O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

sábado, 3 de julho de 2010

Um Índio sem apito


O vice na chapa de Serra abusa do fato de ter sido um dos relatores do Ficha Limpa. Como se não bastasse partidarizar um projeto da sociedade, o primeiro parlamentar a questionar o texto foi um senador do DEM, partido do deputado

Nas Entrelinhas
Correio Braziliense - 03/07/2010

Há poucas coisas tão pedantes quanto um colunista fazer referência aos próprios textos. “Como eu disse no último artigo” ou “eu avisei no dia tal que isso iria ocorrer” são frases de lascar. Hoje, porém, não tenho como escapar da autorreferência, perdoe-me. Farei menos por vaidade e mais por arrependimento. Explico. Há três semanas, publiquei aqui uma nota sobre o julgamento da lei do Ficha Limpa no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Disse eu, em determinado momento: não está nos anais do Congresso o que vai ter de parlamentar tentando se passar por peça fundamental na aprovação do texto. E continuei: o projeto Ficha Limpa foi uma iniciativa da sociedade civil organizada, sem vínculo político-partidário. Não pode ser usado como bandeira de propaganda política.

Escrevi aquilo pensando num deputado do baixo clero, conhecido e votado por menos de 100 mil pessoas no Rio. Decidi não citá-lo nominalmente por acreditar que tal ato seria irrelevante. O que valia era o simples alerta aos leitores-eleitores, não necessariamente os do Rio. Daí o arrependimento. O tal deputado, o Índio da Costa (DEM-RJ), hoje é vice-candidato na chapa do tucano José Serra. Se tivesse bola de cristal — seria impossível ter qualquer informação para cravar Índio como vice de Serra há três semanas —, não cometeria tal erro. Mas, agora, de uma hora para outra, o sujeito saiu do ostracismo e virou celebridade. Não é todo dia que alguém se torna vice de um dos grupos favoritos a levar a eleição.

Enquanto era candidato à reeleição à Câmara, Índio da Costa usou e abusou das referências ao texto do Ficha Limpa. Continuará usando e abusando durante a campanha para a Presidência. É do jogo um parlamentar lembrar um projeto aprovado que resultou em benefícios aos eleitores da sua base eleitoral. O que diferencia o Ficha Limpa da maioria dos outros projetos é que ele foi montado pela sociedade. Um texto assinado por 1,6 milhão de pessoas, que desejavam, de forma muito clara, o fim dos corruptos nas urnas. Um sonho distante e até pueril, mas que acabou sendo possível — não por obra de parlamentares, mas por vontade do distinto público. Se os políticos não tivessem atrapalhado tanto a tramitação, talvez até o projeto tivesse ficado melhor.

Tirar proveito de tal projeto é, assim, valer-se de uma esperteza eleitoreira. O mais admirável é que tal estratagema funcionou, pelo menos para o deputado Índio. A ponto de ser ungido vice do DEM na chapa de Serra. Tá certo: uma das análises sobre a escolha do político fluminense estaria na certeza dos demos de que Serra perderá a eleição e por isso a falta de uma disputa sanguinária pelo cargo de segundo do tucano. A estratégia, nesse caso, seria, desculpe o trocadilho, cacifar Índio para a prefeitura do Rio em 2012. Maldades à parte, Índio chegou ao palanque tucano por conta da idade — como se sabe, tem 39 anos e rejuvenesceria a campanha — e por ter sido um dos relatores do Ficha Limpa.

No início de maio passado, entrevistei o deputado em um programa de televisão. Questionei-o sobre o fato de ele partidarizar o Ficha Limpa, transformando-o num projeto do DEM. Índio se defendeu e disse que o PT, por exemplo, foi contra o texto durante boa parte da tramitação e só apoiou o projeto nos minutos finais. Na última quinta-feira, o primeiro parlamentar a questionar a lei e conseguir uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para registrar a candidatura foi o senador Heráclito Fortes. E você já sabe qual é o partido do parlamentar: o DEM, o mesmo de Índio da Costa.

Outra coisa
Uma pergunta um tanto capciosa, eu sei. Mas quando o próximo presidente fizer uma viagem internacional, você, meu caro leitor, vai querer no posto Michel Temer ou Índio da Costa?

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=> A "sugestão de filme" é do blog da Juliana Weis.

Por que apoiamos Dilma?


Por que apoiamos Dilma?

Por Mino Carta - Carta Capital

Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

PF leva Arruda à força para depor

Arruda forçado a depor

Ex-governador é conduzido pela Polícia Federal para, na condição de testemunha, ser ouvido no inquérito criminal que investiga denúncias de corrupção contra a promotora Deborah Guerner

Por Ana Maria Campos e Ary Filgueira, no Correio Brasiliense

Publicação: 03/07/2010 08:17 Atualização: 03/07/2010 09:14

Arruda depôs no MPF sobre as denúncias de que Deborah Guerner

teria recebido propina em troca de informações privilegiadas

Arruda depôs no MPF sobre as denúncias de que Deborah Guerner  teria recebido propina em troca de informações privilegiadas - (Monique  Renne/CB/D.A Press )




O ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) foi levado à força ontem pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento na Procuradoria Regional da República no inquérito que apura o suposto envolvimento da promotora Deborah Guerner em crime de corrupção apontado pela Operação Caixa de Pandora. Ele estava em casa, no Park Way, quando os policiais federais bateram em sua porta para levá-lo ao gabinete dos procuradores regionais da República Ronaldo Albo e Alexandre Espinosa, que apuram as relações do Executivo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Intimado duas vezes a dar esclarecimentos na condição de testemunha, Arruda não apareceu nas datas marcadas. Ao saber que deveria comparecer ao prédio do Ministério Público Federal (MPF), o ex-governador tentou, no fim da tarde da última quinta-feira, um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a saia justa de ter de responder se pagou propina a promotores de Justiça do DF. Mas o pedido nem sequer foi apreciado. Sem proteção judicial, Arruda foi obrigado a se apresentar no MPF, onde esteve durante duas horas ontem. De acordo com o procurador-chefe da Procuradoria Regional, Alexandre Camanho de Assis, o depoimento foi tranquilo e o ex-governador colaborou bastante com as investigações relacionadas à promotora Deborah Guerner.

Segundo o procurador-chefe Alexandre
Camanho, Arruda colaborou

Segundo o procurador-chefe Alexandre Camanho, Arruda colaborou -  (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )

Como testemunha, Arruda não podia mentir ou omitir nenhuma informação, sob risco de ser preso durante o depoimento, segundo o que estabelece o artigo 342 do Código Penal. Essa regra se agrava se as informações requisitadas forem fundamentais para a elucidação do crime, como é o caso. Os procuradores apuram denúncia feita pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa de que pagou R$ 1,6 milhão a Deborah Guerner em troca de informações privilegiadas da Operação Megabyte(1). O dinheiro, segundo Durval, deveria ser repartido com o até ontem procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra. O mandato dele chegou ao fim e, a partir de segunda-feira, Bandarra deverá reassumir uma das promotorias criminais do MPDFT.

Sigilo quebrado
Com a mudança de status, Bandarra deverá passar a ser investigado criminalmente na Procuradoria Regional da República. Até então, ele só poderia responder por eventual crime no Superior Tribunal de Justiça. Responsável pelo caso de Deborah, Ronaldo Albo quebrou, com autorização judicial, o sigilo telefônico da promotora, que apontou um contato intenso entre ela e Bandarra. Entre 1º de janeiro de 2006 e 31 de dezembro de 2009, Deborah ligou 418 vezes para o chefe do Ministério Público do DF. Ele, por sua vez, fez 111 ligações do telefone celular pessoal para a colega.

Em sua defesa, Bandarra sustenta ser vítima de uma campanha promovida por Durval Barbosa para denegrir a sua imagem. Quanto à ligação com Deborah, ele afirma que se trata de uma relação normal de colegas de trabalho. Os dois são alvo de processo administrativo disciplinar aberto no Conselho Superior do Ministério Público (CNMP) para apurar falta funcional. Há duas semanas, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Deborah, onde encontrou um cofre escondido no jardim, com dinheiro vivo, documentos e arquivos de computador.

1 - Operação Megabyte
Em junho de 2008, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em várias empresas e na casa de Durval Barbosa, para apurar suposto esquema de lavagem de dinheiro desviado dos contratos de informática do GDF. Durval disse que teve acesso ao pedido judicial dias antes e pôde se preparar para a operação. Segundo os promotores encarregados do caso, apenas o então procurador-geral de Justiça, Leonardo Bandarra, sabia do documento.

Telefonemas

Inquérito criminal do MPF contra a promotora Deborah Guerner, por suspeita de corrupção, mostra intensa comunicação entre ela e o então procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, na véspera e no dia da Operação Megabyte:

2 de junho de 2008
19h21min13 — Leonardo Bandarra liga do telefone fixo do Ministério Público do DF para o celular da promotora Deborah Guerner
23h12min03 — Deborah liga de seu celular para o de Bandarra

3 de junho de 2008
0h35min57 — Deborah envia um torpedo para o celular de Bandarra
0h50min10 — Deborah liga de seu celular para o de Bandarra
0h50min36 — Bandarra liga de seu celular para o de Deborah
0h51min18 — Deborah envia um torpedo para o celular de Bandarra
6h — Início da busca e apreensão na casa de Durval Barbosa e outros endereços, na Operação Megabyte
11h55min44 — Deborah liga de seu celular para o de Bandarra
12h33min09 — Deborah liga de seu celular para o de Bandarra

Datafolha mantém empate que Ibope e Vox Populi negam



Entre os tucanos, alívio; entre os petistas, descrédito. Foi isso, em resumo, o que o resultado da mais recente pesquisa do instituto Datrafolha provocou ontem, quando foi publicada pela Folha de São Paulo.

A exemplo do que fez na última semana de março, poucos dias antes do lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República, o Datafolha voltou a apresentar um cenário eleitoral não identificado nas pesquisas imediatamente anteriores de, pelo menos, outros dois institutos.

Em março, enquanto o Vox Populi e o Sensus apontavam vantagem apenas estreita de Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT), o Datafolha identificou diferença de 9 pontos em favor do candidato tucano (36% contra 27%). Agora, dez dias depois que o Ibope e menos de uma semana depois que o Vox Pupuli apontaram a liderança de Dilma (40% contra 35% de Serra), o mais recente resultado do Datafolha dá conta de um empate técnico, com vantagem para Serra dentro da margem de erro (39% contra 37% para Dilma).

As três pesquisas de intenção de voto foram feitas de 19 a 21 de junho pelo Ibope, de 24 a 26 de junho pelo Vox Populi e em 30 de junho e 1º de julho pelo Datafolha.

Assim como em março e, outra vez, diferentemente dos demais institutos, o Datafolha aponta forte crescimento do candidato do PSDB na Região Sul. Segundo o instituto, entre 20/21 de maio e agora Serra cresceu 12 pontos no Sul e se tornou o candidato preferido por metade do eleitorado da região. Na última semana de março o Datafolha havia descoberto que Serra abrira 28 pontos de vantagem sobre Dilma no Sul. Agora, apesar do aparentemente contínuo crescimento dele na região, a diferença identificada pelo Datafolha é de 18 pontos.

O instituto também atribui a performance de Serra na pesquisa a um crescimento – de 3 pontos – no Sudeste e, sobretudo, à ampla exposição do candidato nos horários de propaganda partidária do PSDB e de seus três aliados na TV – o DEM, o PPS e o PTB. E acaba tornando estranho que, com tudo isso a favorecer Serra, o resultado geral atribuído ao candidato seja praticamente igual ao de maio. A oscilação de 2 pontos – de 37% para 39% – está dentro da margem de erro do resultado do Datafolha.

Na avaliação dos tucanos Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes, respectivamente candidatos ao governo paulista e ao Senado, o resultado da pesquisa é um alívio.

“Tivemos uma semana difícil e algum desgaste por conta da escolha do vice de Serra”, lembrou Alckmin.

“É importante que a turbulência tenha passado”, destacou Aloysio.

Já o secretário de Comunicação do PT, André Vargas, desacreditou a pesquisa em comentário no Twitter.

“Datafolha arruma empate para Serra, mas pesquisa interna do PT dá vantagem a Dilma em 8%”, escreveu.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, preferiu assinalar que o resultado apontado pelo Datafolha frustrou as expectativas da oposição.

“A oposição vinha afirmando que depois de junho, com a monumental exposição do seu candidato nos meios de comunicação, Serra passaria muito à frente. Não passou”, observou Dutra.



Pesquisas recentes

Ibope (19-21/06) Vox Populi (24-26/06) Datafolha (30/06-01/07)

Dilma 40% 40% 37%

Serra 35% 35% 39%



Pesquisas Datafolha

Março Abril Maio Junho

Serra 36 38 37 39

Dilma 27 28 37 37


Fonte: http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=18266

Argélia, um 3 de julho para não ser esquecido

Argélia, um 3 de julho
para não ser esquecido


Há exatos 48 anos, em 3 de julho de 1962, a nação argelina se tornava independente, após mais de um século de submissão ao colonialismo francês. Reavivar esses dias é comemorar a vitória contra a tirania colonial, é desmentir a crença, generalizada e falsa, de que momentos constituintes na vida de um povo são idealizações impossíveis.

Por Gilson Caroni Filho (*)

Há quatro anos, quando esteve na Argélia, Lula agradeceu ao povo argelino “por ter acolhido muitos brasileiros, obrigados a sair do país durante o regime militar". Tempos depois, ao declarar ”que o continente africano não quer mais colonização, e sim cooperação", o presidente brasileiro reiterou o lugar ocupado pela África em uma política externa que, tanto no âmbito propriamente político quanto no relacionamento comercial, tem na soberania dos povos sua marca clara, nítida, inconfundível.

De fato, desde o início do processo de descolonização, as principais lideranças do continente pugnam por uma ordem internacional diferente, mais justa, que permita aos que se libertaram do jugo colonial assumir o papel de sujeitos ativos do seu próprio desenvolvimento. E esse ponto nos remete a uma data especial, rica em simbolismos políticos por seu caráter quase inaugural.

Detalhe da capa do JB de 04/07/62 - Jovens muçulmanos
comemoram, de lambreta, a independência da Argélia

Há exatos 48 anos, em 3 de julho de 1962, a nação argelina se tornava independente, após mais de um século de submissão ao colonialismo francês. A guerra travada entre a resistência patriótica e forças colonialistas devastou o país, passando para a história como uma das mais sangrentas de toda a era contemporânea. Na luta, durante oito anos (1954-1962), perderam a vida mais de um milhão de pessoas. Reavivar esses dias é comemorar a vitória contra a tirania colonial, é desmentir a crença, generalizada e falsa, de que momentos constituintes na vida de um povo são idealizações impossíveis.

Os setores mais conservadores da França nos anos 50 não estavam dispostos a perder a colônia argelina, após a retumbante derrota sofrida na Indochina, em 1954, justamente o ano em que se inicia a luta armada liderada pela Frente de Libertação Nacional (FLN). O descontentamento, através de uma violência incomum, refletia a inviabilidade de alternativas políticas que permitissem alcançar quaisquer formas aceitáveis de governo autônomo ou de administração dos próprios destinos.

Jean Paul-Sartre, o filósofo existencialista, escreveria que o “nacionalismo argelino não é a simples retomada de antigas tradições ou conhecidas afeições. Ele é o meio de que eles dispõem para fazer cessar sua exploração". Sartre, um dos muitos franceses progressistas a apoiar, incondicionalmente, a revolução argelina, com certeza enxergava na ação da FLN um "alargamento do possível", um fenômeno que se impunha como escolha livre, porém “situada”.

A guerra sangrou o país, desestruturando sua economia. Além disso, a emigração maciça após a independência (milhares de pessoas abandonaram a Argélia quando o governo provisório da FLN assumiu o poder) prejudicou sensivelmente o processo de reconstrução e edificação do projeto socialista. Embora os resultados iniciais tenham sido satisfatórios na educação e habitação, muitas promessas não se concretizaram. Com 34 milhões de habitantes, o segundo país da África conheceu vários períodos de instabilidade política desde a conquista da soberania política.

Hoje, um em cada dez trabalhadores está desempregado e 95% das exportações estão concentradas em petróleo e gás. A diversificação da economia é o grande desafio para o governo de Abdelaziz Bouteflika no momento em que é retomado o processo de reconstrução do país.

Há muito a ser feito além dos acordos de cooperação conjunta firmados na visita presidencial. As carências na área de infraestrutura, sobretudo na geração de energia e na construção civil, podem ser supridas pelo incremento da política Sul-Sul do Itamaraty. Ao empresariado brasileiro há várias portas de entrada para o mercado africano. Aos argelinos, a possibilidade de descobrir no Brasil o parceiro desejável para consolidar as promessas de um 3 de julho inacabado. Um devir que abraça dois continentes.

*Gilson Caroni Filho é sociólogo e mestre em ciências políticas. Mora no Rio de Janeiro, onde é professor titular de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha). É colunista da Carta Maior, colaborador do Jornal do Brasil e do blog "Quem tem medo do Lula?".

Lula em quadrinhos - Cap. 21 - As eleições de 2002


Clique nas imagens para ler.
Esta história em quadrinhos foi lançada em 2002. A liberação dos direitos autorais é uma cortesia de seu autor, o cartunista Bira Dantas, colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A escuridão no fim do túnel - Surge Gilmar Dantas/Serra Mendes - E o Data Mentira Folha

Estava faltando, onde já se viu trapaça de grande porte, bandalheira de assustar criança, habeas corpus para Daniel Dantas, liminar para Heráclito Fortes, esse tipo de “negócio” sem o brilho corrupto e impávido de Gilmar Mendes?

Por Laerte Braga (*)

Ou sem pesquisa montada para José Arruda Serra, tudo acertadinho pela porta dos fundos, dinheiro por baixo do pano e absoluta falta de caráter e integridade, ou coisa que o valha?



Toda vez que dá dor de barriga em Arruda Serra o DATA FOLHA, da FOLHA DE SÃO PAULO (a dos caminhões para desovar as vítimas da tortura) entra em cena com uma pesquisa a favor do tucano. Só que Arruda Serra, quando chega na espontânea perde. É muita ficha suja a um tempo só. Os caras não têm um pingo de vergonha, tudo quatrocentão em matéria de canalhice.



O candidato José Arruda Serra, enquanto tenta desesperadamente nos bastidores rifar Índio da Costa, foi à sede da CNA – Confederação Nacional da Agricultura – (latifundiários), declarar, entre outras diatribes, que a imprensa não deve destacar o passado corrupto do seu companheiro de chapa e que Índio da Costa “é preparado e experiente para o cargo”.



Segundo Arruda Serra o “destaque negativo” é um erro.



Uai, Arruda Serra quando em disputa dentro do seu partido contra Aécio Neves montou um baita dossiê negativo do então governador de Minas e valeu-se do seu empregado Juca Kfoury para mandar um recado ao mineiro, daquele tipo se não sair da parada eu prendo e arrebento.



Em seguida derramou-se em declarações de amor a Aécio, convidando-o a ser seu companheiro de chapa. Quer dizer cínico ao absoluto, achou que enrolava o companheiro (vá ser companheiro assim no raio que os parta!), aquele máxima da máfia, de qualquer máfia, inclusive as tipo PSDB, DEM, PPS, “são só negócios, nada pessoal”.



Sem falar na esnobação do faraó FHC chamando Aécio para “aprender a comer virado paulista, não ficar só no virado a mineira”. Pô os caras ou não têm desconfiômetro, ou não têm vergonha na cara. Não têm nem uma coisa e nem outra.





Índio da Costa, quando secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro, dividiu a cidade em 49 regiões para efeito de licitação de compra de produtos básicos de merenda escolar, não fez licitação coisa alguma e uma única firma, a Milano, ganhou todas as áreas. Mesmo onde não tinha concorrente apresentou preço mais baixo.



No relatório da vereadora Andréa Gouvêa Vieira, do PSDB, em CPI sobre as tais licitações, todas as irregularidades foram apontadas, demonstradas e provadas.



Al Capone contribuía para o natal dos pobres em Chicago. Ia aos abrigos noturnos distribuía beijos, abraços, roupas, cestas natalinas, era considerado um grande benfeitor.



É para deixar para lá então, segundo o raciocínio de Arruda Serra? Juca Kfoury quando mandou o recado para Aécio fez menção a um tapa que o mineiro teria dado em sua namorada num hotel no Rio, em meio a um evento e concitou os brasileiros a refletirem sobre os candidatos para não eleger um novo Collor. Está lá com todas as letras.



Não pode “refletir” sobre Índio da Costa não? Tem que ficar calado?



É como diz o Aécio em sua “vingança salamaligna” – “o Serra consegue desorganizar tudo que está organizado –.



A vereadora em questão, Andréa Gouvêa Vieira, reiterou em entrevista a vários jornais todas as acusações constantes do relatório de 2005 sobre o vice DEM do tucano Arruda Serra. Diz que vota em Arruda Serra, afinal é tucana, mas lamenta e deplora o companheiro de chapa.



Relatou o projeto da ficha limpa? E daí? Muito ficha suja votou a favor do projeto escorado nas emendas que foram feitas para não limpar tanto assim. Tipo sabão que lava mais ou menos, deixa meio amarelado.



Heráclito Fortes, DEM do Piauí, é aquele senador que na armação da revista VEJA para salvar a pele do ministro Gilmar Mendes e do banqueiro Daniel Dantas, a tal gravação que nunca aconteceu, tudo para desmoralizar o delegado Protógenes Queiroz. É ficha suja. Quando foi prefeito de Teresina aprontou e foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado.



Aí, lógico quem? Quem? Gilmar Mendes, ministro do STF (o dele é SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DANTAS INCORPORATION LTD), concedeu efeito suspensivo ao senador para que ele possa ser candidato. Em liminar suspendeu a lei da ficha limpa.



Gilmar Mendes foi um dos principais colaboradores (putz que esculhambação!) do governo de FHC, foi ministro inclusive (Advogado Geral da União) daquele presidente e indicado pelo vendedor/presidente (vendeu quase todo o patrimônio público e até bueiro da Light explode no Rio, no milagre da privatização) para a Corte Suprema.



Está suspensa a lei da ficha limpa pelo tucano Gilmar Mendes, dono de Diamantino no Mato Grosso e parceiro do dinheiro público em vários contratos irregulares com um centro de estudos que mantém em Brasília, onde emprega/compra o silêncio de jornalistas da GLOBO.



É amigo do peito de Arruda Serra.



Agora, cá para nós é estranho, muito estranho, que todos esses recursos digamos assim meio complicados, no caso do senador um recurso extraordinário, sejam sempre distribuídos ao ministro (ministro? Pelo amor de Deus meus sais!) Gilmar Mendes. Tem um trem errado aí, no duro que tem.



Os caras diante do naufrágio da candidatura Arruda Serra estão tentando desmoralizar o processo democrático, transformar as eleições em esculacho geral, criar uma baita confusão, só pode.



E o Arruda Serra disse na CNA que vai criar o “transgênico verde e amarelo”. Será que não sabe que todos aqueles latifundiários, sustentados a trabalho escravo, inclusive a senadora DEM Kátia de Abreu (que responde a processo por desvio de verba pública) estão nas mãos da MONSANTO?



Que a MONSANTO é forte “contribuidora” das campanhas eleitorais do DEM e do tucanato?



Juca Kfoury errou no diagnóstico dele. Quem está pirado é Arruda Serra. Está que nem trem desembestado descendo montanha abaixo e ninguém acha o freio.



Protagonista de um acintoso e aviltante desrespeito ao povo brasileiro, ao Brasil, seja no que fala, seja na escolha de um vice corrupto e atolado até a alma em bandidagem na Prefeitura do ex-quase sogro César Maia. Cacciola é mais negócio.



E não quer comentários negativos?



Quer então que sejam realçadas as virtudes do seu vice? Quais? A Milano, empresa que ganhou a concorrência para fornecer produtos do cardápio da merenda escolar deve saber quais as “virtudes” dele.



Os caras perderam de vez a vergonha e assim vai ficar difícil para a GLOBO sustentar a candidatura tucana. Para VEJA inventar milagres e atribuí-los a Serra, ou demonizar Dilma. Para a FOLHA DE SÃO PAULO ficar publicando currículos falsos.



Pior, vai ser difícil, quase impossível, montar pesquisas ao feitio tucano. Aquelas que o resultado é sempre a favor deles mesmo quando estão perdendo.



É como diz o ex-governador de Minas, perplexo quando soube dos esquemas, “o Serra desorganiza tudo que está organizado”.



Se fosse só isso tudo bem, questão de reorganizar, o diabo é que o dinheiro some. Vai para o bolso deles.



E para variar, nas trapaças de agora, o indispensável Gilmar Mendes. É peça obrigatória nessas tranças e destranças, arroz de festa em matéria de corrupção.



E tome liminar. E haja habeas corpus.



Falta alguém para fechar o caixão de Arruda Serra.



Tem um detalhe, foram vários os relatores do projeto ficha limpa, uma espécie de mistão partidário. Um deles o deputado José Eduardo Cardoso do PT de São Paulo (que, aliás, nem vai disputar a reeleição).



Integrante da mesa da convenção do DEM o deputado Alberto Fraga, de Brasília, ex-secretário do governo do Arruda original. O José Roberto (“vote num careca e leve dois”, frase de José Arruda Serra com a mão sobre os ombros de José Roberto Arruda).



Tem certeza que os caras são “aliados?” Sei lá, tenho minhas dúvidas..



Ao conceder a liminar a Heráclito Fortes o “ministro” Gilmar Mendes chama o assunto ao STF, abre portas para que todos impedidos pela lei possam ser candidatos subjudice, até decisão final do plenário da Corte e com isso avacalha geral. Tenta isso, essa a manobra, inclusive o ficha suja Índio da Costa, por conta da merenda escolar. Assim tipo roubar pirulito de criança.



Mas cá para nós, tem outra coisa, quem precisa de lei para não eleger bandido é porque o negócio está bravo para todos os lados.


*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.


A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

A imagem com a "sugestão de filme" é do "Blog do Onipresente".

O mundo off-line

Senado americano discute projeto que pode tirar do ar a rede internacional de computadores. Autor do texto justifica a ideia alegando necessidade de proteger o país de ataques terroristas cibernéticos. Pesquisadores brasileiros criticam a proposta


Correio Braziliense - 02/07/2010


Quando o americano Tim Barnes-Lee inventou a internet em 1991, ele projetou seu crescimento de forma livre e colaborativa, de maneira que pudesse unir e conectar as pessoas ao redor do planeta. Dezenove anos depois, o mundo mudou e os governos tentam se adaptar à rede mundial de computadores, que cresce sem fronteiras. Um projeto de lei em discussão nos Estados Unidos tenta mudar a maneira com que o Estado americano lida com a grande rede. Pela proposta, o presidente ganharia poderes para inclusive desligar a internet, em caso de perigo nacional. Controversa, a proposta pode mudar a maneira com que nos relacionamos com a web.

Para o professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Lazart, do ponto de vista técnico os reflexos de uma atitude como essa em sites brasileiros seriam pequenos. “Os dados de páginas do Brasil seriam preservados e continuariam funcionando normalmente, mas os de sites americanos ficariam inacessíveis para nós”, explica o professor. “Tecnicamente a situação poderia ser corrigida, mas economicamente seria desastroso, seria o mesmo que desligar uma bolsa de valores. Criaria um verdadeiro caos social”, opina.

Durante a década de 1990, desligar a internet dos EUA poderia causar um verdadeiro apagão na web de todo o mundo. “Até 1996, dos 13 servidores raiz da internet mundial, 11 estavam em território americano. De lá pra cá, foram feitas diversas cópias destes servidores raiz, que foram espalhados pelo mundo. Se um falhar, temos vários outros com capacidade de responder por ele”, completa. Esses equipamentos servem para direcionar a navegação, informar onde está salva uma determinada informação que um internauta tenta acessar; eles não guardam os dados do conteúdo dos sites, que estão espalhados em milhões de máquinas ao redor do mundo. Atualmente existem quatro servidores raiz no Brasil, três estão na cidade de São Paulo e um em Brasília.

Independência
Com essa atual estrutura, o eventual bloqueio da internet pelos Estados Unidos não se repetiria com sites brasileiros. “Os EUA podem controlar a parte da web que se encontra dentro de seu país, mas é possível a qualquer tempo ficarmos independentes dos serviços oferecidos nesta parte da rede”, explica o professor do Departamento de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense (UFF) Luiz Schara. “A jurisdição de um país termina em sua fronteira. É possível que os EUA consigam bloquear tráfego indesejável, e que façam pressão diplomática para que sejam seguidos pelo resto do mundo, mas a decisão do que é aceitável ou não será feita país a país”, completa.

Isso não significa dizer que não haveria perdas em nível mundial. “A internet é um sistema aberto, assim, muitos dados são hospedados em outros países. Numa situação de desligamento total, tudo que ficar em território americano permaneceria inacessível”, explica o advogado especialista em direito na internet Alexandre Atheniense. Ficariam indisponíveis alguns serviços de e-mails, sites de relacionamento, serviços de hospedagem de arquivos, ou qualquer página que esteja salva lá.

Os internautas que desejam saber se os serviços que utilizam estariam sujeitos à futuramente possível lei norte-americana precisam exercitar um hábito incomum para muitos usuários: a leitura dos termos de uso. “Sempre que criamos uma conta em qualquer serviço, simplesmente clicamos em ‘aceito’, sem ler. Mas lá informam a que país aquele serviço está vinculado e caso haja algum problema legal, a que leis as duas partes devem se submeter”, explica Alexandre.

Modelo brasileiro
Apesar dos Estados Unidos tentarem ampliar a possibilidade de controle do conteúdo da web em seu território, a própria arquitetura da rede dificulta isso. Para Vagner Diniz, gerente-geral do recém-aberto escritório brasileiro da W3C (sigla para World Wide Web Consortium), instituição que cuida da evolução da internet. “Órgãos internacionais como a ONU têm cumprido um papel relevante de construir consensos em torno da governança ao estabelecer princípios de participação, abertura, privacidade e segurança na internet”, afirma

Para ele, a maneira como é gerida a internet brasileira é um modelo a ser seguido. “Definido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil é considerado uma referência internacional de sucesso, pois é um modelo baseado no consenso dos quatro setores representados no Comitê — governo, setor privado, ONGs e universidades, sendo que a sociedade civil tem maioria dos assentos e, de uma maneira única no mundo, seus representantes são eleitos”, destaca Vagner.

Serra, seus vices e o DEM

Autor(es): Cláudio Gonçalves Couto
Valor Econômico - 02/07/2010



A brutal celeuma armada pelo PSDB em torno do candidato a vice-presidente na chapa de José Serra foi, sem qualquer sombra de dúvida, o maior erro de condução cometido até agora na campanha ao Planalto, dentre todos os postulantes. Foi uma patacoada de tal magnitude que se mostrou capaz de ofuscar todos os deslizes cometidos pelos demais candidatos ou seus staffs. E o pior é que, mais do que uma mera gafe (como, por exemplo, a foto de Norma Bengell no site de Dilma Rousseff), trata-se de uma grande barbeiragem política. O surpreendente disto é que, no contraste entre a candidata petista e seu rival tucano, este é sempre notado (justificadamente, aliás) como o mais experiente em disputas eleitorais, o mais rodado nos embates políticos e o mais desenvolto na cena pública. Contudo, mesmo com tal currículo de político calejado, Serra foi capaz de meter os pés pelas mãos naquilo que é o mais fundamental numa eleição em presidencialismo de coalizão - a construção da coligação.

As razões desta presepada podem ser buscadas em origens mais longínquas (o antigo desapreço recíproco entre José Serra e o antigo PFL, hoje DEM), ou no processo mais recente - a definição da candidatura tucana na disputa interna entre o atual postulante e Aécio Neves.

Se buscarmos as fontes remotas, poderíamos recordar o quão difícil foi o relacionamento entre PSDB e PFL ao final do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a candidatura do ministro da saúde foi gestada no ninho tucano, imediatamente deflagrando sinais de repulsa na seara pefelista - notadamente por parte de Antônio Carlos Magalhães, que manifestava publicamente sua rejeição a Serra. O ápice dessa conflagração foi a operação da Polícia Federal na empresa Lunus, de propriedade da família Sarney. As imagens de uma montanha de dinheiro vivo descoberta dentro de seus cofres devastaram a até então bastante promissora pré-candidatura pefelista de Roseana Sarney (basta lembrar que em março de 2002 o Ibope mostrava Roseana tecnicamente empatada com Serra e Anthony Garotinho, em segundo lugar, com 13% das intenções de voto). À época diversos caciques pefelistas atribuíram a Serra a operação policial que abortou sua chance de chegar ao Planalto com uma candidatura própria, rompendo com o governo e com o PSDB. Por isto mesmo, os tucanos disputaram as eleições daquele ano coligados ao PMDB - uma união sacramentada pela unção de Rita Camata como candidata vice-presidencial. O PFL ficou de fora da disputa nacional.

Com a vitória do PT nas eleições presidenciais, a ida para a oposição de tucanos e pefelistas os reaproximou, permitindo-lhes uma estratégica aliança na cidade de São Paulo com Serra, que bancou o nome de Gilberto Kassab para compor a chapa. Coincidentemente, já nessa eleição a questão do vice de Serra ganhou importância na disputa, pois seus adversários afirmavam que o eleitor paulistano votaria no tucano, mas acabaria sendo governado pelo pefelista, já que Serra provavelmente abandonaria a prefeitura para disputar a Presidência. O tucano jurou que não faria isto, registrando a promessa em cartório, mas acabou por descumpri-la para candidatar-se não a presidente, mas a governador do Estado; e o vaticínio petista se cumpriu: o PFL (ou DEM) passou a governar a capital paulista. Ora, como quase ninguém vota em vice, a maioria dos eleitores paulistanos deu pouca importância à advertência: votou em Serra e topou correr o risco, referendando depois essa escolha ao reeleger Kassab.

A aproximação com o DEM sugeria que Serra optara por estabelecer a ponte com um partido que, apesar de seu desafeto pessoal, era o aliado nacional mais importante de sua própria agremiação. Tal percepção era reforçada pelo empenho serrista na reeleição de Kassab, cristianizando o postulante tucano Geraldo Alckmin - depois reabilitado ao ser nomeado secretário e, conseqüentemente, catapultado a uma aparentemente fácil eleição governatorial. E tudo parecia confirmar a aproximação: o vice naturalmente viria do DEM, exceto se Aécio Neves topasse ir para o sacrifício e compusesse a chapa, pois isto supostamente reforçaria a candidatura em Minas Gerais. Foi justamente esta remota possibilidade em aberto que parece ter propiciado o embaralhamento do jogo.

Em nosso presidencialismo de coalizão a indicação do vice por um partido aliado significa basicamente uma coisa: a sacramentação de uma coligação eleitoral. E isto não é pouco, pois gera tempo de televisão e rádio no horário eleitoral gratuito, estrutura organizacional pelo país todo e articulação com as campanhas estaduais do partido aliado (sobretudo onde não houver disputas locais internas à coligação nacional). Para além disso, contudo, os ganhos são principalmente simbólicos, pois o vice pode representar a abertura da candidatura para um setor da sociedade (os empresários, as mulheres, uma região do país, um estado etc.). Os ganhos eleitorais diretos da indicação de um vice são muito pequenos - afinal, os eleitores olham muito pouco para o candidato a vice, de modo que não vale a pena gastar muita munição com isto. Por esta razão, foi um gravíssimo erro a coligação serrista ter perdido tanto tempo na expectativa de que Aécio levasse consigo um caminhão de votos mineiros, caso compusesse a chapa. Não só o seu aceite teria pouco peso na decisão do eleitor (mesmo o mineiro), como as cicatrizes deixadas pela disputa interna e os ganhos para Aécio na eleição para o Senado tornavam muito pouco provável que o ex-governador das Gerais entrasse nessa empreitada.

Mas se a indicação do vice indica tão somente a formalização duma aliança, é fazer muito estrago por pouca coisa denegar tal possibilidade a um aliado que não só a postula, como é a segunda força no campo da oposição; ainda mais para tentar resolver um problema de acerto político-familiar num dos únicos estados em que a situação eleitoral dos tucanos é boa, o Paraná. Pior do que o vexame público dessa patetice são os ressentimentos internos que ela tende a gerar dentro da coligação. Serra deu tanta importância à questão do vice que corre o risco de ficar com o vice-campeonato.

O VICE INCÔMODO

FALAR SOBRE VICE VIRA INCÔMODO
Autor(es): Ana Paula Siqueira
Jornal do Brasil - 02/07/2010


Desgastado pela repercussão desfavorável da escolha do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) para seu vice, o candidato do PSDB, José Serra, esquivou-se ontem de falar sobre o companheiro de chapa. Índio é o quarto deputado mais faltoso entre os 46 do Rio. Ele se ausentou em 175 das 601 sessões da atual legislatura - 29%, para média de 19% dos parlamentares. Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, foi só a 112 das 332 sessões - as faltas chegam a 66%. Índio é um dos cinco deputados do Rio que mais usaram verba indenizatória: R$ 734 mil - R$ 414 mil só em "divulgação e consultorias".


A escolha do candidato à vice na chapa de José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência parece ter sido traumática para DEM e PSDB. Um dia depois da indicação do deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) para a vaga, políticos continuavam suavizando as rusgas entre as legendas. Alguns preferiam nem tocar no assunto. Outros colocaram panos quentes e exaltaram o perfil discreto do candidato.

Foi o caso do próprio José Serra. Após participar de debate na Confederação Nacional da Agricultura (CNA), quinta-feira pela manhã em Brasília, o candidato afirmou que não responderia a perguntas a respeito do seu companheiro de chapa e candidato a vice. E assim o fez.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), vice-presidente da sigla e um dos que mais brigou para que o DEM indicasse um postulante ao cargo, defende que o vice deve ter um perfil mais discreto. O importante, segundo ele, é acabar com constrangimento que foi criado.

Quinta-feira, circulava uma curiosa expressão para definir o rápido crescimento político de Indio. Ele teria dado o golpe do baú do tempo. Isso porque o prazo para escolha do vice foi se esgotando, e os nomes mais fortes da legenda não toparam a empreitada.

Ronaldo Caiado assumiu que a sigla estava sem melhores opções:

Quem nós poderíamos indicar? indagou.

E se...

Um vice-presidente sempre conta com a possibilidade de um dia assumir o posto de chefe da Nação. Mas, apesar disso, muita gente prefere nem ventilar essa possibilidade.

Quando questionado sobre a chance de, caso Serra seja eleito, algum dia, Indio ter de se tornar presidente, o deputado tucano Arnaldo Madeira (SP) afirma que o momento é de pensar na campanha.

Muitos interpretam como falta de responsabilidade a escolha do parlamentar.

O colunista do JB Mauro Santayana trouxe a questão ao debate quinta-feira: O candidato à Vice-Presidência terá que ser uma pessoa preparada para, em caso de vacância, ocupar o cargo com a mesma respeitabilidade e competência do titular.

Além disso, tucanos cariocas já ameaçam retirar o apoio a chapa justamente por conta de Indio. O motivo foi o envolvimento do nome dele na CPI da Merenda, na Câmara Municipal do Rio.

Outros avaliam que grande vencedor foi Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente do DEM. Ao invés de disputar votos com Indio para a Câmara Federal, Maia teria conseguido despachar a concorrência.

O cientista político Davi Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB), acredita que, na verdade, o objetivo seria buscar alguém que não apagasse a imagem de Serra:

Mas, ele (Indio) não tem ficha tão limpa assim.

Folha antecipou anúncio da derrota do Brasil no Mundial da África, enquanto o DataFolha se encarrega de agourar a derrota de Dilma nas eleições

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Quem tenta antecipar a derrota da Seleção Canarinho no Mundial da África, certamente está se esforçando também para derrotar Dilma com a aplicação do mesmo expediente: Fraude.

Tá tudo muito bom. Bom! Tá tudo muito bem. Bem explicado! Mas, realmente, essa coisa revelou que, por detrás de qualquer surto de torcida favorável à Seleção brasileira por parte da Folha de S. Paulo, existe um bando de hipócrita e golpista.

Folha lamenta erro por anúncio publicitário que “eliminou” Brasil da Copa

Comunique-se - da Redação

A Folha de S. Paulo publicou errata e lamentou [Assaz Atroz: lágrimas de crocodilo] a publicação de um anúncio que sugeria a eliminação da seleção brasileira da Copa. A peça publicitária da rede de supermercados Extra, do Grupo Pão de Açúcar, foi publicada por engano[adores] no lugar de um anúncio sobre a vitória brasileira contra o Chile. A peça foi veiculada ontem (29/06).

O jornal admitiu que o erro foi do departamento de publicidade. "A Folha esclarece que, no Caderno Copa 2010, pág. D11, foi publicado equivocadamente anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro."

O anúncio se “despedia” da seleção. "A I qembu le sizwe [significa seleção, em zulu] sai do Mundial. Não do coração da gente... Valeu, Brasil. Nos vemos [nas eleições...] em 2014".

O presidente do Grupo Pão de Açúcar se manifestou no Twitter, pedindo desculpas aos clientes e jogadores, e disse que os culpados pelo erro serão responsabilizados. “Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irá responsabilizar os culpados”. Abílio Diniz também disse estar “indignado” com o caso, que classificou como “inadmissível”.

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, afirmou que o erro foi uma “tremenda mancada”, mas enfatizou que o engano foi apenas do comercial da empresa. “Saiu anúncio errado do Extra hj por problema da inserção da Folha, sairá uma errata amanhã. Tremenda mancada”. E completou hoje: “O erro do anúncio do Extra é culpa do comercial da Folha, não tem nada a ver com Redação, que tb comete erros, claro”.

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Ilustração: AIPC - Atrocious Internacional Piracy of Cartoons

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PressAA

Agência Assaz Atroz

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ou Arruda Serra está zoando com o Brasil ou o DEM está de brincadeira com Arruda Serra: Índio da Costa?

É rato demais num navio só, estão zoando com o Brasil e os brasileiros.

Por Laerte Braga (*)

O cara é genro do banqueiro Salvatore Cacciola, aquele amigo de FHC que quebrou de mentirinha, fugiu para a Itália, foi preso na Suíça, extraditado e cumpre pena na Penitenciária da Papuda em Brasília. E está envolvido no escândalo do superfaturamento da merenda escolar no Rio de Janeiro.



O deputado Índio da Costa tomou um susto danado quando soube que seria indicado para vice de José Arruda Serra. O dito foi casado com Rafaella Cacciola, filha do banqueiro, namorou a filha de César Maia e tem como primo um outro banqueiro, Luís Octávio Índio da Costa, dono do banco Cruzeiro do Sul.



O novo vice foi indicado por Rodrigo Maia, deputado e filho de César, o ex-prefeito, que, no sábado, havia ficado uma arara quando soube que Roberto Jéferson tinha emplacado na quadrilha a candidatura de Álvaro Dias. Pulou, estrebuchou, fez o senador Sérgio Guerra sair correndo de Recife para apagar o incêndio no Rio e no fim Índio de Costa.



Ou estão zoando com Arruda Serra, ou Arruda Serra está zoando com o Brasil. O mais provável é que esteja acontecendo uma e outra coisa. Rodrigo Maia, no sábado, em declaração a jornalistas disse que “já perdemos a eleição”.



Quando percebeu que sua política econômica ia gerar uma baita quebradeira no mercado FHC consentiu que o Banco Central vendesse dólar mais barato aos bancos Marka e FonteCindam, com um prejuízo de bilhões para os cofres públicos.



Estava tentando salvar Salvatore Cacciola, que usava informações privilegiadas obtidas junto ao próprio Banco Central, através de Chico Lopes, amigo de FHC e presidente da instituição por uns dias. Teresa Grossi, diretora interina, à época, do Departamento de Fiscalização negociou com a Bolsa de Mercadorias e Futuro uma carta para justificar a negociata. Uma CPI apurou que o prejuízo foi de um bilhão e meio de reais aos cofres públicos, ou seja, ao distinto cidadão.



Cacciola? Sai logo, sem perder um tostão. Enquanto cumpre pena em cela especial o dinheiro vai rendendo aqui fora e de quebra o ex-genro é indicado candidato a vice-presidente na chapa do amigo do peito José Arruda Serra.



Não foi por outra razão que Aécio Neves, que já pulou fora desse barco faz tempo, saiu dizendo que estava tudo errado, que não era assim, ou seja, não dá para levar a candidatura Arruda Serra. Colocaram chumbo nos pés do candidato.



O sogrão de Índio da Costa foi condenado, em 2005, pela juíza Ana Paula de Vieira Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro a treze anos de prisão. Crimes de peculato e gestão fraudulenta.



Está aí uma prévia do que poderia ser um governo Arruda Serra. Chico Lopes, do BC foi condenado a dez anos e Teresa Grossi a seis anos, mas estão em liberdade, aguardando julgamento de recurso.



Quando o escândalo estourou FHC tratou de demitir Chico Lopes, tanto quanto garantir o silêncio de Cacciola. O temor dos tucanos era exatamente o banqueiro abrir o bico e envolver mais figuras do corrupto governo do ex-presidente. Com as garantias que tudo seria jogo de cena, falo das investigações, foi para a Itália, até ser preso e extraditado. Foi preso na Suíça.



Índio da Costa é piada pronta. Irresponsabilidade pronta, declarada publicamente. Ao lado do dito cujo, todo sorridente, o ex-senador Bornhausen, o deputado ACM Neto e Rodrigo Maia.



A vergonha foi tanta que Arruda Serra resolveu chegar quando a convenção do DEM já estava terminada. Jeito de despistar, dizer que não tem nada com isso, com amigos assim ninguém precisa de inimigo.



Mas por que aceitar então? Rabo preso. Só isso. Não tem como pular fora do barco. Pode até tentar, mas ou engole os caras ou vai para o brejo definitivamente.



No andar dessa carruagem Arruda Serra vai disputar o vice-campeonato com Marina da Silva. E vai ser uma disputa dura, daquelas de arrepiar.



Andréa Gouvêa Vieira, vereadora à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, num relatório de uma CPI sobre o escândalo da merenda escolar afirma que o secretário de Administração do governo do município então o atual deputado Índio da Costa, favoreceu a um cartel de empresas pagando mais caro, com alimentos de baixa qualidade, em prejuízo dos alunos da rede pública. Segundo a vereadora em seu relatório à época, o trabalho do secretário Índio da Costa podia ser considerado um manual de como “não administrar na gestão da coisa pública”.



Mas, o cara é ex-genro de banqueiro com fundos no exterior (caixa dois), namorou a filha do ex-prefeito César Maia, boa pinta e contempla a quadrilha DEM, a família tucana agradece penhorada o que o próprio Arruda Serra chamou de “processo autofágico”. Ou como diz Aécio, “o Serra tem uma capacidade incrível para desorganizar tudo”.



Registre-se que a vereadora é do PSDB, partido de Arruda Serra.



Numa declaração ao jornalista Josias de Sousa, FOLHA DE SÃO PAULO, o deputado disse o seguinte – “acabei de ser indicado, foi uma surpresa, não sei de nada, vou ver como posso ajudar”.



Parece prefácio de livro cabeça, como dizem. Chamam um especialista para apresentar a obra, ele escreve trezentas páginas para duzentas da dita obra, explica tudo, ninguém entende nada, mas faz que entende e fica na dúvida se larga o romance para lá, lê só a orelha ou se nunca mais na vida lê prefácio.



Prefácios são uma ameaça à leitura e a literatura.



A dupla José Arruda Serra e Índio da Costa ameaçam algo muito maior, ameaçam o Brasil.



Ah! Segundo Andréa Gouvêa Vieira, a vereadora tucana que relatou a CPI da roubalheira do “ficha suja” Índio da Costa, o deputado Rodrigo Maia fez uma jogada de mestre. Afastou um concorrente já que o novo vice de Arruda Serra seria candidato a reeleição e tiraria votos de Rodrigo, atuam em áreas próximas.



Eieta quadrilhazinha braba esse tal de DEM. Deu nó até na quadrilha grande, o PSDB. Essa nem Roberto Freire, o ex-honesto imaginava. Na verdade apenas sonhava de tudo ficar embrulhado e, de repente, alguém “lembrar”, “uai gente, por que não o Freire?”



É rato demais num navio só, estão zoando com o Brasil e os brasileiros.


*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

“Tasso, Zé”?

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Raul Longo
Foto: Jasmim Losso Arranz

coitado. Tão feinho e sem viço, só por causa de um vice!
– Vício?
– Não. Vice!
– Hum! Isso é tão perigoso quanto caxumba. Só que funciona ao contrário: vai do saco pra cabeça.
– Precisa ter controle médico...
– O quê? O vírus da caxumba?
– Não. O vício de procurar vice.
– É tudo mentira!
– Tem algumas meias-verdades, com as quais escondem rios de dinheiro desviado do erário.
– Ah, sim! Tem sim. Mas também usam cuecas inteiras.
– Nesse caso está comprovado que dá azar.
– Arruda dá sorte, mas existem casos de efeitos contrários!
– Arruda fede!
– Depende do olfato de quem cheira.
– Por isso o Caçador de Maracujina prefere supositórios, como os mulas que transportam cápsulas de cocaína no estômago.
– Mas que cagão de merda.
– Quem? O Dunga?
– Não, o cafunga.
– É o vício.
– Do Maradona?
– Não! Vício de vice.
– Dias piores virão!
– Aff!
– Do jeito que tá, só Deus! pois o Demo tá cansado de tanta luta inglória.
– No Rio, a Marina da Glória também é conhecida como Marina do Flamengo.
– Que sina a de quem desatina!
– Deveria tentar um vigário.
– Vigário?
– É! Vê lá no dicionário: “vigário: aquele que substitui outro”. O vice.
– Então... vigário está.
– Vigário para-quedista.
– E daí?
– Agrega valores católicos aos preceitos evangélico-eleitorais.
– Não vai dar certo!
– Só as meninas do baixo dão na medida certa. O resto é enganação.
– Pelo visto, formigão, quando quer se perder, cria malas.
– Virgem Santa!
– A Marina?
– Essa hoje parece menos milagreira do que se supunhetava.
– A Abreu abriu...
– Ninguém aguentaria katilinária.
– Então, o Tasso...
– O Tasso já havia mandado um bilhete no qual constava apenas as palavras “Tasso, Zé”.
– Ofereceu-se para ser vice?
– Não, nada disso. Só agora ele decodificou a sua própria mensagem: “Tás só, Zé”. Tirou o time em grande estilo: montou na garupa do jato e se afastou voando...
– Pela vicinal?
– Sim, foi o que alegou: “Vice, não!”
– É que eles insistem na titularidade. Sabe como é, né?
– Sei sim, sei como é isso de ser obrigado a protelar planos de infância. Às vezes a vida passa e nunca se concretizam. Aquilo que poderia ter acontecido ontem talvez aconteça daqui a cinquenta anos.
– Ora, cinquenta anos não passa de um piscar de olhos, quando, einsteinianamente, tomamos como referência a eternidade.
– Quer saber?
– Depende! Se vai falar de vice, prefiro jogar Caça ao Tesouro.
– Caça ao tesouro? Ora, isso é programa de índio.
– Índio que, durante milênios, carregou este país nas costas?
– Não. Índio que prefere montar nas costas dos outros índios.
– Cacique?
– Por enquanto, curumim.
– “Cu” o quê?!

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*Raul Longo é jornalista, escritor e poeta. Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC. Colabora ca Agência Assaz Atroz e com este "Quem tem medo do Lula?"


Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

Agência Assaz Atroz

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Nome do vice não entusiasma tucanos

Em público, ordem é não reclamar da escolha e evitar nova crise com o DEM

Autor(es): Agência o Globo/Adriana Vasconcelos
O Globo - 01/07/2010

No PSDB, a notícia da indicação do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) foi recebida sem entusiasmo, e até com certa preocupação nos bastidores. Mas de público ninguém ousou reclamar da escolha, justamente para não realimentar a crise que se arrastava há seis dias entre os dois partidos.


A avaliação interna, porém, é a de que a escolha de um deputado federal de primeiro mandato, sem maior projeção eleitoral e praticamente desconhecido nacionalmente, evidenciou a falta de opções da oposição - além de expor a má condução das negociações sobre o companheiro de chapa do candidato tucano à Presidência, José Serra.



Publicamente, porém, os tucanos elogiaram a escolha, seguindo rigorosamente a orientação da cúpula de encerrar de uma vez por toda a novela do vice. Reservadamente muitos tucanos afirmaram nem conhecer o deputado fluminense, que está em seu primeiro mandato na Câmara.


O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, o vice que Serra tanto queria, atuou nas últimas horas da negociação com o DEM e elogiou a escolha:


- É o nome escolhido. É uma cara nova do Rio de Janeiro. Agora, o principal é trabalharmos para virar a página de vice e seguir em frente.


- Indio é um bom deputado. Atuante e com muita sensibilidade. Participou ativamente de CPIs e foi relator da Lei da Ficha Limpa - afirmou o líder do PSDB, deputado João Almeida (BA).


Apesar dos esforços para mostrar que está tudo resolvido, o próprio presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), elogiou a escolha de Indio, mas, perguntado, admitiu que preferia Álvaro Dias.


- É um nome de bastante respeito, é um jovem líder, com grande capacidade de comunicação. Mas continuo achando que o Álvaro Dias seria o melhor candidato de todos - afirmou Sergio Guerra.

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/7/1/nome-do-vice-nao-entusiasma-tucanos

O homem reificado: transformado em coisa

O homem reificado:
transformado em coisa


Por Renato Prata Biar (*)

Numa palestra proferida pelo psicanalista Jorge Forbes para o programa Invenção do Contemporâneo, e que tinha como tema a questão da globalização, o psicanalista de linha lacaniana afirmou que a grande questão para o homem e a mulher do século XXI é o fato de hoje nós termos inúmeras opções no que diz respeito à escolha de uma carreira, de uma profissão. Segundo Forbes, além da gama de possibilidades no século passado ser bem menor, havia também uma convicção e uma certeza maior das pessoas na hora de escolher sua profissão e, consequentemente, sua carreira como profissional. Ainda segundo o psicanalista, se antes nós escolhíamos uma alternativa, hoje, quando se faz essa escolha tendo, por exemplo, dez opções, a sensação que temos não é a de ter feito uma escolha, mas de ter perdido as outras nove que existiam. O homem, portanto, diante de tamanha quantidade e diversidade nas opções, simplesmente fica perdido e não sabe o que fazer da vida. E é a partir desse ponto que começo a traçar minhas divergências com esse psicanalista que é, sem dúvida, um dos maiores especialistas da psicanálise lacaniana, no Brasil.



Para começar, se analisarmos a questão do desemprego estrutural (aquele que ocorre devido à extinção de determinados postos de trabalho: trocador de ônibus, os bancários, que sofreram uma redução de cerca de 50% do efetivo da categoria, etc.) podemos constatar facilmente que os postos que foram extintos, são muito mais numerosos do que os postos de trabalho que foram criados nesse mesmo período (da década de 1990 até os dias atuais). Portanto, se existe nas pessoas de hoje essa insegurança e essa sensação de não saber o que fazer e o que escolher para suas vidas, o motivo certamente não é o maior número de alternativas existentes, mas, pelo contrário, a extrema redução dessas alternativas. O que parece é que para ter alcançado uma conclusão como essa, Jorge Forbes não levou e não leva em consideração a “sutil” diferença entre as classes sociais. Sua conclusão só pode ser entendida se acreditarmos que as inúmeras possibilidades de se escolher uma carreira ou uma profissão sejam exatamente iguais tanto para aqueles que estão na base da pirâmide social (a classe menos abastada) quanto para aqueles que estão no topo dessa pirâmide (a classe mais abastada, mais rica); algo completamente inaceitável e absurdo.



Outro ponto que o psicanalista lacaniano parece não enxergar (e o pior cego é aquele que não quer ver) é o fato de que a globalização privilegia apenas dois “sujeitos” ilustres: o capital e a informação (esta, principalmente, pelo desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação). Para quem já leu o Manifesto Comunista, de K. Marx, esse tipo de globalização não é nenhuma novidade. O barbudo de Trier já havia escrito, em 1848, que o capital é apátrida. Ou seja, ele não tem pátria e irá buscar o lucro maior onde quer que ele esteja. Para constatar isso, basta observarmos a quantidade de grandes empresas dos países mais ricos (Estados Unidos e vários países europeus) que transferiram o seu parque industrial para a China, a Índia e diversos países latinos americanos na busca por mão-de-obra mais barata, de uma classe trabalhadora pulverizada e de sindicatos fracos e com uma legislação trabalhista ineficiente e, em muitos casos, praticamente inexistente. Será que os milhões de trabalhadores que estão submetidos aos subempregos e às condições de trabalho escravo ou semi-escravo também estão em crise existencial, no que diz respeito a decidir que carreiras irão escolher para suas miseráveis vidas? E quando digo que essa globalização é uma globalização do capital, pois, esse, sim, tem trânsito livre em qualquer lugar do mundo, quero lembrar a onda de xenofobia que cresce a cada dia nos países mais ricos: deportando trabalhadores imigrantes sem dar-lhes direito algum, culpando-os por suas crises econômicas, criando leis para criminalizá-los e tantas outras atrocidades cometidas contra seres humanos que só querem trabalhar e ganhar a vida de forma honesta. Gostaria que o psicanalista opinasse sobre essas questões.



Outro ponto de divergência com Forbes refere-se à própria classe média/alta que ele tanto prioriza nas suas análises. A esse respeito, o que parece é que, mesmo essas pessoas que têm condições e estrutura para escolher sem pressa ou desespero a profissão e a carreira que querem abraçar, estão submetidas a uma pressão que, essa, sim, parece ser uma característica do final do séc. XX e que adentrou pelo séc. XXI: escolher uma atividade que, antes de qualquer coisa, ofereça a oportunidade de grandes ganhos financeiros. Em outras palavras: de ficar rico. Não é que não existam mais honradas e dignas profissões a serem seguidas, mas o problema é que as pessoas acreditam, religiosamente, na existência metafísica do mercado com a sua mão invisível que tudo controla. Com isso, se dedicam exclusivamente a uma preparação que visa uma formação que lhes transforme cada vez mais numa mera mercadoria. Porém, esse homem reificado (transformado em coisa) não é mais aquele que busca se aperfeiçoar na sua profissão para garantir o seu emprego. Mas é aquele que agora deseja ser uma mercadoria polivalente, pois o seu desejo é estar preparado para as mais diversas e diferentes oportunidades que o Deus Mercado irá lhe oferecer. Não importa mais o que se tenha que fazer desde que isso tenha uma grande probabilidade de lhe proporcionar excelentes e exorbitantes lucros. E, o que é mais grave, as pessoas são levadas a acreditar que é somente através do seu crescimento e sucesso financeiro que conseguirão a admiração e o respeito da grande maioria da sociedade. Terão, finalmente, o reconhecimento e a visibilidade tão desejados. Como dizia o próprio Lacan, “o maior desejo do sujeito é ser o objeto do desejo do outro. O sujeito deseja ser desejado.”



Portanto, se vivemos numa sociedade que é ensinada e que ao mesmo tempo ensina que para ser desejado o que importa é Ter e não Ser, os meios pelos quais se busca a obtenção daquilo que realmente se valoriza na sociedade (nesse caso, as coisas materiais e, mais especificamente, o dinheiro) não só já não importam mais, como também já estão mais do que justificados. Como mais uma vez nos alertou K. Marx (Manuscritos Econômico-filosóficos):



“O que é para mim pelo dinheiro, o que eu posso pagar, isto é, o que o dinheiro pode comprar, isso sou eu, o possuidor do próprio dinheiro. Tão grande quanto a força do dinheiro é a minha força. As qualidades do dinheiro são minhas – de seu possuidor – qualidades e forças essenciais. O que eu sou e consigo não é determinado de modo algum, portanto, pela minha individualidade. Sou feio, mas posso comprar para mim a mais bela mulher. Portanto, não sou feio, pois o efeito da fealdade, sua força repulsiva, é anulada pelo dinheiro. Eu sou – segundo minha individualidade – coxo, mas o dinheiro me proporciona vinte e quatro pés; não sou, portanto, coxo; sou um ser humano detestável, sem honra, sem escrúpulos, sem espírito, mas o dinheiro é honrado e, portanto, também o seu possuidor. O dinheiro é o bem supremo, logo, é bom também o seu possuidor; o dinheiro me isenta do trabalho de ser desonesto, sou, portanto, presumido honesto; sou tedioso, mas o dinheiro é o espírito real de todas as coisas, como poderia o seu possuidor ser tedioso? Além disso, ele pode comprar para si as pessoas ricas de espírito, e quem tem o poder sobre os ricos de espírito não é ele mais rico de espírito do que o rico de espírito? Eu, que por intermédio do dinheiro consigo que o coração humano deseja, não possuo, eu, todas as capacidades humanas? Meu dinheiro não transforma, portanto, todas as minhas incapacidades no seu contrário?”



Para concluir, se é o homem que produz as ciências, as artes e o conhecimento; se é ele que transforma a natureza para satisfazer das suas necessidades mais básicas até as mais complexas e supérfluas, das mais banais até as mais interessantes e maravilhosas, então somente o homem será capaz de superar essa ordem das coisas que ele próprio criou e que, de maneira alienada e equivocada, pensa estar submetido e impotente diante dela. Se a história é algo que construímos através da nossa atividade e da nossa práxis, na nossa interação e na relação com o outro, então que tomemos de vez essas rédeas em nossas mãos para que possamos construir algo que transforme a nossa angústia diante da vida e da finitude, em algo que nos dê um sentimento de que, mesmo com todas as adversidades e sofrimentos, valeu apena ter passado por aqui.

*Renato Prata Biar é historiador, pós-graduado em filosofia. Mora no Rio de Janeiro e é colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.


Habemus vice

Para Zelaya, posição do Brasil sobre Honduras evita abertura de precedente

Foto: Aler

Matéria do site "Operamundi"

O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya ressaltou, em entrevista à ANSA, a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o golpe de Estado que o destituiu, um dia depois de o governo brasileiro reiterar sua posição em relação ao caso.

Na semana em que o golpe contra o então mandatário constitucional hondurenho completa um ano, Zelaya explicou que Lula, assim como os demais presidentes da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), quer que "não nos aconteça o mesmo do século XX".

"Que neste novo século não se inicie este turbilhão fascista dos golpes militares promovidos por interesse geopolítico e comercial da potência do norte, os Estados Unidos", rebateu o ex-líder do país centro-americano, que concedeu a entrevista por e-mail a fim de não colocar em risco seu asilo na República Dominicana.

Zelaya partiu para o exílio após um acordo entre o mandatário dominicano, Leonel Fernández, e o atual chefe de Governo de Honduras, Porfirio Lobo, que venceu as eleições realizadas durante o regime de facto e por isso não tem sua administração reconhecida por parte da comunidade internacional -- inclusive a maioria dos membros da Unasul, liderados por Lula.

Nesta quarta-feira (30/06), o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, apontou que a reintegração de Honduras à OEA (Organização dos Estados Americanos), entidade da qual a nação foi suspensa após a ação contra o regime democrático que instaurou o governo de fato de Roberto Micheletti, dependeria da anistia do ex-presidente.

A reincorporação do país centro-americano à OEA continua a ser rechaçada por nações como Venezuela, Equador e Argentina, além do Brasil, ainda que outros governos da região -- como Peru e Colômbia -- defendam a iniciativa.

De acordo com a Agência Brasil, Garcia relembrou que na última assembleia geral do organismo muitos dos presentes concluíram que "não foram reunidas as condições" para a reintegração, já que "todos foram anistiados em Honduras, inclusive os golpistas, menos o presidente Zelaya", o que seria "imprescindível".

Também os países da América Central -- reunidos no Sistema de Integração Centro-Americano (Sica) -- não conseguiram chegar a um consenso sobre o tema. Embora já tenham reconhecido o governo de Lobo, com exceção da Nicarágua, em encontro realizado entre terça-feira e quarta-feira no Panamá os líderes da região terminaram os debates sem um posicionamento comum sobre o tema.

Ainda em declarações à ANSA, Zelaya fez elogios a Lula, definido por ele como um "patriota americano de primeira qualidade" e "o melhor que poderia acontecer ao Brasil e à América do Sul nos últimos 100 anos".

"Suas democráticas e progressistas posições obedecem a sua consciência de classe e seu conhecimento da realidade de nossos povos explorados da América Latina", exaltou.

Questionado sobre quais seriam suas reivindicações atuais, o ex-mandatário assegurou não necessitar de "reconhecimento" e garantiu não trabalhar por isso. "Sou humanista cristão. Não pratico o hedonismo nem temo a morte", declarou.

Ele também disse não se arrepender de ter "enfrentado os Estados Unidos e a oligarquia midiática e econômica de Honduras", e que está "pagando um alto preço por isso".

"Tenho confiança que será retificado e um dia terminará o apartheid, que já tem vários séculos em Honduras, será buscada e então se terá a reconciliação nacional", acrescentou Zelaya, que atualmente ocupa seu tempo escrevendo um livro sobre democracia e organizando uma fundação.
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