O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog

Clique na imagem abaixo e conheça o "Quem tem medo da democracia?" - sucessor deste blog
Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O historiador comprometido com as lutas populares perante a história oficial

Aos intelectuais comprometidos cabe a missão de contribuir para a formação tanto de militantes combativos quanto de lideranças

Por Anita Leocádia Prestes*

Não existe História neutra ou História que seja uma mera reprodução dos fatos ocorridos em determinado momento histórico. O fato histórico é sempre uma escolha do historiador, um recorte feito por ele e que reflete sua subjetividade, seu posicionamento diante do mundo e daquela realidade que está sendo por ele descrita. Não há duas narrativas de um mesmo acontecimento que sejam iguais ou coincidentes. A História é uma construção, construção esta que pode ter maior ou menor compromisso com a evidência, mas na qual existe sempre uma carga indiscutível de subjetividade.

Numa sociedade atravessada, e movida, por conflitos sociais, ou seja, numa sociedade onde há explorados e exploradores, onde há, portanto, classes antagônicas, a História é sempre uma construção que reflete os interesses dos grupos sociais dominantes, que controlam os meios de comunicação. Em outras palavras, a História é uma construção das classes sociais que detém o poder e os meios de comunicação. E isso é verdade, mesmo quando tal situação é mascarada, não estando explicitada, quando não é evidente.

Por isso mesmo, o historiador, aquele que se propõe a compreender e explicar os fenômenos que têm lugar nas sociedades humanas, precisa ser um questionador, uma vez que ele, sendo um personagem do seu tempo, inserido em determinada sociedade de uma determinada época, não é nem pode ser neutro. No máximo, conseguirá manter uma neutralidade aparente.

"Obama está difundindo leis repressivas"

Jurista estadunidense compara as torturas de Bush com a decisão do governo Obama de realizar "execuções extrajudiciais" de cidadãos suspeitos de terorismo

Por Gladys Martínez López, Diagonal Web*

O uso contínuo da tortura contra prisioneiros dos Estados Unidos "suspeitos" de terrorismo não era um segredo para ninguém. Aí estão as imagens da prisão iraquiana de Abu Ghraib e as evidências de Guantánamo, os informes secretos publicados nos últimos anos ou os documentos vazados pelo Wikileaks. Porém, se restavam dúvidas, o ex-presidente Bush se encarregou de confessar publicamente em seu recente livro de memórias que admite ter autorizado o uso do "afogamento simulado" contra prisioneiros como um método "eficaz".

"Bush confessou um crime de guerra e contra a humanidade, contrário às leis dos Estados Unidos e aos convênios internacionais. Quando um presidente sabe que conta com a impunidade pela tortura de um ser humano, é um perigo para o mundo", diz Douglas Vaughan, jurista veterano e investigador estadunidense que participou, em Madrid, de um seminário da Associação Livre de Advogados.

"Os culpados não são só aqueles que autorizam ou aplicam a tortura, mas também aqueles que não investigam; e não tivemos uma investigação aberta, transparente e ampla dos anos em que essas práticas foram ilustrativas dos métodos criminais do governo", aponta Vaughan.

Defensores de direitos humanos pedem reserva a Wikileaks

Organizações de direitos humanos dos Estados Unidos temem que Wikileaks ponha em risco a segurança de ativistas em países com regimes repressivos se revelar informações sobre eles. A Human Rights Watch (HRW) e a Human Rights First (HRF) consideraram um erro que essa organização sem fins lucrativos, dedicada a divulgar em seu site documentos filtrados com proteção de suas fontes, publique nomes de ativistas e organizações que recebem apoio do governo estadunidense.

Por William Fisher - IPS*

Nova York (IPS) – Importantes organizações de direitos humanos dos Estados Unidos temem que Wikileaks ponha em risco a segurança de ativistas em países com regimes repressivos se revelar informações sobre eles. A Human Rights Watch (HRW) e a Human Rights First (HRF) consideraram um erro que essa organização sem fins lucrativos, dedicada a divulgar em seu site documentos filtrados com proteção de suas fontes, publique nomes de ativistas e organizações que recebem apoio do governo estadunidense.

A presidente da HRF, Elisa Massimino, enviou uma carta ao diretor de Wikileaks, Julian Assange, alguns dias antes dessa organização divulgar milhares de comunicados diplomáticos secretos dos Estados Unidos. Massimino afirmou que publicar os nomes de “indivíduos ou organizações em países repressivos ou autoritários, como Irã, China, Rússia, Cuba, etc., seria extremamente imprudente, já que aumentaria o risco de perseguição, encarceramento e violência”. “Defensores dos direitos humanos em países repressivos e autoritários enfrentam muitos perigos, já que os seus governos regularmente os perseguem, maltratam e encarceram”, registrou a carta.

"Nos porões da tortura" ganha prêmio






Foram anunciados ontem os vencedores do 27ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Rodrigo Vianna, a equipe de produtores – Luiz Malavolta, Tony Chastinet e Pedro T – e a editora Angela Canguçu ganharam o prêmio “Verdade, Justiça e Transparência”, pela série de reportagens “Nos porões da tortura”, veiculada na TV Record. Um prêmio justo e merecido.

*Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/nos-poroes-da-tortura-ganha-premio.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LULA DIZ QUE JÁ CHEGOU A UMA CONCLUSÃO SOBRE O CASO BATTISTI

Celso Lungaretti (*)

Entrevistado nesta 6ª feira (03/12) por correspondentes internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou já ter chegado a uma conclusão sobre o pedido italiano de extradição do escritor e perseguido político Cesare Battisti, devendo anunciá-la ainda neste mês de dezembro:
"Eu espero que o meu advogado-geral possa me apresentar a proposta da decisão antes de terminar o meu mandato. Não gostaria de deixar esse assunto para a companheira Dilma tomar a decisão em janeiro ou fevereiro. Preferia tomar eu mesmo a decisão. Aliás, eu já tenho a decisão na minha cabeça, só não posso antecipar".
A expectativa da imprensa e dos círculos políticos é de que Lula rechace o pedido do Governo Berlusconi -- a revista IstoÉ já fez até matéria sobre os planos para a liberdade  de Battisti --, pondo fim a um pesadelo que já dura quase 46 meses, desde sua detenção no Brasil por causa de crimes ocorridos há mais de três décadas na Itália.


Amorim defende decisão brasileira de não receber presos de Guantánamo

Por Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (3) que não houve razões para o Brasil receber presos libertados da Base de Guantánamo, mantida pelos Estados Unidos em território cubano. Documentos diplomáticos confidenciais divulgados pelo site WikiLeaks mostram que, em 2005, o Brasil se recusou a receber, como refugiados, os suspeitos de terrorismo detidos pelos militares norte-americanos.

“Houve sondagens efetivas [do governo americano], mas o Brasil não achou adequado que devesse recebê-los por várias razões. Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eram inocentes, que encontrassem de volta seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse Amorim, no Rio de Janeiro.

Amorim minimizou um possível mal-estar provocado pela divulgação de documentos confidenciais, dizendo que, entre as informações vazadas, não havia nada muito “secreto”. “Não tem nada ali que seja top secret. Tem coisas que, ou a gente já sabia ou são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos”, disse.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Jobim: nos tempos de Jango?


Cabe à presidente eleita avaliar se vale a pena apostar no atual ministro da Defesa. Por seu desempenho nos últimos anos e pelas confidências reveladas pelo site, Jobim está empenhado em uma aventura que lhe permita tomar o passado de assalto, obrigando o país a viver uma vida que não é a sua, como se fosse a única possível. Seria Jango o seu alvo?

Por Gilson Caroni Filho (*)

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS - BRASILEIRAS? SERÁ? (OS DOCUMENTOS DO WIKILEAKS

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS – BRASILEIRAS? SERÁ?

(OS DOCUMENTOS DO WIKILEAKS)


Laerte Braga


É possível que existam oficiais comprometidos com os princípios que devem nortear as forças armadas de uma Nação. Mas Forças Armadas Brasileiras? Onde? Desde o expurgo de militares comprometidos com o Brasil promovido pelo golpe de 1964 a imensa maioria dos comandantes militares brasileiros bate continência para Washington e presta contas ao embaixador dos EUA das atividades contra supostos terroristas.

Chefes mafiosos quando presos costumam mandar matar as testemunhas. Com isso evitam suas condenações. O furioso ataque do governo dos EUA contra o site WIKILEAKS e a tentativa de prender seu fundador é exatamente isso, matar a testemunha das barbáries cometidas pelos norte-americanos mundo afora (reveladas nos documentos secretos trazidos a público pelo site) e buscar formas de continuar vendendo a mentira da democracia e da liberdade e toneladas de bombas que vão despejando pelo mundo em ações terroristas contra governos e líderes que se opõem ao império.

O general brasileiro (brasileiro?) Jorge Armando Felix, ministro da Segurança Institucional tem o dever de explicar porque foi prestar contas ao embaixador dos EUA sobre ações do governo contra o suposto “terrorismo” na região de Foz do Iguaçu. Tivesse a maioria de nosso Congresso compromissos com o País e o general seria convocado a explicar se é general do Exército brasileiro, ou agente norte-americano? E receber um voto de censura.

Os helicópteros da Record e da Globo... E os urubus atrás de carniça. Tudo a ver!

É o Cristo? É um avião? Não, é o Capitão Nascimento!


Nota do QTML?: A polícia disfarçada de bem supremo é tática antiga. Da série: me engana que eu gosto.
Ana Helena Tavares

Latuff e a operação militar na favela



Nota do QTML?: Recentemente, o ex-chefe de polícia civil do Rio, Hélio Luz, deu uma entrevista em que pergunta: "será que a sociedade quer uma polícia honesta?". Porque, se quiser, de repente, aquele senhorzinho eufórico ali do sofá vai ser incomodado em muitas coisas, como multas de trânsito, para dizer o mínimo. O que a classe média faz com os policiais ao oferecê-los "uma cervejinha" em troca da liberação do carro (só para ficarmos num exemplo) senão corrompê-los?
Ana Helena Tavares

COM MILITARES POLICIANDO MORROS, O BRASIL PODE VIRAR UMA COLÔMBIA

Celso Lungaretti (*)

Junho/2008, episódio do Morro da Providência: enterro dos quatro jovens 
favelados direta ou indiretamente assassinados por  militares
apenas por terem desacatado sua  otoridade. 

É grande a possibilidade de os militares, exercendo funções policiais, serem contaminados pela criminalidade, tanto que se trata de "uma preocupação constante do próprio Exército, seja por exemplos internacionais, como o do México, seja pela experiência de roubos de armas, com cumplicidade de gente da instituição, seja também pela promiscuidade, sabendo-se que alguns saíram do Exército e foram recrutados pelo tráfico".

A advertência é do antrópologo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do RJ e um dos autores (na verdade, consultor) dos livros Elite da Tropa 1 e 2.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O "GENERAL" NÉLSON JOBIM BATE CONTINÊNCIA PARA WASHINGTON

O “GENERAL” NÉLSON JOBIM – BATE CONTINÊNCIA PARA WASHINGTON


Laerte Braga


Nelson Jobim é um trêfego. No dicionário está a definição – astuto, dissimulado –. As revelações feitas pelo site WIKILEAKS sobre suas ligações com o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel e os comentários desfechados sobre os ministros Samuel Pinheiro Guimarães (Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos) e Celso Amorim (Relações Exteriores) são suficientes para que, num assomo de dignidade, se ainda restar alguma a ele, pedir demissão e recusar o convite da presidente eleita Dilma Roussef para continuar à frente do Ministério da Defesa.

Se não o fizer, cabe ao presidente Lula demiti-lo por ato de, no mínimo, deslealdade com o governo a que serve e a presidente eleita comunicar que o convite está anulado.

Nelson Jobim foi ministro da Justiça de FHC e um dos principais responsáveis pelo plano nacional de privatizações, não tem nada a ver com as propostas defendidas por Dilma Roussef em sua campanha eleitoral.

Nos primeiros entraves ao processo de privatização da CIA VALE DO RIO DOCE – hoje VALE –, FHC decidiu indicá-lo para o STF (Supremo Tribunal Federal) com a tarefa de remover obstáculos à entrega da empresa. Ao tomar posse Nelson Jobim pronunciou um dos mais lamentáveis discursos da história da chamada Corte Suprema. Afirmou-se “líder do governo” junto a seus pares. Foi um momento de pequenez do Poder Judiciário. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O comunista Monteiro Lobato pergunta: vão censurar o pirlimpimpim?

Na imagem (retirada do Pablog do Sítio), Pedrinho foge dos monstros graças ao pó de pirlimpimpim, um presente de Peter Pan à Turma do Sítio.

Nota do QTML?: É com muita honra que reproduzo aqui o texto abaixo, da Profª. Dra. Luci Ruas Pereira, publicado originalmente no site da UFRJ. Além de ter sido sua aluna na disciplina de Literatura Comparada, fui também sua orientanda em projeto de pesquisa sobre a obra de Eça de Queiroz. Gabarito ela tem de sobra e o texto está simplesmente magistral.
Ana Helena Tavares

Já vi Lobato ser acusado de tudo: de comunismo, de divulgar a droga, com o pó de pirlimpimpim.

Por Luci Ruas

Sempre li Monteiro Lobato desta forma: como escritor e homem combativo e visionário, polêmico e, muitas vezes, contraditório. Assim era e continua a ser, para mim, o seu Sítio do Pica-pau Amarelo: um lugar de aventura, de busca do conhecimento, de trocas e disputas, de discussão e de democráticas decisões (veja-se – ou melhor, leia-se nos livros quantas decisões foram tomadas a partir de plebiscitos). Essas características nunca me impediram de ler Monteiro Lobato, como nunca me impediram de ler nada. Fui compreendendo melhor o largo horizonte da obra de Lobato à medida que fui também amadurecendo e adquirindo novos conhecimentos. Não li Lobato pelas versões que a TV nos apresentou e agora mais uma vez nos apresenta. Por isso, é como leitora, e não como telespectadora, que posso me pronunciar.

Não estou de acordo com a decisão do Conselho Nacional de Educação – a meu ver equivocada – que acolhe por unanimidade o parecer da Conselheira Relatora Nilma Lino Gomes, ratificando a denúncia de Antonio Gomes da Costa Neto que entende Caçadas de Pedrinho como ‘manifestação de preconceito e intolerância de maneira mais específica a personagem feminina e negra Tia Anastácia e as referências aos personagens animais tais como urubu, macaco e feras africanas’; e aponta ‘menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos do livro analisado e exige da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura’. Espanta-me que desqualifique o professor na sua capacidade de refletir e de construir a leitura como objeto de reflexão e o leitor como sujeito crítico, capaz de refletir, subestimando, assim, o aluno, ao mesmo tempo em que o transforma em sujeito incapaz de se posicionar frente à realidade.

Sanctis é promovido a desembargador do TRF-3

Por Mariana Ghirello*

Em votação unânime, o juiz federal Fausto Martin de Sanctis foi aprovado pelo Plenário do Tribunal Regional Federal da 3ª Região para integrar o corpo de desembargadores do tribunal. De Sanctis estava na lista para assumir o cargo pelo critério de antiguidade. Além dele estavam na lista os juízes Nino Oliveira Toldo (10ª Vara Criminal Federal de São Paulo), Toru Yamamoto (10ª Vara Criminal Federal de São Paulo) e Marcelo Mesquita Saraiva (15ª Vara Cível Federal de São Paulo).

Os 36 desembargadores disseram não se opor a promoção de Sanctis para o TRF-3. Agora o nome dele será encaminhado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem cabe a nomeação para ocupar o cargo. Ao final da votação De Sanctis sorridente foi cumprimentado por colegas e desembargadores que já lhe davam as boas vindas. O juiz disse que ficou feliz com o resultado. Ele ficou o tempo todo ao lado do juiz Yamamoto. No tribunal, De Sanctis, que atuava na movimentada 6ª Vara Criminal especializada em Crimes Fiancneiros, deverá atuar no julgamento de processos envolvendo a Previdência Social.

A atuação de De Sanctis como titular da 6ª Vara, especializada em crimes financeiros, garantiu-lhe notoriedade. A mão pesada para aplicar a lei penal granjeou-lhe a simpatia de boa parcela de seus companheiros e da população, mas também lhe custaram pesadas críticas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Alemão e o show midiático

Os mais recentes acontecimentos no Rio mostram que o crime não é propriamente organizado. O que há na verdade são bandos de pessoas levadas à delinquência exatamente pelo fato de o Estado não lhes proporcionar opções. A barbárie então impera.

 

Por Mario Augusto Jakobskind (*)


BRIZOLA TINHA RAZÃO, EM PARTE. O OPERÁRIO TEM RAZÃO, EM OUTRA PARTE: A ação contra o tráfico no Rio e a esquerda.

Gustavo Arja Castañon


“Quem poupa o lobo, condena à morte as ovelhas”
Victor Hugo

Caros companheiros da esquerda brasileira, quero dizer diretamente, que eu, carioca, não compartilho com a indignação de parte de vocês com os acontecimentos dos últimos dias no Rio.

Eles são fruto de duas coisas bem conhecidas de todos. A primeira, que só a educação pode mudar o futuro. Brizola falava quase trinta anos atrás: “Vamos cuidar de nossas crianças!”, “vamos tirá-las das ruas, dar-lhes educação em tempo integral”. Ele construiu 500 Cieps. A direita achou o programa muito caro. A classe média achou o programa muito caro. O Garotinho achou o programa muito caro. O PT achou o programa muito caro. Destruíram seu legado. Tai o preço que o futuro cobrou. O “Zeu” é uma das crianças que o Brizola queria educar e ninguém deixou.

Brizola tinha razão.

A outra causa é também bem conhecida de todos. Não se resolve o crime já instaurado com educação, com ONGs, com discurso. A educação não pode mudar o presente. O mal armado, violento, rancoroso, lucrativo, às vezes psicótico, tem que ser enfrentado com repressão. Repressão armada. Você que está lendo sabe disso. A ação repressiva do estado ao crime, é tão expressão de democracia quanto um processo eleitoral. Democracia é lei. É direito. Não é liberdade para cercear a liberdade de inocentes. A esquerda tem que parar de tratar toda e qualquer ação repressiva da polícia como repressão econômica, política e social. Isso é repugnante moralmente. Isso afasta o eleitorado trabalhador de nós, e é confundido com apologia e cumplicidade com o crime.

Brizola não tinha razão.

E pagou o preço político por estar errado nisso.

A "OPERAÇÃO ALEMÃO" - A "LEI" GARFOU 31 MIL DE UM TRABALHADOR

A “OPERAÇÃO ALEMÃO” – A “LEI” GARFOU 31 MIL DE UM TRABALHADOR


Laerte Braga


A preocupação da REDE GLOBO com a violência no Rio vai terminar assim que o juiz apitar o fim da decisão da copa do mundo de 2014. Todo esse aparato de especialistas, de vítimas inocentes vai ser deixado de lado seja o Brasil o vitorioso ou não. O problema depois passa a ser da RECORDE, detentora dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2016.

GLOBO e RECORDE são personagens dessa caquética elite brasileira que imagina ser possível desenterrar a princesa Isabel e colocá-la no trono até que se decida que ramo dos Braganças tem direito a corroa.

Pobre conde D’Eu. Corre o risco de ver filhos bastardos disputando os direitos de enfiteuse em Petrópolis e com a cara da princesa. Hoje o DNA resolve.

Já imaginou se um deles for Tiririca?

Sua Alteza Real, o príncipe Tiririca?

Brasil cobrará metas sobre clima mas prevê negociações muito duras

Do site "Brasília Confidencial"

O Brasil deverá adotar um papel de cobrança de metas ambientais, na 16° Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-16), que começa nesta segunda-feira, em Cancun, no México. É o que antecipa a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A ministra afirma que, como o Brasil tem feito o “dever de casa”, agora pode e deve assumir o papel de negociador na COP-16 para buscar um pacote de medidas que envolvam a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, o financiamento de políticas para essas reduções e a transferência de tecnologias.

A recusa dos EUA – Mas o governo brasileiro prevê que as negociações serão extremamente difíceis em alguns pontos específicos. Um deles é aquele que tratada segunda fase do Protocolo de Quioto, assinado em 1997, no Japão.

Governo Lula conclui obra iniciada em 1981

Do site "Brasília Confidencial"

A conclusão das obras das eclusas de Tucuruí, que será acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30), além de ser considerada uma dasmaiores obras de infraestrutura logística do país, é politicamente simbólica para o governo federal. Viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 1 bilhão, a obra teve início há quase 30 anos e foi diversas vezes interrompida nas administrações anteriores.

“É uma vitória do trabalho sério e da persistência sobre a falta de vontade política, que havia paralisado os serviços diversas vezes desde que a obra começou em 1981”, comemora o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot.

Em 1989, a primeira paralisação – Inicialmente comandada pela extinta Portobras, aconstrução das eclusas teve andamento normal até 1984, quando o ritmo foi reduzido gradativamente até a interrupção em 1989. Nove anos depois, em 1998, os serviços foram reiniciados, mas houve nova desaceleração por determinação do Tribunal de Contas da União. Reativadas mais uma vez em 2004, as obras seguiram até outubro de 2005. Somente em março de 2007, após a inclusão no PAC e a assinatura do contrato de delegação firmado entre o Dnit e a Eletronorte, foi possível retomar a construção.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Rio que eu amo é de Janeiro

Floresta da Tijuca. Foto: Ana Helena Tavares
As pessoas clamam por sangue sem perceber que estão esquartejando a si próprias. Como um queijo suíço que não assume seus buracos, manda-se que a polícia saia matando e criam-se os Batmans (o mais famoso dos milicianos). E troca-se seis por meia dúzia.

Por Ana Helena Tavares (*)

Há décadas, o Rio, hoje totalmente dominado pela família Marinho, vem perdendo força econômica e cultural. Tem sido muito maltratado não só pelos governantes como também por parte de seu povo que não valoriza esta terra. 

Por isso, vale o alerta: quem ama cuida.

Dizem que amor nem sempre gera amor. Talvez. Mas morrerei tentando - isto é prestar um serviço a si mesmo. 

Nesta mais recente crise na segurança pública carioca, duas das maiores emissoras de TV do país – as concorrentes Globo e Record – “uniram-se” para prestar juntas um desserviço à população carioca: a filmagem, durante horas ininterruptas, das operações policiais. Não estou de modo algum pregando que a polícia censure a imprensa. Nem em nenhum momento tentaram isto. Mas o BOPE (Batalhão de Operações Especiais da PM) expressou sua preocupação com a exposição exagerada que prejudica as operações, no que está certíssimo. 

Além de exagerada e prejudicial, a meu ver, é desnecessária. É justamente este tipo de shownalismo que dá às pessoas a falsa idéia de que é tudo um filme, onde a pipoca é o próprio telespectador. Queimando aos poucos junto com cada faísca na tela. Enquanto a imprensa oportunista tem o único intuito de ganhar audiência e vender jornal - porque a tragédia dá lucro e isto foi sempre assim -, as pessoas clamam por sangue sem perceber que estão esquartejando a si próprias. Como um queijo suíço que não assume seus buracos, manda-se que a polícia saia matando e criam-se os Batmans (o mais famoso dos milicianos). E troca-se seis por meia dúzia. E, mais que isso, cria-se um câncer para o sistema. 

Bandido bom é bandido na cadeia - inclusive, os fardados. Melhor ainda se for bandido engravatado, que é aquele que, prendam-se ou matem-se mil pobres, ele aliciará outros para fazer o serviço pesado do tráfico, enquanto ele toma champanhe com dinheiro sujo.

Pelo que se tem visto, parte da população brasileira, com o luxuoso apoio de um punhado de famílias, ainda tem sede de heróis. Falta ter sede de política para cobrar que cheguem às favelas todos os benefícios sociais que conferem cidadania às coberturas. 

Por isso, vale o alerta: amar uma terra é defender o direito de todos os seus cidadãos. O resto é ódio.

E ódio sempre gera ódio. Disto podem estar certos. Na música, “Nomes de Favela”, Moyses Marques garante: “Ou lá na favela a vida muda ou todos os nomes vão mudar". O Rio que eu amo é de Janeiro, não é de Agosto.

*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".

Ataque do Comando Vermelho foi para negociar

Ocupado o QG do Comando Vermelho. Algo vai mudar?

Por Carlos Amorim, em seu blog*

Às oito horas da manhã do domingo 28 de novembro – uma data histórica -, três mil policiais, soldados da Brigada Paraquedista do Exército, além de fuzileiros navais com 15 blindados leves, mais helicópteros de combate, invadiram o quartel-general do Comando Vermelho: o Morro do Alemão, no centro de um complexo de 14 favelas e quase meio milhão de moradores. Até as cinco horas da tarde, quando a ocupação se completava, a força milita ainda se impressionava com a calma aparente no bairro. Esperava enfrentar 600 traficantes fortemente armados, mas esse grande confronto, que resultaria em dezenas de mortos, simplesmente não aconteceu.

Utilizando a velha tática das guerrilhas, os bandidos se dispersaram e sumiram em meio à população. Deixaram para trás toneladas de maconha e cocaína, armas de guerra, dinheiro (60 mil dólares só numa mochila apreendida com um garoto) e as casas luxuosas dos gerentes do tráfico. Quase uma centena de pessoas foram presas, a maioria inocentes. A ocupação do Morro do Alemão encerra uma semana de violência desmedida no Rio de Janeiro. No domingo anterior, bandos armados começaram a queimar ônibus e carros por toda a cidade, num total de quase 100 veículos, semeando o pânico. No enfrentamento entre os criminosos e a polícia, 36 pessoas morreram e não há conta do número de feridos.

A batalha – e este é apenas um episódio numa guerra que levará décadas – produziu três resultados inéditos e surpreendentes: a reação solidária de todos os níveis de governo, com o governador aceitando a intervenção de tropas federais; a resposta indignada da população carioca, que colaborou com a força-tarefa inclusive nas favelas; a unificação das facções criminosas. A pergunta que se coloca é a seguinte: por que os bandidos tomaram a iniciativa do confronto, com a queima dos veículos, provocando abertamente o poder público? A explicação oficial é a de que eles estavam perdendo territórios para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Difícil de acreditar, porque essas unidades existem apenas em 12 (agora 13) das mais de mil favelas cariocas – uma gota no oceano. Outra explicação: os bandidos estariam reagindo contra a transferência de suas lideranças para presídios de segurança em outros estados. Essa pode ser. Mas, como eles foram transferidos há muito tempo, soa estranho. A minha tese é a de que os ataques visavam criar uma moeda de troca para uma trégua na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

O Brasil derrota o Brasil. Para delírio do Brasil

Por Luiz Carlos Azenha, jornalista, no Vi o Mundo

A população brasileira vibra. “Forças de segurança” garantiram a vitória do Brasil contra… quem mesmo? O Brasil.

Finalmente, nossa gloriosa bandeira está hasteada em Iwo Jima.

A foto foi publicada no site do Sidney Rezende.

O discurso é grandiloquente: o território teria sido “libertado”, o “momento simbólico entra para a história”, é a “atitude emblemática”.

PARA NÃO VIRAR UM IRAQUE

PARA NÃO VIRAR UM IRAQUE


Laerte Braga


É inegável que o atual governador do Rio Sérgio Cabral decidiu enfrentar o crime organizado, o tráfico de drogas especificamente. Mas é preocupante constatar que o aparelho policial é em boa parte corrupto e ao longo de muito tempo vem favorecendo e sendo cúmplice do crime.

É despreparado para ações de grande envergadura (exceto quando trata de professores reivindicando melhorias salariais, movimentos sociais buscando reforma agrária, etc). Esse despreparo não é só conseqüência de baixos salários e falta de estrutura, é de corrupção também.

Não é da natureza das forças armadas intervir em conflitos dessa natureza, mas o apoio emprestado pelas três armas tornou possível que as polícias militar e civil do Rio de Janeiro viabilizassem operações concretas contra os traficantes.

"Alô, moça da favela! Aquele abraço!"

Rocinha. Foto: Ana Helena Tavares
Ontem, sábado, 27/11/2010, saí de casa com uma máquina fotográfica na mão e uma cisma na cabeça: sim, apesar de tudo, o Rio de Janeiro continua lindo. Em busca de provar isto, tirei mais de duas dezenas de fotos. Quem quiser ver as outras, clique aqui.

O Rio de Janeiro continua lindo?

Foto: Ana Helena Tavares
O Globo abriu manchete: “O Dia D da guerra ao tráfico”, onde sem temer o ridículo destacou a “semelhança simbólica com o desembarque das tropas aliadas na Normandia” na segunda guerra mundial (menos, família Marinho, menos!).

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

Latuff e onde está o tráfico

sábado, 27 de novembro de 2010

A Guerra contra o Tráfico numa Sociedade Falida

A ilicitude virou a regra geral; não só o coração foi petrificado, mas também o nosso pensamento; e também não só maceramos o corpo para a obtenção desses luxos e prazeres, como também reduzimos os nossos sonhos somente a isso; eis a desgraça maior.

Por Renato Prata Biar (*)

Um bombeiro no alto do Corcovado

Ubiratan Dantas, ou simplesmente Bira, é um cartunista, chargista e ilustrador paulistano. Colabora com o blog "Quem Tem medo do Lula?".

Os paraísos artificiais e os infernos reais

Reprodução de imagens da TV Brasil (Abr)
A realidade da sensação de guerra, a instabilidade emocional da ameaça, o sangue nas feridas abertas em tantos inocentes e o terror da insegurança é o prato feito diário das comunidades pobres do Rio e da periferia de praticamente todas as cidades brasileiras. Os paraísos artificiais se constroem na distância e no descaso com o que acontece aos brasileiros que não moram nas ruas da classe média, foi sempre assim, esse é nosso fosso histórico. Essa é nossa miopia como povo que ainda não nasceu, porque ainda é incapaz de se irmanar.

Bastam uns dias experimentando a sensação de terror frente à guerra ao vivo na TV para que a classe média e sua “opinião pública” mostrem suas presas afiadas ávidas por sangue. Diante da urgência de restabelecer a paz aparente, soa forte a demanda por atacar, cobrar-lhes aos pobres o preço de sua condição, lavar com sangue a ameaça à tranqüilidade da paisagem.

A urgência em responder aos ataques do que se presume ser o “crime organizado” é inimiga da inevitável constatação de que não há solução imediata para a questão da segurança pública no Rio e nas demais capitais brasileiras. “Apressado come cru”, diria minha sábia avó Isabel, uma brasileira mestiçada de africanos e índios, que aprendeu a ler praticamente sozinha, e que recebeu este nome em homenagem àquela que assinou-nos a Lei Áurea. Lei essa que ainda não clareou os porões do navio.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A crise no Rio e o pastiche midiático

Por Luiz Eduardo Soares*, em seu blog

Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu--, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão-- quanto os jornalistas.

Digo isso para explicar por que, na crise atual, tenho recusado convites para falar e colaborar com a mídia:

Tucano é encontrado com 500kg de maconha durante operação policial no Rio

Duvido que a Globo dê a notícia, mas o site Terra deu.
Aguardamos agora para saber se ele abrirá o bico ou se só falará no Tribunal.

A BATALHA DO RIO DE JANEIRO

Celso Lungaretti (*)


Canso de repetir: a criminalidade é intrínseca ao capitalismo.

Porque as molas mestras do capitalismo são a ganância, a busca do privilégio e da diferenciação, e o consumismo.

Ter cada vez mais posses e recursos materiais.

Competir zoologicamente com os semelhantes, no afã de se colocar em situação superior à deles.

Mitigar todas as suas insatisfações adquirindo e desfrutando coisas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Lula, Lulinha e a certeza de que todo mundo pode

Dói o fígado de "O Globo"

De braços dados com a ditadura: a família Marinho sempre escolheu um lado
Por Rodrigo Viana, jornalista, em seu blog "O Escrevinhador"

O jornal da família Marinho publicou chamada na capa sobre a entrevista de Lula aos blogueiros. E, numa página interna, estampou matéria de alto de página sobre a coletiva no Palácio do Planalto. O objetivo, evidentemente, era esculhambar os blogueiros e o presidente da República.

Achei muito engraçado: a turma de Ali Kamel está perdida. Passar recibo dessa forma a meia dúzia de blogueiros? Isso mostra o que? Que eles temem a blogosfera. Já não falam sozinhas. O fígado dos que dirigem as “Organizações Globo” dói por dois motivos:

- já não formam opinião como antes, e não decidem eleição (por mais que eu seja o primeiro a reconhecer que a velha mídia segue a concentrar algum poder; erra quem menospreza esse poder hoje cadente);

- já não falam sozinhos no Brasil.

A agricultora que fez o presidente chorar

Maria Inês Nassif: A encrenca de uma coalizão muito ampla

Por Maria Inês Nassif, no Valor Econômico*

Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo. Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso. E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d’ água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura.

Pragmático, o presidente Lula, já na formação de seu primeiro governo, acenou para a sociedade como se sua eleição tivesse sido o produto de uma aliança política mais ampla do que realmente foi. A escolha de ministros comprometidos com a política ortodoxa, no campo da economia, teve a compensação que poderia dar naquele momento, diante da grave crise econômica que o Brasil atravessava: a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes.

O lado mais curioso dessa ampla coalizão (do ponto de vista da diversidade ideológica dos partidos aliados) foi a solução dada por Lula à Agricultura. Lula tomou o agronegócio como prioridade de governo e manteve o Ministério da Agricultura nas mãos de pessoas ligadas aos grupos ruralistas, que deram ao seu governo mais trabalho do que apoio no Congresso. No outro lado da balança, manteve um Ministério do Desenvolvimento Agrário sempre nas mãos de ministros ligados a movimentos sociais pela reforma agrária. A síntese dessa contradição foi um grande apoio ao agronegócio, mas uma política ativa de crédito e transferência de tecnologia voltada para a pequena propriedade e para a agricultura familiar. O Ministério de Desenvolvimento Social trabalhou articuladamente com o MDA junto a essas famílias, que pelo menos no início do governo estavam inseridas nos bolsões de miséria sob a mira das políticas sociais do governo. Agora já devem ter subido um pouco na escala social.

Ocorrida de 22 a 27 de Novembro de 1910, Revolta da Chibata completa cem anos




A música "O mestre sala dos mares", de autoria de João Bosco e Aldir Blanc (magistralmente interpretada por Elis Regina no vídeo acima) conta a saga de João Cândido - o "navegante negro" -, líder da Revolta da Chibata.

A charge é do cartunista Bira Dantas, colaborador do blog "Quem tem medo do Lula?".

Clique aqui e conheça a história da Revolta da Chibata.

Produção florestal brasileira cresceu quase R$ 1 bilhão


A produção florestal brasileira gerou R$ 13,6 bilhões em 2009, valor quase R$ 1 bilhão acima do registrado em 2008 (R$ 12,7 bilhões). Do total obtido no ano passado, 66% (R$ 9 bilhões) foram oriundos da silvicultura, exploração de florestas plantadas. O restante, R$ 4,6 bilhões, provém do extrativismo vegetal, baseado nomanejo de recursos nativos.

Os dados fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada ontem (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ocrescimento do setor foi puxado principalmente pela atividade extrativista, que teve incremento de 7,9%. Já a exploração de florestas plantadas ou cultivadas registrouelevação de 5,6%.

O levantamento indica que a produção de carvão vegetal em 2009 sofreu queda de 19% na comparação com 2008, tendo passado de 6,2 milhões para 5 milhões detoneladas. A produção de carvão proveniente da silvicultura teve redução de 15% no período, somando 3,3 milhões de toneladas em 2009. O mesmo movimento foi observado no carvão oriundo do extrativismo, com queda ainda mais intensa, de 26,2% na passagem de um ano para o outro. Em 2009, a produção atingiu poucomais de 1,6 milhão de toneladas.

Quem se habilita a dar emprego ao Serra?



Do Poder Online
Creative Commons License
Cite a fonte. Todo o nosso conteúdo próprio está sob a Licença Creative Commons.

Arquivo do blog

Contato

Sugestões podem ser enviadas para: quemtemmedodolula@hotmail.com
diHITT - Notícias Paperblog :Os melhores artigos dos blogs