O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog
Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nossa homenagem ao companheiro Fusquinha

Da Página do MST

O militante do MST Onalício Araújo Barros, chamado de Fusquinha, foi assassinado em 26 de março de 1998, na desocupação da Fazenda Goiás II, no município, de Parauapebas, pelos fazendeiros Donizete e Carlinhos da Casa Goiás.

Depois de 12 anos, o crime continua impune. Junto com ele, foi assassinado também Valentin Serra.

Abaixo, leia a homenagem emociada do militante e poeta do MST, Charles Trocatte, ao amigo Fusquinha, que completaria 45 anos nesta sexta-feira, dia 17 de dezembro de 2010.

Carta ao camarada Onalício Araújo Barros

De Charles Trocatte

Escrevo-te, esta carta depois de comigo mesmo relutar. É um tempo controverso, uma política delinquente se apoderou do que é belo e faz seu rito e não chega ser inspirador ainda que estejamos atravessando, o sentimento é de improviso em tudo, nada ganha ou tem contorno de mudanças e assim falece o espírito e o que não diz nada, embora pese como um algo imensurável, não importa nesse momento?!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Para a Presidenta Dilma, urgente



Só me resta esperar que este apelo chegue à Presidenta Dilma, que você leitor também ajude nesse sentido e que a imprensa brasileira descubra, enfim, os brasileiros do exterior ou simplesmente os problemas dramáticos dos nossos emigrantes.



Por Rui Martins (*)

SENTENÇA HISTÓRICA PULVERIZOU FALÁCIAS DAS VIÚVAS DA DITADURA

Celso Lungaretti (*)

Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal, desconversou que a condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos "não revoga, não anula e não cassa" a decisão grotesca e aberrante do STF -- a que outorgou aos carrascos de ditaduras o direito de anistiarem previamente a si próprios.

Ora, aquilo nada mais foi do que um habeas corpus preventivo, uma impunidade programada, agredindo os próprios fundamentos do Direito.

Peluso, claro, está falando sozinho. Até o sujeito na esquina -- personagem tão desprezado pelo seu antecessor e companheiro de ideais Gilmar Mendes -- percebe que a corte internacional, na prática, revogou, anulou e cassou o aborto jurídico produzido pelo STF.


PESSOAS E FATOS DIFÍCEIS DE ENTENDER

PESSOAS E FATOS DIFÍCEIS DE ENTENDER


Laerte Braga


A mídia privada e dita grande sumiu com o noticiário sobre os documentos liberados pelo site WIKILEAKS. Não interessa contrariar os interesses norte-americanos quando essa mídia é parte do que Julian Assange chama de “tentáculos da elite norte-americana”.

É a elite que sustenta essa mídia.

A prisão de Assange é um escândalo, uma flagrante violação da liberdade de expressão. Mas, muito que a prisão o conteúdo dos documentos mostra a verdadeira face dos EUA. Um conglomerado terrorista. Chantagem, extorsão, assassinatos, torturas, estupros, a barbárie com todos os requintes da tecnologia mais avançada possível.

Os documentos vazados e que revelam uma descarada intervenção nos negócios internos do Brasil, por si só, são motivo de interpelação ao governo dos Estados Unidos sobre esse tipo de atividade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novo livro-reportagem sobre Cuba denuncia ''embargo midiático'', além do econômico

O autor folheando seu livro. Foto: Ana Helena Tavares


Por Ana Helena Tavares para o "Opera Mundi "


Depois de quase 50 anos de embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, a ilha de Cuba caminha agora para reformas que buscam tornar mais fácil resistir à política de sufocamento norte-americana. No entanto, além da economia, o regime cubano enfrenta cada vez mais um bloqueio midiático, por parte da grande imprensa, que filtra a maioria das informações e publica apenas notícias negativas sobre o país. 


Esta é a tese defendida pelo jornalista Mario Augusto Jakobskind, que ele expõe em seu livro Cuba: apesar do bloqueio, lançado nesta terça-feira (14/12) na sede da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. A obra é uma atualização de outro livro que o autor já tinha escrito em 1984, quando esteve em Cuba. O jornalista, que foi editor de Internacional do jornal Tribuna da Imprensa por 15 anos e hoje colabora com a mídia alternativa, escreveu o livro como uma tentativa furar esse embargo de informações. 




Jacobskind, que é representante da ABI no conselho curador da Empresa Brasil de Comunicações (EBC), afirmou nesta entrevista ao Opera Mundi(*) que, atualmente, "o Brasil se faz presente em Cuba", que o mito da "ditadura" cubana não se sustenta e que a cobertura da mídia "não reflete essa realidade". 




Como você definiria esse livro? 




Eu o entendo como uma extensa reportagem sobre um país pouco conhecido pelo mundo. Traz uma visão vasta que não se encontra em nenhum grande jornal ou revista – na mídia tradicional, na mídia de mercado. É um desdobramento de um livro que escrevi quando estive lá pela primeira vez, em 1984, e a revolução cubana completava 25 anos. Naquele livro, havia prefácios do Henfil e do João Saldanha (ambos já falecidos). Era outro momento. Ano passado, algumas pessoas insistiram para que eu reeditasse. Claro que teria que haver uma atualização. Este que lanço hoje é praticamente um novo livro, pois a revolução cubana já tem 51 anos. A idéia é furar o esquema de bloqueio midiático através de uma ampla reportagem sobre fatos que eu presenciei, tendo morado lá por um ano. 



''Tomar o poder não é construir poder'', diz vice de Evo no Brasil

O vice-presidente da Bolívia, em palestra no Rio: "A sociedade inteira precisa se unir" Foto: Ana Helena Tavares/Opera Mundi
Por Ana Helena Tavares para o "Opera Mundi"
A Bolívia “refundada” desde a primeira posse de Evo Morales, em 2006, é um exemplo de processo histórico em que a sociedade assumiu o controle do Estado, e não o contrário, garantiu o vice-presidente do país, Alvaro Garcia Linera, nesta segunda-feira (13/12) no Rio de Janeiro, onde esteve para lançar seu livro A Potência Plebéia: ação coletiva e identidades indígenas, operárias e populares na Bolívia (Boitempo, 2010).
“A sociedade inteira precisa se unir e acompanhar o governo. Tomar o poder não é construir poder”, afirmou.
Para ele, a Bolívia já é “um país plurinacional e os indígenas são nacionalidade étnica”. No país andino, 62% dos habitantes se identificam como parte de um dos chamados “povos originários” - em sua maioria, quéchua e aimará. Segundo o vice-presidente, o reconhecimento político desses grupos étnicos faz parte do complexo processo político e social iniciado em 22 de janeiro de 2006, quando Evo tomou posse na presidência pela primeira vez (ele seria reeleito quatro anos depois). Além de questões especificamente bolivianas, o livro também debate outros movimentos sociais na América Latina, reunindo novos e antigos ensaios escritos por García Linera, também reconhecido como importante intelectual de seu país.

Lula em grande estilo - Um vídeo para guardar

ANISTIA NÃO BENEFICIOU TORTURADORES, DECIDE CORTE DA OEA

Celso Lungaretti (*)

Foi exemplar a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (vinculada à OEA), que, 15 anos após a apresentação a denúncia por parte de ONG's defensoras dos DH, finalmente condenou o Brasil pelo "desaparecimento forçado" de 62 inimigos da ditadura militar, assassinados durante a repressão à guerrilha do Araguaia, na década de 1970.

Sabe-se que muitos foram aprisionados com vida e covardemente executados tendo as forças repressivas dado sumiço nos seus restos mortais.

Além desses 62 guerrilheiros seguramente mortos, a Corte afirmou existirem pelo menos mais oito desaparecidos no confronto.

De acordo com a sentença:
  • contrariamente à aberrante decisão do Supremo Tribunal Federal, a anistia de 1979 não desobriga o Estado brasileiro da apuração desses casos, pois suas disposições "carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação", "nem para a identificação e punição dos responsáveis" pelas mortes;

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A CONDENAÇÃO DO BRASIL NA OEA

A CONDENAÇÃO DO BRASIL NA OEA


Laerte Braga


A maior parte da população do Brasil não tem conhecimento das atrocidades cometidas por militares e todo o aparato de repressão (polícias civis e militares nos respectivos estados) durante o período da ditadura militar.

São poucos os que conhecem ou têm ciência da Operação Condor. Junção dos serviços repressivos dos países do chamado Cone Sul (Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile) para a prática de prisões, assassinatos de lideranças de oposição, marcada por forte presença de agentes norte-americanos.

Países como Argentina e Chile, notadamente o primeiro, têm se destacado na apuração dos crimes cometidos por militares e agentes da repressão durante o período ditatorial.

No Brasil, por uma lei canhestra e contrária aos acordos internacionais de direitos humanos os criminosos permanecem impunes. A anistia, que, aparentemente permitiu a volta de exilados e a libertação dos presos condenados por crime de “subversão”, na prática eximiu os militares de qualquer culpa em crimes de tortura, assassinato, estupro, toda a barbárie que caracterizou o regime militar.

Caso Battisti: Precauções!


Carlos A. Lungarzo
Amnesty International 2152711


o dia 18 de dezembro, Cesare Battiti, prisioneiro político brasileiro, e refém dos Godfathers do Supremo Tribunal Federal, completará 56 anos de idade, e 45 meses exatos de sua manutenção pelos inquisidores e seus acólitos dentro dos calabouços federais, como exemplo para os que, na Itália ou no Brasil, se opõem à barbárie togada e à tirania fantasiada de democracia. Esta infâmia pode ter passado despercebida a muitas pessoas, porque a grande mídia difundiu este crime contra a Humanidade como se fosse uma façanha da aliança de neo-fascistas, ex-neo-stalinistas, corruptos de todos os matizes, e da direita brasileira, estimulada por uns poucos milhares de covardes que escrevem canalhices nos jornais, sob pseudônimos, sem jamais mostrar suas caras.
O pesadelo chega a um fim anunciado, que mantém em forte ansiedade todos os amigos do escritor italiano, mas também destrói os nervos dos mastins peninsulares e de seus poodles tupequeniquins, que lançam seus últimos cartuchos de pólvora molhada, se auxiliando com algumas das mais nefastas figuras do Inquisitorialismo vernáculo. A liberdade de Cesare será um ato de justiça, aliás, justiça demorada, porém justiça, por parte do  Estado, e se tornará também uma forte derrota para todos os que especularam com a queima do herege na fogueira do ódio ideológico e do vendettismo.
Quero me desculpar do aparente estilo paternal com que está escrito este texto, mas tenho alguma experiência que, embora não tenha aproveitado tanto como deveria, me deu pelo menos alguma intuição. Já participei na proteção e deslocamentos de vários refugiados, em trocas de prisioneiros, em operações

Era uma vez um partido que se chamou PFL

"Os oitos anos em que o DEM viveu na oposição ao governo Lula poderiam ter sido um bom momento para a construção de um partido orgânico, de direita, que poderia ocupar um vácuo no plano das ideias políticas no país. Não deu certo"

Por Rudolfo Lago*

O empenho do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para fundir o DEM com o PMDB envolve um cálculo político-eleitoral pragmático. No caso específico de São Paulo, seria a união de um partido que nunca conseguiu ter expressão no estado com outro partido que cresce em todos os cantos, mas diminui nas urnas paulistas desde a invenção do PSDB.

Com a doença de Orestes Quércia, saiu do páreo o único peemedebista com votos para puxar o restante do partido. O vice-presidente eleito Michel Temer, atual presidente do PMDB, tem prestígio e comando partidário interno, mas nunca foi muito bom de voto. Nas eleições passadas, quase acabou como suplente de deputado, por pouco não se elegeu. Agora, foi vice de Dilma não pelo número de simpatizantes que individualmente tinha no eleitorado, mas pela possibilidade de levar o maior partido do país para a aliança (e, aí, com todos os caciques regionais peemedebistas em outros estados que realmente têm votos).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

42 anos de uma página infeliz da nossa história


Por Ana Helena Tavares, do Rio de Janeiro, para o "Correio do Brasil"(*)
Hoje, 13 de Dezembro, é um triste aniversário. Quarenta e dois anos atrás, a ditadura militar brasileira implementava o Ato Institucional Nº 5 – vulgo AI-5, endurecendo o regime e fazendo-o merecedor da alcunha de anos de chumbo.
Sim, a ditadura foi aqui. Dizê-la branda faz parte unicamente da fantasia dos que hoje têm medo da verdade. Daqueles que hoje têm medo de que seus netos e bisnetos saibam letra por letra o que eles fizeram no milênio passado.
Era 1969 e o AI-5, com um ano de vida, vigorava a pleno vapor. Meu tio, então um jovem como eu, gostava de ir aos cinemas, que existiam aos montes no Rio de Janeiro. Naquele ano, a caça aos comunistas, indiscriminadamente chamados de “terroristas”, estava a mil por hora.
Meu tio não tinha envolvimento político com direita, esquerda, centro, nada! Tinha, sim, a infelicidade do destino de ser parecido com um comunista muito procurado e foi isso o que o fez ser seguido até o cinema.
Os militares – aqueles que, há quem diga, “não queriam o golpe” – provavelmente assistiram à sessão junto com ele, de tocaia. Ao sair, enquanto esperava o ônibus para voltar para casa, foi abordado e começaram a perguntar-lhe sobre questões políticas. Do alto de sua inocência, sem sequer imaginar o que se passava naquele momento, limitou-se a balançar a cabeça afirmativamente. Assim, lhe mostraram a carteira do DOPS (“Departamento de Ordem Política e Social”, nome pomposo para repressão) e lhe “convidaram” a entrar em um carro.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O judeu e os judeus


E o povo de Israel é tão usado quanto o povo palestino, pois o dia em que árabes impedirem que continuem manipulando-os  e se unirem... Ou a Turquia, onde crescem os fundamentalistas islâmicos, pender para o lado contrário ao dos manipuladores da Europa, os judeus sofrerão um segundo holocausto com a diferença de que dessa vez será justificado pelos sionistas. Tampouco os palestinos serão beneficiados por isso, mas aos judeus se lamentará tanto quanto hoje se lamenta os carrascos nazistas.

Por Raul Longo (*)

Noel, o X do problema

Maio deveria ser o mais triste dos meses para os brasileiros. Assim pensei em começar este artigo. Depois de mudar e riscar, pensei em começá-lo com uma pergunta: “Quem dá mais por um artista feito no rigor da arte, sem introdução e sem segunda parte, que expressa três terços de todo brasileiro?”. Depois me ocorreu que bem melhor seria uma crônica em feitio de oração, com humor, para suportar a paixão, com harmonia, ritmo...

Por Urariano Mota (*)


Um cidadão acima de qualquer suspeita



Recebi do companheiro Raul Longo
De uma troca de mensagens entre Urariano Mota e Alípio Freire - Dos diálogos com Bertold Brecht

Um dia, eles chegaram
e levaram os travestis.
Mas eu não era travesti.
E por isto nada fiz.

Depois, eles chegaram
e levaram os homossexuais.
Mas eu não era homossexual.

Em seguida,
levaram os ciganos.
Mas eu também não era cigano.

Frei Beto: "Obrigado, Lula"

Ao fim de 8 anos de governo, Frei Betto diz: 

"Obrigado, Lula"

Do Vermelho

Nunca antes na história deste país um metalúrgico havia ocupado a presidência da República. Quantos temores e terrores a cada vez que você se apresentava como candidato! Diziam que o PT, a ferro e fogo, implantaria o socialismo no Brasil.

Por Frei Betto*, em Adital


Quanta esperança refletida na euforia que contaminou a Esplanada dos Ministérios no dia de sua posse! Decorridos oito anos, eis que a aprovação de seu governo alcança o admirável índice de 84% que o consideram ótimo e bom. Apenas 3% o reprovam.

O Brasil mudou para melhor. Cerca de 20 milhões de pessoas, graças ao Bolsa Família e outros programas sociais, saíram da miséria, e 30 milhões ingressaram na classe média. Ainda temos outros 30 milhões sobrevivendo sob o espectro da fome e quem sabe o Fome Zero, com seu caráter emancipatório, a tivesse erradicado se o seu governo não o trocasse pelo Bolsa Família, de caráter compensatório, e que até hoje não encontrou a porta de saída para as famílias beneficiárias.

Você resgatou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e, através dos programas sociais e da Previdência, promoveu a distribuição de renda que aqueceu o mercado interno de consumo. O BNDES tornou as grandes empresas brasileiras competitivas no mercado internacional. Tomara que no governo Dilma seja possível destinar recursos também a empreendimentos de pequeno e médio porte e favorecer nossas pesquisas em ciência e tecnologia.

AS MENTIRAS SOBRE AS VERDADES

AS MENTIRAS SOBRE AS VERDADES


Laerte Braga


Imagino que seja constrangedor para um “jornalista” padrão William Waack ter sua análise sobre as eleições presidenciais no Brasil, no período de pré campanha, elogiada pela secretária de Estado Hilary Clinton, afinal é uma das chefes, para depois ir tudo para a lata do lixo, pois tudo deu errado.

A análise era apenas tentativa de agradar o chefe, nada além disso.

É o que está acontecendo com os documentos do WIIKILEAKS e a forma como a mídia privada vem fazendo sua divulgação. Ao sabor do chefe, ou seja, interpreta e distorce para evitar que o distinto público conheça as verdades mostradas pelo site.

São mentiras sobre verdades, um jeito de atenuar os estragos causados pelo site àqueles que pagam e controlam a mídia privada no Brasil.

IRÃ INSISTE EM SATANIZAR SAKINEH E PERSEGUIR JORNALISTAS

Celso Lungaretti (*)


Se alguém ainda precisava de motivos para deplorar o estado teocrático iraniano como uma excrescência medieval sem lugar no século 21, os aiatolás ensandecidos trataram de os fornecer.

Foram duas demonstrações a mais de despotismo gritante, aberrante e aviltante.

Coagiram Sakineh Mohammadi Ashtiani a participar, na TV, de uma farsa em que ela fingiu aplicar no finado marido uma injeção de sedativo, para que seu amante depois o eletrocutasse.

Sendo, como são, totalmente inconfiáveis os Torquemadas iranianos, useiros e vezeiros em forjarem e propagarem mentiras como justificativas para suas práticas sanguinárias, não dá para acreditarmos sequer que o finado morreu de morte matada...

O certo é que Ashtiane foi condenada à execução por apedrejamento APENAS E TÃO SOMENTE em função de haver cometido adultério.


sábado, 11 de dezembro de 2010

O cordelista que não se vendeu



No dia 31 de outubro, O Globo publicou a biografia da Dilma escrita pelo nosso João (foto). Houve censura, conforme reclamou o autor, porque suprimiram o adjetivo “competente” que rimava com presidente e outras coisinhas mais. Mas deu o recado sobre a candidata. Revoltado com a história de que Dilma era assaltante de banco, deu sua versão: “Enfrentou com altivez / os porões da ditadura / encarou constrangimentos / o choque elétrico e a tortura / pelo povo do Brasil / pegava até no fuzil / e sem perder a ternura”.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

O LITLLE CLUBE E BENTO XVI - MUÇULMANOS NEVER - ARIANOS FOREVER

O LITLLE CLUB E BENTO XVI – MUÇULMANOS NEVER – ARIANOS FOREVER


Laerte Braga


Bento XVI é daqueles que prega a paz em público e nos bastidores fulmina os “inimigos”. O WIKILEAKS mostra que o papa não queria a Turquia na Comunidade Européia. Um país de população esmagadoramente muçulmana não interessa a “sua santidade” (epa!) e fere as “raízes cristãs da Europa”.

O perigo é uma nova cruzada, aí dana tudo.

O papa é acusado diretamente de não permitir a punição de sacerdotes e freiras irlandeses envolvidos em crime de pedofilia. A “santa sé” pressionou até obter imunidades para os envolvidos nos escândalos, de proporções imensas para a Irlanda e todo o mundo. Ou seja, garantir que não seriam punidos.

Todo esse arsenal de “papices” está revelado em documentos do site WIKILEAKS. Troca de telegramas entre diplomatas do Vaticano, norte-americanos, autoridades européias (a maior colônia dos EUA fora das Américas. Quase toda a Europa Ocidental).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Latuff e o Wikileaks

"LIBERDADE DE EXPRESSÃO" É FALAR O QUE O DONO QUER

“LIBERDADE DE EXPRESSÃO” É FALAR O QUE O DONO QUER


Laerte Braga


O Departamento de Estado, a secretária de Estado para ser mais preciso, Hilary Clinton, ficou maravilhada com o relatório do agente William Haak sobre as possibilidades do candidato José Serra. Haak, que faz plantão na GLOBO no estilo sério – não sabe o que é isso – fez uma análise pré-eleitoral onde afirmava que Serra iria vencer. O comunicado aos patrões, os donos, foi feito via embaixada dos EUA no Brasil.

Deu tudo errado.

Um dos grandes problemas da mídia norte-americana é evitar que venham a público as brigas do casal Obama. Michele não agüenta mais, dizem uns poucos jornais e assim mesmo de periferia, as escapadas do marido com atrizes. Tentativa de imitar John Kennedy, pena que falte Marilyn Monroe.

Seguram as pontas também no que diz respeito aos documentos secretos revelados pelo site WIKILEAKS.

A "FOLHA" E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO: MACACO, OLHA O TEU RABO...

Celso Lungaretti (*)

Diz o editorial da Folha de S. Paulo desta 6ª feira, 10:
"Está em curso uma cruzada de governos e empresas internacionais contra o WikiLeaks...

A perseguição parece relacionada ao intuito de silenciar um novo meio de divulgar informações que ganhou uma inesperada projeção internacional e tornou-se um incômodo para governos de diversos países...

O caráter ambíguo do WikiLeaks, aliado à sua inexistente tradição - não há histórico consolidado de seus valores e comportamentos -, gera desconfiança sobre a possibilidade de o site vir a colocar em risco a segurança internacional e a vida de pessoas.

Essas incertezas possivelmente contribuem para as hesitações que se observam em setores que deveriam defender com vigor a liberdade de expressão e o direito da mídia, tradicional ou não, de divulgar informações reservadas...

Num mundo em que governos democráticos inventam mentiras para invadir países, vazamentos como os do WikiLeaks prestam um serviço ao esclarecimento e à verdade. Se a diplomacia exige sigilo, que seus responsáveis o mantenham com eficiência".
Diz o editorial do CMI Brasil que está no ar desde 4ª feira, 8:
"...surgiu em setembro um blog chamado Falha de S. Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S. Paulo. (...) Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras.

Evo Morales: "Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra"

Da redação do Vermelho*, com agências

Evo Morales, presidente da Bolívia, fez um enérgico discurso contra o capitalismo nesta quinta-feira (9), durante a 16ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-16), que está sendo realizada em Cancún, no México.

Depois de discursar no espaço reservado aos chefes de Estado e ministros pedindo para que a natureza não seja transformada em mercadoria, o líder boliviano repetiu seu discurso aos jornalistas, em entrevista coletiva.

"Nós aprendemos a gritar 'pátria ou morte'. Agora já não se trata disso. É 'planeta ou morte'. Ou morre o capitalismo ou morre a mãe Terra", disse. Morales disse que as "potências" precisam "abandonar sua arrogância, sua soberba". "Temos que abandonar o luxo do mercado, enquanto não o abandonarmos, certamente milhões vão continuar pagando pelo luxo de alguns".

O presidente classificou a crise climática como uma das crises do capitalismo e destacou que o aquecimento global afeta a produção de alimentos. Em Cancún, Evo defendeu a prorrogação do Protocolo de Quioto e disse que a falta de acordo entre os países pode significar um "ecocídio", um "atentado à humanidade". Para ele, o mais importante é que os governos sigam a vontade dos povos. "Vamos praticar a democracia mundial".

DH e MEC lançam hoje o CD-ROM “Direito à Memória e à Verdade”

 Carlos Collen Leite, o Bacuri

"Principalmente os jovens, completamente desinformados por nossa mídia partidarizada e concentrada nas mãos das mesmas correntes que desferiram o golpe civil-militar de 1964, esses,  aos poucos vão conhecendo a verdade sobre a história recente do nosso país. E quem eram na verdade os presos, torturados, e "desaparecidos" pelos que a pretexto de uma "invasão comunista", assaltaram o país por vinte e um anos, impedindo o aprofundamento da democracia no governo João Goulart e também o nosso sonho de se tornar um país soberano. Quem sabe até um dia, de subversivos, ladrões de bancos e terroristas, passem a ser reconhecidos como heróis. Com certeza também, neste dia teremos uma pátria e esta pátria será nossa." - um desabafo deste blogueiro.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Ministério da Educação (MEC) lançam o CD-ROM “Direito à Memória e à Verdade”,  na sexta-feira (10), em Brasília (DF). Os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Fernando Haddad (Educação) participam da cerimônia.

O CD-ROM “Direito à Memória e à Verdade” resgata parte da história recente do País, recuperando a trajetória de aproximadamente 450 brasileiros, em sua maioria opositores políticos da ditadura, que foram mortos ou ‘desapareceram’ por ação de autoridades públicas durante os anos de 1962 a 1985. Além do conteúdo do livro homônimo, lançado em 2007 pela Secretaria de Direitos Humanos, o CD traz imagens, trechos de músicas e cenas do Brasil daquela época.

Somos Todos Wikileaks



Carlos Alberto Lungarzo
Anistia Internacional (USA) – 2152711

As organizações de direitos humanos que são independentes (ou seja, não submetidas a quaisquer outros interesses) possuem objetivos unificados, e atuam por tanto com base na cooperação e não na concorrência. Nisso diferem de partidos políticos, de seitas religiosas, e de outros tipos de ONGs que não possuam uma finalidade exclusivamente principista. Nesse sentido, a maior afinidade das ONGs de direitos humanos é com as ecológicas, desde que também sejam independentes.

A existência de várias ONGs de direitos humanos é causada pela necessidade de especialização por região e por assunto. Organizações contra o racismo talvez não teriam tempo nem recursos para atuar da mesma maneira que o faz uma OGN que luta pela saúde (como Médicos sem Fronteiras), ou uma que se ocupa exclusivamente do sistema prisional. É verdade que o conceito de “direitos humanos” pode ser deturpado, mas também qualquer outro conceito inicialmente nobre pode sê-lo, como “democracia”, “socialismo”, “liberdade”, e assim em diante.

Quando se encontra uma entidade de direitos humanos que se afasta claramente dos princípios básicos do direito natural (o que acontece especialmente em instituições governamentais ditas de “direitos humanos”, mas também acontece com algumas organizações não oficiais), estamos frente à falsificação ou deturpação desses princípios. É o caso de entidades que justificam em algum sentido a pena de morte.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vídeo: Lula presta solidariedade ao Wikileaks

UAI DILMA! MOREIRA FRANCO? O CARA É UM VERME

UAI DILMA! MOREIRA FRANCO? O CARA É UM VERME


Laerte Braga


O ex-governador do estado do Rio Moreira Franco ministro secretário de Assuntos Estratégicos é pior que piada, ou não tem nada a ver com piada. É um retrocesso sem tamanho. Sai o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos mais qualificados do Itamaraty, intelectual e pensador de renome em todo o mundo e entra um verme lato senso.

Moreira Franco é ex-genro do genro de Getúlio Vargas e em 1982 foi um dos protagonistas da tentativa de fraude das eleições para o governo do Rio. O célebre escândalo PROCONSULT. Transformar os votos em branco e nulos em votos favoráveis ao candidato da ditadura militar e derrotar Leonel Brizola.

Quem era o candidato da ditadura? Wellington Moreira Franco, escolhido agora por Dilma Roussef para um Ministério da vital importância, a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Homossexuais são da Terra


Homossexuais podem ser seus filhos, irmãos, tios ou pais, meninos. Homossexuais podem ser até vocês, que punem com fúria a diferença que não aceitam em sua própria pessoa. Homossexuais não são de Marte nem de Vênus, boys. Homossexuais são da Terra, feras.

Por Urariano Mota (*)


A História não morre

Discurso de Jango em 1964 na Central do Brasil pelas reformas de base

"João Goulart morreu como um peão sem encontrar o caminho de volta à sua estância". Christopher Goulart neto do ex-presidente brasileiro deposto pelo golpe militar de 1964 escreve sobre o avô, morto há 34 anos. 
“A história não se detém nem com a repressão nem com o crime”. A frase foi proferida pelo presidente Salvador Allende, em seu último discurso diretamente da sede do Governo do Chile, transmitido por rádios, antes de o Palácio La Moneda ser bombardeado e Allende ser assassinado.

No Chile, assim como no Brasil, muitos gostariam de deter a história, ou quem sabe esquecer-se de boa parte dela. Então, aos esquecidos, que um dia acreditaram que a repressão e o crime de Estado poderiam gerar amnésia na população brasileira, vai um aviso: dia 6 de dezembro é dia de lembrar de um ilustre brasileiro.

Há exatos 34 anos, morria João Goulart – o Jango – vítima de um infarto fulminante, aos 57 anos de idade. Meu avô jamais pode retornar ao seu país, depois de ser arrancado do governo pelo golpe de 1964 por ser considerado um subversivo. Qual o motivo de tamanha condenação? Jango se empenhou para ver uma pátria livre, mas principalmente uma nação mais humanitária. As reformas de base apavoraram as elites na década de 1960. Até hoje, falar em reformas políticas é um pavor para segmentos e indivíduos privilegiados pelas injustiças que meu avô combatia.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mobilização popular depois do "ficha limpa" agora é a vez da reforma política

Corrida na Esplanada contra a corrupção
Instituições que propuseram Lei da Ficha Limpa organizam evento esportivo no domingo em Brasília que pretende dar início a outra mobilização popular, desta vez para por fim à corrupção pública no país.

O Brasil perde, por ano, de R$ 40 bilhões a R$ 69 bilhões no ralo da corrupção. Escolas arrebentadas, hospitais sem remédios, falta de segurança nas ruas, estradas esburacadas, obras inacabadas, são algumas das consequências dessa enfermidade que assola a país. Para dar a largada a uma mobilização nacional de combate à corrupção, entidades ligadas à Lei da Ficha Limpa realizam no próximo domingo (12), às 9h, em Brasília, a 1ª Corrida contra a Corrupção. A iniciativa simboliza o início de um movimento que pretende alcançar, entre outras coisas, a aprovação da reforma política no Congresso, partindo da mesma estratégia usada na ficha limpa: a pressão popular.
O evento será realizado na Esplanada dos Ministérios, com saída a partir do Congresso Nacional.  Corredores, atletas e simpatizantes desse esporte disputarão medalhas em corridas de 10 km e 4 km. Também haverá uma caminhada de 1 km e a possibilidade de participar assistindo à corrida. O objetivo da iniciativa é “sensibilizar e mobilizar a sociedade para esse tema tão importante” e “despertar as pessoas para o papel que cada uma deve desempenhar no combate à corrupção”. A corrida é a primeira ação de um projeto maior, batizado de “Venceremos a Corrupção”.

Caso Battisti: O Último Ataque dos Inquisidores


Carlos Alberto Lungarzo
Anistia Internacional (USA) – 2152711
Durante a terceira sessão do julgamento da extradição de Cesare Battisti, o ministro Marco Aurélio de Mello disse em seu voto:
Pela primeira vez, vejo um refugiado há vários meses em cárcere no país que assim o reconheceu, ocorrendo a extravagância porque [há] em curso pedido de extradição.
É importante a fonte desta frase, porque Marco Aurélio é um dos juízes melhor informados, mais inteligentes e equânimes da história do judiciário brasileiro. Uma prova disto, mais que os dados positivos que podemos acumular, são os negativos. Com efeito, ele tem despertado fortes resistências naquele ambiente inquisitorial e trevoso, a tal ponto que seus votos são quase sempre vencidos, e suas ações são repelidas com ódio por toda a direita jurídica.
 Também é importante assinalar que Marco Aurélio não é uma pessoa de esquerda, mas apenas um liberal de centro que é honesto com seu trabalho. Ele pode parecer de esquerda, naquele clima inquisitorial do “pretório excelso”, mas não é.
Tanto ele, como Eros Grau, Carmen Lúcia e Joaquim Barbosa, disseram muito claramente que o julgamento da extradição estava “prejudicado”, um eufemismo para dizer que esse julgamento foi um disparate. Existem casos isolados de ações do judiciário contra direitos legítimos do executivo, mas isso não aconteceu nunca durante sistemas democráticos ou semidemocráticos. A deposição do presidente de Honduras por iniciativa dos juízes foi, justamente, uma transição da democracia à ditadura que veio em seguida, e ao governo fraudulento que atualmente está instalado.

O senso de liberdade da imprensa "livre": Falha X Folha de S. Paulo


Publico e-mail que o companheiro Raul Longo, colaborador do QTML?, recebeu e me repassou, sobre a censura ao blog "Falha de S. Paulo". A mensagem é assinada por uma tia dos responsáveis pelo blog censurado:

Queridas pessoas,

Peço a vocês que ajudem a divulgar também para fora do país a censura da Folha contra o blog de paródia Falha de S. Paulo, de meus sobrinhos Lino e Mario. Além de conseguir tirar o blog do ar, alegando uso indevido da marca, a FSP mantém processo contra os jovens.
O precedente de processar quem critica é ameaçador.
No endereço http://www.desculpeanossafalha.com.br  está todo o histórico do caso e um apanhado em inglês, francês, italiano, espanhol. Logo vai entrar também o texto em alemão, mais o vídeo do Gil com legendas em inglês e francês.
Espero que vocês possam ajudar a divulgar para pessoas no Brasil e no exterior, para pessoas de listas solidárias, blogs....
Agradeço a vocês o empenho.
Grande abraço
Otilia
--

Vacina contra debates


Nota do QTML?: Bessa escreveu a crônica abaixo em 2006 e, a pedido de alguns ex-alunos, a republicou em seu site "Taqui Pra Ti". Sábios ex-alunos. Vale leitura e releitura.

---------- // -----------

No domingo passado, como se fosse um Fla x Flu, vesti minha camisa com o número 13 nas costas, costurei uma estrela vermelha no peito, enchi uma vasilha de pipoca e sentei, tenso, na frente da televisão, para ver o debate Lula x Alckmin. No final, fiquei doente. Descobri que meu sistema imunológico estava desprotegido. Por isso, resolvi me vacinar.  Conto como foi para que o leitor, se assim quiser, também possa tomar a mesma vacina.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

A VELHA HISTÓRIA DE SEMPRE - JULIAN ASSANGE

A VELHA HISTÓRIA DE SEMPRE – JULIAN ASSANGE


Laerte Braga


Julian Assange, fundador do site WIKILEAKS apresentou-se à Polícia britânica diante de um mandado de prisão expedido pela Suécia e validado pela INTERPOL, onde é acusado de crime sexual. O secretário de Defesa dos EUA Robert Gates disse a jornalistas ao tomar conhecimento do fato que “enfim uma boa notícia”.

Hitler e todos os tiranos regozijavam-se/regozijam-se quando seus asseclas lhes comunicam que a “missão” foi cumprida, ou está sendo cumprida.

Os novos documentos secretos dos EUA liberados pelo site WIKILEAKS mostram a “preocupação” dos norte-americanos com itens estratégicos para o país, mas que estão no Brasil. Esse interesse pelo Brasil está em telegramas de diplomatas/espiões enviados ao Departamento de Estado.

GRITA HISTÉRICA DOS LINCHADORES DE BATTISTI ANTECEDE DECISÃO DE LULA

Celso Lungaretti (*)


Os reacionários estão furibundos com o iminente anúncio da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que porá um fim à kafkiana perseguição movida pelo Governo Berlusconi e seus cúmplices de dois continentes contra o escritor Cesare Battisti.

Espera-se que, ainda nesta semana, Lula bata o martelo, confirmando o entendimento do seu ex-ministro da Justiça Tarso Genro, que no início de 2009 já concedeu refúgio a Battisti no Brasil -- absurdamente revisto pelo Supremo Tribunal Federal, que extrapolou sua autoridade ao jogar no lixo a Lei do Refúgio e a jurisprudência consolidada nesses casos, usurpando uma prerrogativa que sempre foi do Executivo.

Mesmo assim, a decisão final voltou a quem de direito: o presidente da República. E ele já sinalizou que, cioso da soberania nacional, não se vergará a descabidas e ultrajantes pressões estrangeiras.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Faz-se dia (o reconhecimento do Estado Palestino)

"E o mundo vai ver uma flor / brotar do impossível chão" (trecho da música "Sonho Impossível", de Chico Buarque. Foto: Ana Helena Tavares)

Faz-se dia
  
Por Ana Helena Tavares(*)


Faz-se dia por onde passaram os filisteus
Faz-se dia sob o manto do humanismo
daqueles pra quem só a paz interessa
Faz-se dia e a manhã já se apressa
Clareia-se o sol sobre os filhos teus
Óh, terra maltratada pelo imperialismo

Os generais de Israel - e da América fel - ainda reclamam
após tantos fungos danosos à humanidade
cravando de mortes a terra onde Cristo escolheu viver
impedindo o broto de chegar à mocidade
fazendo vidas valerem menos que poder
e tapando o sol com balas de canhão

Faz-se dia sobre um mundo de muitos ventos
Costura-se a esperança como um jogral
A diplomacia flana ao sabor da arte
De quem nasceu pra misturar raças e credos
Sim, lágrimas em Gaza ainda jorram
O mal continua aí, por toda a parte

Mas o reconhecimento que vem da América que é gente
Das mãos de um ex-operário desse meu Brasil
E que até à Argentina já se fez chegar
Faz do dia uma possibilidade menos vil
Faz da noite dama menos prepotente
Faz do futuro algo viável de sonhar.

*Ana Helena Tavares é jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".

Para contextualizar o poema, leia:

 

Argentina repete Brasil e reconhece Estado Palestino em fronteiras de 1967

Governo israelense critica decisão brasileira de reconhecer Estado Palestino

Americanos criticam Brasil por reconhecer Estado Palestino

Palestinos esperam onda de reconhecimento após decisão de Lula

Aécio anuncia outro PSDB em 2014

Por Ricardo Kotscho, em seu balaio

Em entrevista gravada para o programa Roda Viva, na tarde desta segunda-feira, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves falou com entusiasmo de uma nova cara do PSDB para 2014, que em nada lembra o partido derrotado pela terceira vez consecutiva nas eleições presidenciais deste ano.

Este partido tem a cara dele, é claro, mas Aécio tomou todo o cuidado do mundo para não personificar a tese da ”refundação” do PSDB e não antecipar as discussões sobre o nome dos tucanos para 2014, antes mesmo que a presidente eleita Dilma Rousseff, tome posse.

Depois de três semanas de férias, o ex-governador voltou bronzeado, animado e afiado no discurso para assumir o papel de principal líder da oposição assim que o Congresso Nacional reabrir suas portas no começo de fevereiro.

Creative Commons License
Cite a fonte. Todo o nosso conteúdo próprio está sob a Licença Creative Commons.

Arquivo do blog

Contato

Sugestões podem ser enviadas para: quemtemmedodolula@hotmail.com
diHITT - Notícias Paperblog :Os melhores artigos dos blogs