O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não é que existe pescador na Baía de Florianópolis!

Pescadores pegam 15 toneladas de sardinha em Florianópolis (Foto: Susi Padilha/Diário Catarinense/Ag. RBS)

 Já se provou que um operário tem tudo para ser um presidente que dignifique o país e um dia será a vez de um pescador, de olho na bússola e firmeza no leme, nos defender das ganâncias dos bucaneiros que ainda existem em toda e qualquer parte. E como existem! 
Por Raul Longo (*)

O NORDESTINO E HOMER SIMPSON

O NORDESTINO E HOMER SIMPSON


Laerte Braga


Nas décadas de 50 e 60 do século passado, mesmo em setores tidos como de esquerda, era comum ouvir que “éramos os Estados Unidos de cem anos atrás”. A idéia que estávamos numa época de faroeste caboclo, mas em breve chegaríamos ao estágio Broadway.

O rótulo subdesenvolvido conferia a países como o Brasil a condição de alguns degraus abaixo na escala de poder e presença no que rotundos discursos de políticos pré-históricos chamavam de “concerto das nações do mundo”.

Era corriqueiro o exemplo de Rui Barbosa que, na Inglaterra, colocou à porta de sua residência em terras de sua majestade uma tabuleta com a inscrição ”ensina-se inglês”.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Povo livre tem imprensa livre



Povo livre tem imprensa livre

Rua Major Quedinho, esquina com a Martins Fontes, de frente para a avenida São Luís – ali ficava a redação do Estadão, onde comecei no jornalismo e passei por um curso intensivo de politização. O jornal era e ainda é de direita, mas meus amigos, na maioria, eram de esquerda e vivíamos o começo da ditadura militar.



Por Rui Martins (*)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O WATERLOO DO PATRULHAMENTO CRICRI

Celso Lungaretti

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O bizarro episódio em que uma integrante do Conselho Nacional de Educação afirmou existir racismo na obra de Monteiro Lobato, não se esgota na rejeição do seu parecer por parte do ministro Fernando Haddad. É hora de nos defrontarmos com o monstro, e não apenas com a mais chocante de suas monstruosidades.

O que havia para se dizer sobre o  politicamente correto, Karl Marx já disse, em 1845, nas Teses sobre Feuerbach:
"A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, de que seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Ela acaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, uma das quais fica elevada acima da sociedade.

A coincidência do mudar das circunstâncias e da atividade humana só pode ser tomada e racionalmente entendida como praxis revolucionária." (3ª tese)

"Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo." (11ª tese)
Ou seja, os educadores que se arrogam o direito de decidir o que crianças (ou a sociedade como um todo) podem ou não ler, e com que ressalvas lhes devem ser apresentadas tais leituras, têm, eles próprios, de ser educados.

Escorregões da imprensa e do magistrado

LEI DA FICHA LIMPA

Por Dalmo de Abreu Dallari, no "Observatório da Imprensa"

A defesa dos políticos "fichas-sujas" vem sendo feita de maneira desastrada, inclusive com a utilização de afirmações falsas quanto à origem de disposições da Lei da Ficha Limpa, numa tentativa de desmoralizar a própria lei, assim como seus propositores e o Congresso Nacional, que a aprovou.

Um aspecto lamentável, que deve ser assinalado, é que, além dos interessados diretos na oposição de obstáculos à aplicação da Lei da Ficha Limpa, aparece como ostensivo e apaixonado defensor dos atingidos por essa lei um ministro do Supremo Tribunal Federal. Esse comportamento do ministro pode parecer ilógico e contraditório para quem acredita que os integrantes da Corte Suprema são padrões de moralidade e defensores intransigentes dos princípios e normas da Constituição, mas para quem há várias décadas vem acompanhando as vicissitudes do Tribunal máximo do país o destempero do referido ministro é apenas mais uma comprovação da persistência de antigos vícios e compromissos.

Um ponto muito importante, que merece especial referência, é que o empenho exagerado na defesa de Jader Barbalho (PMDB) acabou revelando que o voto de um ministro do Supremo Tribunal Federal pode ter como único fundamento as alegações da parte interessada. Com efeito, depois de ter induzido a imprensa a divulgar uma falsidade, ou seja, a afirmação de que a inelegibilidade em decorrência de renúncia a mandato para evitar uma punição havia resultado de emenda introduzida pelo então deputado José Eduardo Cardozo (PT), como um "enxerto casuísta" feito com o propósito de excluir determinado candidato, o ministro em questão, desmentido pela documentação comprobatória de que aquela hipótese já constava do projeto original, tentou justificar-se e acobertar sua parcialidade. Mas suas explicações acabaram deixando evidente que ele não analisou a legislação, tendo-se baseado exclusivamente nas alegações de Jader Barbalho.


A nova história

“Para a nova geografia política da elite paulistana, o Rio e Minas caíram para a segunda divisão: agora situam-se geograficamente na região Nordeste. O país fica assim dividido por região, ou seja, segundo o preconceito racial, além de monetário e social”

Por Márcia Denser*, no "Congresso em Foco"

Para quem se lembra daquela frase “O Brasil não tem história, só geografia”, comenta-se que agora temos uma “nova geografia”, redesenhada a partir do mapa das eleições deste segundo turno. A sacada é do Paulo Henrique Amorim, diz ele que a “Secretaria de Educação – que paga o salário PSDB, o Pior Salário Do Brasil – do José Serra produziu um livro de Geografia com dois Paraguais. Agora, a Geografia do PIG redesenhou as regiões do Brasil para justificar o racismo. Quem vota na Dilma é pobre, nordestino, semi-analfabeto.”

Para a nova geografia política da elite paulistana, o Rio e Minas caíram para a segunda divisão: agora situam-se geograficamente na região Nordeste. O país fica assim dividido por região, ou seja, segundo o preconceito racial, além de monetário e social. É assim que os freqüentadores do restaurante Fasano dividem o Brasil. Naturalmente, a questão é desqualificar a vitória de Dilma.

Mas a coisa vai mais longe, para além dos óbvios empates técnicos constatados onde pretensamente Zé Pedágio teria vencido (50% a 49% no Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul, 51% a 48% no Mato Grosso), sem contar votações expressivas em Sampa (54% a 45%), Paraná (55% a 44%) e Santa Catarina (56% a 43%), existe um fato: a opinião pública no sul e sudeste agora – felizmente - está dividida!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dilma: a tortura julgada, a anistia sangrada

Eros Grau: o torturado acobertou a tortura

 

Dilma: a tortura julgada, a anistia sangrada

 

Por Luiz Cláudio Cunha (*), no jornal "O Globo"

 

Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente, deve encarar um desafio que intimidou os cinco homens que a antecederam no Palácio do Planalto a partir de 1985, quando acabou a ditadura: a tortura e a impunidade aos torturadores do golpe de 1964.


José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, FHC e Lula nunca tiveram a cara e a coragem de botar o dedo na ferida da impunidade, chancelada pela medrosa decisão de abril passado do Supremo Tribunal Federal, que reafirmou o perdão aos militares e policiais que mataram e machucaram presos políticos. Na quarta-feira passada (4), quando o país ainda vivia a ressaca da vitória no domingo da primeira ex-guerrilheira a chegar ao poder supremo da Nação, o incansável Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ajuizou ação civil pública pedindo a declaração da responsabilidade civil de quatro militares reformados (três oficiais das Forças Armadas e um da PM paulista) sobre mortes ou desaparecimento forçado de seis pessoas e a tortura de outras 20 detidas em 1970 pela Operação Bandeirante (Oban), o berço de dor e sangue do DOI-CODI, a sigla maldita que marcou o regime e assombrou os brasileiros.

 

domingo, 7 de novembro de 2010

Santa Catarina - FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS EM DEFESA DE EIKE BATISTA

Publico apelo do companheiro Raul Longo, colaborador do QTML?:

Amigos e companheiros:

Precisamos muito do apoio de todos os brasileiros onde quer que estejam. Há
pouco a Folha.Uol divulgou uma matéria sobre o assunto e recebeu comentários
que identificam nosso movimento como de elite, em razão da participação de
moradores do Jurerê Internacional, o bairro ocupado por esta classe aqui na
cidade.

No entanto, se recebemos adesões dos que pretendem lutar contra a
desvalorização de seus patrimônios, os que estão defendendo a manutenção de
suas condições de sobrevivência há meses estão sendo coagidos e intimidados.
Todas nossas manifestações são fotografadas e ao interpelarmos um desses
fotógrafos, depois de negar a ação, já distante do grupo que interceptou sua
fuga, ameaçadoramente afirmou ter fotos de cada um de nós.

Temos sido acintosamente seguidos por duplas, inclusive próximo às nossas
casas.

Tememos por nossas crianças e não temos a quem recorrer.

Pedimos maior divulgação possível. Aos militantes e partidários do PT,
pedimos que transmitam aos integrantes do partido em seus estados, pois
aqui, apesar do apoio e participação de um candidato, também derrotado como
ocorreu com a maioria dos pleiteantes petistas, não encontramos qualquer
respaldo. Pelo contrário. Este mesmo, ainda como candidato foi publicamente
repreendido pela direção estadual do PT.

Como dizia Adoniran: "a situação está muito cínica" e dependemos bastante da
ajuda e da participação de todos para conseguir superar a sistemática
manipulação de informações ao restante do país pelos interessados neste
empreendimento e que, agora, conseguiram até promover o ressurgimento da
repressão militar.

Infelizmente tenho de lhes pedir esse favor.

PARA A PLENA REINSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR EM SANTA CATARINA, SÓ FALTA
BRUCUTU...

sábado, 6 de novembro de 2010

Patriotismo não combina com egoísmo

Por Pedrinho Guareschi* e Marlos Mello**

Convidamos os leitores a uma rápida reflexão sobre patriotismo e nacionalismo. Não vamos fazer distinção entre esses dois termos, embora um venha de pátria e o outro de nação. Às vezes o termo nacionalismo parece carregar uma conotação um pouco negativa, como se fosse um patriotismo exagerado. Mas aqui vamos tomar os dois como sinônimos.
 
É interessante constatar como as coisas mais lindas e queridas muitas vezes se corrompem e se tornam detestáveis quando são exageradas. Veja, por exemplo, o amor. O verdadeiro amor é generosidade, doação, entrega gratuita. Mas quando ele se torna egoísta, se transforma em ciúme doentio e nos prejudica muito.
 
Pois assim é também com o patriotismo, ou nacionalismo. Práticas louváveis que podem trazer tanto bem, quando desviadas de seus verdadeiros fins se transformam em genocídios e guerras horrendas.

Jeffrey Rubin: As raízes do sucesso do Brasil

Por Jeffrey W. Rubin*, Huffington Post – The Roots of Brazil’s Success

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu e disseminado pelo Castor Filho

A importante e sólida vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais do domingo passado confirma a exemplar trajetória do Brasil, a partir da ditadura militar dos anos 1970s, até se converter na pujante democracia que é hoje. Exportações em expansão, eleições disputadas com plena transparência, e índices entusiasmantes de redução da pobreza, o Brasil continua a dar passos importantes no caminho de tornar-se potência mundial. E domingo o Brasil elegeu uma mulher, ex-combatente da resistência à ditadura e membro do Partido dos Trabalhadores, de tendências de esquerda. Tudo isso faz do Brasil moderno uma história de desenvolvimento bem sucedido em plena era da globalização, pleno de conteúdo político e de importantes lições históricas.

Um hemisfério com mais países com trajetória semelhante à do Brasil pode alterar todo o mapa geopolítico do mundo. A América Latina está demonstrando que democracia e respeito crescente aos direitos humanos podem conviver em harmonia com crescimento econômico – se houver projeto para incluir os mais pobres e as minorias. Nasce aí um projeto de desenvolvimento com características seculares e de não-violência, que pode ganhar impulso global.

Se esse projeto tiver de nascer e prosperar sem a dominação dos EUA, mas com os EUA como base complementar de poder político e cooperação econômica ao sul do canal do Panamá, então o projeto de modernidade secular pode ser resgatado do controle histórico que EUA e a Europa sempre tiveram sobre ele. De fato, ao promover a União das Nações Latino-Americanas (Unasul) e ao oferecer suporte econômico para os vizinhos Bolívia e Paraguai, o presidente Lula, que ainda governa, já deu passos significativos naquela direção, com o que o país já está plenamente qualificado para ocupar lugar no Conselho de Segurança da ONU.

A verdade sobre a CPMF

Volta a discussão o tema da CPMF, na verdade, o assunto em debate é como financiar a Saúde Pública, já que a privada vai bem e obrigado – tem até isenção de impostos e devolução do IR a partir do que se paga com o seguro saúde e a medicina de grupo. Os governadores querem rediscutir o imposto do cheque como foi chamado a CPMF no início e isto inclui situação e oposição. A exceção do governador eleito de Minas, Antonio Anastásia, que defende a volta da CPMF para financiar a saúde, e de Geraldo Alckmin, que para variar está em cima do muro, os demais governadores da oposição se dizem contrários, mas é tudo jogo de cena, pois, no fundo todos têm problemas na área de saúde e precisam de recursos para implementar melhorias. Mas o que quero destacar aqui é a verdadeira história do fim da CPMF, que retirou do governo cerca de R$ 40 bilhões de arrecadação no auge da crise de 2008-09. Essa verdade fica escondida, porque nossa mídia faz jogo de palavras e números para provar que não precisamos da contribuição para a saúde, e esconde a verdadeira causa da extinção da CPMF, obra da Fiesp, da própria mídia e da oposição, com o DEM à frente.
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

REAÇÃO À CATILINÁRIA DE SERRA NA FRANÇA: "POR QUE NÃO TE CALAS?"

Celso Lungaretti (*)

Até quando, ó Serra, vais abusar da nossa paciência?!

Cinco dias depois da derrota na eleição presidencial, José Serra continua com a cabeça quente: fez declarações destrambelhadas e rancorosas em Biarritz, sul da França, acabando por receber um merecido "por que não te calas?" de um representante da Fundação Zapata, do México.

O tema do encontro eram as relações entre a América Latina e a União Européia, mas Serra passou longe dele. Preferiu ocupar seu tempo com furibundas diátríbes contra o Governo do seu país, lavando roupa suja em casa alheia:

O ninho da serpente

Foto: Brontossauros
 Podem rir a vontade, mas quem não sabe distinguir uma muçurana de uma urutu cruzeiro não se meta a criar cobra achando que vão se comer entre si. Esse negócio de querer ver cobra comendo cobra é perigoso! Não alimentem!  
Por Raul Longo (*)

DECIDIDO: "CAÇADAS DE PEDRINHO" NÃO VAI PARA O INDEX

Celso Lungaretti (*)


Quando o historiador Marco Antonio Villa acusou o "lulismo" de perseguir Monteiro Lobato, eu retruquei: "o insignificante Conselho Nacional de (Des)Educação" apenas elaborara outro de seus "pareceres desnecessários e tolos", que não respaldava nem de longe tal generalização, pois apenas se constituiu num "exemplo da crassa ignorância de funcionários subalternos, incumbidos de tarefas além de suas qualificações".

O ministro Da Educação, Fernando Haddad, concordou, dando ao parecer o único destino cabível: a lixeira.

Para salvar as aparências, pediu ao CNE que elabore outro -- o qual, claro, não trará nenhuma recomendação obscurantista.

Ministério Público pede ação contra militares acusados por tortura Defensoria diz que lei da Anistia não invalida a responsabilidade civil dos agressores

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) ajuizou ação civil pública parar declarar responsabilidade civil de quatro militares reformados - três deles integrantes das Forças Armadas e um da Polícia Militar de São Paulo - sobre mortes ou desaparecimentos forçados de pelo menos seis pessoas, além de tortura contra outras 19 pessoas, todas detidas pela Oban (Operação Bandeirante), nos anos 70, auge da repressão militar. A Procuradoria da República cita na peça inicial a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), presa e torturada em 1970.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Viva Marighella!!! Marighella Vive!!!


4 de novembro de 1969, Carlos Marighella, lider revolucionário e combatente da ditadura militar no Brasil, era assassinado em São Paulo.

Viva Marighella!!!  Marighella Vive!!!

Direito a Memória e a Verdade. Para que NÃO SE ESQUEÇA. Para que NUNCA MAIS ACONTEÇA.

Quando o ser humano se coisifica

Por Ana Helena Tavares (*), 
em 04 de Novembro de 2010

Sempre se soube que o preconceito nasce da intolerância humana. Talvez uma intolerância a si mesmo. Aquele que julga o outro inferior – por cor, origem, credo – só pode sofrer de séria crise de identidade. Quem se ama não tem porque odiar seu semelhante de forma gratuita e baixa.

Já está provado pela ciência – queiram os puristas ou não – que todos nós – paulistas e nordestinos, ricos e pobres, brancos e negros, judeus e palestinos – fazemos parte de uma só raça, maravilhosamente diversificada: a raça humana.

No entanto, na contramão da diversidade humana, muitos cientistas prometem, daqui a algum tempo, oferecer a possibilidade de que se determine, ainda na barriga da mãe, as características de um ser humano, podendo-se, assim, “montar” um filho idealizado segundo a visão de seus pais. Isto pode trazer sérias conseqüências. 

Fazer com que o ser humano já nasça perfeito seria criar super-homens para matá-los pela própria perfeição. Ser perfeito é sinônimo de não ter desafios a superar. Não ter desafios a superar é sinônimo de morrer em vida. 

Sendo assim, quem vai querer ter em casa grandes gênios e beldades? Só mesmo os insensatos... Que passarão a discriminar o restante. 

Ops... Passarão? Estaríamos, com isso, entrando num nazismo disfarçado ou já viveríamos nele?

Recentemente, no dia seguinte à eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil, uma onda de ódio xenófobo invadiu o badalado Twitter, provando que parte inominável do ser humano não se guia pela ciência, mas, sim, por seus mais sórdidos instintos. Não digo instintos animalescos, porque o reino animal é formado por seres bem mais dignos de admiração do que os neonazistas de plantão. 

Se pudessem, promoveriam um verdadeiro darwinismo social – em que o voto dos paulistas de olhos claros teria peso dois em detrimento dos de “cabeça chata”.

Esquecem, por cegueira de alma, que foram e são os de “cabeça chata”, os negros e as mulheres – ah, as mulheres – que construíram e constroem este país com sangue e suor. 

Ignoram, por opção mesquinha, que, um dia, poderão estar sós e, se apenas a mão calejada de um nordestino lhes oferecer abrigo, terão que implorar que nem o gafanhoto à formiga: “Deixe-me entrar?”.  

Desconhecem, por desconhecimento mesmo, que não estariam teclando tanta asneira em seus computadores se um filho de carpinteiro (Thomas Edison) não tivesse inventado a luz elétrica.

Querer que o outro seja, pense e aja de acordo com interesses pessoais é querer brincar de Deus. É, enfim, coisificar-se, negando sua própria essência.

*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".

Não sei dar nome a isso

"Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim." Lindo vídeo em homenagem ao Lula!




Agradeço à companheira Sônia Montenegro pela belíssima dica.

ONDE ENTRA O BRASIL NESSA HISTÓRIA TODA?

ONDE ENTRA O BRASL NESSA HISTÓRIA TODA?
Laerte Braga
Se deixar por conta do governo sionista de Israel a Bíblia vai ter que vendida em saco plástico opaco e para maiores de dezoito anos. É que o rabino Ari Shvat, especialista da HALACHA, a lei judaica estrita, encontrou razões no Velho Testamento para justificar que espiãs do MOSSAD (serviço secreto de Israel) seduzam inimigos em busca de informações vitais à segurança nacional.
A notícia foi publicada pelo jornal YEDIOT AHARONOT, na edição de segunda-feira. O “estudo” do rabino intitula-se “SEXO EXPLÍCITO PARA A SEGURANÇA NACIONAL”, com a recomendação que sejam usadas “mulheres licenciosas” para esse tipo de missão.
Na hipótese das agentes serem casadas o rabino recomenda que seus maridos se divorciem antes de cada missão e tornem a se casar depois de completada a dita missão.
A julgar pelo estudo do rabino como se trata do povo eleito, Deus não se sentirá ofendido com esse tipo de comportamento. O estudo foi publicado originalmente na revista TEHUMIN do INSTITUTO TZOMET DE GOUSH ETZION, situado numa colônia em região palestina ocupada na Cisjordânia.

O DIA DE FÚRIA DE UM PROFESSOR

Celso Lungaretti (*)

Villa por Villa, eu fico com o lendário
Pancho, herói da Revolução Mexicana...


Hilário o artigo do historiador Marco Antonio Villa, que a Folha de S. Paulo -- sempre ela! -- publicou: 44% estão na oposição.

Furibundo com o resultado eleitoral, ele começa ignorando a matemática, com esta afirmação "44% do eleitorado disse não a Dilma".

Ora, se os eleitores eram 135.804.433, dos quais 43.711.388 teclaram 45 no 2º turno, bastaria uma simples regrinha de três para o professor constatar que foram apenas 32,2% os que votaram contra Dilma Rousseff.


PRAZER EM TE REENCONTRAR, COMPANHEIRA VANDA!

Celso Lungaretti (*)

Sem falsa modéstia, acertei em praticamente tudo que escrevi sobre a campanha e o resultado do 2º turno da eleição presidencial.

Leitores contrariados com a derrota demotucana, entretanto, correram a me rotular de "petista", forma bem brasileira de desqualificar argumentações irrespondíveis.

No terreno minado em que se transformou o debate político na internet, não há mais espaço para nuances e sutilezas.

Caímos no maniqueísmo total: reduz-se tudo a uma disputa entre o Bem e o Mal, só diferindo o entendimento sobre quem seja o  mocinho  e quem seja o bandido.

As mulheres de Dilma, a caminho do poder

A presidente eleita Dilma Rousseff assumiu publicamente como compromisso fazer um gesto simbólico para estimular a participação das mulheres na política: promete ampliar a participação feminina na equipe de primeiro escalão do governo. Teremos mais ministras na era Dilma, mas elas sairão de onde, já que são escassos os quadros femininos nos partidos aliados? A solução pode estar em escolhas técnicas na própria administração pública.

São as seguintes as mais cotadas para integrar a equipe do novo governo:

AGU dá argumentos legais a Lula para não extraditar Battisti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter no País o ex-ativista italiano Cesare Battisti, que está preso no Brasil e foi condenado à prisão perpétua pelo governo da Itália por terrorismo. Na quinta-feira, Lula afirmou que seguirá a recomendação do parecer da Advocacia Geral da União. De acordo com o jornal O Globo, o texto que está em fase final de redação na AGU dá argumentos legais para que o presidente não extradite Battisti.
 
Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a extradição do italiano, mas concedeu ao presidente da República a palavra final sobre o caso. A pedido do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, um técnico da Consultoria Geral da União preparou um parecer que embasaria juridicamente a opção do governo brasileiro de negar o pedido de extradição. Caso Battisti não for extraditado, poderá viver no Brasil como refugiado político, condição conferida a ele por Tarso Genro, ministro da Justiça à época.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4772125-EI306,00-AGU+da+argumentos+legais+a+Lula+para+nao+extraditar+Battisti.html

Caso Battisti: Detalhes Jurídicos Italianos


Por Carlos Alberto Lungarzo
Anistia Internacional (USA) – 2152711
Nos últimos 16 meses, escrevi e publiquei nesta rede vários artigos e alguns pequenos ensaios sobre o Caso de Cesare Battisti, que, em geral, se dividiram em dois estilos: alguns estavam destinados a abordar temas gerais sobre a perseguição italiana, como aquele sobre Democracia e Direitos Humanos. Já outros foram mais específicos e visavam informar sobre assuntos pouco divulgados, como o projeto de sequestrar Battisti e outros refugiados italianos, pelo grupo parapolicial terrorista DSSA.

"O meu pai era paulista, meu avô pernambucano, o meu bisavô mineiro, meu tataravô baiano"



Em homenagem à diversidade cultural e em repúdio a todo tipo de preconceito.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os significados de uma derrota

Foto: Nacho Doce / Reuters
Qual será o comportamento desses hoje ex eleitores de José Serra? Se reintegrarão à realidade? Dessa vez tentarão tirar algum aprendizado da experiência da derrota? Compreender seu significado?
Por Raul Longo (*)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Belo vídeo, bela música em homenagem à vitória do povo

Cobertura das eleições - Oportunismo partidário

 Cobertura das eleições - Oportunismo partidário

Continuaremos aprisionados ao modo de fazer política especulativa e, ultimamente, terrorista? O progresso brasileiro está indubitavelmente vinculado a essas questões e não são os partidos que devem dar essas respostas. Na verdade, essas são preocupações fundamentais dos eleitores brasileiros.
 
Por Marlos Mello (*)

FIM DE PESADELO PARA BATTISTI

Celso Lungaretti (*)

Está próximo do desfecho justo o caso do escritor e perseguido político Cesare Battisti, preso há 45 meses no Brasil por causa de crimes ocorridos há mais de três décadas na Itália.

Crimes de que não foi acusado no seu primeiro julgamento, em julho de 1979, quando recebeu a exageradíssima sentença de 12 anos de prisão, por mera subversão contra o Estado italiano.

Crimes que lhe foram jogados nas costas quando o processo, já transitado em julgado, foi reaberto em 1987 por conta das delações premiadas de Pietro Mutti, o líder do grupo de ultraesquerda do qual Battisti havia participado.

Não ao terceiro turno

Do site "Brasília Confidencial"

Parcela minoritária e barulhenta de derrotados nas urnas reagiu ao resultado da disputa pela Presidência da República como se fosse passível de desmerecimento, contestação e enfrentamento a decisão majoritária de tornar Dilma Rousseff a sucessora do presidente Lula. Essa parcela reagiu, enfim, como quem inaugura ou pretende inaugurar uma espécie de terceiro turno imprevisto pela legislação, indesejado pela população, insultuoso ao eleitorado e improdutivo para o país.

A ideia de iniciar um terceiro turno se evidencia na edição de ontem dos principais diários impressos do país. Começa na informação de que, antes mesmo de começar, o Governo Dilma já vive sua primeira crise causada pela presença explícita ou pela sombra ameaçadora de Lula, que seria candidato à Presidência em 2014. O terceiro turno se insinua também entre o receio de que Lula interfira no governo, tutelando Dilma, e o medo de que não faça isso e deixe o caminho livre para a hegemonia da esquerda do PT. É deflagrado também, o terceiro turno, no pavor provocado pela maioria de praticamente três quintos no Congresso, que poderia dar a Dilma força suficiente para legislar conforme bem quisesse.

O segmento da mídia que orienta os partidos de oposição participa da tentativa de inaugurar o terceiro turno com o mesmo método jornalístico adotado desde o primeiro semestre do ano passado: textos, comentários, notas e artigos que depreciam Dilma tentando reduzí-la a uma figura influenciável e manipulável. Desmereceram a candidata, agora desmerecem a presidente eleita e, desde já, seu futuro governo.

A doce vitória de Vanda

Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
Outubro de 2010. O arsenal tático da guerrilheira atordoa as barricadas do atraso. É doce o sorriso de Vanda. Como suave é sua mão estendida.

Por Gilson Caroni Filho (*)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O dia da estaca

Por Ayrton Centeno, no site "Brasília Confidencial"

“Foi como um milagre; diante de nossos próprios olhos, em menos de um segundo, todo o corpo se transformou em pó e desapareceu de nossa vista” (Drácula, de Bram Stoker)

Milhões de brasileiros tomaram este domingo de outubro nas mãos com imenso cuidado. Havia um compromisso. Era preciso devolver as trevas às próprias trevas, o atraso ao atraso, o esgoto ao esgoto, a farsa aos farsantes, o medo ao medo, o ódio aqueles que odiosamente o disseminaram e a hipocrisia de uma campanha aos hipócritas que a conceberam e encenaram. Para depositar o século 13, que recentemente nos visitou, no seu sepulcro de 700 anos. Ao final da tarde, o serviço estava feito e a missão cumprida. Bem antes das 12 badaladas que separam o dia que morre do dia que vai nascer soube-se, afinal, que a escuridão fora tragada pela própria escuridão.

Neste 31 de outubro, ensolarado para uns, sombrio para outros, os eleitores partiram de casa portando duas armas: voto e vontade. Juntas, ambas transformaram-se, diante da urna, em um instrumento de redenção. Mas foram além. Simultaneamente exorcizou-se o regressismo que acenava com um passado recente, mas também remoto graças aos adereços obscurantistas com que desfilou na campanha. A tarefa necessária foi realizada tendo a luz solar como cúmplice pois, como adverte a lenda, é quando o mal dorme na sua tumba. Vontade e voto viraram estaca enfiada à força de martelo no coração da miséria moral que nos assolou.

Leonardo Boff:Desafios para o governo Dilma

Por Leonardo Boff, no "Brasil de Fato"

Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nível indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, saíram desmoralizados.

Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Família entre outras. Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.

Não obstante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.

Fecha-se o ciclo em que o vencedor foi Lula

Por Luís Nassif, em seu blog

É das mais instigantes a entrevista de André Singer ao Valor, sobre o novo momento político. Ele identifica uma mudança estrutural, com o realinhamento das bases sociais, a classe média indo maciçamente para o PSDB e as bases populares para o PT, movimento que deverá perdurar por décadas, segundo Singer.

Não sei até que ponto a classe média um dia chegou a ser PT. Talvez Singer tenha se influenciado pelo ambiente em que freqüenta, de classe média mais intelectualizada. Havia, de fato, em São Paulo uma classe média e classe alta intelectualizada com pendores de esquerda. Mas nunca chegou a ser numericamente expressiva.

Mesmo assim, esses setores migraram para um anti-petismo radical. No mapa das eleições, via-se Serra com 70% dos votos de bairros tão díspares como Vila Maria e Higienópolis.

Não se pode dizer que a classe média tenha sido beneficiada por sucessivos governos, desde FHC. Foi penalizada com tributação excessiva, deterioração dos serviços públicos, estagnação do mercado de trabalho até alguns anos atrás.

Direito de Asilo: Tempo de Refletir



Por Carlos Alberto Lungarzo
Anistia Internacional (USA) – 2152711 

O triunfo eleitoral da candidata Dilma Rousseff, membro do que fora o mais desenvolvido movimento da esquerda latino-americana nos anos 80, e ex-prisioneira política, deve servir para refletir sobre um fato dramático. Após 25 anos de democracia e de 8 anos de governo popular, o Brasil voltou a ter um preso político, que já permaneceu privado de sua liberdade por mais tempo do que cumpriram vários presos políticos da ditadura.

VEJA... E GARGALHE!!!

Celso Lungaretti (*)

"Eu assisti de camarote
o teu fracasso,
palhaço, palhaço!"
(Benedito Lacerda) 

Na edição que entrou em bancas no dia 16/10/2010, a revista Veja dedicou sua matéria de capa a um bizarro exercício de futurologia e lobbismo, ao proclamar que a eleição presidencial seria decidida em Minas Gerais, graças ao "poder de Aécio".

O ridículo começou pela capa, apresentando Aécio como Super-Homem, e se derramou pelas páginas internas, nas quais se garantia que "Aécio move a montanha" (título da matéria). Eis alguns trechos:
"Ao fazer seu sucessor no governo de Minas Gerais, o senador eleito Aécio Neves demonstrou sua enorme capacidade de transferir votos. Agora, ele quer repetir o feito em favor de José Serra. O resultado desse esforço poderá definir o futuro presidente da República.

"Pai, será que um dia eu vou votar no Lula?"

Segue mensagem do companheiro Gustavo Castañon, colaborador do QTML?:

Cara Ana,

Parabéns por nossa vitória. Envio a você um texto singelo e emocionante, que um adolescente chamado Marcelo postou no Orkut depois da vitória de Dilma. Neste momento de barulho e festa, uma imagem da gratidão que tem o povo brasileiro por esse homem admirável, que tornou o sonho de um Brasil justo um sonho possível.
Quem sabe se você publicar não apareça o nome e sobrenome dele?

Graaande Abraço!

" Pai, será que um dia eu vou votar no Lula? "

OS DESAFIOS DE DILMA - O BRASIL E A ORDEM MUNDIAL

OS DESAFIOS DE DILMA – O BRASIL E A ORDEM MUNDIAL

Laerte Braga

As perspectivas de derrota eleitoral do Partido Democrata e por extensão do governo do presidente Barack Obama, há dois anos das eleições presidenciais nos EUA, são uma dificuldade de monta para a presidente eleita do Brasil Dilma Roussef. Não que Obama signifique alguma coisa, mas pelo que Republicanos representam numa escala de gradação do terrorismo político, econômico e militar dos EUA.

Se antes dos oito anos de Lula éramos figurantes no contexto da chamada Nova Ordem Mundial, hoje somos protagonistas dessa ordem. E a América Latina é decisiva em todo esse processo.

Mais que nunca vale a frase do ex-presidente Richard Nixon dita em plena ditadura militar, ao buscar encontrar justificativa para as notícias de sistemáticas violações de direitos humanos pelo regime dos generais. “É uma pena, mas o Médice é um bom aliado e para onde inclinar-se o Brasil, inclina-se a América Latina”.

Kassab quer recriar PMDB, unindo DEM e quercistas

Autor(es): Diego Zanchetta
O Estado de S. Paulo - 01/11/2010

A partir de hoje, o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM), de 50 anos, se torna uma das peças-chaves na reorganização dos partidos que apoiaram a candidatura José Serra (PSDB). Será um dos coordenadores de uma oposição moderada ao governo Dilma Rousseff no Congresso. Uma das ideias de Kassab, segundo assessores próximos, é fundir parte do DEM com o espólio quercista do PMDB paulista, dando origem a um novo partido chamado MDB - mesmo nome da sigla que abrigou opositores do regime militar durante os anos 70.

"Muita gente próxima do prefeito vem elogiando essa sacada dele, de resgatar o nome do MDB nessa fusão", disse um secretário municipal ao Estado.

Conciliador. Kassab foi o primeiro político a votar no Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, zona oeste, por volta das 8h30. E logo teve de responder a jornalistas perguntas sobre seu futuro. "A partir de amanhã ninguém mais tem candidato. Estaremos todos torcendo para que o próximo presidente faça um bom governo. Não é saudável de forma alguma você estender as disputas após o período eleitoral", disse o prefeito.

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