O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O GRANDE CULPADO PELO CAOS NUCLEAR JAPONÊS É O CAPITALISMO

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

"Um despacho de 2008 da embaixada dos Estados Unidos em Tóquio revela o descontentamento e preocupação de uma importante figura política japonesa em relação à política nuclear de seu país. No documento, era informado que o governo encobria informações sobre acidentes nucleares, além de ocultar os custos e problemas associados a esse ramo da indústria.

A conversa entre Taro Kono e um grupo diplomático norte-americano teria ocorrido em outubro daquele ano, durante um jantar. O relatório (...) foi obtido pelo site WikiLeaks e publicado pelo Guardian.

O deputado Kono, um dos principais líderes do Partido Liberal-Democrata, que governou o país de 1995 a 2009 e, portanto, estava no poder no momento do encontro, mirou suas críticas na atuação do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, responsável pelo setor nuclear no país, e nas companhias energéticas japonesas. No documento, ele fazia forte oposição à estratégia energética e nuclear japonesa, especialmente em relação a questões como custos e segurança. 

Saúde tem preço



Saúde tem preço
O preço da lágrima
A lágrima que não vale
O preço da dor

Saúde tem preço
O preço da fila
A fila que espera
O consolo que não vem

Saúde tem preço
Do recomeço distante
Da distante saída
De uma porta fechada

Saúde tem preço
Do remédio negado
Do imposto jogado
Nas mãos da corrupção

Saúde tem preço
Tanto aqui como lá
Porque eles, um dia
Pagarão algum preço

16 de Março de 2011,

Ana Helena Tavares, jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?"

Para entender o porquê do poema clique aqui. Nada mudou.

terça-feira, 15 de março de 2011

A CASA DA MÃE JOANA -HILARY DESCERÁ COM SUA VASSOURA NA CINELÂNDIA

A CASA DA MÃE JOANA– HILARY DESCERÁ COM SUA VASSOURA NA CINELÂNDIA


Laerte Braga


O alto comando do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A após detido levantamento concluiu que não há riscos para Hilary Clinton descer em plena Cinelândia, no comício de Barack Hussein Obama, com sua vassoura.

Ao chegar e antes de pousar, a secretária de Estado fará acrobacias várias para deleite dos nativos. A notícia que um brasileiro teria a “honra” de estar ao lado de Hilary na vassoura acabou sendo descartada. É que o senador Eduardo Suplicy apresentou-se como voluntário e os organizadores passaram a temer que, em terra firme, o dito cujo peça a palavra e ninguém mais fale.

A vassoura, segundo os especialistas, é a última inovação tecnológica para bruxas do conglomerado terrorista e tem o objetivo de jogar poções hipnotizantes sobre as pessoas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

OBAMA TOMA POSSE DIA 19 E FALA AOS NATIVOS DIA 20

OBAMA TOMA POSSE DIA 19 E FALA AOS NATIVOS DIA 20


Laerte Braga


Barack Hussein Obama o mais perigoso líder terrorista em todo o mundo, presidente do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A chega no dia 19 ao Brasil. Vai ser recebido pela “presidente” Dilma Serra Roussef e toma posse da nova colônia norte-americana em seguida.

No dia 20, no Rio de Janeiro, Barack Hussein Obama fará um discurso aos nativos, na Cinelândia. O evento está sendo considerado histórico e pode ser comparado à chegada da família portuguesa ao País, fugindo de Napoleão.

Obama foge dos próprios norte-americanos cada vez mais conscientes que foram vítimas – como os brasileiros – de estelionato eleitoral. No território continental do conglomerado terrorista crescem os protestos contra a barbárie dos acionistas do grupo. Madison foi o ponto de partida.

Japão: um país-bomba (charge de Carlos Latuff)

Risco de retrocesso na ABL


Risco de retrocesso na ABL


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

E por estas bandas, depois da perda irreparável que representou a morte do escritor Moacir Scliar (foto), um expoente da literatura brasileira, começa a corrida na Academia Brasileira de Letras para o preenchimento da vaga deixada por ele.

Nos últimos anos até que a ABL estava deixando para trás os tempos em que até um general da ditadura brasileira, Aurélio Lira Tavares, ocupou uma cadeira. Nomes do primeiro time foram escolhidos nos últimos anos. Por lá passaram, entre outros, Darci Ribeiro, que dispensa apresentação, e seguem Ana Maria Machado, Nélida Piñon e Cícero Sandroni, entre outros.

Pois bem, não é que agora aparece um pleiteante, uma figura que representaria um retrocesso para a ABL se fosse escolhido. Trata-se do colunista de O Globo, Merval Pereira, autor de um livro intitulado “Lulismo no Poder”, um trabalho que politicamente se inscreve na categoria de panfleto de direita. E só.



Do nuclear à maldade de Deus

Do nuclear à maldade de Deus


Por Rui Martins (*)

Berna (Suiça) - Ainda há algumas semanas, em Berlim, um filme russo, Um Sábado Inocente, mostrava o fogo na central nuclear de Tchernobyl, em 1986, enquanto muitos se divertiam numa festa de casamento. E a jovem personagem do filme perdia a chance de tomar um trem e escapar da irradiação atômica por ter quebrado o salto do seu sapato. Na sua irresponsabilidade, ela insistia em comprar primeiro um novo sapato.

Mais de seis milhões de pessoas foram afetadas pelas irradiações de Tchernobyl, que lançou uma nuvem atômica, causando, mesmo na França (por onde o governo desmentiu ter passado a nuvem), uma onda de problemas com a tiróide.

Porém logo tudo se esqueceu, como todos se esqueceram do vazamento na central nuclear americana de Three Mile Island, em 1979, na Pennsilvânia. Os governos se sucedem e todos se submetem ao lobby do nuclear por uma energia mais barata e mais limpa, tanto nas economias capitalistas e neoliberais como tinha ocorrido na sociedade soviética comunista.



O PIOR ASSESSOR DE IMPRENSA DO MUNDO...



...está no Brasil para defender o apedrejamento até a morte de Sakineh Ashanti (abaixo), verdadeiramente por adultério e alegadamente por homicídio (acusação inventada pelo estado teocrático do Irã depois que o mundo inteiro repudiou a punição bestial e arcaica).

Trata-se do chefe de Imprensa do Governo do Irã e um dos principais conselheiros presidenciais, Ali Akbar Javanfekr (esq.) que, entrevistado por Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, disse tudo que precisava dizer para os inimigos brotarem como cogumelos.


SOBRE O BRASIL
"Esse não é o caminho correto [criticar direitos humanos], é um caminho que não tem fim. Existem 2.500 Sakinehs nas prisões brasileiras, acusadas de homicídio. Nos EUA, uma mulher foi executada recentemente. Se a presidente está preocupada, também podia criticar os EUA." COMENTÁRIO: CRITICAR OS DIREITOS HUMANOS É REALMENTE UM CAMINHO SEM FIM... NO IRÃ, QUE OS INFRINGE SISTEMATICAMENTE. DE RESTO, COMO BRASILEIRO, CONSIDERO UM INSULTO COLOCAR NO MESMO PLANO OS PROCESSOS POR HOMICÍDIO DE MEU PAÍS E A FALSIDADE COM QUE OS AIATOLÁS ENSANDECIDOS TENTARAM JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL. E A FORMA COMO JAVANFEKR SE REFERE À NOSSA PRESIDENTE É TÃO DESRESPEITOSA QUE ELE DEVERIA SER CONVIDADO A RETIRAR-SE IMEDIATAMENTE DO BRASIL

Conselhos de estatais engordam salário de aliados do Palácio dos Bandeirantes

Secretários, assessores e colaboradores do governo paulista, além de integrantes de campanhas tucanas, garantem rendimento extra que varia de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil mensais

Por Daniel Bramatti e Julia Duailibi*

O governo do Estado de São Paulo tem usado os cargos a quem tem direito nos conselhos de administração de empresas estatais para abrigar filiados do PSDB e quadros ligados ao partido. Os honorários pagos com recursos das empresas ou do erário estadual servem como complemento salarial para secretários, assessores e colaboradores do Palácio dos Bandeirantes.

A lista de conselheiros das estatais paulistas revela ainda que, em diversos casos, não há nenhuma relação entre a formação profissional dos contemplados e a área de atuação das empresas. Há um cineasta no conselho da Dersa (estatal do setor rodoviário), uma ex-diretora de orquestra na Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e uma psicóloga e ex-diretora da Febem no Porto de São Sebastião. Há ainda jornalistas do Palácio dos Bandeirantes participando de reuniões técnicas de empresas de energia e de planejamento metropolitano.

domingo, 13 de março de 2011

Aleida Guevara - Confissões cubanas

Fidel, Aleida e Che
Confissões e revelações de 
Aleida Guevara
Boquiabertos, ficamos ali tentando imaginar como será um país onde o maior problema da educação seja não terem imaginado que o melhor para o estudante de cursos agrícolas é estudar onde vive com seus familiares. Certamente muito homem ali -- e havia os de todas as linhas ideológicas, inclusive da direita -- teve vontade de mandar aquela mulher fechar a matraca e parar de reclamar.

Por Raul Longo (*)

Quarta-feira, dia 09, tivemos uma conversa confidencial com a médica pediatra Aleida Guevara que nos revelou a terrível realidade da situação em Cuba.

Peço que mantenham sigilo porque se os Estados Unidos descobrirem usarão como justificativa para fechar ainda mais o bloqueio de 6 décadas que envergonha a maior potência do mundo e dificulta ainda mais a vida das mulheres e crianças de um dos menores territórios nacionais do planeta.

Nossa conversa se deu na Semana Internacional das Mulheres e aproveitando a intimidade daquela conversa reservada a mim e umas quatrocentas ou quinhentas pessoas que lotaram o TAC – Teatro Álvaro de Carvalho em Florianópolis, Aleida Guevara desabafou.

A tsunami e a tragédia nuclear no Japão (charges de Carlos Latuff)

DE HIROSHIMA A FUKUSHIMA, UM PESADELO QUE JÁ DURA 65 ANOS

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

O mês é outubro e o ano, 1962. Em todos os países há pessoas com o ouvido colado nos rádios e lançando olhares angustiados para o céu, à beira do pânico.

Nunca estiveram tão presentes nas mentes e tão opressivas nos corações as imagens dantescas dos genocídios de Hiroshima e Nagasaki, quando mais de 200 mil seres humanos foram imolados, parte instantaneamente, parte após lenta e terrível agonia. 

Havia concreta possibilidade de repetição daqueles horrores em escala muito mais ampla.

É que os EUA, ao obterem provas fotográficas da existência de silos de mísseis soviéticos em Cuba, deram um ultimato à URSS, exigindo sua imediata remoção.


VEM AÍ O TERRORISTA OBAMA - MÃO NA CARTEIRA

VEM AÍ O TERRORISTA OBAMA – MÃO NA CARTEIRA


Laerte Braga


A embaixada do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A em Brasília está se empenhando em transformar a chegada do presidente do grupo, Barack Hussein Obama, num prolongamento do carnaval brasileiro.

Usando redes sociais na Internet desde o dia 10 de março, avisa aos nativos que ainda é possível enviar mensagem de boas vindas ao terrorista norte-americano. No melhor estilo de trocar apito por petróleo as mensagens mais entusiasmadas vão receber brindes como canecas e camisas com a imagem do tirano e até IPhones e iPads. A campanha está sendo feita pelo twitter da organização terrorista.

Como nos melhores supermercados de qualquer país do mundo a promoção é feita várias vezes por dia e é preciso estar atento e absolutamente alienado para acompanhar o twitter do conglomerado e ser brindado com os mimos que precedem a chegada da corte terrorista.

Segundo a embaixada o assassino de iraquianos, afegãos e palestinos gosta de “contato popular”.

sábado, 12 de março de 2011

Quem tem medo da verdade?

Tanto a Folha quanto o Globo criticam a busca pela verdade que o governo Dilma promove sobre a ditadura.

Não foram esses mesmos jornais que quiseram abrir os arquivos da ditadura para comprometer a presidenta Dilma (ou candidata na época)? Então vamos abri-los de uma vez, por que não?

O Globo fala em “revanchismo” e a Folha fala em “atiçar ressentimentos”, mas não foram justamente isto que esses jornais fizeram ao quererem abrir arquivos da Ditadura em plena campanha eleitoral? A Folha fez pior, ainda publicou uma ficha falsa, que se eternizou na internet e foi usada inescrupulosamente durante toda a campanha, surgindo em blogs e sendo enviada e reenviada por e-mail. Diversas vezes, tive que dizer aos meus amigos que a tal ficha era falsa. Este tipo de atitude atiça ou não atiça sentimentos? Eu mesmo tive oportunidade de ver duas pessoas comuns e desconhecidas brigando, na época da campanha, no ônibus, sendo que uma dizia para outra que a candidata do PT era assassina e a outra defendia as razões dos supostos assassinatos.

Temos, sim, que abrir o passado para que nunca mais pessoas sem escrúpulos façam insinuações e defendam um passado sinistro como foi o da Ditadura Brasileira.

Abaixo mais uma excelente análise de Cynara Menezes da Carta Capital.

Cadê o Thomazinho?

Cadê o Thomazinho? Mil vezes seguiremos, fiel, insistindo: Cadê o Thomazinho? A gente só sossega, depois de ter uma resposta a essa pergunta que Dona Maria, sua mãe, morreu fazendo. Nós perguntamos no nome dela, da sua nora Miriam e de seus netos Larissa e Togo. Cadê o Thomazinho que queria repartir o chibé nacional?


Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Cadê o Thomazinho? O Comando do Exército, com apoio da Marinha e da Aeronáutica, em documento revelado nessa semana pelo GLOBO, demonstrou que quer prolongar o suspense em relação ao desaparecimento do amazonense Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto e de outros 475 brasileiros, que foram vítimas de sequestro, cárcere privado, tortura, assassinato, ocultação de cadáver e outras formas ilegais de repressão durante o período da ditadura militar (1964-1985).

Cadê o Thomazinho e centenas de desaparecidos? Essa pergunta tem de ser feita com insistência, com obsessão, incansavelmente, milhares de vezes, pichada em todos os muros do Brasil, gritada por todos os cantos e recantos, até obtermos resposta. Não vamos nos intimidar. A sociedade brasileira tem o direito de saber a verdade. O Programa Nacional de Direitos Humanos atendeu esse apelo e propôs a criação da Comissão da Verdade, ainda nesse semestre, para investigar os crimes cometidos. A proposta foi encaminhada ao Congresso, onde tramita.


A Lei de Anistia viola convenções de direitos humanos

Por Luiz Flavio Gomes*
A Corte Interamericana de Direitos Humanos, no caso “Julia Gomes Lund e outros” (caso “Guerrilha do Araguaia”), em absoluto respeito aos direitos das vítimas e seus familiares, decidiu (sentença de 24.11.10, publicada em 14.12.10) que os crimes contra a humanidade (mortes, torturas, desaparecimentos), cometidos pelos agentes do Estado, durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), devem ser devidamente investigados, processados e, se o caso, punidos.[1]
A Corte seguiu sua jurisprudência já fixada em relação à Argentina, Chile etc. (casos Barrios Altos, Almonacid Arellano e Goiburú, dentre outros). O processo foi provocado por três ONGs brasileiras (Centro Pela Justiça e o Direito Internacional, Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo).
Sobre a Lei de Anistia brasileira pode-se de plano concluir: ela (Lei 6.683/1979) não possui nenhum valor jurídico para impedir doravante a apuração dos referidos crimes cometidos pelos agentes do Estado (ditadores ou por quem agiu em nome da ditadura).

TRAGÉDIAS

TRAGÉDIAS

Laerte Braga


Há um argumento simples para definir Lula como um dos melhores presidentes do Brasil e Fernando Henrique Cardoso como o pior. Lula é um operário, “semi analfabeto” segundo os próceres da nossa elite econômica e FHC um “príncipe” com todos os títulos e pós títulos possíveis.

FHC tinha obrigação de ser o melhor. Como não foi, é o pior. Lula ao contrário tinha todas as justificativas para transformar-se num Lech Walessa da vida (menino de recado dos norte-americanos na Polônia) e, a despeito de críticas cabíveis, tirou o Brasil do atoleiro criado por FHC.

Uma tragédia se mede por suas dimensões, pelos impactos que causa em maiores ou menores ambientes, espaços. A do Japão transcende ao país (um conjunto de ilhas que formam um dos mais fortes protetorados dos EUA na Ásia).

ATROCIDADES DA DITADURA: DEPOIS DA IMPUNIDADE, O ESQUECIMENTO

Celso Lungarett, no blogue Náufrago da Utopia


É compreensível que partam do Exército as iniciativas para enquadrar a Comissão Nacional da Verdade: parafraseando a frase imortal de um ex-ministro da Justiça sobre um ex-torturador, foi a Arma que, durante os  anos de chumbo, mais emporcalhou com o sangue de suas vítimas as fardas que deveria honrar.

Assim é que, conforme revelou O Globo, o Comando do Exército elaborou no mês passado um documento de críticas à Comissão da Verdade, endossado a seguir pela Marinha e Aeronáutica. Eis alguns trechos:
O Brasil vive hoje situação política, econômica e mundial completamente diferente do momento histórico em que os fatos ocorreram. (...) Passaram quase 30 anos do fim do governo chamado militar e muitas pessoas que viveram aquele período já faleceram; testemunhas, documentos e provas praticamente perderam-se no tempo, é improvável chegar-se realmente à verdade dos fatos. Assim sendo, a criação de uma Comissão da Verdade não faz mais sentido, considerando que o Brasil superou muito bem essa etapa da sua história quando comparado a outros países do continente, que até hoje vivem conseqüências negativas de períodos históricos similares"

Wikileaks: modo de usar

Marina Amaral e Natalia Viana falam dos Embaixadores enviados para o Brasil baseados em informações obtidas pela Wikileaks
A imprensa tem repercutido com estridência os documentos vazados pelo WikiLeaks no Brasil, mas pouco se sabe sobre quem os escreveu – e o que eles realmente significam. Por Marina Amaral e Natalia Viana Foto: AFP
O Brasil do embaixador Clifford Sobel é o sonho de qualquer empresário americano. Se vai à Bahia é recebido por baianas em roupas típicas e termina o dia tomando champagne na casa de Nizan Guanaes. No Sergipe é condecorado com a ordem de Aperipê e deixa-se fotografar dançando e tocando pandeiro ao lado do governador Marcelo Déda. Coleciona histórias de pescarias no Pantanal e aventuras na Amazônia para contar nas rodas de negócios em Belo Horizonte. Sente-se “em casa” em São Paulo, “lembra Nova York”, onde o embaixador faz palestras e reuniões e janta no Fasano. A mulher, Barbara, “loves the Carnival”, passados em camarotes oficiais no Recife, Salvador e no “lindo Rio”, como diz Sobel à revista Caras. Nos 9 primeiros meses de Brasil, conta à revista, o casal visitou onze Estados brasileiros e abrilhantou tantas festas que o colunista Ancelmo Góis chegou a inventar uma expressão para se referir a eles: Party Rice, ou arroz de festa.

Na casa do embaixador em Brasília, que Clifford ocupou entre 2006 e 2009, os convidados se encantam com a elegância agradável das recepções e cerimônias, e Sobel marca jantares e reuniões sigilosas com as fontes cultivadas na animada vida social. O senador Heráclito Fortes (DEM-Piauí), por exemplo, estivera com ele no camarote do governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, durante o carnaval. Meses depois, tomou a iniciativa de lhe telefonar na manhã daquele 5 de novembro de 2007 para pedir uma reunião “urgente” sobre um assunto que ele “não podia discutir por telefone”.

sexta-feira, 11 de março de 2011

LUNGARZO AFIRMA: PELUSO FEZ ACUSAÇÃO "ESCANDALOSAMENTE FALSA" A BATTISTI

Celso Lungaretti (*)

A intenção de Peluso seria maximizar o
efeito negativo para a imagem de Battisti


"Quantas outras falácias, invencionices e versões fictícias haverá naquele processo da extradição 1085?! Em qualquer país onde o Judiciário tenha um mínimo de decoro, um voto como esse teria sido imediatamente anulado."

O desabafo é de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, referindo-se ao relatório que o ministro Cezar Peluso  preparou para o julgamento do pedido de extradição do escritor Cesare Battisti no Supremo Tribunal Federal, em 2009.

Segundo Lungarzo narra no artigo "Inverdade" evidente do relator do Caso Battisti (acessar aqui), ele e a escritora/arqueóloga Fred Vargas, cada qual por seu lado, constataram que Peluso atribuiu o assassinato do açougueiro Lino Sabbadin a dois autores diferentes, em trechos distintos do relatório.

O que se seguiu foi chocante:

Veja publica calúnias contra Luciana Genro

"REVISTA VEJA MENTE E SERÁ PROCESSADA POR DANO MORAL"  

 por Luciana Genro  

O Projeto Emancipa já é um sucesso. As inscrições ainda não terminaram, mas já temos mais inscritos do que as 100 vagas disponíveis. O apoio que temos recebido é enorme. Este apoio se expressou inclusive na imprensa gaúcha, que através de vários comunicadores e jornalistas ajudou a divulgar o projeto pela sua relevância social, não se prestando a reproduzir as “denúncias” da revista Veja. Todos sabem da lacuna existente na preparação dos jovens oriundos das escolas públicas que desejam entrar na universidade. Então, quem poderia querer detonar um projeto que oferece preparação para o vestibular e o Enem GRATUITAMENTE para estudantes de escolas públicas? Aqui no Rio Grande do Sul, só os “viúvos” de Yeda Crusius.

Entretanto, em respeito às pessoas que me apoiam e respeitam e que têm sido questionadas por quem não conhece a minha trajetória, esclareço:

- Vou processar a revista Veja por danos morais, visto que o jornalista que assina a matéria sequer me ouviu, publicando uma reportagem absolutamente fantasiosa sobre o Projeto Emancipa, coordenado por mim no Rio Grande do Sul.


Mais um Prêmio para Lula




Prêmio Gorbachev para Lula





Moscou, 10 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vocalista do U2, Bono, e o cineasta americano Steven Spielberg, são alguns dos nove homenageados com o Prêmio Mikhail Gorbachev em sua primeira edição, conforme anunciou nesta quinta-feira o último dirigente soviético.

Lula, que deixou o cargo em janeiro passado, receberá o prêmio em uma de suas três categorias, criadas pela Fundação Gorbachev pelo 80º aniversário do ex-líder soviético, no dia 2 de março, segundo informaram as agências russas.

Na categoria "Perestroika" (Reconstrução), "Pela contribuição ao desenvolvimento da civilização global", receberão o prêmio Lula; o cientista britânico Tim Berners-Lee, considerado o precursor da internet, e o empresário americano Martin Cooper, criador do telefone celular.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ministro do TCU desmente Estadão

Fonte: Nassif online

Infelizmente os jornalistas Rui Nogueira, diretor da sucursal do Estado em Brasilia, e Ricardo Gandour, diretor de conteúdo, transformaram-se em assassinos de reputação de colegas. Uma pena.

Qualquer jornalista iniciante sabe distinguir relatório inicial do TCU - que depende da opinião individual de um auditor - de julgamento final., no qual todas as partes são ouvidas e a decisão é dos ministros do tribunal. Durante a campanha, uma das "denúncias" contra Dilma Rousseff - encampada pelo próprio Estadão - foi um relatório preliminar que foi derrubado no julgamento final do Tribunal de Contas do Estado.

No ano passado transformaram em "denúncia" a mera presença do filho do Franklin na inauguração da TV Brasil em São Paulo.

Não sei onde Gandour e Nogueira pretendem chegar com esse estilo. A tradição do Estadão nunca foi essa, de uso de denúncias falsas ou incompletas como vendetta pessoal. O respeito pelos fatos e por pessoas transformou o Estadão em um jornal respeitado inclusive pelos adversários. Onde se pretende chegar com esse jogo? 

Da série recordar é viver: "A que ponto chegamos?"

Nota do QTML?: O texto abaixo já é bem antigo, mas, por se encaixar perfeitamente na proposta deste blog, me foi sugerido recentemente por Appólo Natali, jornalista. O texto é do escritor Rubem Alves, atualmente professor da Unicamp. Vale leitura e reflexão.

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A que ponto chegamos?

Por Rubem Alves*

“Vejam só a que ponto chegamos. Agora ele está querendo ser presidente. Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende. Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos. O pai, ao que parece,não conseguiu se fixar em emprego algum e alguns chegam mesmo a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo. É certo que não seria nunca escolhido como operário padrão.E que dizer do lugar onde nasceu? Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio à rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas. Podem imaginar o seu comportamento num banquete? Seria vergonhoso, cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia. Seria um vexame nacional. Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação formal se restrigindo a ler, escrever e fazer as quatro operações. Como trabalhador braçal, excelente. Na verdade, ali é o seu lugar. Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenvolveu de forma invejável.Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião,não vacilou em se valer dos seus músculos para dobrar um grupo de adversários.

Mas, o que assusta mesmo, é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente no campo. Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vêm a riqueza do país? E agora este matuto quer colocar o carro na frente dos bois. Se sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no País. O nosso sistema de produção vai se desmantelar, com imprevisíveis conseqüências sociais. No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e ao patrões não resta outra alternativa que deixar o País. “Love it or leave it”.

A COLCHA DE RETALHOS DA REFORMA POLÍTICA

A COLCHA DE RETALHOS DA REFORMA POLÍTICA


Laerte Braga


Weber afirmou que os partidos políticos “são uma associação que visa a um fim deliberado, seja ele objetivo como a realização de um plano com intuitos materiais ou ideais, seja pessoal, isto é destinado a obter benefícios, poder e conseqüentemente glórias para o chefe e sequazes, ou então voltado para todos esses objetivos conjuntamente”.

Maurice Duverger considera que os sindicatos são fontes geradoras de partidos políticos, tanto quanto as “sociedades de pensamento, as igrejas, as associações de antigos combatentes”. “Devem ser citadas como organismos externos capazes de gerar partidos políticos”.

Há os que consideram os partidos políticos como partes – dentro da própria expressão partido – de uma sociedade, nação, voltada para a conquista do poder, a disseminação de idéias, dentro ou não do jogo político institucional, do modelo desenhado por essa sociedade ou nação, que, historicamente é dinâmico, do contrário não tem sentido. Não é uma regra geral e nem pode ser, pois os Estados Unidos têm dois partidos nacionais – Democratas e Republicanos – e ambos são conservadores, cabe melhor a expressão reacionários, à medida que aprisionados dentro de um sistema que se mantém em qualquer circunstância ou governo.

Não há diferenças entre as políticas de Bush e Obama exceto em detalhes e quase sempre detalhes voltados para o público interno, digamos assim.

Mas que merda foi essa, Ziraldo?

Mas que merda foi essa, Ziraldo?


Por Rui Martins (*)

Nem tudo é Carnaval no Brasil pós-Lula, como provou a polêmica levantada pelo bloco com camisetas desenhadas pelo cartunista Ziraldo, mostrando o escritor Monteiro Lobato agarrado numa mulata. Mas Que merda é Essa, ironizava Ziraldo, diante da celeuma provocada pelo Conselho Nacional de Educação ao considerar impróprio para a criançada, por racismo, o livro Caçadas de Pedrinho, do consagrado autor do Sítio do Picapau Amarelo, paulista de Taubaté.

Com sua costumeira irreverência, Ziraldo quis por um fim na polêmica « Lobato era racista ? » mas sua brincadeira teve o efeito de merda jogada no ventilador, e o próprio Ziraldo, nesta quarta-feira de cinzas deve estar sorrindo amarelo. Sua explicação de racismo com ódio e racismo sem ódio não convenceu e foi interpretada como conversa de quem é racista enrustido.

Na verdade, Ziraldo nisso não é exceção. A maioria da sociedade brasileira é racista enrustida, o que o jornalista Dojival Vieira, da comunidade negra Afrokut, define como « racismo bonzinho » na versão ipanemense de Ziraldo. Se o racismo bonzinho brasileiro não deu origem à criação de um Klu Klux Klan brazuca, como lamentava Monteiro Lobato, em sua correspondência revelada pela escritora negra Ana Maria Gonçalves, se manifesta numa sociedade de pessoas cor-de-rosa e pessoas marrom, como bem retrata o livro O Menino Marrom, do próprio Ziraldo.



A viúva que amamos


A viúva que amamos

Por Urariano Mota (*)

 

Recife (PE) - De Raquel deve ser dito que se não fosse ela, todos que fomos à sua casa poderíamos hoje estar mortos. Ela, viúva, louca e desfrutável para os nossos corações, somente para os nossos corações de esperança e mais nada, doou a sua granja para encontros clandestinos da organização Ação Popular.

Quanto eram solitários, desertos e secos de tudo aqueles anos. Essa mulher, que foi combustível de nossa imaginação, também cozinhava como uma feiticeira, e produzia umas galinhas caipiras, e temperava um arroz natural, e, achando pouco, gargalhava e sorria conosco, não sei se por um instinto de perversão, de serena crueldade, porque, mais velha que nós, e sendo por natureza, formação e vontade fêmea, devia adivinhar o efeito do seu riso aberto. Nós então sorríamos também, sorríamos muito, sorríamos até de nervoso, mas sorríamos, como quem diz, vamos sorrir, porque talvez amanhã os nossos risos sejam apenas os dentes.

Lembro que a conheci duas vezes. Na primeira, ela foi apresentada por Tonhão, o negro mais alto e irresponsável que os nossos olhos já viram. Tonhão, de batismo Antonio Agostinho, era um homem bom, sei agora. Sei porque só a generosidade poderia apresentar a pessoa amorável de Raquel. Claro, nisso havia também exibicionismo, para nos mostrar a mulher que ele poderia ter. O futuro do pretérito então era um remoto futuro do presente.



AFINIDADE COM GADDAFI REVELA O LADO 'MONSTRO' DOS 'MÉDICOS' LIBERAIS

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia


Está devastadora a coluna desta 5ª feira do Clóvis Rossi, Liberais só com a vida alheia, sobre a saia justa em que ficaram dois dos papas do pensamento econômico burguês, em função de sua promiscuidade com a ditadura Gaddafi.

Sobre Anthony Giddens, que formulou e difundiu o conceito de "terceira via" (opção ao viés estatizante da velha social-democracia e ao liberalismo econômico impiedoso), Rossi constata:
"Giddens (...) queria menos intervenção do Estado na economia, o que se tornou, de resto, o pensamento hegemônico no planeta. Mas tolerava, ao dialogar com Gaddafi, a pior forma de intervenção do Estado, que é a de decidir quem vive e quem morre, quem é torturado e quem é banido".
O colunista não foi menos contundente com Howard Davies, bom parceiro de Gaddafi quando dirigia a London School of Economics:

Comissão da Verdade é imperiosa

Por Mair Pena Neto*

Em uma quarta-feira de cinzas em que a gente acorda não esperando nada mais do dia além da apuração do resultado das escolas de samba no Rio, apareceu nos jornais documento das Forças Armadas, enviado ao ministro da Defesa Nelson Jobim, com críticas à instalação da Comissão Nacional da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos na ditadura militar.

A comissão parece irreversível e o documento seria apenas a queixa natural do setor mais envolvido com as atrocidades cometidas durante os 25 anos do regime de exceção, mas merece observação pelos argumentos levantados pelos militares, que, mais do que evitar, justificam o esclarecimento da verdade sobre esse período trágico da história brasileira.

Os militares argumentam que a instalação da comissão “provocará tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão”. Que tensões e desavenças surgirão do debate é natural. O tema é delicado e dolorido para ser tratado com indiferença ou restrito aos debates do Congresso sem o envolvimento da sociedade. É até bom que assim seja para que a questão seja encarada de frente e resolvida de uma vez por todas, de acordo com os resultados e suas conseqüências.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MADISON - O GRITO DE GUERRA DOS TRABALHADORES NOS EUA

MADISON – O GRITO DE GUERRA DOS TRABALHADORES NOS EUA


Laerte Braga


O discurso do cineasta Michael Moore, em Madison, capital do estado do Wisconsin, diante de milhares de trabalhadores que protestavam contra o corte de direitos e benefícios assegurados em lei, é um dos mais importantes gritos dentro do território continental norte-americano contra a barbárie e hipocrisia que caracteriza aquele extinto pais, hoje, um conglomerado terrorista formado a partir de bancos, indústria bélica, grandes empresas e latifúndio. EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Michael Moore falou em EUA BUSINESS, o país dos “negócios”.

A crise econômica deste início de século levou milhões de norte-americanos a perderem suas casas, seus empregos, suas aposentadorias e pensões e todo o processo que Barack Obama chama de “recuperação da economia” se volta para o terror contra nações ao redor do mundo e o fortalecimento do mundo empresarial do seu país.

terça-feira, 8 de março de 2011

A vingança das antas

A vingança das antas

Por Raul Longo (*)

Por volta de outubro passado recebi a visita de uma moça nacionalmente conceituada em sua especialidade. E não é uma especialidade qualquer. É daquelas às quais se confere Prêmio Nobel. Vital para a evolução e sobrevivência da humanidade e todas as demais espécies.

Doutora e mestra no assunto, respeitadíssima por seus colegas e temida por transgressores em área tão importante para a segurança do planeta, sem dúvida uma moça de notáveis saberes.

No entanto, repentinamente começa a prever o início da total falência do Brasil para os próximos 3 meses daquele ano de 2010, cabalisticamente o final de uma década.

Tentei argumentar: “- Mas o tsunami da crise é no mundo. Aqui já saímos até da marolinha!”

Não adiantou. A moça continuou sibilando apocalipticamente: “- Não vê que tudo tem um preço? Essa conta terá de ser paga. Vai nos sair muito caro pelo “O Cara”! Não há nem que esperar. É só passar as eleições e o Brasil virá abaixo, cai na bancarrota! Vai falir! Vai carcomer! Vai acabar!” – e arrematou com olhos arregalados, num transe de profunda piedade por minha total cegueira: “- Eu vejo isso tão claro, como é que não conseguem enxergar?”


segunda-feira, 7 de março de 2011

É carnaval, mas o mundo segue girando


É carnaval, mas o mundo segue girando


Por Mario Augusto Jakobskind (*)

É Carnaval, mas nem por isso o mundo está parado, muito pelo contrário. Os fatos acontecem com uma velocidade espantosa, como no caso da Líbia, onde não será surpresa se o governo Barack Obama decidir algum tipo de intervenção militar seja via Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Organização das Nações Unidas (ONU) ou mesmo por conta própria.

O pretexto poderá ser o de evitar a continuação do banho de sangue que ocorre no país árabe, mas cujas informações são bastante contraditórias e as armas utilizadas pelo Estado foram adquiridas no Ocidente. Na verdade, os Estados Unidos pouco se importam se direitos humanos são ou não respeitados nos países vinculados a Washington. Mas quando o país não está nos conformes, haja vista o Irã, ou mesmo a Líbia sob o comando do “ex-regenerado” Muammar Khadafi, a história muda.

A propósito, o Ministério do Interior saudita advertiu que empregará as forças de segurança para reprimir quem tentar alterar ou infringir o sistema. Em outras palavras: a monarquia amiga de Washington já autorizou a polícia a reprimir qualquer manifestação popular. Trocando em miúdos: as autoridades já devem ter detectado descontentamento popular e estão preparados para matar quem ousar protestar. Se amanhã acontecer alguma mobilização dos xiitas, que sofrem restrições em sua cidadania e são explorados ao extremo no trabalho com jornadas de até 12 horas, e a monarquia mostrar como mantém a sua autoridade, como reagirá o governo Barack Obama? Não é difícil prever. Vai se comportar como no início das manifestações no Egito contra Mubarak.


domingo, 6 de março de 2011

"ASSISTÊNCIA E SOCORRO"

“ASSISTÊNCIA E SOCORRO”


Laerte Braga


Bento XVI num discurso feito no sábado, no Vaticano, manifestou expressa preocupação com o que acontece na Líbia, em países da Ásia e da África e pediu sem definir a quem, “assistência e socorro” para por fim à “tragédia”.

Em primeiro lugar é preciso definir o papado de Bento XVI. Em seguida o que seja “tragédia” no caso. E então a quem cabe, se é que cabe a alguém de fora, “socorrer” a Líbia.

Bento XVI é um papa que nasceu e cresceu na extrema-direita da Igreja Católica. E antes de sua opção pela vida religiosa integrou a juventude hitlerista. No pontifício de João Paulo II, foi o expoente máximo das novas formas de inquisição – mas não menos cruéis – afastando religiosos ligados à Teologia da Libertação e abortando os movimentos de mudanças na Igreja surgidos a partir dos papas João XXIII e Paulo VI, que sucederam a Pio XII, de nítidos compromissos durante a IIª Grande Guerra com o regime de Mussolini na Itália e de Hitler na Alemanha.

Jornal alternativo da década de 1970 disponível para download

publicado originalmente no site do Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC.

Estão disponíveis, na internet, todas as edições do Jornal EX-, um dos expoentes da mídia alternativa durante a ditadura militar.

Os interessados podem baixar os 16 números do periódico que foram às bancas, além de quatro especiais - dentre eles uma edição inédita, com textos de ex-editores contando toda a história do EX-, com fotos de época e depoimentos de colaboradores.  
O jornal mensal foi produzido entre 1973 e 1975, e teve vários exemplares recolhidos pela ditadura militar. O último número, "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", revela o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975. Esta edição vendeu 50 mil exemplares, e foi a que levou ao encerramento da publicação.
A reunião das publicações é uma iniciativa da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e do Instituto Vladimir Herzog. Conheça a história do Jornal EX- em http://www.imprensaoficial.com.br/jornalex/
fonte : NPC

sábado, 5 de março de 2011

Morre Lucilia Rosa - A "comunista convicta"

Lucilia em seu aniversário de 98 anos, em agosto de 2010. Esta bandeira e a do PT ficaram sobre o caixão. Ela votou em petistas e em Lula desde 1988. O prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB) decretou luto oficial por três dias.
Por Luiz Alberto Molinar (*), jornalista

A "comunista convicta" - como sempre fazia questão de reafirmar - Lucilia Soares Rosa, 98 anos, morreu de causa natural, anteontem (3/3), às 18h30. Depois de jantar, deu um de seus gritos costumeiros. Foi sua despedida. O hino “A Internacional”, o qual cantava com frequência, foi tocado na flauta e levou à emoção amigos e companheiros presentes ao velório. Ela será homenageada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, no final deste mês, juntamente com nove mulheres, entre elas Clara Charf, ex-mulher do deputado baiano constituinte de 1946 e guerrilheiro, Carlos Marighela.

Lucilia Rosa, aos 35 anos, foi uma das 17 primeiras vereadoras eleitas em Minas. Ela era de Uberaba, mas morava em Campo Florido, a 70km, onde conquistou, em 1947, uma cadeira da Câmara Municipal. Foi escolhida pelo PSD, porém era militante do PCB (Partido Comunista do Brasil) desde os 18 anos, quando se filiou e foi batizada como "Lucrécia", seu "nome de guerra".

Ousou e enfrentou preconceitos ao ligar as trompas, em 1939, depois de ter dois filhos. Essa operação somente realizava-se na Europa. Foi presa duas vezes. Em 1949, ao cuspir no rosto do delegado, em Campo Florido. Ficou detida por 13 dias por participar de manifestação contra o envio de jovens brasileiros para a Guerra na Coreia. Foi em 1951, em Uberlândia. Morou, em São Paulo, durante 15 anos, de 1958 a 1972, quando trabalhou como doméstica, entre outras patroas, para a deputada federal Ivete Vargas (PTB), sobrinha do presidente Getúlio Vargas, que conseguiu-lhe emprego na Caixa Econômica e nos Correios. Rejeitou e manteve-se na profissão que possibilitou-lhe as formaturas, em odontologia, dos dois filhos.


Nem ruim da cabeça, nem doente do pé

Foto: Amaro Junior e Janaina Souza - Bloco "Tá pirado..."
Os blocos dos excluídos são vitais numa sociedade onde Jaqueline Roriz – filha de peixe – junto com Maluf, Newton Cardoso, Almeida Lima e tantos pilantras integram a comissão de frente da reforma política. São imprescindíveis, num país onde Sarney preside o Senado, onde todos eles passam a mão e, ainda por cima, metem o dedo.
Num contexto desses, o carnaval parece ser o espaço mais sério, democrático e solidário do país. Simboliza o que existe de melhor e de mais sadio na sociedade brasileira. Constitui uma esperança saber que os excluídos estão se organizando e reivindicando um lugar na sociedade e que existe muita gente que se solidariza com eles. Com humor, os excluídos estão conquistando a cidadania. Um país em que o doente do pé e o ruim da cabeça sambam com alegria tem que dar certo.


Por José Ribamar Bessa Freire (*)

No momento em que escrevo... Perdão, no carnaval ninguém escreve chongas... No momento em que BATUCO essas mal traçadas linhas, até os postes e as estátuas do Rio de Janeiro estão remexendo o esqueleto. O Cristo Redentor levantou o dedinho, o Pão de Açúcar está rebolando e até a igreja da Penha caiu na gandaia. Foram 14 transatlânticos que ancoraram no Píer Mauá. Os hotéis estão entupidos. A cidade bate o recorde de turistas. Um milhão de visitantes, dos quais 300 mil são estrangeiros, segundo dados oficiais da Riotur. O carnaval, entre outras coisas, é um grande negócio.

Esperando a quarta-feira de cinzas. Vídeo imperdível

PORQUE A GRAXA PRETA

PORQUE A GRAXA PRETA


Laerte Braga


Ao escrever com freqüência que Barack Obama é um branco engraxado com graxa preta não incido em racismo. É simples entender o motivo disso. História, só história. No passado, década de 50 e 60 do século XX, era comum os estúdios cinematográficos nos EUA e em outros países (Brasil inclusive), conferir papéis de negros a atores brancos engraxados, aí sim, numa visível manifestação de racismo, de preconceito.

Do início do século XX e até hoje os Estados Unidos mantém o caráter de país racista a despeito das leis que falam de direitos civis aprovadas no governo democrata de Lyndon Johnson (o presidente que assumiu com a morte de Kennedy e encontrou o projeto pronto, condições objetivas, portanto, para sua aprovação).

Líderes negros nacionais como Martin Luther King, Malcom X, Ângela Davis e outros foram assassinados por grupos brancos de extrema-direita nos EUA e à época Millôr Fernandes, um dos mais notáveis jornalistas da história do jornalismo brasileiro, chegou a dizer que “no Brasil não temos racismo, o negro reconhece o seu lugar”.

Era uma afirmação que desmistificava a hipocrisia do discurso oficial feito entre nós que o racismo não encontrava abrigo no Brasil. Era claro e visível em todos os setores da sociedade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Líbia: Khadafi quer sangue, Obama quer Petróleo, o povo quer liberdade (charge do Latuff)

EXPULSÃO DE BATTISTI É UMA HIPÓTESE INACEITÁVEL

Celso Lungaretti (*)

Uma tocaia para Battisti? é o título do novo artigo do companheiro Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional.

Ele também ficou apreensivo com as declarações do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, no sentido de que, uma vez confirmada pelo STF a decisão brasileira de não extraditar Cesare Battisti, o escritor, como estrangeiro em situação irregular, possa vir a ser obrigado a deixar o País.


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