada no dia anterior, e naquele momento, desmoralizada pela SBT e pelo Presidente da República.

Em sua tentativa desesperada de proteger seu orgulho jornalístico e denegrir o Presidente, o JN montou uma versão temerária dos fatos, baseada num "perito" de péssima reputação. Na mesma noite, no entanto, ao contrário do que já foi veiculado extraoficialmente pela Globo, o jornal da SBT com Carlos Nascimento voltou a afirmar que tinha o evento todo filmado e que nada mais atingiu Serra. Na manhã seguinte, um professor da UFSM demonstrou a falsidade do "laudo" de Molina, e que o vídeo veiculado pelo JN havia sido editado. A fraude estava desmascarada.

Noam Chomsky - As Dez Principais Estratégias da Manipulação Midiática

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Vale a penar ler e reler:

1- A estratégica da distração.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não é que existe pescador na Baía de Florianópolis!

Pescadores pegam 15 toneladas de sardinha em Florianópolis (Foto: Susi Padilha/Diário Catarinense/Ag. RBS)

 Já se provou que um operário tem tudo para ser um presidente que dignifique o país e um dia será a vez de um pescador, de olho na bússola e firmeza no leme, nos defender das ganâncias dos bucaneiros que ainda existem em toda e qualquer parte. E como existem! 
Por Raul Longo (*)

O NORDESTINO E HOMER SIMPSON

O NORDESTINO E HOMER SIMPSON


Laerte Braga


Nas décadas de 50 e 60 do século passado, mesmo em setores tidos como de esquerda, era comum ouvir que “éramos os Estados Unidos de cem anos atrás”. A idéia que estávamos numa época de faroeste caboclo, mas em breve chegaríamos ao estágio Broadway.

O rótulo subdesenvolvido conferia a países como o Brasil a condição de alguns degraus abaixo na escala de poder e presença no que rotundos discursos de políticos pré-históricos chamavam de “concerto das nações do mundo”.

Era corriqueiro o exemplo de Rui Barbosa que, na Inglaterra, colocou à porta de sua residência em terras de sua majestade uma tabuleta com a inscrição ”ensina-se inglês”.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Povo livre tem imprensa livre



Povo livre tem imprensa livre

Rua Major Quedinho, esquina com a Martins Fontes, de frente para a avenida São Luís – ali ficava a redação do Estadão, onde comecei no jornalismo e passei por um curso intensivo de politização. O jornal era e ainda é de direita, mas meus amigos, na maioria, eram de esquerda e vivíamos o começo da ditadura militar.



Por Rui Martins (*)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O WATERLOO DO PATRULHAMENTO CRICRI

Celso Lungaretti

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O bizarro episódio em que uma integrante do Conselho Nacional de Educação afirmou existir racismo na obra de Monteiro Lobato, não se esgota na rejeição do seu parecer por parte do ministro Fernando Haddad. É hora de nos defrontarmos com o monstro, e não apenas com a mais chocante de suas monstruosidades.

O que havia para se dizer sobre o  politicamente correto, Karl Marx já disse, em 1845, nas Teses sobre Feuerbach:
"A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, de que seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Ela acaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, uma das quais fica elevada acima da sociedade.

A coincidência do mudar das circunstâncias e da atividade humana só pode ser tomada e racionalmente entendida como praxis revolucionária." (3ª tese)

"Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo." (11ª tese)
Ou seja, os educadores que se arrogam o direito de decidir o que crianças (ou a sociedade como um todo) podem ou não ler, e com que ressalvas lhes devem ser apresentadas tais leituras, têm, eles próprios, de ser educados.

Escorregões da imprensa e do magistrado

LEI DA FICHA LIMPA

Por Dalmo de Abreu Dallari, no "Observatório da Imprensa"

A defesa dos políticos "fichas-sujas" vem sendo feita de maneira desastrada, inclusive com a utilização de afirmações falsas quanto à origem de disposições da Lei da Ficha Limpa, numa tentativa de desmoralizar a própria lei, assim como seus propositores e o Congresso Nacional, que a aprovou.

Um aspecto lamentável, que deve ser assinalado, é que, além dos interessados diretos na oposição de obstáculos à aplicação da Lei da Ficha Limpa, aparece como ostensivo e apaixonado defensor dos atingidos por essa lei um ministro do Supremo Tribunal Federal. Esse comportamento do ministro pode parecer ilógico e contraditório para quem acredita que os integrantes da Corte Suprema são padrões de moralidade e defensores intransigentes dos princípios e normas da Constituição, mas para quem há várias décadas vem acompanhando as vicissitudes do Tribunal máximo do país o destempero do referido ministro é apenas mais uma comprovação da persistência de antigos vícios e compromissos.

Um ponto muito importante, que merece especial referência, é que o empenho exagerado na defesa de Jader Barbalho (PMDB) acabou revelando que o voto de um ministro do Supremo Tribunal Federal pode ter como único fundamento as alegações da parte interessada. Com efeito, depois de ter induzido a imprensa a divulgar uma falsidade, ou seja, a afirmação de que a inelegibilidade em decorrência de renúncia a mandato para evitar uma punição havia resultado de emenda introduzida pelo então deputado José Eduardo Cardozo (PT), como um "enxerto casuísta" feito com o propósito de excluir determinado candidato, o ministro em questão, desmentido pela documentação comprobatória de que aquela hipótese já constava do projeto original, tentou justificar-se e acobertar sua parcialidade. Mas suas explicações acabaram deixando evidente que ele não analisou a legislação, tendo-se baseado exclusivamente nas alegações de Jader Barbalho.


A nova história

“Para a nova geografia política da elite paulistana, o Rio e Minas caíram para a segunda divisão: agora situam-se geograficamente na região Nordeste. O país fica assim dividido por região, ou seja, segundo o preconceito racial, além de monetário e social”

Por Márcia Denser*, no "Congresso em Foco"

Para quem se lembra daquela frase “O Brasil não tem história, só geografia”, comenta-se que agora temos uma “nova geografia”, redesenhada a partir do mapa das eleições deste segundo turno. A sacada é do Paulo Henrique Amorim, diz ele que a “Secretaria de Educação – que paga o salário PSDB, o Pior Salário Do Brasil – do José Serra produziu um livro de Geografia com dois Paraguais. Agora, a Geografia do PIG redesenhou as regiões do Brasil para justificar o racismo. Quem vota na Dilma é pobre, nordestino, semi-analfabeto.”

Para a nova geografia política da elite paulistana, o Rio e Minas caíram para a segunda divisão: agora situam-se geograficamente na região Nordeste. O país fica assim dividido por região, ou seja, segundo o preconceito racial, além de monetário e social. É assim que os freqüentadores do restaurante Fasano dividem o Brasil. Naturalmente, a questão é desqualificar a vitória de Dilma.

Mas a coisa vai mais longe, para além dos óbvios empates técnicos constatados onde pretensamente Zé Pedágio teria vencido (50% a 49% no Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul, 51% a 48% no Mato Grosso), sem contar votações expressivas em Sampa (54% a 45%), Paraná (55% a 44%) e Santa Catarina (56% a 43%), existe um fato: a opinião pública no sul e sudeste agora – felizmente - está dividida!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dilma: a tortura julgada, a anistia sangrada

Eros Grau: o torturado acobertou a tortura

 

Dilma: a tortura julgada, a anistia sangrada

 

Por Luiz Cláudio Cunha (*), no jornal "O Globo"

 

Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente, deve encarar um desafio que intimidou os cinco homens que a antecederam no Palácio do Planalto a partir de 1985, quando acabou a ditadura: a tortura e a impunidade aos torturadores do golpe de 1964.


José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, FHC e Lula nunca tiveram a cara e a coragem de botar o dedo na ferida da impunidade, chancelada pela medrosa decisão de abril passado do Supremo Tribunal Federal, que reafirmou o perdão aos militares e policiais que mataram e machucaram presos políticos. Na quarta-feira passada (4), quando o país ainda vivia a ressaca da vitória no domingo da primeira ex-guerrilheira a chegar ao poder supremo da Nação, o incansável Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ajuizou ação civil pública pedindo a declaração da responsabilidade civil de quatro militares reformados (três oficiais das Forças Armadas e um da PM paulista) sobre mortes ou desaparecimento forçado de seis pessoas e a tortura de outras 20 detidas em 1970 pela Operação Bandeirante (Oban), o berço de dor e sangue do DOI-CODI, a sigla maldita que marcou o regime e assombrou os brasileiros.

 

domingo, 7 de novembro de 2010

Santa Catarina - FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS EM DEFESA DE EIKE BATISTA

Publico apelo do companheiro Raul Longo, colaborador do QTML?:

Amigos e companheiros:

Precisamos muito do apoio de todos os brasileiros onde quer que estejam. Há
pouco a Folha.Uol divulgou uma matéria sobre o assunto e recebeu comentários
que identificam nosso movimento como de elite, em razão da participação de
moradores do Jurerê Internacional, o bairro ocupado por esta classe aqui na
cidade.

No entanto, se recebemos adesões dos que pretendem lutar contra a
desvalorização de seus patrimônios, os que estão defendendo a manutenção de
suas condições de sobrevivência há meses estão sendo coagidos e intimidados.
Todas nossas manifestações são fotografadas e ao interpelarmos um desses
fotógrafos, depois de negar a ação, já distante do grupo que interceptou sua
fuga, ameaçadoramente afirmou ter fotos de cada um de nós.

Temos sido acintosamente seguidos por duplas, inclusive próximo às nossas
casas.

Tememos por nossas crianças e não temos a quem recorrer.

Pedimos maior divulgação possível. Aos militantes e partidários do PT,
pedimos que transmitam aos integrantes do partido em seus estados, pois
aqui, apesar do apoio e participação de um candidato, também derrotado como
ocorreu com a maioria dos pleiteantes petistas, não encontramos qualquer
respaldo. Pelo contrário. Este mesmo, ainda como candidato foi publicamente
repreendido pela direção estadual do PT.

Como dizia Adoniran: "a situação está muito cínica" e dependemos bastante da
ajuda e da participação de todos para conseguir superar a sistemática
manipulação de informações ao restante do país pelos interessados neste
empreendimento e que, agora, conseguiram até promover o ressurgimento da
repressão militar.

Infelizmente tenho de lhes pedir esse favor.

PARA A PLENA REINSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR EM SANTA CATARINA, SÓ FALTA
BRUCUTU...

sábado, 6 de novembro de 2010

Patriotismo não combina com egoísmo

Por Pedrinho Guareschi* e Marlos Mello**

Convidamos os leitores a uma rápida reflexão sobre patriotismo e nacionalismo. Não vamos fazer distinção entre esses dois termos, embora um venha de pátria e o outro de nação. Às vezes o termo nacionalismo parece carregar uma conotação um pouco negativa, como se fosse um patriotismo exagerado. Mas aqui vamos tomar os dois como sinônimos.
 
É interessante constatar como as coisas mais lindas e queridas muitas vezes se corrompem e se tornam detestáveis quando são exageradas. Veja, por exemplo, o amor. O verdadeiro amor é generosidade, doação, entrega gratuita. Mas quando ele se torna egoísta, se transforma em ciúme doentio e nos prejudica muito.
 
Pois assim é também com o patriotismo, ou nacionalismo. Práticas louváveis que podem trazer tanto bem, quando desviadas de seus verdadeiros fins se transformam em genocídios e guerras horrendas.

Jeffrey Rubin: As raízes do sucesso do Brasil

Por Jeffrey W. Rubin*, Huffington Post – The Roots of Brazil’s Success

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu e disseminado pelo Castor Filho

A importante e sólida vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais do domingo passado confirma a exemplar trajetória do Brasil, a partir da ditadura militar dos anos 1970s, até se converter na pujante democracia que é hoje. Exportações em expansão, eleições disputadas com plena transparência, e índices entusiasmantes de redução da pobreza, o Brasil continua a dar passos importantes no caminho de tornar-se potência mundial. E domingo o Brasil elegeu uma mulher, ex-combatente da resistência à ditadura e membro do Partido dos Trabalhadores, de tendências de esquerda. Tudo isso faz do Brasil moderno uma história de desenvolvimento bem sucedido em plena era da globalização, pleno de conteúdo político e de importantes lições históricas.

Um hemisfério com mais países com trajetória semelhante à do Brasil pode alterar todo o mapa geopolítico do mundo. A América Latina está demonstrando que democracia e respeito crescente aos direitos humanos podem conviver em harmonia com crescimento econômico – se houver projeto para incluir os mais pobres e as minorias. Nasce aí um projeto de desenvolvimento com características seculares e de não-violência, que pode ganhar impulso global.

Se esse projeto tiver de nascer e prosperar sem a dominação dos EUA, mas com os EUA como base complementar de poder político e cooperação econômica ao sul do canal do Panamá, então o projeto de modernidade secular pode ser resgatado do controle histórico que EUA e a Europa sempre tiveram sobre ele. De fato, ao promover a União das Nações Latino-Americanas (Unasul) e ao oferecer suporte econômico para os vizinhos Bolívia e Paraguai, o presidente Lula, que ainda governa, já deu passos significativos naquela direção, com o que o país já está plenamente qualificado para ocupar lugar no Conselho de Segurança da ONU.

A verdade sobre a CPMF

Volta a discussão o tema da CPMF, na verdade, o assunto em debate é como financiar a Saúde Pública, já que a privada vai bem e obrigado – tem até isenção de impostos e devolução do IR a partir do que se paga com o seguro saúde e a medicina de grupo. Os governadores querem rediscutir o imposto do cheque como foi chamado a CPMF no início e isto inclui situação e oposição. A exceção do governador eleito de Minas, Antonio Anastásia, que defende a volta da CPMF para financiar a saúde, e de Geraldo Alckmin, que para variar está em cima do muro, os demais governadores da oposição se dizem contrários, mas é tudo jogo de cena, pois, no fundo todos têm problemas na área de saúde e precisam de recursos para implementar melhorias. Mas o que quero destacar aqui é a verdadeira história do fim da CPMF, que retirou do governo cerca de R$ 40 bilhões de arrecadação no auge da crise de 2008-09. Essa verdade fica escondida, porque nossa mídia faz jogo de palavras e números para provar que não precisamos da contribuição para a saúde, e esconde a verdadeira causa da extinção da CPMF, obra da Fiesp, da própria mídia e da oposição, com o DEM à frente.
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REAÇÃO À CATILINÁRIA DE SERRA NA FRANÇA: "POR QUE NÃO TE CALAS?"

Celso Lungaretti (*)

Até quando, ó Serra, vais abusar da nossa paciência?!

Cinco dias depois da derrota na eleição presidencial, José Serra continua com a cabeça quente: fez declarações destrambelhadas e rancorosas em Biarritz, sul da França, acabando por receber um merecido "por que não te calas?" de um representante da Fundação Zapata, do México.

O tema do encontro eram as relações entre a América Latina e a União Européia, mas Serra passou longe dele. Preferiu ocupar seu tempo com furibundas diátríbes contra o Governo do seu país, lavando roupa suja em casa alheia:

O ninho da serpente

Foto: Brontossauros
 Podem rir a vontade, mas quem não sabe distinguir uma muçurana de uma urutu cruzeiro não se meta a criar cobra achando que vão se comer entre si. Esse negócio de querer ver cobra comendo cobra é perigoso! Não alimentem!  
Por Raul Longo (*)

DECIDIDO: "CAÇADAS DE PEDRINHO" NÃO VAI PARA O INDEX

Celso Lungaretti (*)


Quando o historiador Marco Antonio Villa acusou o "lulismo" de perseguir Monteiro Lobato, eu retruquei: "o insignificante Conselho Nacional de (Des)Educação" apenas elaborara outro de seus "pareceres desnecessários e tolos", que não respaldava nem de longe tal generalização, pois apenas se constituiu num "exemplo da crassa ignorância de funcionários subalternos, incumbidos de tarefas além de suas qualificações".

O ministro Da Educação, Fernando Haddad, concordou, dando ao parecer o único destino cabível: a lixeira.

Para salvar as aparências, pediu ao CNE que elabore outro -- o qual, claro, não trará nenhuma recomendação obscurantista.

Ministério Público pede ação contra militares acusados por tortura Defensoria diz que lei da Anistia não invalida a responsabilidade civil dos agressores

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) ajuizou ação civil pública parar declarar responsabilidade civil de quatro militares reformados - três deles integrantes das Forças Armadas e um da Polícia Militar de São Paulo - sobre mortes ou desaparecimentos forçados de pelo menos seis pessoas, além de tortura contra outras 19 pessoas, todas detidas pela Oban (Operação Bandeirante), nos anos 70, auge da repressão militar. A Procuradoria da República cita na peça inicial a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), presa e torturada em 1970.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Viva Marighella!!! Marighella Vive!!!


4 de novembro de 1969, Carlos Marighella, lider revolucionário e combatente da ditadura militar no Brasil, era assassinado em São Paulo.

Viva Marighella!!!  Marighella Vive!!!

Direito a Memória e a Verdade. Para que NÃO SE ESQUEÇA. Para que NUNCA MAIS ACONTEÇA.

Quando o ser humano se coisifica

Por Ana Helena Tavares (*), 
em 04 de Novembro de 2010

Sempre se soube que o preconceito nasce da intolerância humana. Talvez uma intolerância a si mesmo. Aquele que julga o outro inferior – por cor, origem, credo – só pode sofrer de séria crise de identidade. Quem se ama não tem porque odiar seu semelhante de forma gratuita e baixa.

Já está provado pela ciência – queiram os puristas ou não – que todos nós – paulistas e nordestinos, ricos e pobres, brancos e negros, judeus e palestinos – fazemos parte de uma só raça, maravilhosamente diversificada: a raça humana.

No entanto, na contramão da diversidade humana, muitos cientistas prometem, daqui a algum tempo, oferecer a possibilidade de que se determine, ainda na barriga da mãe, as características de um ser humano, podendo-se, assim, “montar” um filho idealizado segundo a visão de seus pais. Isto pode trazer sérias conseqüências. 

Fazer com que o ser humano já nasça perfeito seria criar super-homens para matá-los pela própria perfeição. Ser perfeito é sinônimo de não ter desafios a superar. Não ter desafios a superar é sinônimo de morrer em vida. 

Sendo assim, quem vai querer ter em casa grandes gênios e beldades? Só mesmo os insensatos... Que passarão a discriminar o restante. 

Ops... Passarão? Estaríamos, com isso, entrando num nazismo disfarçado ou já viveríamos nele?

Recentemente, no dia seguinte à eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil, uma onda de ódio xenófobo invadiu o badalado Twitter, provando que parte inominável do ser humano não se guia pela ciência, mas, sim, por seus mais sórdidos instintos. Não digo instintos animalescos, porque o reino animal é formado por seres bem mais dignos de admiração do que os neonazistas de plantão. 

Se pudessem, promoveriam um verdadeiro darwinismo social – em que o voto dos paulistas de olhos claros teria peso dois em detrimento dos de “cabeça chata”.

Esquecem, por cegueira de alma, que foram e são os de “cabeça chata”, os negros e as mulheres – ah, as mulheres – que construíram e constroem este país com sangue e suor. 

Ignoram, por opção mesquinha, que, um dia, poderão estar sós e, se apenas a mão calejada de um nordestino lhes oferecer abrigo, terão que implorar que nem o gafanhoto à formiga: “Deixe-me entrar?”.  

Desconhecem, por desconhecimento mesmo, que não estariam teclando tanta asneira em seus computadores se um filho de carpinteiro (Thomas Edison) não tivesse inventado a luz elétrica.

Querer que o outro seja, pense e aja de acordo com interesses pessoais é querer brincar de Deus. É, enfim, coisificar-se, negando sua própria essência.

*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".
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