O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

JOBIM E SAITO - O DILEMA DE DILMA - É BRASIL OU BRAZIL?

JOBIM E SAITO – O DILEMA DE DILMA – É BRASIL, OU BRAZIL?


Laerte Braga


Os “estragos” causados pela pilha de documentos confidenciais do governo dos EUA divulgado pelo site WIKILEAKS começam a produzir efeitos em todos os cantos do mundo. Uma ordem para eliminar o fundador do site já foi expedida pelo governo de Obama (semelhante ao que costumam fazer fundamentalistas chamados de “terroristas”).

O WIKILEAKS atingiu alvos variados, um grande espectro de ações terroristas dos norte-americanos e como não poderia deixar de ser respingou no Brasil.

Dilma Roussef vive um dilema antes de sua posse. Mantém o ministro da Defesa, Nelson Jobim, notório agente norte-americano e o comandante da Força Aérea Brasileira (bate continência para Washington) brigadeiro Juniti Saito, ou espanta essas duas figuras que em tempos passados seriam chamados de traidores?

Do Alemão ao WikiLeaks


Todos os postes do Rio de Janeiro sabem que as bocas de fumo onde se comercializam as drogas só funcionam a pleno vapor porque policiais recebem propinas.

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


O Tio Sam ficou nu

Por Hugo Cilo e Guilherme Queiroz, Isto é Dinheiro*

Os papéis secretos do WikiLeaks criam uma crise diplomática global, com revelações sobre o arsenal nuclear americano, as tentativas de intervenção em assuntos de outros países e envolvem até o Brasil. mas muitos dos segredos já eram notórios

Uma frase do século 16, atribuída a um autor desconhecido, dizia que a diplomacia era a arte de mentir de forma elegante. Até a última semana, no entanto, governos e diplomatas não eram vistos pelo mundo de forma tão desnudada. 

A divulgação de mais de 250 mil documentos confidenciais e despretensiosos telegramas entre chefes de Estado pelo site WikiLeaks trouxe à luz declarações comprometedoras que, em poucas horas, se alastraram da Patagônia à Sibéria. Entre as revelações há provas de que países como Turquia, Holanda e Bélgica abrigam armas nucleares dos Estados Unidos. 

O banqueiro que age em silêncio

Por Leonardo Attuch, Isto é Dinheiro*

Gabriel Jorge Ferreira, ex-presidente da Febraban, se especializou em costurar acordos complexos, como o resgate do PanAmericano e a fusão entre Itaú Unibanco. Seu segredo? Discrição absoluta.

São 16h36 da terça-feira 23 e o presidente do Citibank no Brasil, Gustavo Marín, desce pelos elevadores do edifício Tomie Othake, no início da avenida Faria Lima, em São Paulo. Ele vinha do 12º andar, onde funciona o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma instituição privada mantida pelos bancos, com quase R$ 30 bilhões em ativos e que tem como missão preservar a saúde do sistema financeiro, oferecendo cobertura de até R$ 60 mil aos depositantes. 

Marín havia acabado de se reunir com Gabriel Jorge Ferreira, presidente do FGC. Queria entender melhor o caso PanAmericano e sondar eventuais oportunidades para o Citibank – um banco que, em 2008, cogitou comprar o braço financeiro do grupo Silvio Santos. Naquele mesmo instante, um emissário do bilionário mexicano Ricardo Salinas, magnata da área de televisão, varejo e do sistema financeiro em seu país, chega à sede do SBT para um encontro com o apresentador mais famoso do Brasil e dono do PanAmericano. Ferreira não confirma nenhuma das informações – uma delas testemunhada pela reportagem da DINHEIRO na chegada ao edifício Tomie Othake e a outra apurada com antecedência. “Qualquer decisão de venda é do controlador, não nossa”, diz o presidente do conselho do FGC. Assim é Ferreira, um banqueiro que completou 75 anos em pleno turbilhão do caso PanAmericano e se caracteriza por ouvir mais do que falar. Foi essa qualidade que lhe permitiu testemunhar – e também conduzir – alguns lances decisivos na história do sistema financeiro.

Lula e os emigrantes no Itamaraty

Lembrei-me de Lula, no amplo auditório das Nações Unidas, sendo aplaudido de pé por sindicalistas de todo mundo, em standing ovation como se fosse um super-star. No passado, diziam ser Garrincha a alegria do povo, mas pelo jeito, agora é Lula essa alegria, desse povo que vem retirando da miséria e ao qual vem restituindo a dignidade. Não acredito em deuses nem em ídolos, mas esse homem carismático, logo ex-presidente, é o melhor presidente que já teve o Brasil.


Por Rui Martins (*)

56 anos depois... A bandeira do Brasil é desfraldada na fachada do Palácio do Catete

Fotos: Ana Helena Tavares (registradas no Flickr)





Fugindo do calorão, passeei pelos jardins do Palácio do Catete, que hoje é um centro cultural, abrigando o Museu da República, além de uma livraria e sala de cinema. Sou frenquentadora antiga, mas, pela 1ª vez, me deparei com nossa bandeira majestosa a dar boas-vindas. O local tem uma energia ótima e um eterno cheiro de chimarrão.

Ana Helena Tavares

domingo, 5 de dezembro de 2010

'Ninguém bota faca no pescoço da Dilma', diz Carvalho

Escolhido para ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho diz que a presidente eleita Dilma Rousseff não será refém de partidos. E comenta a disputa por cargos. "Ninguém deve achar que na base do grito leva alguma coisa", avisou. "O pior que tem é botar a faca no pescoço dela". 

Por Vera Rosa
O Estado de S. Paulo*

Testemunha privilegiada dos bastidores do Palácio do Planalto, o ex-seminarista Gilberto Carvalho sempre atuou longe dos holofotes, como chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há quatro dias, Dilma Rousseff deu-lhe uma ordem sem direito a réplica: "Gilbertinho, passe um Gumex no cabelo e ponha um terno bem bonitinho porque vou anunciá-lo na sexta-feira como ministro da Secretaria-Geral da Presidência."

As horas se passavam e nada de anúncio. Até que, muito tempo depois de ter lido um salmo do Evangelho de Cada Dia - prática adotada desde 2003, antes de iniciar o expediente -, Carvalho telefonou para a presidente eleita. "Você me deve um vidro de Gumex", cobrou ele, rindo. Foi quando Dilma leu para o futuro ministro a nota, que acabara de ser redigida, oficializando sua indicação. "Eu tardo, mas não falho", disse ela.


Tolstoi, 100 anos de permanência

A obra de Tolstoi ocupou um dos primeiros lugares na literatura mundial

Ao receber a sugestão* de escrever sobre os 100 anos da morte de Leon Tolstoi, a primeira reação foi a de me esconder atrás de uma larga árvore, um baobá imenso. Ali, bem oculto, tentaria responder com palavras que brotassem na terra como plantinhas rasteiras, miúdas: “Não sou digno dessa honra”.

Por Urariano Mota (*)


Doroti, a doce radical

Foto: Ana Helena Tavares
 Doroti, a eterna missionária, a doce radical, tinha aquela doçura do mel de abelha que o casal passou a cultivar. E flores, é claro. Para as colmeias. No início da construção do PT, lá estavam os dois. Agora, ela se foi, levada por um AVC traiçoeiro, mas tenho a impressão de que vou encontrá-la em qualquer lugar, ali onde houver alguém brigando por uma boa causa.

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

JOBIM GO HOME - A "TAL LIBERDADE" DE EXPRESSÃO"

JOBIM GO HOME – A TAL “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”


Laerte Braga


Segundo os “sérios” e “responsáveis” veículos de comunicação do grupo GLOBO o traficante Fernandinho Beira-mar teria sugerido aos seus comandados no Rio que seja feito um acordo com as milícias para dificultar a ação policial contra o crime.

Beira-mar tem o controle da maioria das ações da Polícia Militar do Rio de Janeiro, igualmente da Polícia Civil, chefia o grupo aparentemente mais poderoso do varejo do tráfico e Anthony Garotinho é um dos inspiradores – e comandante – das milícias.

Beira-mar mexe com drogas e as milícias cobram proteção de comerciantes e moradores nas respectivas áreas onde atuam, para evitar assaltos, estupros, etc, quem não paga está fora do leque de “benefícios” do grupo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Niemeyer se reinventa e compõe samba quase aos 103 anos

Aventura tardia como compositor. Foto: Reuters

Prestes a completar 103 anos, arquiteto lançará música em seu aniversário


Da Agência EFE*

O arquiteto Oscar Niemeyer se reinventa às vésperas de completar 103 anos, no dia 15 de dezembro, ao compor um samba dos músicos Edu Krieger e Caio Almeida.

"Não sei como encontro tempo para ficar brincando, mas minha música é uma besteira, uma coisinha divertida, nada importante", revelou o arquiteto em entrevista publicada neste sábado ao jornal O Globo.

O criador do projeto de Brasília e de centenas de monumentos ao redor do mundo revelou que compôs a letra de "Tranquilo com a Vida" enquanto estava internado no fim de 2009, por problemas na vesícula e no intestino.

Lula é homenageado por líderes ibero-americanos que se recusam a lhe dizer adeus

Mar del Plata, Argentina, 4 dez 2010 (AFP)* -Os participantes da 20ª Cúpula Ibero-Americana, realizada neste sábado na cidade argentina de Mar de Plata, destacaram o valor histórico das transformações impulsionadas pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva ao Brasil, recusando-se, ao mesmo tempo, a lhe dizer adeus.

"Ninguém vai se despedir hoje. Um militante com essa história nunca deixa a política e muito menos depois de ter desempenhado a presidência de seu país, quando realizou transformações e tarefas nunca imaginadas antes", disse a presidente argentina Cristina Kirchner, dando-lhe um beijo e um abraço.

Lula participou pela última vez do foro ibero-americano antes de passar a faixa presidencial, no dia 1 de janeiro, à sucessora eleita, Dilma Rousseff, depois de oito anos no poder.

Para uma plateia constituída de governantes de América Latina, Espanha e Portugal, Lula emocionado até as lágrimas, afirmou: "Eu sou um político latino-americano, não vou deixar a política. Vou ter mais tempo para viajar, quero discutir política e os partidos".

Atilio Borón: Cuba e a hora da mudança

Em Cuba se está efetivando um grande debate sobre o futuro econômico da ilha. Entre os cubanos se fez presente a convicção de que o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de planejamento ultra-centralizado, encontra-se exaurido. Como advertiram Fidel e Raúl, sua permanência compromete a sobrevivência da Revolução. Se se quer salvá-la será necessário abandonar um sistema de gestão macroeconômica que, de forma clara, já passou a melhor vida.

Por Atilio A. Borón*

A experiência histórica tem mostrado que a irracionalidade e desperdício dos mercados podem ocorrer em uma economia totalmente controlada pelos planejadores estatais, que não estão a salvo de cometer erros grosseiros, que produzem irracionalidades e desperdícios que afetam o bem-estar da população.

Exemplos: em um país com um déficit habitacional tão grave como Cuba, a agência estatal encarregada das construções tem registrado 8 mil pedreiros e 12 mil pessoas dedicadas à segurança e guarda dos depósitos das empresas de construção do Estado.

O historiador comprometido com as lutas populares perante a história oficial

Aos intelectuais comprometidos cabe a missão de contribuir para a formação tanto de militantes combativos quanto de lideranças

Por Anita Leocádia Prestes*

Não existe História neutra ou História que seja uma mera reprodução dos fatos ocorridos em determinado momento histórico. O fato histórico é sempre uma escolha do historiador, um recorte feito por ele e que reflete sua subjetividade, seu posicionamento diante do mundo e daquela realidade que está sendo por ele descrita. Não há duas narrativas de um mesmo acontecimento que sejam iguais ou coincidentes. A História é uma construção, construção esta que pode ter maior ou menor compromisso com a evidência, mas na qual existe sempre uma carga indiscutível de subjetividade.

Numa sociedade atravessada, e movida, por conflitos sociais, ou seja, numa sociedade onde há explorados e exploradores, onde há, portanto, classes antagônicas, a História é sempre uma construção que reflete os interesses dos grupos sociais dominantes, que controlam os meios de comunicação. Em outras palavras, a História é uma construção das classes sociais que detém o poder e os meios de comunicação. E isso é verdade, mesmo quando tal situação é mascarada, não estando explicitada, quando não é evidente.

Por isso mesmo, o historiador, aquele que se propõe a compreender e explicar os fenômenos que têm lugar nas sociedades humanas, precisa ser um questionador, uma vez que ele, sendo um personagem do seu tempo, inserido em determinada sociedade de uma determinada época, não é nem pode ser neutro. No máximo, conseguirá manter uma neutralidade aparente.

"Obama está difundindo leis repressivas"

Jurista estadunidense compara as torturas de Bush com a decisão do governo Obama de realizar "execuções extrajudiciais" de cidadãos suspeitos de terorismo

Por Gladys Martínez López, Diagonal Web*

O uso contínuo da tortura contra prisioneiros dos Estados Unidos "suspeitos" de terrorismo não era um segredo para ninguém. Aí estão as imagens da prisão iraquiana de Abu Ghraib e as evidências de Guantánamo, os informes secretos publicados nos últimos anos ou os documentos vazados pelo Wikileaks. Porém, se restavam dúvidas, o ex-presidente Bush se encarregou de confessar publicamente em seu recente livro de memórias que admite ter autorizado o uso do "afogamento simulado" contra prisioneiros como um método "eficaz".

"Bush confessou um crime de guerra e contra a humanidade, contrário às leis dos Estados Unidos e aos convênios internacionais. Quando um presidente sabe que conta com a impunidade pela tortura de um ser humano, é um perigo para o mundo", diz Douglas Vaughan, jurista veterano e investigador estadunidense que participou, em Madrid, de um seminário da Associação Livre de Advogados.

"Os culpados não são só aqueles que autorizam ou aplicam a tortura, mas também aqueles que não investigam; e não tivemos uma investigação aberta, transparente e ampla dos anos em que essas práticas foram ilustrativas dos métodos criminais do governo", aponta Vaughan.

Defensores de direitos humanos pedem reserva a Wikileaks

Organizações de direitos humanos dos Estados Unidos temem que Wikileaks ponha em risco a segurança de ativistas em países com regimes repressivos se revelar informações sobre eles. A Human Rights Watch (HRW) e a Human Rights First (HRF) consideraram um erro que essa organização sem fins lucrativos, dedicada a divulgar em seu site documentos filtrados com proteção de suas fontes, publique nomes de ativistas e organizações que recebem apoio do governo estadunidense.

Por William Fisher - IPS*

Nova York (IPS) – Importantes organizações de direitos humanos dos Estados Unidos temem que Wikileaks ponha em risco a segurança de ativistas em países com regimes repressivos se revelar informações sobre eles. A Human Rights Watch (HRW) e a Human Rights First (HRF) consideraram um erro que essa organização sem fins lucrativos, dedicada a divulgar em seu site documentos filtrados com proteção de suas fontes, publique nomes de ativistas e organizações que recebem apoio do governo estadunidense.

A presidente da HRF, Elisa Massimino, enviou uma carta ao diretor de Wikileaks, Julian Assange, alguns dias antes dessa organização divulgar milhares de comunicados diplomáticos secretos dos Estados Unidos. Massimino afirmou que publicar os nomes de “indivíduos ou organizações em países repressivos ou autoritários, como Irã, China, Rússia, Cuba, etc., seria extremamente imprudente, já que aumentaria o risco de perseguição, encarceramento e violência”. “Defensores dos direitos humanos em países repressivos e autoritários enfrentam muitos perigos, já que os seus governos regularmente os perseguem, maltratam e encarceram”, registrou a carta.

"Nos porões da tortura" ganha prêmio






Foram anunciados ontem os vencedores do 27ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Rodrigo Vianna, a equipe de produtores – Luiz Malavolta, Tony Chastinet e Pedro T – e a editora Angela Canguçu ganharam o prêmio “Verdade, Justiça e Transparência”, pela série de reportagens “Nos porões da tortura”, veiculada na TV Record. Um prêmio justo e merecido.

*Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/nos-poroes-da-tortura-ganha-premio.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LULA DIZ QUE JÁ CHEGOU A UMA CONCLUSÃO SOBRE O CASO BATTISTI

Celso Lungaretti (*)

Entrevistado nesta 6ª feira (03/12) por correspondentes internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou já ter chegado a uma conclusão sobre o pedido italiano de extradição do escritor e perseguido político Cesare Battisti, devendo anunciá-la ainda neste mês de dezembro:
"Eu espero que o meu advogado-geral possa me apresentar a proposta da decisão antes de terminar o meu mandato. Não gostaria de deixar esse assunto para a companheira Dilma tomar a decisão em janeiro ou fevereiro. Preferia tomar eu mesmo a decisão. Aliás, eu já tenho a decisão na minha cabeça, só não posso antecipar".
A expectativa da imprensa e dos círculos políticos é de que Lula rechace o pedido do Governo Berlusconi -- a revista IstoÉ já fez até matéria sobre os planos para a liberdade  de Battisti --, pondo fim a um pesadelo que já dura quase 46 meses, desde sua detenção no Brasil por causa de crimes ocorridos há mais de três décadas na Itália.


Amorim defende decisão brasileira de não receber presos de Guantánamo

Por Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (3) que não houve razões para o Brasil receber presos libertados da Base de Guantánamo, mantida pelos Estados Unidos em território cubano. Documentos diplomáticos confidenciais divulgados pelo site WikiLeaks mostram que, em 2005, o Brasil se recusou a receber, como refugiados, os suspeitos de terrorismo detidos pelos militares norte-americanos.

“Houve sondagens efetivas [do governo americano], mas o Brasil não achou adequado que devesse recebê-los por várias razões. Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eram inocentes, que encontrassem de volta seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse Amorim, no Rio de Janeiro.

Amorim minimizou um possível mal-estar provocado pela divulgação de documentos confidenciais, dizendo que, entre as informações vazadas, não havia nada muito “secreto”. “Não tem nada ali que seja top secret. Tem coisas que, ou a gente já sabia ou são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos”, disse.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Jobim: nos tempos de Jango?


Cabe à presidente eleita avaliar se vale a pena apostar no atual ministro da Defesa. Por seu desempenho nos últimos anos e pelas confidências reveladas pelo site, Jobim está empenhado em uma aventura que lhe permita tomar o passado de assalto, obrigando o país a viver uma vida que não é a sua, como se fosse a única possível. Seria Jango o seu alvo?

Por Gilson Caroni Filho (*)

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS - BRASILEIRAS? SERÁ? (OS DOCUMENTOS DO WIKILEAKS

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS – BRASILEIRAS? SERÁ?

(OS DOCUMENTOS DO WIKILEAKS)


Laerte Braga


É possível que existam oficiais comprometidos com os princípios que devem nortear as forças armadas de uma Nação. Mas Forças Armadas Brasileiras? Onde? Desde o expurgo de militares comprometidos com o Brasil promovido pelo golpe de 1964 a imensa maioria dos comandantes militares brasileiros bate continência para Washington e presta contas ao embaixador dos EUA das atividades contra supostos terroristas.

Chefes mafiosos quando presos costumam mandar matar as testemunhas. Com isso evitam suas condenações. O furioso ataque do governo dos EUA contra o site WIKILEAKS e a tentativa de prender seu fundador é exatamente isso, matar a testemunha das barbáries cometidas pelos norte-americanos mundo afora (reveladas nos documentos secretos trazidos a público pelo site) e buscar formas de continuar vendendo a mentira da democracia e da liberdade e toneladas de bombas que vão despejando pelo mundo em ações terroristas contra governos e líderes que se opõem ao império.

O general brasileiro (brasileiro?) Jorge Armando Felix, ministro da Segurança Institucional tem o dever de explicar porque foi prestar contas ao embaixador dos EUA sobre ações do governo contra o suposto “terrorismo” na região de Foz do Iguaçu. Tivesse a maioria de nosso Congresso compromissos com o País e o general seria convocado a explicar se é general do Exército brasileiro, ou agente norte-americano? E receber um voto de censura.

Os helicópteros da Record e da Globo... E os urubus atrás de carniça. Tudo a ver!

É o Cristo? É um avião? Não, é o Capitão Nascimento!


Nota do QTML?: A polícia disfarçada de bem supremo é tática antiga. Da série: me engana que eu gosto.
Ana Helena Tavares

Latuff e a operação militar na favela



Nota do QTML?: Recentemente, o ex-chefe de polícia civil do Rio, Hélio Luz, deu uma entrevista em que pergunta: "será que a sociedade quer uma polícia honesta?". Porque, se quiser, de repente, aquele senhorzinho eufórico ali do sofá vai ser incomodado em muitas coisas, como multas de trânsito, para dizer o mínimo. O que a classe média faz com os policiais ao oferecê-los "uma cervejinha" em troca da liberação do carro (só para ficarmos num exemplo) senão corrompê-los?
Ana Helena Tavares

COM MILITARES POLICIANDO MORROS, O BRASIL PODE VIRAR UMA COLÔMBIA

Celso Lungaretti (*)

Junho/2008, episódio do Morro da Providência: enterro dos quatro jovens 
favelados direta ou indiretamente assassinados por  militares
apenas por terem desacatado sua  otoridade. 

É grande a possibilidade de os militares, exercendo funções policiais, serem contaminados pela criminalidade, tanto que se trata de "uma preocupação constante do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, como o do México, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição, seja também pela promiscuidade, sabendo-se que alguns saíram do Exército e foram recrutados pelo tráfico".

A advertência é do antrópologo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do RJ e um dos autores (na verdade, consultor) dos livros Elite da Tropa 1 e 2.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O "GENERAL" NÉLSON JOBIM BATE CONTINÊNCIA PARA WASHINGTON

O “GENERAL” NÉLSON JOBIM – BATE CONTINÊNCIA PARA WASHINGTON


Laerte Braga


Nelson Jobim é um trêfego. No dicionário está a definição – astuto, dissimulado –. As revelações feitas pelo site WIKILEAKS sobre suas ligações com o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel e os comentários desfechados sobre os ministros Samuel Pinheiro Guimarães (Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos) e Celso Amorim (Relações Exteriores) são suficientes para que, num assomo de dignidade, se ainda restar alguma a ele, pedir demissão e recusar o convite da presidente eleita Dilma Roussef para continuar à frente do Ministério da Defesa.

Se não o fizer, cabe ao presidente Lula demiti-lo por ato de, no mínimo, deslealdade com o governo a que serve e a presidente eleita comunicar que o convite está anulado.

Nelson Jobim foi ministro da Justiça de FHC e um dos principais responsáveis pelo plano nacional de privatizações, não tem nada a ver com as propostas defendidas por Dilma Roussef em sua campanha eleitoral.

Nos primeiros entraves ao processo de privatização da CIA VALE DO RIO DOCE – hoje VALE –, FHC decidiu indicá-lo para o STF (Supremo Tribunal Federal) com a tarefa de remover obstáculos à entrega da empresa. Ao tomar posse Nelson Jobim pronunciou um dos mais lamentáveis discursos da história da chamada Corte Suprema. Afirmou-se “líder do governo” junto a seus pares. Foi um momento de pequenez do Poder Judiciário. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O comunista Monteiro Lobato pergunta: vão censurar o pirlimpimpim?

Na imagem (retirada do Pablog do Sítio), Pedrinho foge dos monstros graças ao pó de pirlimpimpim, um presente de Peter Pan à Turma do Sítio.

Nota do QTML?: É com muita honra que reproduzo aqui o texto abaixo, da Profª. Dra. Luci Ruas Pereira, publicado originalmente no site da UFRJ. Além de ter sido sua aluna na disciplina de Literatura Comparada, fui também sua orientanda em projeto de pesquisa sobre a obra de Eça de Queiroz. Gabarito ela tem de sobra e o texto está simplesmente magistral.
Ana Helena Tavares

Já vi Lobato ser acusado de tudo: de comunismo, de divulgar a droga, com o pó de pirlimpimpim.

Por Luci Ruas

Sempre li Monteiro Lobato desta forma: como escritor e homem combativo e visionário, polêmico e, muitas vezes, contraditório. Assim era e continua a ser, para mim, o seu Sítio do Pica-pau Amarelo: um lugar de aventura, de busca do conhecimento, de trocas e disputas, de discussão e de democráticas decisões (veja-se – ou melhor, leia-se nos livros quantas decisões foram tomadas a partir de plebiscitos). Essas características nunca me impediram de ler Monteiro Lobato, como nunca me impediram de ler nada. Fui compreendendo melhor o largo horizonte da obra de Lobato à medida que fui também amadurecendo e adquirindo novos conhecimentos. Não li Lobato pelas versões que a TV nos apresentou e agora mais uma vez nos apresenta. Por isso, é como leitora, e não como telespectadora, que posso me pronunciar.

Não estou de acordo com a decisão do Conselho Nacional de Educação – a meu ver equivocada – que acolhe por unanimidade o parecer da Conselheira Relatora Nilma Lino Gomes, ratificando a denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto que entende Caçadas de Pedrinho como ‘manifestação de preconceito e intolerância de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas’; e aponta ‘menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado e exige da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura’. Espanta-me que desqualifique o professor na sua capacidade de refletir e de construir a leitura como objeto de reflexão e o leitor como sujeito crítico, capaz de refletir, subestimando, assim, o aluno, ao mesmo tempo em que o transforma em sujeito incapaz de se posicionar frente à realidade.

Sanctis é promovido a desembargador do TRF-3

Por Mariana Ghirello*

Em votação unânime, o juiz federal Fausto Martin de Sanctis foi aprovado pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para integrar o corpo de desembargadores do tribunal. De Sanctis estava na lista para assumir o cargo pelo critério de antiguidade. Além dele estavam na lista os juízes Nino Oliveira Toldo (10ª Vara Criminal Federal de São Paulo), Toru Yamamoto (10ª Vara Criminal Federal de São Paulo) e Marcelo Mesquita Saraiva (15ª Vara Cível Federal de São Paulo).

Os 36 desembargadores disseram não se opor a promoção de Sanctis para o TRF-3. Agora o nome dele será encaminhado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem cabe a nomeação para ocupar o cargo. Ao final da votação De Sanctis sorridente foi cumprimentado por colegas e desembargadores que já lhe davam as boas vindas. O juiz disse que ficou feliz com o resultado. Ele ficou o tempo todo ao lado do juiz Yamamoto. No tribunal, De Sanctis, que atuava na movimentada 6ª Vara Criminal especializada em Crimes Fiancneiros, deverá atuar no julgamento de processos envolvendo a Previdência Social.

A atuação de De Sanctis como titular da 6ª Vara, especializada em crimes financeiros, garantiu-lhe notoriedade. A mão pesada para aplicar a lei penal granjeou-lhe a simpatia de boa parcela de seus companheiros e da população, mas também lhe custaram pesadas críticas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Alemão e o show midiático

Os mais recentes acontecimentos no Rio mostram que o crime não é propriamente organizado. O que há na verdade são bandos de pessoas levadas à delinquência exatamente pelo fato de o Estado não lhes proporcionar opções. A barbárie então impera.

 

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


BRIZOLA TINHA RAZÃO, EM PARTE. O OPERÁRIO TEM RAZÃO, EM OUTRA PARTE: A ação contra o tráfico no Rio e a esquerda.

Gustavo Arja Castañon


“Quem poupa o lobo, condena à morte as ovelhas”
Victor Hugo

Caros companheiros da esquerda brasileira, quero dizer diretamente, que eu, carioca, não compartilho com a indignação de parte de vocês com os acontecimentos dos últimos dias no Rio.

Eles são fruto de duas coisas bem conhecidas de todos. A primeira, que só a educação pode mudar o futuro. Brizola falava quase trinta anos atrás: “Vamos cuidar de nossas crianças!”, “vamos tirá-las das ruas, dar-lhes educação em tempo integral”. Ele construiu 500 Cieps. A direita achou o programa muito caro. A classe média achou o programa muito caro. O Garotinho achou o programa muito caro. O PT achou o programa muito caro. Destruíram seu legado. Tai o preço que o futuro cobrou. O “Zeu” é uma das crianças que o Brizola queria educar e ninguém deixou.

Brizola tinha razão.

A outra causa é também bem conhecida de todos. Não se resolve o crime já instaurado com educação, com ONGs, com discurso. A educação não pode mudar o presente. O mal armado, violento, rancoroso, lucrativo, às vezes psicótico, tem que ser enfrentado com repressão. Repressão armada. Você que está lendo sabe disso. A ação repressiva do estado ao crime, é tão expressão de democracia quanto um processo eleitoral. Democracia é lei. É direito. Não é liberdade para cercear a liberdade de inocentes. A esquerda tem que parar de tratar toda e qualquer ação repressiva da polícia como repressão econômica, política e social. Isso é repugnante moralmente. Isso afasta o eleitorado trabalhador de nós, e é confundido com apologia e cumplicidade com o crime.

Brizola não tinha razão.

E pagou o preço político por estar errado nisso.

A "OPERAÇÃO ALEMÃO" - A "LEI" GARFOU 31 MIL DE UM TRABALHADOR

A “OPERAÇÃO ALEMÃO” – A “LEI” GARFOU 31 MIL DE UM TRABALHADOR


Laerte Braga


A preocupação da REDE GLOBO com a violência no Rio vai terminar assim que o juiz apitar o fim da decisão da copa do mundo de 2014. Todo esse aparato de especialistas, de vítimas inocentes vai ser deixado de lado seja o Brasil o vitorioso ou não. O problema depois passa a ser da RECORDE, detentora dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2016.

GLOBO e RECORDE são personagens dessa caquética elite brasileira que imagina ser possível desenterrar a princesa Isabel e colocá-la no trono até que se decida que ramo dos Braganças tem direito a corroa.

Pobre conde D’Eu. Corre o risco de ver filhos bastardos disputando os direitos de enfiteuse em Petrópolis e com a cara da princesa. Hoje o DNA resolve.

Já imaginou se um deles for Tiririca?

Sua Alteza Real, o príncipe Tiririca?

Brasil cobrará metas sobre clima mas prevê negociações muito duras

Do site "Brasília Confidencial"

O Brasil deverá adotar um papel de cobrança de metas ambientais, na 16° Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-16), que começa nesta segunda-feira, em Cancun, no México. É o que antecipa a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A ministra afirma que, como o Brasil tem feito o “dever de casa”, agora pode e deve assumir o papel de negociador na COP-16 para buscar um pacote de medidas que envolvam a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, o financiamento de políticas para essas reduções e a transferência de tecnologias.

A recusa dos EUA – Mas o governo brasileiro prevê que as negociações serão extremamente difíceis em alguns pontos específicos. Um deles é aquele que tratada segunda fase do Protocolo de Quioto, assinado em 1997, no Japão.

Governo Lula conclui obra iniciada em 1981

Do site "Brasília Confidencial"

A conclusão das obras das eclusas de Tucuruí, que será acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30), além de ser considerada uma dasmaiores obras de infraestrutura logística do país, é politicamente simbólica para o governo federal. Viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 1 bilhão, a obra teve início há quase 30 anos e foi diversas vezes interrompida nas administrações anteriores.

“É uma vitória do trabalho sério e da persistência sobre a falta de vontade política, que havia paralisado os serviços diversas vezes desde que a obra começou em 1981”, comemora o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot.

Em 1989, a primeira paralisação – Inicialmente comandada pela extinta Portobras, aconstrução das eclusas teve andamento normal até 1984, quando o ritmo foi reduzido gradativamente até a interrupção em 1989. Nove anos depois, em 1998, os serviços foram reiniciados, mas houve nova desaceleração por determinação do Tribunal de Contas da União. Reativadas mais uma vez em 2004, as obras seguiram até outubro de 2005. Somente em março de 2007, após a inclusão no PAC e a assinatura do contrato de delegação firmado entre o Dnit e a Eletronorte, foi possível retomar a construção.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Rio que eu amo é de Janeiro

Floresta da Tijuca. Foto: Ana Helena Tavares
As pessoas clamam por sangue sem perceber que estão esquartejando a si próprias. Como um queijo suíço que não assume seus buracos, manda-se que a polícia saia matando e criam-se os Batmans (o mais famoso dos milicianos). E troca-se seis por meia dúzia.

Por Ana Helena Tavares (*)

Há décadas, o Rio, hoje totalmente dominado pela família Marinho, vem perdendo força econômica e cultural. Tem sido muito maltratado não só pelos governantes como também por parte de seu povo que não valoriza esta terra. 

Por isso, vale o alerta: quem ama cuida.

Dizem que amor nem sempre gera amor. Talvez. Mas morrerei tentando - isto é prestar um serviço a si mesmo. 

Nesta mais recente crise na segurança pública carioca, duas das maiores emissoras de TV do país – as concorrentes Globo e Record – “uniram-se” para prestar juntas um desserviço à população carioca: a filmagem, durante horas ininterruptas, das operações policiais. Não estou de modo algum pregando que a polícia censure a imprensa. Nem em nenhum momento tentaram isto. Mas o BOPE (Batalhão de Operações Especiais da PM) expressou sua preocupação com a exposição exagerada que prejudica as operações, no que está certíssimo. 

Além de exagerada e prejudicial, a meu ver, é desnecessária. É justamente este tipo de shownalismo que dá às pessoas a falsa idéia de que é tudo um filme, onde a pipoca é o próprio telespectador. Queimando aos poucos junto com cada faísca na tela. Enquanto a imprensa oportunista tem o único intuito de ganhar audiência e vender jornal - porque a tragédia dá lucro e isto foi sempre assim -, as pessoas clamam por sangue sem perceber que estão esquartejando a si próprias. Como um queijo suíço que não assume seus buracos, manda-se que a polícia saia matando e criam-se os Batmans (o mais famoso dos milicianos). E troca-se seis por meia dúzia. E, mais que isso, cria-se um câncer para o sistema. 

Bandido bom é bandido na cadeia - inclusive, os fardados. Melhor ainda se for bandido engravatado, que é aquele que, prendam-se ou matem-se mil pobres, ele aliciará outros para fazer o serviço pesado do tráfico, enquanto ele toma champanhe com dinheiro sujo.

Pelo que se tem visto, parte da população brasileira, com o luxuoso apoio de um punhado de famílias, ainda tem sede de heróis. Falta ter sede de política para cobrar que cheguem às favelas todos os benefícios sociais que conferem cidadania às coberturas. 

Por isso, vale o alerta: amar uma terra é defender o direito de todos os seus cidadãos. O resto é ódio.

E ódio sempre gera ódio. Disto podem estar certos. Na música, “Nomes de Favela”, Moyses Marques garante: “Ou lá na favela a vida muda ou todos os nomes vão mudar". O Rio que eu amo é de Janeiro, não é de Agosto.

*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".

Ataque do Comando Vermelho foi para negociar

Ocupado o QG do Comando Vermelho. Algo vai mudar?

Por Carlos Amorim, em seu blog*

Às oito horas da manhã do domingo 28 de novembro – uma data histórica -, três mil policiais, soldados da Brigada Paraquedista do Exército, além de fuzileiros navais com 15 blindados leves, mais helicópteros de combate, invadiram o quartel-general do Comando Vermelho: o Morro do Alemão, no centro de um complexo de 14 favelas e quase meio milhão de moradores. Até as cinco horas da tarde, quando a ocupação se completava, a força milita ainda se impressionava com a calma aparente no bairro. Esperava enfrentar 600 traficantes fortemente armados, mas esse grande confronto, que resultaria em dezenas de mortos, simplesmente não aconteceu.

Utilizando a velha tática das guerrilhas, os bandidos se dispersaram e sumiram em meio à população. Deixaram para trás toneladas de maconha e cocaína, armas de guerra, dinheiro (60 mil dólares só numa mochila apreendida com um garoto) e as casas luxuosas dos gerentes do tráfico. Quase uma centena de pessoas foram presas, a maioria inocentes. A ocupação do Morro do Alemão encerra uma semana de violência desmedida no Rio de Janeiro. No domingo anterior, bandos armados começaram a queimar ônibus e carros por toda a cidade, num total de quase 100 veículos, semeando o pânico. No enfrentamento entre os criminosos e a polícia, 36 pessoas morreram e não há conta do número de feridos.

A batalha – e este é apenas um episódio numa guerra que levará décadas – produziu três resultados inéditos e surpreendentes: a reação solidária de todos os níveis de governo, com o governador aceitando a intervenção de tropas federais; a resposta indignada da população carioca, que colaborou com a força-tarefa inclusive nas favelas; a unificação das facções criminosas. A pergunta que se coloca é a seguinte: por que os bandidos tomaram a iniciativa do confronto, com a queima dos veículos, provocando abertamente o poder público? A explicação oficial é a de que eles estavam perdendo territórios para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Difícil de acreditar, porque essas unidades existem apenas em 12 (agora 13) das mais de mil favelas cariocas – uma gota no oceano. Outra explicação: os bandidos estariam reagindo contra a transferência de suas lideranças para presídios de segurança em outros estados. Essa pode ser. Mas, como eles foram transferidos há muito tempo, soa estranho. A minha tese é a de que os ataques visavam criar uma moeda de troca para uma trégua na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil

Por Luiz Carlos Azenha, jornalista, no Vi o Mundo

A população brasileira vibra. “Forças de segurança” garantiram a vitória do Brasil contra… quem mesmo? O Brasil.

Finalmente, nossa gloriosa bandeira está hasteada em Iwo Jima.

A foto foi publicada no site do Sidney Rezende.

O discurso é grandiloquente: o território teria sido “libertado”, o “momento simbólico entra para a história”, é a “atitude emblemática”.

PARA NÃO VIRAR UM IRAQUE

PARA NÃO VIRAR UM IRAQUE


Laerte Braga


É inegável que o atual governador do Rio Sérgio Cabral decidiu enfrentar o crime organizado, o tráfico de drogas especificamente. Mas é preocupante constatar que o aparelho policial é em boa parte corrupto e ao longo de muito tempo vem favorecendo e sendo cúmplice do crime.

É despreparado para ações de grande envergadura (exceto quando trata de professores reivindicando melhorias salariais, movimentos sociais buscando reforma agrária, etc). Esse despreparo não é só conseqüência de baixos salários e falta de estrutura, é de corrupção também.

Não é da natureza das forças armadas intervir em conflitos dessa natureza, mas o apoio emprestado pelas três armas tornou possível que as polícias militar e civil do Rio de Janeiro viabilizassem operações concretas contra os traficantes.

"Alô, moça da favela! Aquele abraço!"

Rocinha. Foto: Ana Helena Tavares
Ontem, sábado, 27/11/2010, saí de casa com uma máquina fotográfica na mão e uma cisma na cabeça: sim, apesar de tudo, o Rio de Janeiro continua lindo. Em busca de provar isto, tirei mais de duas dezenas de fotos. Quem quiser ver as outras, clique aqui.

O Rio de Janeiro continua lindo?

Foto: Ana Helena Tavares
O Globo abriu manchete: “O Dia D da guerra ao tráfico”, onde sem temer o ridículo destacou a “semelhança simbólica com o desembarque das tropas aliadas na Normandia” na segunda guerra mundial (menos, família Marinho, menos!).

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Latuff e onde está o tráfico

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