O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cobertura das eleições - Oportunismo partidário

 Cobertura das eleições - Oportunismo partidário

Continuaremos aprisionados ao modo de fazer política especulativa e, ultimamente, terrorista? O progresso brasileiro está indubitavelmente vinculado a essas questões e não são os partidos que devem dar essas respostas. Na verdade, essas são preocupações fundamentais dos eleitores brasileiros.
 
Por Marlos Mello (*)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Terrorismo eleitoral


Charge enviada ao grupo do QTML? no Facebook pela companheira Denise Rocha.

Charge do JBosco, do jornal O Liberal, de Belém (PA). Site do autor: http://jboscocartuns.blogspot.com/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

E você, tem medo do Irã?

E você, tem medo do Irã?
 
O maior ataque terrorista da história da humanidade ocorreu em duas etapas: o primeiro em 06 de agosto de 1945 na cidade de Hiroshima (com 140 mil mortos) e o segundo em Nagasaki (com 80 mil mortos), ambos ocorridos no Japão. É bom não esquecermos também que, nesses dois casos, não havia nenhum muçulmano envolvido. Muito pelo contrário, quem comandou e ordenou os dois ataques com bombas nucleares à população civil japonesa vestia terno e gravata, tinha a pele branca, olhos claros, se dizia cristão e, no momento dos ataques, ocupava o cargo de presidente dos Estados Unidos: o Sr. Harry S. Truman.

Por Renato Prata Biar (*)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PETIÇÃO PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, CONTRA A CENSURA E CONTRA O TERRORISMO JURÍDICO

A Todos os Defensores da Liberdade de Opinião

Por Carlos Alberto Lungarzo (*)


No final de 2009, o apresentador de TV conhecido como Boris Casoy (que aparece em alguns documentos como Kassoy) injuriou genericamente à classe dos varredores públicos que tinham enviado uma saudação de Natal ao público.

A injúria se difundiu através dos meios de comunicação do canal no qual o apresentador trabalha, e o fato de que esses canais estivessem abertos é responsabilidade da emissora, mesmo que, como cabe supor, o vazamento fosse involuntário.

A obscenidade e classismo mostradas pelo apresentador (que, de acordo com o Direito Humanitário Internacional configura discriminação e preconceito em função de extração social ou atividade) caberia no Brasil na Lei 7716, que pune discriminação e preconceito em função de etnia, cor, religião ou procedência nacional. Embora no país não existe uma lei específica punindo discriminação em função de extração social, a jurisprudência internacional compara isto com racismo.

Houve na Internet milhares de manifestações e milhões de acessos aos sites onde foi criticada esta injúria. Muitos dos manifestantes se expressaram em forma chula ou desnecessariamente agressiva.

Entretanto, a ÚNICA PESSOA A QUAL SE TENTOU PUNIR foi o jornalista CELSO LUNGARETTI, que escreveu uma matéria articulada, profissional, com expressões corretas da linguagem culta, sem insultos nem ofensas.

Por que, então, ele é a única vítima da perseguição do apresentador e do juiz e do promotor que atuam na causa?

Lungaretti tocou num aspecto FORTE, COMPROMETIDO, e apresentou provas documentais que NÃO PODEM SER REFUTADAS: jornais e revistas da época, que dificilmente poderiam mentir todos ao mesmo tempo. Foi com esses dados que Lungaretti denunciou o apresentador como tendo sido, em suas épocas de estudante,

MEMBRO DE UM GRUPO DESTINADO DE SEMEAR O TERROR ENTRE ESQUERDISTAS E (mais geralmente) INIMIGOS DA DITADURA, CONHECIDO POR SUA VIOLÊNCIA: o Comando de Caça aos Comunistas.

Fontes da época, mencionadas e circunstanciadas detalhadamente por Lungaretti, atribuem a este Comando coisas tais como: o homicídio de um padre e de um estudante, atentado contra o teatro, apóio civil para a invasão da PUC de 1977, etc.

NO DIA 17 DE AGOSTO DE 2010, no Fórum da Barra Funda, foi aberto contra Lungaretti um processo por injúria ou calúnia. Na primeira audiência, a parcialidade do promotor e o juiz foram evidentes, pois evidenciaram que não era correto criticar à ditadura.

Se houve, digamos, centenas de blogueiros que repudiaram o apresentador, PORQUE SÓ LUNGARETTI FOI ATINGIDO?

Muito Simples:

1. Ele é um antigo e contínuo combatente pela liberdade, o socialismo e os Direitos Humanos e seu site é permanente alvo de agressões.

2. Ele foi a pessoa que forneceu, em suas manifestações, maiores detalhes sobre a vida pregressa do apresentador e sua relação com a violência da ditadura.

3. Ele não pode ser desmentido, pois suas afirmações se embasam em provas no melhor sentido das ciências sociais. (Por isso, também, não cabe contraditório; ou alguém pede direito ao contraditório a um historiador que diz que os americanos bombardearam Japão???)

4. Porque é alguém que não conseguiram assustar....

5. Porque a grande mídia está numa campanha de ódio contra blogues e sites.

6. Porque a minoria desesperada que está sendo derrotada pelo voto popular, já tem projetos de lei para instituir o terrorismo patronal na Internet, através de censura e espionagem.

Se não quisermos que isto aconteça, por favor, assinem nossa petição, cujo texto e endereço estão em baixo.

Sugiro também:

1. Os que tenham contatos e redes sociais, divulguem nossa denúncia a todas elas. Serão bem vindas também manifestações com texto próprio dirigidas ao TRIBUNAL DE ESTADO DE SÃO PAULO e outras entidades.

2. Os que tenham contato com seus representantes no Parlamento, dirijam-se a eles.

3. Os que puderam divulgar este atropelo à liberdade de pensamento e, ao mesmo tempo, ESTE PRÊMIO A ATITUDES CLASSISTAS, RACISTAS, DISCRIMINATÓRIOS E DE ÓDIO SOCIAL, no exterior, encaminhem suas iniciativas a ONGs, Org Internacionais e Governos Estrangeiros.

4. Os que disponham de tempo, por favor, dirijam-se aos conselhos de jornalistas, estaduais, federais e de outros países, às organizações continentais.

Defender uma pessoa vítima da barbárie já é fundamental. Defender o direito de expressão para 180 milhões de pessoas é IMPRESCINDÍVEL!

Sou uma pessoa conhecida por sua moderação, e nunca estimulo ações extremas. Não há motivos para exagerar. Realmente, o pouco de liberdade de expressão que fica para as pessoas independentes está em perigo. A grande mídia manifestou sua simpatia pelo algoz.

Atenciosamente,

Carlos Alberto Lungarzo

Prof. Tit. AP. UNICAMP & UERJ

Carlos.lungarzo@gmail.com

RNE V033174-J

AI 2152711


TEXTO DA PETIÇÃO

No dia 17 de agosto, um apresentador de TV (Boris Casoy ou Kassoy) ajuizou processo criminal contra o jornalista independente, blogueiro e comunicador Celso Lungaretti, que também, foi prisioneiro político e objeto de sevícia da ditadura em 1970.

Motivo: o jornalista revelou, se baseando em jornais e revistas da época, que Casoy tinha pertencido a um grupo de ação anticomunista, conhecido pela sigla CCC. Este grupo foi de grande importância para o golpe de estado, criando pânico entre estudantes e pessoas contrárias a ditadura (fossem não comunistas), por meio de diversos atos violentos. Os dados que vinculam o apresentador ao CCC estão registrados em vários veículos, entre eles, a extinta revista O Cruzeiro.

O apresentador foi também fortemente criticado por milhares de blogueiros e de navegantes independentes, por causa de ter-se referido publicamente aos varredores municipais, com expressões totalmente derrogatórias, injuriosas e classistas.

O juiz que atuou na primeira audiência está mostrando notória parcialidade. Extrapola o assunto da causa ao plano político, e afirma que “as duas partes” (a ditadura e suas vítimas tem a mesma culpa). Ou seja, isto implica obviamente, que NINGUÉM QUE APOIE A DITADURA PODE SER CRITICADO.

Ridiculamente, foi dito na audiência que Lungaretti deveria ter dado direito de contraditório. Isto não faz sentido!!! Ele não apresentou uma opinião de jornalista: DECREVEU UM FATO HISTÓRICO. Negar um fato comprovado é um absurdo, e está além da opinião pessoal.

Portanto, solicitamos que todos assinem esta petição, que é completamente aberta, e vai dirigida aos poderes públicos pedindo:

1. A imediata impugnação do juiz

2. O Arquivamento Imediato do Processo

3. O pronunciamento oficial de que o direito de opinião NÃO PODE SER AMORDAÇADO POR RAZÕES POLÍTICAS E CORPORATIVAS, NEM ENCOBERTO POR FALSOS ARGUMENTOS SOBRE INJÚRIAS, CALÚNIAS OU OUTROS DELITOS.

Por favor, abra este link, preencha a petição e passe a seus amigos.




*Carlos Alberto Lungarzo é graduado em matemática e doutor em filosofia. É professor aposentado e escritor, autor do livro “Os Cenários Invisíveis do Caso Battisti”. Para fazer o download de um resumo do livro clique aqui. Ex-exilado político, residente atualmente em São Paulo, é membro da Anistia Internacional (registro: 2152711) e colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

Charge: Carlos Latuff

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Solidariedade e terrorismo



Solidariedade e terrorismo



"Fui educada na história judia, uma história de opressão, de carência, de sofrer faxina étnica, de sermos expulsos de uma comunidade após outra. Poderíamos nós estar fazendo estas coisas a outra gente?"


(Neta Golan, fundadora do Movimento Internacional de Solidariedade)


Por Carlos Alberto Lungarzo (*)


Por Carlos LungarzoA autora da frase acima não é original, mas é penetrante. De fato, são milhares os judeus de todo o mundo que se preocupam pela transformação da dor e o sofrimento de sua comunidade num instrumento de retribuição e vingança. Dona Hedy Epstein, de 85 anos, sobrevivente do genocídio antijudio dos nazistas, foi impedida em Chipre de embarcar no MV Rachel Corrie, um navio irlandês que, no momento de escrever este artigo, está desacelerando sua marcha rumo a Gaza, para evitar ser pego por surpresa durante a noite..


Apesar de todos os riscos, o cargueiro continua de encontro ao bloqueio contra o qual pode esbarrar no dia sábado 5 de junho. É importante observar que a frotilha da solidariedade continha alguns judeus. Se seu número é pequeno, isso acontece porque também é pequena a coletividade (13 milhões no mundo todo), e porque o terrorismo de estado israelense criou uma “peste emocional” análoga a do nazismo. Mas essa história de solidariedade poucas vezes é narrada.



O Sionismo e o Terrorismo de Estado


O fundador do sionismo moderno, Theodor Herzl (1860-1904) era um civil pacifista. Ele faleceu antes da Declaração Balfour (1917) e, na sua época, cogitavam-se várias soluções diferentes para o povo judeu.


Os sionistas do século 19 pertenciam a diversas correntes e, apesar de influentes, as tendências religiosas não eram hegemônicas. O principal objetivo da reunião da diáspora era a proteção dos judeus contra a perseguição implacável dos países católicos e ortodoxos. O antisemitismo atingiu o clímax nas partes mais modernas do mundo com o escandaloso “caso Dreyfus”, na França de 1894.


Durante décadas, setores diversos do sionismo, incluídos alguns religiosos radicais, repudiaram a ideia de reocupar a região Palestina. Os seculares entendiam a ocupação como uma manifestação de saudosismo e melancolia reacionária, e alguns religiosos a consideravam uma profanação, pois a “Terra Prometida” não poderia ser habitada até a chegada do Messiah.  Os mais esclarecidos compreendiam que seria também um ato de violência contra seus habitantes.


Mas, a procura de um território para um povo (um processo que não acontecia desde o fim das migrações indo-europeias) seguiu várias rotas divergentes.


Os judeus progressistas não sionistas aconselhavam a assimilação aos locais em que viviam, e a transformação da luta contra o antisemitismo numa luta internacional e pan-étnica pela emancipação humana. Esse ponto de vista aparece nos primeiros socialistas, notadamente na chamada “esquerda hegeliana”, com a básica obra de Bruno Bauer A Questão Judia (Die Judenfrage, 1843), e no comunismo, com a réplica a Bauer por Karl Marx, na universalmente famosa Sobre a Questão Judia (Zur Judenfrage, 1844).


Bauer propunha a renúncia do judeu a sua religião, como um caminho para a secularização do estado e sua emancipação, não como judeu, mas como cidadão. Marx considerava isso insuficiente, pois, por exemplo, os Estados Unidos eram um estado secular e não teocrático como a Prússia, mas também aí as pessoas eram discriminadas por sua religião. Como é bem conhecido, Marx afirmava que os judeus não poderiam emancipar-se apenas como cidadãos, mas como membros da Humanidade.  Para tanto, o problema não era afastar-se da religião, mas substituir toda a estrutura social capitalista. Este documento é um dos maiores expoentes do internacionalismo, do antiracismo e do comunismo, como única possibilidade da libertação humana (seja ou não judaica).


Marxistas e anarquistas influíram massivamente no deslocamento de judeus para a esquerda. Os menos radicais propuseram uma forma de sionismo socialista, que construísse vários estados nos países em que os judeus viviam em ghettos. Aliás, outros cogitaram alternativas fora da Palestina, como o Congo e a Argentina.


O trabalhismo sionista enfatizou os traços leigos e proletários da comunidade judia, entrando em conflito com religiosos e classes abastadas, mas também aprofundou o toque nacionalista. Muito antes de 1977, quando perderam o governo de Israel, os trabalhistas já apoiavam à burguesia israelense em sua política de “terra queimada” com os árabes, mas seria exagerado dizer que eles já eram terroristas de estado. A situação mudou após a invasão ao Líbano, e hoje praticamente todo o establishment político israelense apoia as práticas semi-genocidas, embora haja uma minoria crescente de defensores dos DH na sociedade civil.



Terrorismo de Estado Nuclear


Há um fato que não é totalmente certo, mas é muito provável: talvez o Oriente Médio tivesse sido arrasado por uma ação nuclear israelense, se um homem não tivesse revelado ao mundo, em 1986, os secretos da indústria bélica nuclear em Israel: Mordechai Vanunu (n. 1954), judeu marroquino, filho de um rabino, emigrado a Israel com toda sua família quando estava com 9 anos.


Vanunu foi sempre alvo dos serviços de inteligência por seu espírito independente, por sua participação em manifestações e por sua oposição ao militarismo. Deveu abandonar a universidade, mas, entre 1976 e 1985, esteve empregado como técnico no Centro de Pesquisas Nucleares. Foi dispensado em 1985, quando seus chefes acharam que parecia impressionado pelo programa nuclear.


Em setembro de 1986 viajou a Londres, onde informou The Sunday Times dos planos nucleares agressivos do Estado de Israel, e até forneceu fotos por ele tiradas da planta na qual tinha trabalhado. Apesar da cumplicidade de Israel com a falconete britânica Margareth Thatcher, o Reino Unido estragaria sua reputação se permitisse um sequestro em seu território. O Serviço Secreto britânico “se lavou as mãos”, guardou silêncio, e deixou que os israelenses esperassem uma viagem de Mordechai para Roma, onde foi sequestrado e retornado a Israel. A União Europeia protestou, mas Itália se mostrou condescendente. Afinal, era apenas um negócio entre fascistas de credos diferentes.


Em 05/10/1986, The Sunday Times dedicou sua principal manchete às informações de Vanunu sobre o arsenal nuclear de Israel.


Como Israel não aplica a pena de morte (a única foi a do arquigenocida nazista Adolf Eichmann em 1962), o diretor da Mossad, Shabtai Shavit, cogitou, junto com outros, a possibilidade do assassinato extrajudicial de Vanunu. Entretanto, o próprio racismo israelense salvou a vida de Mordechai: os que tinham o poder de decisão concluíram que não era permitido matar um judeu por aquele procedimento clandestino reservado aos “gentis”.


Foi sentenciado a 18 anos de prisão em 1988, após um julgamento secreto, cujas irregularidades (embora menos gritantes) lembram o caso Battisti. Durante a prisão, esteve 11 anos em total isolamento, mas assim mesmo rejeitou tratamento psiquiátrico. Deu muitas amostras de alta moral, como a de declarar à polícia que o povo judeu não precisava ter um estado próprio, e a de recusar-se a falar em hebraico. Antes disso, quando ainda estava livre, Mordechai mudou seu nome para um nome inglês, deixou o judaísmo pelo anglicanismo, e afastou-se de sua família, que tinha uma bem definida identidade judaica, salvo de um de seus irmãos, progressista como ele. Seus valores éticos estavam acima de qualquer contingência involuntária baseada em sangue ou tradição.


Teoricamente, Vanunu foi liberto em 2004, mas continua sofrendo grandes restrições que o tornam um preso em regime aberto. Sua única liberdade é a de morar fora da prisão e deslocar-se pela cidade, mas não pode mudar de domicílio, nem falar com estrangeiros, nem manter contatos por telefone ou e-mail, nem se aproximar de embaixadas. Aliás, continuamente é hostilizado pelo judiciário e a polícia israelense, que aduzem qualquer motivo para novos cargos.


Anistia Internacional protestou pelo tratamento a que foi e é submetido, mas Israel acusou sempre nossa organização de antisemitismo, e dessa vez não foi diferente. Entre 1988 e 2004, foi indicado todos os anos para o prêmio Nobel da Paz. Difícil imaginar alguém que mereça mais um prêmio à Paz, mas a Fundação Nobel se faz de distraída. Afinal, esse prêmio está bastante deturpado e foi dado a grandes genocidas como Henry Kissinger.


Mas, em 1987, ele já tinha recebido o prêmio Nobel alternativo, que foi inventado na Suécia para compensar a parcialidade do prêmio oficial. Além disso, foi nomeado Doutor Honoris Causa pela universidade Norueguesa de Tromsø. Também, em 2005 recebeu o Prêmio da Paz do Povo Norueguês, uma distinção substitutiva para os que são discriminados pela imprevisível fundação. A solidariedade mais forte recebida por Mordechai vem da Escócia, onde foi nomeado (em ausência) reitor da universidade de Glasgow.


O apoio que Mordechai Vanunu recebe é ínfimo, se comparado com o serviço prestado à humanidade. Com efeito, apesar da empáfia dos terroristas israelenses, eles teriam dificuldades atualmente para realizar um ataque nuclear surpresa de baixo impacto. É claro que a divulgação da existência do arsenal nuclear israelense não pode proteger de um bombardeio aberto e sistemático, mas esse tipo de ação teria um preço político mais alto.




O Movimento Internacional de Solidariedade


O Movimento Internacional de Solidariedade (International Solidarity Movement, ISM) foi fundado em 2001 por cinco pessoas entre as quais há palestinos e judeus, com o objetivo de luta contra o terrorismo israelense por meio da pressão pacífica. Estas pessoas são:


1.       Ghassan Andoni (n. 1956), um ativista palestino cristão e professor de física, indicado para o prêmio Nobel da Paz em 2006.


2.       Neta Golan, uma ativista israelense, que mora em Ramallah e tem dois filhos pequenos com um palestino.


3.       Huwaida Arraf, militante pró-palestina, filha de mãe palestina católica, nascida em Detroit (EEUU). É formada em estudos Árabes e Judaicos, e jurista especializada em crimes de guerra.. Está casada com Adam Shapiro. Ela estava no Challenger 1, o maior navio da frota de solidariedade a Gaza.


4.       George N. Rishmawi, ativista palestinos, fundador de vários movimentos pacifistas e de integração entre os povos..


5.       Adam Shapiro, nascido numa família judia de New York em 1972, formado em ciência política e mestre em estudos árabes. Ele disse que não se considera judeu, porque o judaísmo é mais próximo de ser religião que de ser etnia. E acrescenta: “Eu não tenho religião nenhuma”. Ficou célebre por sua incrível coragem ao visitar Yasser Arafat em seu edifício (2002), quando estava cercando pelas tropas israelenses. É o marido de Huwaida.


O ISM convoca civis de todo o planeta, para participar de atos não violentos de protestas contra agressão militar israelense na Faixa de gaza e na Cisjordânia, e tem publicitado sua ação nos países ocidentais, especialmente nos Estados Unidos, ganhando o apoio de setores progressistas ou independentes da comunidade judia. O grupo é um caso relevante de militância dinâmica em DH, uma variedade menos comum que a denúncia e o trabalho jurídico.. Entretanto, nunca utiliza a violência, se limitando a repelir ataques com resistência ativa ou passiva, sem uso de armas, o que coloca em risco permanente a integridade física e as vidas dos ativistas.


O ISM foi um dos movimentos organizadores da Frotilha da Liberdade, agredida em 31 de maio pelo ato de assalto, agressão e sequestro marítimo israelense em águas internacionais. [Não se apresse: a palavra frotilha não está em portunhol; é um termo técnico marítimo tomado do espanhol “flotilla”, porém legitimamente incorporado ao português.]


A metodologia do ISM combina tácticas de resistência pacífica (ativa e passiva), apoio pessoal e fornecimento de bens aos palestinos, desacato às leis terroristas, incluído o desafio aos uniformados, e propaganda, agitação e vigilância. Por exemplo:


1.       Proteção Corporal. Alguns dos membros do ISM preferem não utilizar o termo mais comum “uso de escudos humanos”, porque esta expressão foi cunhada para se referir aos palestinos que os israelenses capturam como proteção e obrigam a marchar na frente quando atacam bairros de Gaza e Cisjordânia.


2.       Acompanhamento de Palestinos. O objetivo é dividir com eles as agressões dos colonos, militares e policiais israelenses; ajudá-los a ordenar-se de maneira eficiente para evitar maltrato e humilhações nas filas de controle; arrumar testemunhas e colaboradores nos casos de ataque violento de colonos contra camponeses que realizam a safra, e atividades do gênero.


3.       Remoção de obstáculos. As tropas israelenses e seus colaboradores obstruem ao máximo as passagens pela Cisjordânia, para transformar vilas e pequenas cidades em núcleos isolados, que possam ser atacados facilmente. O ISM trabalha constantemente removendo esses obstáculos à medida que os israelenses os colocam.


4.       Bloqueios Defensivos. O ISM coloca obstáculos que impeçam ou dificultem a passagem de tanques, carriers e máquinas de terraplanagem.


5.       Desobediência Sistemática de Regras Repressivas. Os ativistas do ISM ignoram o toque de recolher nas áreas palestinas. Movendo-se através dessas áreas, podem tomar conhecimento das ações militares dos israelenses, que durante a duração do toque extrema a repressão contra cidadãos palestinos. Também, aproveitam esse período para levar ajuda humanitária aos lares palestinos, e oferecem custódia ao pessoal sanitário que é frequentemente interceptado por israelenses.


6.       Interferência nas Atividades Repressivas. O ISM cria empecilhos, quando possível, às tarefas de construção do muro da Cisjordânia. Também executam atos de vulneração das obras realizadas, tentando tornar menos eficientes o sistema de “apartheid” israelense.


7.       Violação da “Sacralidade” de Zonas Militares. Uma prática típica de militares (não apenas de governos terroristas, mas em geral) é a de transformar zonas civis pacíficas em zonas militarizadas, submetendo seus habitantes a tratamento discricionário, bem no estilo militar. De fato, esta “dessacralização” não é um fim em si mesmo do ISM, mas um processo prévio que permite executar todas as tarefas. De fato, todas as zonas ocupadas podem ser militarizadas a qualquer momento, e fazer ativismo humanitário nessas regiões exige confronto com os militares.


As ações do ISM supõem riscos, mas as tropas israelenses evitam aplicar-lhes os métodos sumários usados com os Palestinos. Vários dos militantes (não conheço a proporção exata) são judeus, e a ideia de matar outros judeus é sempre constrangedora para as tropas israelenses. Isto é uma peculiaridade do estado de Israel, e tem a ver com a unidade étnica que, supostamente, mantém a integridade do estado. Outro motivo é que os membros do ISM, embora ignorados pela mídia, são bem conhecidos na comunidade humanitária e uma “faxina” contra eles poderia produzir uma reação.


Apesar disso, houve uma exceção: uma jovem americana de 23 anos, Rachel Corrie, em cuja homenagem foi dado seu nome ao MV irlandês da Frota da Liberdade.



O Assassinato de Rachel Corrie


Rachel Corrie (1979 –2003) foi uma estudante americana, filiada ao ISM que, no ano 2003, durante a Segunda Onda de Resistência da Faixa de Gaza (Intifada), utilizou defesa corporal contra uma esquadra de operários israelenses comandados por militares, para deter a demolição da moradia de palestinos.


Rachel se interpôs entre a casa e uma máquina de terraplanagem que não deteve sua marcha e acabou a matando por esmagamento. Apesar do desprezo e mal-estar contra o ISM, os israelenses fizeram uma rápida perícia, com o resultado imaginável: atribuíram a morte a um acidente.. Por sua vez, várias testemunhas afirmaram que o motorista percebeu claramente a presença de Rachel, e até gritou ela para sair de seu caminho. Afirmam, também, que quando a menina se recusou, o motorista reiniciou a marcha acelerando o motor, e não parou até atravessar o corpo.


A seção dos EEUU de Anistia Internacional, junto com a família, numerosos amigos, e a opinião pública progressista, exigiu de Israel uma investigação rápida, objetiva e independente, mas houve apenas uma repetição dos resultados da “investigação” oficial.


AIUSA, através de Christine Bustany, diretora jurídica de nossa ONG para Oriente Médio, exigiu também que as máquinas de terraplanagem [bulldozers] sejam consideradas armas de guerra, pois, de fato, estão sendo usadas como tais, e que os EEUU suspendam sua transferência ao Estado de Israel.


Por sinal, um dos navios da Flotilha da Liberdade foi batizado MV Rachel Corrie, (V) e, no momento de escrever este texto, avança a uma velocidade entre 8 e 9 nós, com uma pequena passagem de malaios e irlandeses na rota de Gaza, decidido a furar o bloqueio. Sua desaceleração foi calculada para não chegar ao local de abordagem israelense durante a noite “Estamos mais firmes em nossos esforços, em homenagem aos nossos amigos assassinados e feridos” -dizem os tripulantes.


A Marinha Israelense promete atacar este navio, mas os ativistas se propõem não apresentar resistência ativa, e confrontar as tropas invasoras, se houver, ficando sentados no convés. Mairead Maguire, vencedora do Nobel da Paz, em 1976, e Denis Halliday, um ex-funcionário graduado da ONU, um dos diretores mais influentes no passado, também viajam no navio.


Um vídeo sobre Rachel Corrie e o cargo que leva seu nome pode ser visto em meu site.




Conclusões


Depois do assalta e chacina do dia 31 de maio, o bloqueio de Gaza deverá sofrer alguma modificação. Até os falcões do governo racista e militarista estão considerando alguns subterfúgios para tornar o lento genocídio palestino menos visível. Obviamente, isso deverá conduzir também a uma menor crueldade no tratamento dos habitantes de Gaza..


Entretanto, novas iniciativas como esta devem ser adotadas. Os ativistas humanitários não querem ser heróis nem mártires, mas apenas pessoas solidárias que sabem que morrer é um risco de qualquer forma de vida animal, e que, já que a morte é inevitável, devemos ser sensatos no momento de avaliar quando é o momento de se arriscar a vida. E este momento é um desses, como o foi a luta dos pacifistas indianos, a resistência antinazista e a colaboração das Brigadas Internacionais contra o criminoso levantamento espanhol de 1936.


Não temos a mentalidade militar de que as vidas humanas são como munição ou vitualha: não importa perder 20 vidas se ganhamos uma batalha política. Isso é repulsivo e arrepia nossa condição, não apenas humana, mas também biológica. Os membros de missões humanitárias não querem morrer nem matar. Repudiam os valores infames do militarismo, o nacionalismo, o racismo e o providencialismo. Querem viver o mais possível, mas que nossas vida sejam preservadas não depende apenas de nós.


Era esperável a reação tímida dos governos, salvo o da Turquia, porque as relações internacionais nada têm a ver com os proclamados valores de paz, justiça e Direitos Humanos, mas têm tudo a ver com negócios e trocas de favores. Entretanto, o pouco que está sendo feito é melhor que nada.


O governo brasileiro, segundo pude inferir de informações ainda não muito claras, chamou seu embaixador em Tel Aviv. Mas essa atitude deveria ser completada pela quebra definitiva de relações com Israel.. Países pequenos e com maiores problemas que o Brasil, como Venezuela e Bolívia, já fizeram isso durante o massacre aéreo de 2008-2009.


Essa medida, pacífica e moralizante, será melhor que ajudar a desenvolver sua energia nuclear ao governo dos Aiatolás, cujo fundamentalismo antisemita está alicerçado na mesma crença na superioridade nacional que o fundamentalismo cristão ou judeu. Aliás, o projeto de destruição do Estado de Israel é absurdo, porque, após várias décadas, existe uma identidade israelense em gerações que não tem nenhuma responsabilidade na partilha dos anos 40. Acreditar isso é aplicar punição coletiva, na mesma forma em que o partido Likud a aplica contra os palestinos.


Nosso MRE tem as boas (e proveitosas) intenções de sermos “amigos de todos”, como diz o ministro Amorim, com sua habitual elegância. Mas nem sempre isso é possível.


*Carlos Alberto Lungarzo é graduado em matemática e doutor em filosofia. É professor aposentado e escritor, autor do livro "Os Cenários Invisíveis do Caso Battisti". Para fazer o download de um resumo do livro clique aqui. Ex-exilado político, residente atualmente em São Paulo, é membro da Anistia Internacional (registro: 2152711) e colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A bárbarie de Israel contra pacifistas - Onde entra o Brasil nisso




A bárbarie de Israel contra pacifistas - Onde entra o Brasil nisso


Por Laerte Braga (*)


Por Laerte BragaUma das mais covardes ações terroristas do governo sionista de Israel foi o ataque a uma flotilha de nove navios, com 800 passageiros de diversas partes do mundo, todos pacifistas, que levavam alimentos, medicamentos e toda a sorte de auxílio a palestinos da Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio que revela o caráter terrorista do governo de Tel Aviv, tanto quanto, as pretensões bélicas ao contrário do discurso de negociações que Israel faz de público ao mundo.



São terroristas covardes, desumanos e repulsivos.



Cerca de quinze pessoas morreram nos ataques, feitos em águas internacionais e o governo turco, um dos aliados de Israel ameaça romper relações com o governo nazista de Tel Aviv. As manifestações de repúdio a esse ato de boçalidade do governo sionista ocorrem em todo o mundo e nem Obama pode dizer neste momento que Israel agiu em legítima defesa, como costumam fazer os presidentes norte-americanos.



O ataque vem em seguida a uma decisão do governo de Israel de não discutir a questão das armas nucleares, já que é um dos países que detém esse tipo de arma.



Em todo o Oriente Médio, mesmo em governos favoráveis a negociações de paz, há temores de um conflito de maior proporção e grandes manifestações, como no Egito e na Jordânia – que têm tratado de paz com Israel – de protesto contra a boçalidade das SS navais de Israel.



O presidente do Irã, freqüentemente acusado de terrorista, na sórdida política de mentiras da organização ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A disse que “essa violência apressará o fim do regime sionista, regime sinistro e de simulacro”. Notem que ao contrário do que costuma dizer a GLOBO por aqui, Ahmadinejad não disse que o ataque terrorista significa o fim de Israel, mas do regime sionista. É completamente diferente.



O secretário geral da Liga Árabe, que busca formas de paz através de negociações, disse que o ato do governo terrorista de Israel mostra que “Israel não está preparada para a paz”. Amr Moussa convocou uma reunião de emergência para discutir o ato de terrorismo sionista em Qatar e a reação dos países árabes deve ser a de exigir que os EUA, parceiro e sócios de Israel em ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, tomem atitudes que ponham fim a violência deliberada e genocida imposta ao povo palestino pelos sionistas.



A estupidez e a boçalidade do governo de Israel podem ser vistos em



http://gazafreedommarch.org/cms/en/home.aspx



O número de mortos pode aumentar já existem cinqüenta feridos, das mais diversas nacionalidades e todos integrantes de grupos pacifistas. Pretendiam levar ajuda humanitária aos habitantes da Faixa de Gaza.



Em mensagem no twitter, um dos mais importantes canais de comunicação da rede mundial de computadores, há um alerta – “se Israel faz isso de público diante do mundo, o que não faz por trás do muro que construiu em terras palestinas?”



O cerco a Gaza começou depois que um fanático sionista assassinou o primeiro-ministro israelense Itzak Rabin, logo após a assinatura de um tratado de paz com Yasser Arafat, que previa o fim da guerra e a fundação do Estado Palestino como determinam resoluções da ONU. O grupo nazi de Israel assumiu o poder com a vitória do Hamas nas eleições em Gaza e rompeu todos os acordos.



De Ariel Sharon para o governo atual a escalada do terrorismo sionista aumentou em todos os sentidos e a política de extermínio de palestinos é prática do governo israelense. Homens são assassinados, mulheres são estupradas, crianças são mortas, isso diariamente, tudo com o aval de Washington.



Não há uma única decisão da ONU que censure Israel que tenha sido cumprida, ou que tenha gerado sanções e tampouco os EUA falam nas armas nucleares de Israel (chegou a oferecê-las ao governo branco da África do Sul para eliminar populações negras).



O mundo odeia Israel foi a conclusão a que chegou uma pesquisa sobre a forma como aquele estado terrorista conduz suas ações contra os palestinos.



Não há diferenças entre o holocausto contra o povo judeu nos campos de concentração nazistas, e o que fazem a palestinos, pois Hitler vive em Israel e governa Israel.



O acordo firmado pelo Brasil, Turquia e Irã para controle e inspeção do programa nuclear iraniano frustrou planos de ações militares de Israel e dos EUA contra aquele país, já que não desejam a paz, mas vivem da guerra e das atrocidades que cometem contra palestinos. Sustentam interesses econômicos de empresas petrolíferas na região, governos ditatoriais no Egito, na Arábia Saudita, na Jordânia, com amplo respaldo do governo dos EUA e dos grupos sionistas, principais acionistas de ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A.



Osama Bin Laden é fichinha perto dessa gente.



O anúncio que o Brasil dominou o chamado ciclo do urânio aumentou o apetite bélico da empresa terrorista – ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A –. A perspectiva de novos atores no cenário internacional e em posições contrárias ao terrorismo desses grupos reforça a posição genocida no Oriente Médio e se volta para ofensiva contra o Brasil através da candidatura de José Arruda Serra, funcionário brasileiro da ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A.



É um jogo complexo, brutal, estúpido e é praticado por essa junção de duas nações dominadas por terroristas, sejam eles Bush, Obama, ou qualquer SS de Tel Aviv. Há cerca de um mês agentes da GESTAPO de Israel assassinaram um líder do Hamas em Dubai com passaportes originais ingleses e nomes falsos. É visível a cumplicidade dos britânicos com isso.



O que está em disputa é a hegemonia do terrorismo capitalista no mundo e os grupos sionistas, aliados a grupos norte-americanos formam hoje a mais estúpida e perversa organização terrorista do mundo, ESTADOS UNIDOS/ISRAEL TERRORISMO S/A, sucessora de SPECTRE.



Não há palavras que possam descrever a covardia nazi-fascista do governo de Israel contra a flotilha de navios que levava ajuda humanitária para palestinos.



O silêncio e a falta de atitudes de outros países significarão cumplicidade, omissão e isso é inaceitável, pois descaracteriza o ser humano como tal.



São monstros, monstros em todos os sentidos. Repugnantes, sórdidos. Abjetos.


*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no "Estado de Minas" e no "Diário Mercantil". É colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Assassinatos, seqüestros, torturas e estupros - O Estado terrorista de Israel



[caption id="attachment_4205" align="aligncenter" width="400" caption="Palestino ferido em área atacada por Israel"]Palestino ferido em área atacada por Israel[/caption]


Assassinatos, seqüestros, torturas e estupros - O Estado terrorista de Israel


A Polícia Internacional – INTERPOL – determinou a captura de onze agentes do MOSSAD envolvidos no assassinato do líder do Hamas Mahmud al Mabhud, no dia 19 de janeiro deste ano. O crime aconteceu em Dubai e o chefe de Polícia de Dubai, general Dabi Jalfan Tamin disse em entrevista que as investigações realizadas em cooperação com vários países atestam a participação dos serviços secretos do estado terrorista de Israel no crime.


Os assassinos do Mossad ingressaram no Dubai com passaportes falsos. Documentos emitidos na Alemanha, na França, na Irlanda e na Inglaterra. Os documentos não apresentaram nenhuma irregularidade quando do desembarque dos terroristas em Dubai.


Segundo o general e chefe de Polícia as investigações contaram com a participação de analistas europeus. Foram os responsáveis pela descoberta de passaportes e documentos falsos dos agentes de Israel.


O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse que seu país vai investigar a fundo a participação de agentes israelenses no crime a partir da falsificação de passaportes de cidadãos britânicos. O primeiro ministro Gordon Brown afirmou que se trata de um assunto “grave” e que “precisa ser investigado”. Os líderes do partido Conservador, da oposição, exigem que o primeiro-ministro informe publicamente quando tomou conhecimento que entre os envolvidos alguns estavam com passaportes britânicos falsificados.


Na Irlanda o embaixador de Israel foi chamado à chancelaria do país para dar explicações sobre o uso de três passaportes irlandeses falsificados pelo MOSSAD. Os portadores dos passaportes falsificados na Grã Bretanha (que inclui a Irlanda) têm dupla nacionalidade, israelense e britânica. Os passaportes são “autênticos”, mas os nomes não correspondem àqueles que constam dos documentos.


O governo francês também quer explicações da organização terrorista Israel (tida como nação). Um dos passaportes falsificados é francês. Bernard Valero, do Ministério das Relações Exteriores, diz que seu país está colaborando nas investigações e “os elementos que possuímos nos levam à conclusão que o passaporte é falso”.


O governo alemão, foram usados passaportes falsificados na Alemanha, não se pronunciou sobre o assunto. Segundo a Polícia de Dubai está colaborando com as investigações.


A prática de assassinatos de líderes palestinos é comum pelo MOSSAD, serviço secreto de Israel. Estende-se a todo o mundo, inclusive ao Brasil, onde mantêm agentes monitorando refugiados principalmente na região de Foz de Iguaçu. Seqüestros, torturas, estupros, toda a sorte de barbárie é cometida pela organização terrorista.


É recente a distribuição de um vídeo através de braços do MOSSAD e do governo terrorista de Israel sobre suposta prática de “pedofilia” por integrantes do Hamas. Dias após a divulgação ficou claro que as meninas vestidas em um casamento coletivo e citadas como noiva, muitas delas com quatro anos de idade, eram apenas damas de honra de casamentos normais.


De um modo geral os governos ocidentais são cúmplices na omissão dessas práticas por Israel, que tem apoio ostensivo do governo dos EUA, inclusive o atual, do presidente Barack Obama. Um alto funcionário da área de inteligência da Casa Branca revelou na semana anterior ao carnaval que agentes da CIA estavam autorizados a matar cidadãos em qualquer lugar do mundo, inclusive norte-americanos, que possam representar “riscos à segurança dos Estados Unidos”.


Num caso como esse fica flagrante o desrespeito da organização terrorista Israel até a aliados tradicionais dos sucessivos governos sionistas e terroristas de Tel Aviv.


É a presunção de povo superior como fachada e os interesses econômicos no Oriente Médio como um todo e na Palestina em particular, o principal braço dos EUA e de organizações e empresas que controlam a maior potência do mundo, dominada por grupos e fundações sionistas.


A realidade é que os governos norte-americanos, inclusive o atual, não têm a menor autonomia em relação a Israel, já que a suposta federação de estados que formam o EUA, é um conglomerado de empresas e organizações terroristas, com total controle sobre Washington.


Israel hoje controla setores chaves da economia e da política nos EUA e submete o governo daquele país a seus interesses. Há uma inversão do que acontecia há alguns anos atrás.


Um sem número de resoluções votadas pela ONU (Assembléia Geral e Conselho de Segurança) condenando Israel por sistemáticas e deliberadas violações de direitos dos palestinos, inclusive roubo de água, é inteiramente ignorada por aquela organização terrorista. Em nenhum momento os EUA, ou qualquer nação dita ocidental, cristã e democrática ousou enfrentar o poder do terrorismo sionista para fazê-las cumpridas (as resoluções).


O tratado de paz assinado entre palestinos e israelenses terminou no assassinato do primeiro-ministro de Israel. Rabin. Para os menos avisados, foi assassinado por um agente do MOSSAD, disfarçado de estudante e integrante de grupos de judeus ortodoxos.


De lá para cá a escalada da violência, a prática de assassinatos, seqüestros, torturas, estupros de mulheres palestinas cresceu de forma absurda. É ignorada pela grande mídia sob controle ou de grupos sionistas, ou submetidas a pressões de empresas com capital judeu. Via de regra grandes anunciantes. Caso da francesa CITROEN, na realidade de capital sionista. E da maior parte dos grandes bancos do mundo.


No Brasil, há mais ou menos um mês, o JORNAL NACIONAL, principal porta-voz do terrorismo sionista no Brasil e na sua forma midiática, mostrou uma palestina supostamente atacando soldados de Israel num posto de controle de território ocupado por forças de Tel Aviv. O JORNAL NACIONAL, no entanto, não mostrou, apenas citou, a revista feita na cidadã palestina por terroristas fardados. É que durante a revista a mulher foi apalpada em suas partes íntimas.


Sionistas dizem que esse “direito” de “povo superior” está nas “sagradas escrituras”.


É possível que considerem, claro que o fazem, “as sagradas escrituras” como balanço com altos lucros, livro caixa e outras operações mais nos juros sagrado de cada dia.


O chefe de Polícia do Dubai anunciou que nos próximos dias as investigações estarão mais completas, com mais detalhes e a comprovação absoluta da presença do MOSSAD e do governo de Israel no assassinato do líder do Hamas.


As técnicas e práticas do MOSSAD foram aprendidas em lições ministradas pelo III Reich. Fundaram o IV em 1948.


Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, trabalhou no "Estado de Minas" e no "Diário Mercantil". É colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

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