O MEDO QUE A ELITE TEM DO POVO É MOSTRADO AQUI

A Universidade de Coimbra justificou da seguinte maneira o título de Doutor Honoris Causa ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”

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Peço que, quem queira continuar acompanhando o meu trabalho, siga o novo blog.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Globo e o Paraguai - Racismo

A Globo e o Paraguai - Racismo

Por Laerte Braga (*)


O jornal paraguaio LA NACIÓN afirmou numa de suas edições da semana passada que a “a laranja mecânica pôs fim à soberba brasileira”. O jornal não se referia especificamente à seleção brasileira, mas ao canal SPORT TV da Rede GLOBO.



Num dos programas sobre os países participantes da Copa do Mundo o canal de tevê fechada da GLOBO, afirma o LA NACIÓN, “ironiza sobre nuestras comidas y nuestras costumbres”. A linguagem é debochada e o “único valor paraguaio apresentado no vídeo é Larissa Riquelme, “la novia del Mundial”. É o espírito “mulher melancia” introjetado na cultura global.



“La Naranja Mecânica se encargo así de hacer justicia y dar uma gran lección a quienes tienes em el corazón uma rabia innecesaria hacia uma nación pobre pero digna”.



Tem sido uma constante as críticas de jornais, revistas e tevês de outros países sobre o jornalismo da GLOBO durante a Copa do Mundo e fora dele. No caso específico os paraguaios foram vítimas de uma ironia ofensiva e tratados como se seu país fosse feio, triste e pobre, distante do Brasil maravilhoso que a GLOBO enxerga com José Arruda Serra, por exemplo. A bandeira dos EUA tremulando no mastro principal do Planalto.



Para descaracterizar sua crítica ao Brasil ou a seleção brasileira, o jornal elogia Dunga em sua resistência aos abusos da GLOBO.



A matéria pode ser vista em



http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=4386:mau-jornalismo-da-globo-ja-e-destaqueninternacional&catid=235:comunicacom&Itemid=156



Fausto Silva, padrão de bons costumes e patriotismo, em seu programa dominical, foi o porta voz da GLOBO. Desceu o malho em Dunga e por extensão pegou Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Há pouco mais de quatro meses Faustão mandou demitir uma de suas “colaboradoras” por ter completado 40 anos de idade e não se prestar mais à imagem sexy que o programa exige na venda de determinado produto ali anunciado.



Como não teve coragem de fazê-lo pessoalmente, mandou uma de suas assessoras comunicar o fato à moça.



O fato ganhou uma repercussão que Fausto Silva não esperava e outra vez um assessor veio com a desculpa que a moça não fora demitida por esse motivo. Inventou os pretextos frios e cínicos de uma quadrilha que alguns chamam de empresa.



Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, professor universitário, traz à lembrança em excelente artigo um fato acontecido no final dos anos 1970 que no curso de um processo de descoberta do verdadeiro caráter da GLOBO resultou no “cala a boca Galvão” de hoje.



Relata que “o povo não é bobo, fora a Rede Globo”, foi ouvido pela primeira vez nas ruas de São Bernardo, São Paulo, e no estádio da Vila Euclides durante uma greve dos metalúrgicos do ABC em 1979.



Em seguida a uma tarde de manifestações, passeatas com milhares de trabalhadores protestando contra o arrocho salarial os grevistas à noite, no JORNAL NACIONAL, viam os fatos noticiados de forma distorcida e mentirosa. No dia seguinte quando a equipe da GLOBO chegou para cobrir outra manifestação foi hostilizada com esse refrão. O POVO NÃO É BOBO, FORA REDE GLOBO.



O mesmo aconteceu na cidade de São Paulo, numa passeata de estudantes que protestavam contra a criação da ALCA – ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS, isso anos mais tarde em 2001.



A primeira mentira em plena vigência da ditadura militar, a segunda no governo FHC. O artigo do professor Laurindo Lalo Leal Filho registra que os jornalistas, operadores e todo o pessoal da GLOBO escondiam os crachás para não serem identificados como integrantes da rede.



Num parágrafo de seu artigo, excelente, o professor afirma



“O público sintoniza a Globo por absoluta falta de alternativa, dentro e fora da TV. Dentro, porque o que há de concorrência ou é semelhante à Globo ou ainda pior. Fora, pela falta de opções de cultura e lazer acessíveis a maioria da população brasileira. Não há amor pela Globo. Ninguém a chama de “tia”, como os britânicos fazem com a BBC, numa demonstração de afeto resultante de uma relação aberta e honesta”.



O que permitiu a William Bonner, apresentador do JORNAL NACIONAL, o da mentira, rotular o telespectador de idiota, comparando-o a Homer Simpson, sem preocupação com os que lá estavam, professores e alunos do curso de jornalismo de uma faculdade de São Paulo, foi talvez o ápice desse desrespeito e do desprezo, do preconceito da rede contra o que não signifique interesses de banqueiros, latifundiários, grandes empresas e dos Estados Unidos.



O programa que mostrou o Paraguai foi pura manifestação de racismo. De preconceito. De desprezo.



É típico das ORGANIZAÇÕES GLOBO. É uma empresa estrangeira que atua no Brasil, como outras semelhantes em vários países da América Latina e em todo o mundo.



A guisa de curiosidade, nos Estados Unidos, meca do capitalismo, onde as tevês são de fato privadas e não concessões de serviço público, a lei proíbe que grupos empresariais sejam a um só tempo proprietários de redes de tevê, rádios, jornais e revistas. A preocupação do legislador norte-americano quando assim o fez foi evitar o monopólio da informação. O controle da informação.



Como existem mecanismos para evitar que as redes nacionais possam alcançar níveis de audiência que criem condições a esse fato, controle da informação.



O filme IDENTIDADE BOURNE visto por milhões de pessoas mostra como agem os norte-americanos em relação ao mundo. Operam a partir de empresas. Constituem-nas como laranjas de seus interesses.



Isso lhes permite o que chamam de “assassinatos seletivos” (dos que são julgados inimigos ou contrários aos seus interesses), seqüestros em outros países, golpes e ações diretas junto a elites políticas, econômicas e militares, como aconteceu no Brasil em 1964 (chegaram a designar um general para comandar o golpe, Vernon Walthers, fluente em português) e de resto em toda a América Latina.



Como a legislação norte-americana determina que documentos sigilosos sejam tornados públicos depois de um determinado tempo tudo isso está lá provado e há anos atrás foi objeto de uma reportagem no antigo JORNAL DO BRASIL de Marcos Corrêa. A famosa IV Frota estava pronta para entrar em ação caso os militares golpistas sob o comando do general norte-americano não conseguissem derrubar o governo Goulart.



A GLOBO é isso muito mais, ou muito pior. Um empresa laranja para a defesa e propagação de interesses estrangeiros no Brasil.



Tem a característica dos que se acham superiores, eleitos divinos, como o governo de Israel (sionistas, nunca confundir com judeus), ou os norte-americanos. Enxergam a Europa como uma grande colônia de férias de norte-americanos e japoneses, das elites latino-americanas, um continente falido e controlado pelos EUA a partir de bases militares de uma organização terrorista que chamam de OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte).



Imaginaram um dia criar sua versão para o Atlântico Sul e FHC, que era o presidente, aceitou de pronto. Estava louco para acabar de vender o Brasil e tentam agora com a candidatura de José Arruda Serra.



É todo um complexo de alienação vendido diariamente ao brasileiro sob a forma de espetáculo. A mentira colorida e cheia de efeitos especiais transformada em show.



A GLOBO é isso. Racista e preconceituosa. Reflete o pensamento totalitário dos donos do mundo. Não foi por outra razão que nasceu de capitais estrangeiros do antigo grupo TIME. É laranja dessa gente.



Figuras como Galvão Bueno, William Bonner, Fausto Silva, são meros bonecos que aceitam o papel que se lhes é dado de se despirem de suas condições de seres humanos e aceitarem o papel de robôs.

Robôs da mentira.



Se imaginam no Olimpo. Deuses da barbárie que disfarçam na tal tecnologia da farsa.



Um grande monte de lixo.

*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

Felicidade impossível

O homem prometeu ser "mais feliz se ele estava errado" e, infelizmente, a minha felicidade durou muito pouco.

Ainda não completou a Copa do Mundo. Ainda faltam seis dias para a partida final.

Que uma extraordinária oportunidade será perdida, possivelmente, o império ianque e estado fascista de Israel para afastar as mentes da grande maioria dos habitantes do planeta, dos seus problemas fundamentais?

Quem teria notado a sinistros planos do império em relação ao Irã e seu pretexto para a agressão bruta ?

Ao mesmo tempo eu me pergunto o que eles fazem pela primeira vez os navios de guerra israelitas nos mares do Golfo Pérsico, o estreito de Ormuz e os espaços marítimos do Irã?

É possível imaginar que não vai deixar os porta-aviões ianques nuclear e navios de guerra israelitas com o rabo entre as pernas quando as exigências contidas na Resolução 1.929 de 9 de junho de 2010 adoptada pelo Conselho de Segurança da ONU Unidos , que detém a licença para a inspecção de navios e aviões iranianos podem efectuar-se no território de qualquer Estado e que este tempo permite que os navios no mar?

A resolução também estabelece que não realizar a inspeção de navios iranianos sem o consentimento do Irão ». Nesse caso , a negação estaria sujeita ao exame .

Outro elemento adicionado é a possibilidade de perda é verificada, se for confirmado que viola as disposições da Resolução.

A Iran desarmado foi vítima desta guerra cruel com o Iraque em que massas de campos minados IRGC apuradas avançando sobre eles.

Este não é o caso hoje. Expliquei em reflexões anteriores, que Mahmoud Ahmadinejad foi chefe do IRGC no oeste do Irã , que teve o peso da guerra.

Anos mais tarde, um governo iraquiano enviou encorajado a maior parte de sua Guarda Republicana e anexou o emirado árabe do Kuwait , rico em petróleo , que foi presa fácil.

O governo iraquiano manteve estreita amizade com Cuba e foi pago a partir do momento que ele não estava em guerra com ninguém, serviços de saúde importantes. Nosso país tentou convencê-lo a deixar o Kuwait , e para acabar com a guerra que resultou de vista incorreto.

Hoje sabemos que um embaixador ianque medíocre, segurando-a com as excelentes relações do Governo do Iraque , o que levou ao erro.

Bush atacou seu velho amigo para liderar uma coalizão poderosa , com uma forte composição países -sunita árabe-muçulmano que o óleo de abastecimento para grande parte dos países industrializados e ricos, que se mudou do sul do Iraque a cortar a retirada de Guarda Republicana caiu em Bagdá, que a sabedoria do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e as Forças Armadas , sob a direção de Colin Powell , a reputação geral , e mais tarde secretária de Estado, George W. Bush fugiu para a capital do Iraque.

Por pura vingança contra ela projéteis usados contaminados com urânio empobrecido para a primeira vez que experimentou o dano que poderia resultar em soldados adversários .

Irã ameaça neste momento, com seus exércitos de ar , terra e mar , um muçulmano xiita , não tem qualquer semelhança com a Guarda Republicana atacadas impunemente no Iraque.

O império está prestes a cometer um erro impagável , e nada pode pará-lo. Move-se inexoravelmente em direção a um destino sinistro.

Tudo que posso dizer é que há nas quartas de final da Copa do Mundo . Desta forma, fãs de esportes poderão desfrutar dos jogos emocionantes , vimos coisas incríveis. Ela diz que em 36 anos, a Holanda não tinha perdido um jogo de sexta-feira na Copa do Mundo. Somente graças aos computadores que poderiam ser extraídos da conta.

O fato é que o Brasil foi eliminado da quartas de final da Taça

O juiz deixou o Brasil fora dela. Pelo menos foi essa a impressão que não se cansava de repetir um excelente narrador da televisão cubana. Após a FIFA disse que a decisão da arbitragem foi correta.

Mais tarde , o mesmo juiz deixou o Brasil com 10 jogadores em um momento crucial , quando ainda havia mais da metade do segundo tempo da partida. Certamente que esta nunca foi a intenção do árbitro .

Ontem foi eliminado da Argentina. Nos primeiros minutos o time alemão , meio-campista Müller , surpreendeu a defesa e confiante goleiro argentino conseguiu um gol.

Posteriormente, nada menos que 10 vezes os atacantes argentinos, por uma equipe alemã não alcançar um objetivo.

Em contrapartida, o time alemão marcou mais três , e até mesmo Angela Merkel, chanceler federal da Alemanha , aplaudiu freneticamente .

Então , novamente, um dos favoritos perdidos. Assim, mais de 90% dos torcedores de futebol em Cuba estupefato .

A grande maioria dos fãs do esporte não sabem mesmo o continente é o Uruguai. A final entre os países europeus serão os e anti- desbotada desde que nasceu que o esporte no mundo.

No entanto , os eventos tiveram lugar na arena internacional, que nada têm a ver com o jogo , mas sim com a lógica básica que rege os destinos do império.

A série notícia veio à tona nos dias 1 , 2 e 3 de Julho.

Tudo gira em torno de um fato: as grandes potências representadas no Conselho de Segurança das Nações poder de veto , além da Alemanha , em 02 de julho chamado para o Governo do Irão para uma "resposta imediata" ao convite que lhe feitas para regressar às negociações sobre seu programa nuclear.

Barack Obama O presidente assinou ontem uma lei que prorroga as medidas em vigor contra a energia e da banca do Irã, e seria penalizar as empresas que fazem negócios com o governo de Teerão. Ou seja, o bloqueio rigoroso e estrangulamento do Irão ».

O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que seu país vai retomar as negociações no final de agosto e notou que o mesmo deve envolver países como o Brasil ea Turquia, os dois únicos membros do Conselho de Segurança que se opuseram sanções a 09 de junho .

Um alto funcionário da União Europeia disse, desdenhosamente , que nem o Brasil nem a Turquia será convidada a participar nas conversações.

Não mais é necessário para tirar conclusões.

Nenhuma das partes deverá transferir, um , o orgulho dos poderosos, e mais uma vez, a resistência à opressão e da capacidade de luta , como tem acontecido muitas vezes, na história humana.

O povo do Irã, uma nação de antigas tradições culturais, sem dúvida, irá defender os agressores. É incompreensível que seriamente acredita que Obama irá dobrar a suas demandas.

O presidente do país e seus líderes religiosos , inspirados islâmicos Ruhollah Khomeini Revolução, criador do IRGC , as Forças Armadas eo estado novo e moderno do Irã vai resistir.

Um dos povos mais pobres do mundo que não temos culpa da bagunça colossal criado pelo imperialismo , localizado no Hemisfério Sul para os Estados Unidos , a outra, situada a oeste , centro e sul da África, e outros que podem ser livres de uma guerra nuclear no resto do planeta , não temos alternativa senão enfrentar as consequências de uma guerra catastrófica nuclear, que vai sair em um tempo muito curto.

Infelizmente não tenho nada a corrigir e assumo a responsabilidade com o que foi escrito no Reflexões passado.

Fidel Castro Ruz

04 de julho de 2010

=> Essa é uma tradução automática do Google. O original, em espanhol, pode ser encontrado em: http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2010/07/04/la-felicidad-imposible/

Serra aprova comportamento dom-juanesco do Índio que montou em suas costas rumo ao Planalto

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Mesmo assim...

Serra deixa Indio da Costa constrangido

Em sabatina ontem na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, Serra deixou o seu candidato a vice, Indio da Costa, constrangido ao lembrar sua fama de namorador.

“Mas agora (você) só tem uma namorada, né?”, perguntou o tucano ao deputado, que estava sentado na primeira fila do auditório. Serra lembrou a primeira conversa que tiveram pelo telefone. “O Indio me disse: ‘Eu não tenho amantes’. Eu até disse: ‘Também não precisa exagerar, o que tem que ser é uma coisa discreta”, disse Serra, para depois ponderar: “Não estou aqui pregando pular a cerca no casamento. Mas também não precisa exagerar”, disse o tucano.

O DIA

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

Agência Assaz Atroz

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Propaganda política está liberada a partir de amanhã

Por Renata Giraldi, repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de amanhã (6), está aberta a temporada de propaganda política. Com isso, os partidos ficarão liberados para realizar comícios e usar amplificadores de som. Pelas regras eleitorais, há uma série de normas que devem ser respeitadas, como horários e locais de manifestações. Daqui a três meses, os brasileiros vão às urnas para escolher o presidente da República, os governadores, senadores e os deputados federais e estaduais. Os eleitores também devem ficar atentos porque dia 25 deste mês acaba o prazo para que os títulos dos eleitores que requereram inscrição ou transferência estejam prontos.

Os partidos políticos poderão colocar, nas sedes das legendas, os amplificadores, auto-falantes e carros de som em funcionamento de 8h até as 22h. Também estão autorizados os comícios e o uso de aparelhos de som fixo no período de 8h às 24h.

Na quarta-feira (7) será o último dia para os candidatos – a governador, senador e deputado federal -, escolhidos em convenção, requererem os registros perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os tribunais regionais eleitorais. Eles terão até as 19h para o encaminhamento de registros. Para os candidatos a presidente e vice-presidente da República, o prazo final é hoje, às 19h.

Na quinta-feira (8) inicia o período para que os tribunais eleitorais regionais convoquem os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão para elaborem um plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito que as legendas têm direito.

Até o final deste mês, há uma série de prazos que devem ser cumpridos pelos partidos políticos, candidatos e também eleitores. Neste meio tempo, as legendas devem constituir os comitês financeiros e organizar os nomes das pessoas indicadas para compor as Juntas Eleitorais para o primeiro e o eventual segundo turnos de votação.

Os juízes eleitorais terão até o dia 30 para nomear o presidente, primeiro e segundo mesários, secretários e suplentes que vão compor as mesas receptoras dos votos nos dias das eleições – 3 de outubro (primeiro turno) e 31 de outubro (segundo turno).

No dia 31, o TSE poderá requisitar das emissoras de rádio e de televisão até 10 minutos diários - contínuos ou não, que poderão ser somados e usados em dias espaçados - para a divulgação de comunicados, boletins e instruções ao eleitorado.

Globo pede desculpas ao povo paraguaio. Quando vai fazer o mesmo ao povo brasileiro?

Foi uma desculpa muito da sem-vergonha (clique aqui e veja o vídeo lá). Chegaram a dizer que não tinham intenção de ofender, quando era exatamente esse o núcleo da reporcagem racista, preconceituosa e repugnante feita contra o Paraguai e seu povo, que denunciamos aqui. Mas, pelo menos, foi um pedido de desculpas.

Mas, quando as Organizações Globo vão fazer o mesmo pedido de desculpas ao povo brasileiro, pelos anos de mentiras e manipulações, por terem lutado contra a criação da Petrobras, por terem apoiado e incentivado a ditadura civil-militar, pela edição do último debate da campanha presidencial de 1989, entre Collor e Lula?

Quando vão pedir desculpas por lutarem contra tudo o que poderia dar uma vida mais digna a milhões de brasileiros que vivem na linha da miséria? Por lutarem desde sempre contra a reforma agrária, por defenderem a remoção das favelas, por criticarem os programas sociais, como o Bolsa-Família?

Quando vão pedir desculpas por dizerem que o Brasil não é um país racista, por lutarem contra a política de cotas?

Quando vão pedir desculpas por terem incentivado as privatizações que entregaram nossas riquezas a preço de banana? Por defenderem as privatizações (felizmente não feitas) da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal? Por sempre defenderem os interesses do capitalismo internacional em detrimento dos interesses do povo brasileiro?

Quando vão pedir desculpas por jogarem o povo brasileiro contra nossos vizinhos, falsificando notícias sobre os governos da Argentina, do Paraguai, da Bolívia, da Venezuela?

Quando vão pedir desculpas por tentarem um golpe midiático no final do primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, com a famosa exposição da montanha de dinheiro?

Quando vão pedir desculpas por continuarem mentindo descaradamente para a população brasileira, omitindo, manipulando, distorcendo fatos com o objetivo de desinformar e alienar os brasileiros, para que nunca consigamos uma cidadania plena?

Quando?

Fonte: http://blogdomello.blogspot.com/2010/07/globo-pede-desculpas-ao-povo-paraguaio.html

LEI DA FICHA LIMPA: O POVO COMO OBJETO, NÃO SUJEITO, DAS MUDANÇAS




"Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali, sozinho

Eu vou ficar tanto pior"
(Chico Buarque)



Por Celso Lungaretti (*)


Como qualquer cidadão com espírito de justiça, contemplo indignado a falta de critério dos eleitores brasileiros, que elegem notórios corruptos e delinquentes contumazes, espertalhões que trocam falsamente de domicílio eleitoral para concorrerem em grotões onde a vitória é mais fácil, ministros que usaram todo o peso do seu poder para achatar um coitadeza qualquer, etc.

Mas, como revolucionário, só vislumbro um caminho coerente para a erradicação dessa praga: convencermos os eleitores a repudiarem os feios, sujos e malvados da política.

O caminho policialesco de se pressionar autoridades para barrá-los burocraticamente é uma admissão implícita de falta de fé no povo, na possibilidade de esclarecimento do eleitorado.

Equivale a abdicar-se da conquista dos corações e mentes, optando pela imposição da vontade de uma minoria mobilizada sobre a maioria bovinizada.

E os folclóricos da política, os candidatos de mafuá, os Enéas da vida: vamos encontrar um subterfúgio qualquer para impugnar também suas candidaturas?

E essas fanáticas e obscurantistas bancadas evangélicas, como vamos fechar as portas aos mercadores da fé?

No fundo, o rolo compressor virtual que tenta impingir autoritariamente a Lei da Ficha Limpa, inclusive incorrendo no absurdo jurídico da retroatividade, é composto por cidadãos que, por enxergarem um pouco mais do que os outros, querem enfiar-lhes goela adentro seus valores.

Nem só no cinema (
Tropa de Elite) e no futebol (Dunga) o autoritarismo escorraçado pelo povo brasileiro em 1985 insinua-se sorrateiramente, tentando voltar pela porta dos fundos; certas correntes virtuais fazem lembrar os ferrabrazes que iniciaram as escaladas de Hitler e Mussolini.

Repito: revolucionários existem para livrar o povo de sua cegueira, a fim de que ele possa ser o sujeito na construção de uma História diferente.

Não para arrastá-lo, como objeto, na direção que se crê ser melhor para ele.

OS VÉUS QUE OCULTAM A
FACE MEDONHA DO VILÃO


A pior mazela dos políticos não são as pequenas falcatruas que praticam, mas sua subserviência aos valores do capitalismo, que norteiam e nortearão toda sua atuação, irremediavelmente, enquanto não resgatarmos a humanidade do primado do lucro sobre as necessidades humanas.

Tendem a ser desonestos porque o sistema a que estamos submetidos estimula a ganância, o privilégio e a competitividade, o "levar vantagem" sobre os outros a todo custo e por quaisquer meios. É o sistema o inimigo, não seus zumbis, os indivíduos por ele teleguiados.

Bem mais danosa para os eleitores é a atuação limpa dos políticos, ajudando a estabelecer e manter a exploração do homem pelo homem, do que essas delinquências de ladrões de galinhas de que tanto se ocupa a imprensa burguesa, exatamente para desviar a atenção do principal: mais do que qualquer um dos que o servem, o capitalismo, em si, é criminoso e constitui ameaça terrível para a sobrevivência da humanidade.

Quando discernirmos quem é o verdadeiro vilão estaremos no caminho certo para o combatermos. Por enquanto, ingenuamente, ajudamos a manter as ilusões que convêm aos poderosos, os muitos véus atrás dos quais o vilão oculta sua face medonha.

Desde os tempos da UDN, já lá se vai mais de meio século, o moralismo na política serve aos objetivos da direita, duma ou doutra maneira.

Pois parte do pressuposto e inspira esperanças de que o sistema possa ser saneado, purificado, quando, na verdade, está podre até a medula e tem de ser revolucionado.

Trabalhei, duas décadas atrás, na assessoria de comunicação do Palácio dos Bandeirantes. Dia após dia, ficava enojado com os dirigentes do Estado mais poderoso do Brasil: velhacos e pulhas, quase todos.

De vez em quando, havia solenidades às quais compareciam os prefeitos e presidentes de câmaras municipais de todos os municípios paulistas. Tinha vontade de chorar: saltava aos olhos que quem tentava sofregamente substituir os poderosos chefões não passava de mais do mesmo, piorado.

Eles tinham todos os defeitos dos que haviam chegado ao topo da carreira, acrescidos de uma crassa ignorância. A versão tosca daquela ralé moral da qual eu era profissionalmente obrigado a me ocupar, tapando o nariz.

Enfim, fico pasmo ao constatar que muitos companheiros de esquerda contribuem para colocar a cidadania correndo atrás de miragens. Quanto tempo desperdiçamos percorrendo caminhos que não levam a lugar nenhum!

OS CAÇADORES DE CABEÇAS
E OS JUDAS DE OCASIÃO


E vejo com enorme apreensão esses rolos compressores que se formam para impor medidas ao arrepio do Direito.

Quem só leva em conta o interesse imediato aplaude: aberrações como a retroatividade implícita que o Tribunal Superior Eleitoral acatou, servem ao objetivo do momento.

Mas, e quando os contestadores do sistema formos enquadrados em leis que nem sequer existiam quando os atos imputados ocorreram, acharemos graça?

Pois, enquanto durar o capitalismo, seremos sempre nós, os empenhados em construir uma sociedade mais justa e igualitária, os alvos preferenciais das injustiças.

Se ajudarmos a implodir barreiras contra o autoritarismo, acabaremos prejudicados adiante, correndo o risco de ser linchados por vias legais. Como o foi Cesare Battisti no julgamento italiano, realizado num período em que os rolos compressores esmagavam o Direito na terra de Mussolini.

Então, apesar de ter sido sempre crítico contundente de Gilmar Mendes, tendo várias vezes o apontado como o presidente mais parcial e desastroso da história do STF; apesar de desprezar profundamente o ministro José Antonio Dias Tóffoli, por sua omissão vergonhosa no Caso Battisti; apesar de considerar particularmente desprezível o senador Heráclito Fortes; ainda assim lembro que a Lei da Ficha Limpa, da forma como querem aplicá-la, é juridicamente insustentável e comporta mesmo os questionamentos legais que lhe estão sendo feitos, bem como a concessão de liminares para sustar seus efeitos.

Chega de populismo primário e irresponsável! Nosso papel é o de elevar a consciência política dos cidadãos, para que eles possam tomar seu destino em mãos.

Não o de tangê-los a agirem como caçadores de cabeças, justiceiros que se limitam a malhar os Judas de ocasião, sem que isto sequer arranhe os fundamentos da dominação capitalista.

*Celso Lungaretti, jornalista e escritor.
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Índio mente quando se apossa do Ficha Limpa. O projeto teve a relatoria de Eduardo Cardozo


As informações são do site do deputado José Eduardo Cardozo

Ficha Limpa é sancionado pelo presidente Lula; Cardozo, autor do relatório aprovado na Câmara, apoia aplicação já este ano

A nova lei que exige Ficha Limpa para candidatos foi sancionada no último dia 7 de junho de 2010 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relatório feito pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) foi aprovado integralmente na Câmara dos Deputados e quando chegou ao Senado sofreu alteração por parte do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que modificou um tempo verbal, possibilitando a interpretação dúbia sobre a aplicabilidade da lei. "Foi uma mudança inconveniente que pode favorecer pessoas que já tenham sido condenadas, tornando a lei aplicável apenas para os que venham a ser condenados. A aprovação da lei, no entanto, é uma vitória da população, da moralidade e da ética na política", comemorou Cardozo, um defensor histórico da ética na política.

No entendimento jurídico do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), as regras do Ficha Limpa já podem ser aplicadas nas eleições deste ano. "Sou da corrente de juristas que defende a aplicabilidade imediata da lei, não porque fui o relator da matéria, mas porque não se trata de mudanças no processo eleitoral", afirmou Cardozo. Ele disse que a Constituição só fixa a aplicabilidade em um ano anterior às eleições para leis que mudam as regras. "No caso específico do Ficha Limpa, não há inconstitucionalidade porque estamos definindo apenas os casos de inelegibilidade, fixando regras e requisitos para quem pode ou não se candidatar. Em momento algum a lei trata do processo eleitoral em si", argumentou o deputado.

Cardozo acrescenta que qualquer dúvida que ainda houver será decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Mas pela moralização do processo eleitoral e pelo bem do Brasil, espero que as novas regras tenham eficácia imediata, que já sejam aplicadas nestas eleições", afirmou José Eduardo Cardozo.

O deputado destacou ainda que existem precedentes de o TSE ter julgado constitucional mudanças feitas em ano de eleição, mas que não alteravam o processo eleitoral em si.

Regras

Pelas novas regras aprovadas pelo Congresso Nacional em maio deste ano torna-se inelegível por oito anos candidato condenado em decisão colegiada por crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, compra de votos, e por gastos ilícitos de recursos de campanha, abuso de autoridade, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha.

De acordo com a lei, o candidato pode, no entanto, apresentar recurso, com efeito suspensivo, contra uma decisão de segunda instância que o tenha condenado por algum crime que acarrete em inelegibilidade. Essa alternativa só vale para os casos em que existam evidências de que os recursos possam vir a ser providos, e esse processo passa a ganhar agilidade na sua tramitação.

O Ficha Limpa foi apresentado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral com mais de 1,6 milhão de assinaturas. Enquanto tramitava no Congresso, o texto recebeu o apoio de 2,5 milhões de assinaturas digitais.

Os magistrados e membros do Ministério Público que sofrerem sanções disciplinares, ou que tenham deixado o cargo para evitá-las, também ficarão inelegíveis.

Quem perder registro ou tiver seu diploma de eleito cassados por decisão da Justiça Eleitoral também é inelegível.

Texto e empenho de Cardozo elogiados

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE) elogiou o trabalho realizado pelo deputado José Eduardo Cardozo. "Ele conseguiu com a maestria e a prudência necessárias manter um texto que resguarda as preocupações da sociedade com a ética, valoriza o Congresso e honra a tradição do PT na defesa da ética na política", destacou Ferro.

Líderes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, da CNBB, de entidades, deputados, magistrados, jornalistas e a sociedade, por meio de mensagens de email e via Twitter também elogiaram o empenho do deputado Cardozo pela aprovação do projeto.

No Twitter, a rede de microblogguing onde Cardozo mantém perfil, foram dezenas de manifestações de apoio. Para @PAULO_PUGLIERO "é uma honra saber que o País tem homens na política feito o grande relator do projeto FICHA LIMPA a poucos minutos aprovado!" O @Raffa13br parabenizou o deputado pelo brilhante trabalho. "Pena que seu mandato acaba e sua legislatura não terá continuação."


Em sua coluna na Folha de S.Paulo, Jânio de Freitas faz uma análise sobre o projeto (leia aqui).

Cutucando a onça com vara curta

“As sugestões da Contag são ambiciosas e cutucam com vara curta os parlamentares da bancada ruralista que defendem interesses de grandes proprietários de terra”

Por Renata Camargo (*), no Congresso em Foco

Em meio ao rame-rame do debate sobre mudanças no Código Florestal, uma questão central escapa, muitas vezes, dos olhares mais atentos. A diferenciação entre agricultura familiar e agricultura patronal - uma antiga briga, que divide opiniões - deve ser colocada como um dos eixos centrais da discussão. Não se trata de defender essa diferenciação, mas de analisar o que esse discurso acarreta.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) entregou ontem (30) ao deputado Aldo Rebelo (PCdB-SP) – relator do projeto que modifica o Código Florestal brasileiro, que tramita na Câmara – um documento com sugestões de alterações ao relatório do parlamentar paulista. O ponto principal dessa mudança é incluir na legislação ambiental o conceito de “agricultura familiar”.

O pequeno produtor nem sempre é um agricultor familiar. Segundo a Lei 11.326, de 2006 (conhecida como Lei da Agricultura Familiar), agricultor familiar é aquele que tem imóvel rural de até quatro módulos fiscais (o que caracteriza o pequeno produtor) e que utiliza predominantemente a mão-de-obra de sua família. Para ser agricultor familiar (ou silvicultor, aquicultor, extrativista ou pescador familiar), é preciso também ter como renda familiar atividades predominantemente originadas de atividades econômicas realizadas na própria terra.

As sugestões da Contag são ambiciosas e cutucam com vara curta os parlamentares da bancada ruralista que defendem interesses de grandes proprietários de terra. Em linhas gerais, eles pedem que “benesses” como a anistia a multas por crimes de desmatamento, o cômputo de área de preservação permanente (APP) nos percentuais de reserva legal e a permissão para consolidar o plantio em áreas de várzeas (hoje proibido por lei, mas praticado ilegalmente) sejam concedidos exclusivamente a agricultores familiares.

Veja aqui a proposta da Contag ao relatório de Aldo Rebelo

O argumento principal para tratar como duas agriculturas, a familiar e a patronal, é que o agricultor familiar tem uma relação diferenciada com a terra se comparado com os produtores rurais que vivem na cidade e exploram economicamente a propriedade. A Contag argumenta que os agricultores familiares dependem da terra, veem nela uma fonte de sobrevivência e vivem em condições economicamente menos favorecidas.

Esses argumentos esbarram em contra-argumentos feitos por aqueles que acreditam que a agricultura deve ser tratada como uma só. Esses afirmam que a base da atividade agrícola é a mesma para as duas categorias e que, na verdade, uma complementa a outra. Afirmam também que a diferenciação coloca como se existissem “os agricultores do bem” e “os agricultores do mau” e que isso é maléfico para o setor.

Certamente essa interpretação não contribui para o desenvolvimento do setor nem do país e, portanto, deve ser refutada. Não se trata de “agricultura do bem” e “agricultura do mal”, mas de maneiras diferenciadas de acesso a uma mesma atividade e relações distintas com a terra. No debate do Código Florestal, é preciso atenção a essa diferença, para evitar que a raposa fale em nome das galinhas – ou seja, grandes falem sem legitimidade em nome de pequenos.

Um golpe de raposa (ou de raposas), por exemplo, foi a questão de isentar de reserva legal as propriedades com até quatro módulos fiscais. A proposta da agricultura familiar desde o início foi de isenção de reserva legal para até um módulo fiscal, o que representa uma diferença significativa em termos de área. Então por que, em nome dos pequenos, defendeu-se a ideia de dispensar preservação em áreas superiores a um módulo? Por interesses e conveniências.

Diferenciar as agriculturas não é fazer assistencialismo com os menos favorecidos, mas dar tratamento diferenciado aos diferentes. Essa diferenciação, entretanto, deve ser feita com base em critérios técnicos e bem justificados. Não vale colocar em voga simplesmente a “defesa dos fracos e oprimidos”, pois, afinal, essa diferenciação é, entre outras coisas, uma estratégia econômica dos pequenos sobre os grandes.

Na próxima segunda-feira (5), o relator do Código Florestal irá apresentar uma nova versão de seu relatório. Sem muito entusiasmo, o deputado Aldo Rebelo sinalizou que irá “ver se é possível” incluir o conceito de agricultura familiar na legislação ambiental. O parlamentar afirma que o conceito cabe “numa legislação tributária”, mas que é preciso analisar se ele pode constar no Código Florestal.

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“Não venha falar por nós, Kátia Abreu”

*Renata Camargo é formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo CDS/UnB. Já atuou como repórter nos jornais Correio Braziliense, CorreioWeb e Jornal do Brasil e como assessora de imprensa na Universidade de Brasília e Embaixada da Venezuela. Trabalha no Congresso em Foco desde 2008.

domingo, 4 de julho de 2010

39% X 38%: Serra é eleito presidente de um país chamado DataFolha. Enquanto isso, no Brasil...


5º feira, Campinas-SP: Dilma Rousseff recebe o apoio de 117 prefeitos do Estado de SP -- 50 deles pertencentes a partidos da oposição. O PSDB foi o partido que mais levou prefeitos ao evento, denominado de Movimento Pluripartidário de Prefeitos Pró-Dilma Rousseff. No total, compareceram 25 tucanos. O PT, partido da candidata, e o PMDB, do vice, levaram 22 prefeitos cada um. Esse apoio pode explicar o crescimento de Dilma na região. Nas últimas pesquisas a petista passou o tucano José Serra, no Sudeste.Dilma ainda conseguiu agregar o apoio de mais 9 prefeitos do DEM e 8 do PPS --legendas que oficializaram o apoio ao candidato do PSDB, José Serra. Além disso, o encontro teve a presença de 8 prefeitos do PV...

PARA MEDIR A CONSISTÊNCIA DO DATAFOLHA VALE RECORDAR O CAVALO-DE-PAU PRODUZIDO PELO INSTITUTO DA FAMÍLIA FRIAS EM 22 DE MAIO
[Carta Maior 22-05]

Em um mês [entre o final de abril e o final de maio] o Datafolha 'deu' e 'tirou' 12 pontos de Serra para ajustar os números do instituto à evidência incontornável de um crescimento generalizado de Dilma em todo o país, conforme os levantamentos da Sensus e da Vox Populi já haviam sinalizado. Mais do que colocar o instituto da família Frias e seu diretor, Mauro Paulino, sob suspeição, o cavalo-de-pau de agora, com o empate entre os dois presidenciáveis, reflete uma crise de identidade na candidatura Serra. O patético figurino de um candidato 'cordial progressista' tentado nos últimos meses derreteu pelo artificialismo abusivo que nenhum gênio do marketing pode contornar. A 'virada' do Datafolha não resultou apenas da exposição de Dilma no programa eleitoral do PT, como quer o reducionismo conveniente dos 'analistas'da pág 2. Acontece que o figurino 'cordial progressista', quase lulista, de Serra fere uma percepção difusa porém marmorizado no imaginário social, que é a oposição golpista, sistemática, da própria mídia ao governo Lula, indissociável de seu alinhamento escandaloso à candidatura demotucana. As manobras em alta velocidade do Datafolha apenas corroboram essa adesão agressiva. O que se está colhendo agora é o efeito bumerangue dessa endogamia despudorada: o golpismo de seus aliados na mídia denuncia a farsa de um Serra 'continuador' do governo Lula. Evidencia, ademais, uma profunda crise de identidade de sua estratégia eleitoral, decorrente da falta de um projeto político e econômico convincente para o país. Só o Datafolha ainda não havia mensurado o desdobramento desse vazio, mas agora não dava mais para esconder. As coisas então ficam assim: ou a mídia muda totalmente seu discurso golpista e adere ao 'lulismo' de Serra --com as consequências eleitorais desse 'ajuste' ; ou Serra sai do armário e se junta ao udenismo lacerdista do diretório midiático.--
(Carta Maior; 02-07)

Deu zebra no mundial


Deu zebra no mundial

Por Rui Martins (*)

Berna (Suiça) - E aconteceu o que todos temiam e alguns, mais entendidos, tinham previsto. De alegria do povo, virou tristeza, felizmente logo depois partilhada, porque para consolo da torcida brasileira, tomaram também o avião de volta os argentinos com Maradona e equipe.

Torcedor de quatro em quatro anos, me fica deste Mundial a impressão de que futebol tem sua dose de técnica, porém não deixa de ser um jogo, com pano verde de grama e os golpes de chance ou de azar nas cobranças de pênaltis.

Muito se tem falado da solidão do goleiro na hora do pênalti, porém pouco dos traumas e sequelas psicológicas dos jogadores depois de perderem seu pênalti. Como os infelizes chutadores de Gana e do Paraguai, incapazes de explicar aos seus compatriotas a sua falha, o seu erro ou sua falta de sorte.

Futebol é um jogo e aí sua força mobilizadora, seu sucesso mundial e a paixão geradora de tanta adrenalina. Quando nossa seleção está ganhando queremos que o tempo passe ligeiro, quando está perdendo esperamos a repetição do milagre de Josué, capaz de parar o tempo, contado no livro bíblico das mil e uma maravilhas.

Sendo jogo, tudo pode acontecer, como se ganhar na loteca e a Suíça derrotar a Espanha. Cadê a lógica ? A bola bate na trave, passa por cima, raspa ao lado, mas não vale. Só vale bola na rede e tem dias em que ninguém consegue enfiar a danada da bola na rede.

Potência do chute do pé, resistência do ar provocando ligeiros mas fatais desvios do curso da bola, provavelmente possíveis de se reconstituir em leis de física, numa fórmula complicada, porém impossível de se prever na corrida do jogador, sob a pressão do adversário. Na cobrança de uma falta não há os marcadores matemáticos calculados pelos soldados de artilharia ao disparar seu tiro.

E esse jogo, que em certos momentos não difere muito da roleta, pode provocar crises dentro do governo, reforçar uma ditadura, criar um clima de alegria coletiva, ajudar na coesão nacional e unir etnias sob a mesma bandeira. Como todo jogo, pode viciar, obcecar, desviar os torcedores de outros interesses dominados pela sequência de alegrias intensas e derrotas imensas.

Toda vez que vou ao Brasil me impressiono com o excesso e importância do futebol, dos jogos, das transmissões, dos comentários, com os torcedores fanáticos, os debates de cronistas incapazes de correr 100 metros mas especialistas na arte de explicar porquê deu 17 preto e não 13 vermelho. Quantas imagens, quanta falação, quantas transmissões e ilusões transitórias como sedativos em populações que se empolgam e se esquecem de seus problemas cotidianos, envolvidas em ilusões passageiras e vitórias efêmeras.

A dose é visivelmente excessiva, próxima da dopagem, muito além da média européia, valendo mesmo como compensação para frustrações diárias. Uma extraordinária energia dissipada num pretenso esporte, em que os espectadores só vêem e ouvem, sem poder tomar qualquer iniciativa, obrigados a aceitar a derrota se não for obtida a esperada vitória. Exercício frustrante, escola ideal para se chegar ao conformismo e à aceitação do statu quo, da inoperância e do desistímulo à ação transformadora da sociedade.

A derrota da seleção brasileira nesse jogo do futebol poderia ser a chance para a população iniciar uma desintoxicação e se curar dessa dependência e dopagem futebolística, que faz tantos ficarem milionários na venda de ilusões virtuais competitivas.

*Rui Martins é jornalista. Foi correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. É autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criador dos "Brasileirinhos Apátridas" e da proposta de um Estado dos Emigrantes. É colunista do site "Direto da Redação" e vive em Berna, na Suíça, de onde colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, e com o blog "Quem tem medo do Lula?"

Dilma na torre das donzelas

Clique na imagem para ler excelente matéria da revista "IstoÉ", que mostra que, mesmo durante os anos em que foi presa e torturada pela ditadura, Dilma não perdeu a ternura jamais.

Resumindo a saga do vice...

Precisa-se de jornalista que saiba fazer cabelo, barba e bigode

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Fernando Soares Campos - Editor-Assaz-Atroz-Chefe

O Departamento de Achados & Perdidos da nossa Agência Assaz Atroz – PressAA –, por encomenda de grande empresa jornalística atuante em todo o território nacional e com sucursais em todos os continentes, está recebendo currículos para criteriosa análise de perfil e possível admissão de jornalista que se disponha a preencher vaga de auxiliar de serviços gerais em sua matriz. O candidato deve ler fluentemente os idiomas inglês, francês e alemão, a fim de que possa operar com segurança o aspirador de pó, a cafeteira elétrica e, quando escalado para fazer pequenas compras no supermercado, saber identificar o melhor chucrute importado, sempre através das instruções e informações originais.

Considerando a desobrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício das funções inerentes ao desempenho da profissão, nosso próprio cliente formulou teste a ser aplicado em candidatos que não tenham qualquer experiência profissional, mas que expressem uma acentuada inclinação para o jornalismo.

Este teste tem como objetivo identificar e classificar a performance inclinante do candidato. Pretende-se com ele medir o possível grau máximo de inclinação a que o elemento pode se submeter. Somente será classificado para a segunda etapa dos exames (o temível "teste da goma", a ser aplicado depois da Copa) o candidato que revelar aptidão para dobrar a sua própria coluna vertebral, realizando uma curvatura de no mínimo 90 graus.

Aí está o teste.

Boa sorte!

1) Quem é o autor da frase: “A imprensa de um país não pode se sentir mais frustrada do que quando as equipes político-jornalísticas de seus órgãos midipartidários já não acreditam na dita cuja – ou já não mais conseguem fingir que acreditam”?

a) Sicrano
b) Beltrano
c) Alguém
d) Ninguém
e) Outrem (bão ou ruim)

2) Qual o personagem do universo humorístico brasileiro que, ao tomar conhecimento das pesquisas de intenção de voto do Datafolha, nas quais Serra aparece tecnicamente empatado com Dilma, disse: “Implensa, que dá!”?


a) O Amigo da Onça
b) Fradim, do Henfil
c) Jeremias, o bom
d) Mônica
e) Outro: ____________________

3) Qual dessas opções de manchete anunciaria de forma mais realista a diferença entre Serra e Dilma nas pesquisas de intenção de voto?

a) “Serra continua oscilando entre mais e menos intenções de voto em seu favor”
b) “Soma dos percentuais de intenção de voto dos candidatos da oposição supera percentual da candidata governista”
c) “Leitura simétrica dos percentuais de intenção de voto coloca Serra na frente de Dilma”
d) “Devido ao Mundial de Futebol, Serra cresce que nem crina equina”
e) “Serra se mantém como candidato preferido de parte da militância do PSDB”

4) Qual dessas frases você escreveria em matéria que tratasse de certo dossiê fajuto?

a) “Suposta declaração de suposto petista revela que são eles próprios os autores de dossiê fajuto contra Serra”
b) “Dossiê fajuto contra Serra teria novos elementos sobre o mensalão do PT”
c) “Baixaria: Dossiê fajuto expõe vida íntima da recatada jovem Verônica, filha de Serra, provável vencedor da eleição para presidente da República”
d) “Isso é uma vergonha: Polícia Federal do governo Lula se envolve no caso do dossiê contra Serra!”
e) “Nem sob tortura Dilma confessaria que mandou fazer dossiê contra Serra”

5) Sobre o vice de Serra, o que você diria?

a) “Assim como a Bolívia, Brasil poderá ter Índio na Presidência, caso Serra seja eleito e morra” - ou “...caso Serra morra depois de eleito”
b) “Índio brasileiro não incentiva o narcotráfico como faz o índio boliviano”
c) “Capitalismo selvagem, índio na vassalagem”
d) “A diferença fundamental entre o índio brasileiro e o boliviano é que este é narcotraficante, enquanto aquele é vítima imediata do narcotráfico”
e) “Índio nas costas pesa mais que índio no colo”

6) Como você interpreta a frase “O DEM é uma merda”, postada no Twitter pelo excrementoso ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB paraguaio?

a) O DEM é uma bosta.
b) O DEM exala um cheiro forte, capaz de manter os adversários à distância.
c) O DEM está dentro de cada um de nós.
d) O DEM é uma espécie de adubo, portanto vai fertilizar a campanha do PSDB.
e) Jefferson não entende de DEM nenhum(a)!

7) “Rei morto, rainha posta”. Se Lula tivesse pronunciado essa frase, qual a sentença que melhor definiria as intenções do presidente ou a ilegalidade da declaração presidencial?

a) “Lula e Dilma estão tramando golpe para restauração da monarquia no Brasil”
b) “Lula, ignorando as regras de concordância nominal, quis dizer: ‘Rei morto, rainha poste’”
c) “Para Lula, a sua posse em 2007 marca o momento em que ele assumiu sua porção feminina”
d) “Lula faz campanha antecipada a favor de Dilma e deve ser multado”
e) Qualquer outra sacanagem que você queira dizer: _________________________________

8) Baseado na última pesquisa Datafolha, Uirá Machado escreveu na Folha.com:

Eleitor de Dilma se declara mais decidido que o de Serra

“O eleitor de Dilma Rousseff (PT) está mais decidido que o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista afirmam que estão totalmente decididos com relação ao seu voto no primeiro turno, contra 20% que declaram poder mudar de ideia.

Entre os eleitores de Serra, os decididos são 70%, e os que dizem poder mudar de voto representam 28%.

Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39% dizem que podem mudar de voto, contra 58% que afirmam estar totalmente decididos.

No levantamento, Serra apareceu com 39% das intenções de voto, Dilma teve 38%, e Marina, 10% no cenário com apenas os três.”

Para amenizar ainda mais o impacto da pesquisa Datafolha que coloca Serra empatado tecnicamente com Dilma, qual dos parágrafos você alteraria de acordo com as alternativas abaixo?

a) “O eleitor de Dilma Rousseff (PT) é um sujeito empedernido, o mais fanático dos eleitores, enquanto o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV) são pessoas sérias, sensatas, equilibradas, ponderadas...”

b) “Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista estão totalmente obstinados, aloprados, desatinados, com relação ao seu voto no primeiro turno (só no primeiro turno!), contra 20% daqueles que entre eles ainda exteriorizam algum equilíbrio, os quais declaram que podem (creio que devem) mudar de ideia.”

c) “Entre os eleitores de Serra, os decididos, inesitantes, resolutos, são 70%, e os que dizem poder mudar de voto (provavelmente para Marina) representam 28% de pessoas que estão sendo vítimas de aliciamento com uma bolsa-qualquer, ou ameaçados de perder cargo na administração pública, caso declarem, em definitivo, que votarão em Serra.”

d) “Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39%, ou seja, os mais esclarecidos, intelectualizados, comprometidos com o povo e a justiça social, dizem que podem mudar de voto (supomos que seja para Serra), contra 58% que afirmam estar totalmente decididos (talvez a reavaliar suas posições).”

e) “No levantamento, Serra apareceu na liderança absoluta com 39% das intenções de voto, Dilma teve apenas minguados 38%, e Marina mantém a reserva de 10% que infelizmente ameaça levar Dilma para o segundo turno, no cenário com apenas os três.”

* * *

Atenção: O leitor interessado na vaga de jornalista-auxiliar-de-serviços-gerais que se sinta capaz de fazer cabelo, barba e bigode (não necessariamente nessa ordem), envie as suas respostas à nossa redação e continue procurando emprego, pois isso aí não tem futuro, não!

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

______.

PressAA

Agência Assaz Atroz

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O sonho acabou

O sonho acabou

Por Mario Augusto Jakobskind (*)

No futebol, o sonho do hexa acabou. Mas quase alguns minutos depois, o mercado, leia-se a Brahma, patrocinadora da seleção brasileira, determinou que não deu desta vez, o negócio agora é 2014. Podem imaginar o que vem por aí em matéria de negócios futebolísticos?

Como não poderia deixar de ser, a “agredida” TV Globo, via Galvão, não perdoou Dunga pela derrota mortal para a Holanda. O treinador volta para casa e antes de qualquer coisa já avisou que o seu contrato era de quatro anos. Mesmo se o Brasil ganhasse o seu destino na CBF estava selado, porque quem “atrapalha” os negócios, ainda mais envolvendo a Globo, não tem vez na seleção do Teixeira (Ricardo), ou melhor, brasileira.

A imprensa saudou o fim da Era Dunga, mas não se atreveu a pedir o fim da Era Ricardo Teixeira, na prática o proprietário da CBF, que sai ano entra ano está sempre no comando de tudo que diz respeito ao futebol brasileiro e aos negócios dele advindos.O cidadão acima de qualquer suspeita nunca é cobrado pelos eventuais desempenhos medíocres da seleção. Dunga só existiu porque Teixeira quis, mas ninguém cobrou do bib-shot da CBF a mediocridade.

Mas é isso aí, o mundo não acabou por causa de uma desclassificação da seleção brasileira. Futebol é assim mesmo. O Uruguai, depois de 40 anos, voltou ao primeiro escalão do futebol mundial. Joga com a Holanda nesta terça-feira, numa parada dura de roer, sendo a camisa laranja franca favorita, mas futebol é futebol.

Depois de esfriada a cabeça pela derrota com a Holanda, neste país continente a campanha presidencial vai mesmo começar a esquentar. Nos 45 minutos do segundo tempo para a escolha de quem preencheria a chapa tucana-demo-pepesista(PPS) e petebista (PTB do Jeferson), o candidato da direita brasileira, José Serra, encontrou um vice, o emergente da Barra, Índio da Costa. Esse cria político de Cesar Maia, o tal ex-prefeito do Rio que na sua última administração abandonou a cidade para se dedicar integralmente ao seu blog, foi possivelmente indicado pelo filho do padrinho político, de nome Rodrigo Maia.

E assim o Partido Democratas (Demo), o ex-Partido da Frente Liberal, conseguiu emplacar o vice de linha tão ou mais conservadora que o patrono Maia. Índio da Costa é acusado pela vereadora do PSDB carioca Andréia Gouvêian de falcatrua com merenda escolar quando secretário de Administração na gestão do padrinho Cesar Maia. Ela até pediu licença do seu partido.

O jogo vai ser bruto, ou seja, a direita vai fazer o possível e o impossível para evitar que a candidata de Lula, Dilma Roussef, chegue lá. Serra tenta se apresentar como o “mais experiente para governar o país”, mas tentará evitar associações com outros políticos da América Latina, entre os quais o recém eleito Juan Manuel Santos, sucessor da Álvaro Uribe. O novo presidente colombiano, por sinal, está convocando Tony Blair, o “cachorrinho” de George Bush, para ajudar a incrementar o que ele e alguns analistas denominam de Terceira Via, que na verdade não passa de uma marca de fantasia do esquema neoliberal inaugurado na Grã-Bretanha pela então primeira-ministra britânica Margareth Thatcher.

No mesmo time de Santos, e de Serra, encontra-se o menos conhecido presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, que no último dia 1 de julho completou um ano de governo. O dirigente panamenho, também aliado de Washington, em 365 dias incrementou uma reforma do Código de Trabalho, totalmente inconstitucional, segundo analistas, que na prática acabou com o direito de greve dos trabalhadores. Como se não bastasse, Martinelli aprovou uma reforma fiscal que entrando em vigência acarretará um aumento de 40% nos impostos dos setores mais pobres da população. O imposto do consumo sobe de 5 para 7% para todos os produtos e serviços, sem incluir os alimentos.

Martinelli, como alguns candidatos a governos de Estado no Brasil, que prometeram acabar com a violência em seis meses, entre os quais o hoje diretor da Caixa Econômica, Moreira Franco, não cumpriu com a palavra, muito pelo contrário, pois em um ano o Panamá viu aumentar inclusive o tráfico de drogas e outras manifestações de violência.

No Chile, o atual presidente Sebastián Piñera segue pelo mesmo caminho que o colombiano Santos e o panamenho Martinelli, enquanto em Honduras, o presidente Porfírio Lobo, que venceu uma eleição fajuta depois da derrubada de Manuel Zelaya, não deteve a repressão que se abate sobre o movimento popular do país, que já resultou em centenas de mortes.

Neste período pós-Copa e no momento em que a campanha eleitoral se intensifica, os eleitores brasileiros precisam ser informados sobre o que acontece neste continente e com isso ter mais elementos para poder fazer a opção por seus candidatos. Como, segundo indicam as pesquisas, a maioria absoluta não quer correr o risco de retrocessos como o que acontece nos países mencionados, a informação nesse contexto é artigo de primeira necessidade.

*Mário Augusto Jakobskind é jornalista, mora no Rio de Janeiro e é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de S. Paulo e editor de Internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do semanário Brasil de Fato. É autor, dentre outros livros, de “América que não está na mídia” e “Dossiê Tim Lopes – Fantástico / Ibope”. É colunista do site “Direto da Redação” e colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

A charge é uma cortesia do cartunista Bira Dantas, também colaborador do blog "Quem tem medo do Lula".

O Brasil na Copa - Dunga e a mídia


O Brasil na Copa - Dunga e a mídia


Por Laerte Braga (*)


O que levou a seleção brasileira a transformar um belo primeiro tempo contra a Holanda numa tragédia futebolística no segundo tempo e ser eliminada, terá sido apenas a gota d’água de um processo que começou na briga do técnico Dunga com a REDE GLOBO e seus privilégios em relação ao restante da imprensa esportiva.



Dunga saiu do Brasil já agastado com as críticas a não convocação de Ronaldinho Gaúcho, de Paulo Henrique Ganso e um ou outro atleta, como as críticas feitas à chamada do goleiro Doni, reserva na Roma.



É preciso peito para peitar a GLOBO e Dunga teve. Não precisava ter estendido a trombada que deu na rede a toda a crônica esportiva, a todo o jornalismo esportivo. Sabia que ao proibir a entrada de Fátima Bernardes na concentração estava colocando sua cabeça na guilhotina e que naquele momento Ricardo Teixeira não iria demiti-lo. Teixeira é tudo menos burro.



Existem episódios, no entanto, que precisam ser vistos para que se possa ter um todo do processo.



Há uma disputa entre a GLOBO e a RECORDE pelos direitos de transmissão com exclusividade da Copa do Mundo. Vem de longe e recentemente a RECORDE conseguiu desbancar a GLOBO das Olimpíadas.



Nem RECORDE e nem GLOBO são flor que se cheire, pelo contrário, exalam odor podre de corrupção. São organizações cancerosas na mídia brasileira, agem em função de interesses que não têm nada a ver com os propósitos e objetivos da comunicação numa sociedade democrática.



Os Marinhos são bandidos tanto quanto Edir Macedo.



A forma encontrada pela RECORDE para infernizar a vida da GLOBO na Copa foi a presença de jogadores e do assistente técnico Jorginho evangélicos. Ao futebol acrescentaram a “religião” como instrumento para tentar desbancar a concorrente.



Se Fátima Bernardes não tinha acesso à concentração, um tal pastor Anselmo era figura carimbada no reduto dos brasileiros e sua tarefa, além de “invocar a proteção divina”, era “sensibilizar” jogadores não evangélicos para a “salvação”. Com direito a cachê.



Com isso e para isso contou com atletas como Robinho, Cacá, o assistente técnico Jorginho, a mulher de Cacá do lado de fora convocando multidões a rezar pelo jogador numa exploração barata e comercial da fé, enfim, acrescentando ao futebol um ingrediente que nada tem a ver com futebol.



A primeira reclamação veio antes do primeiro jogo do Brasil. Houve jogadores que foram se queixar a Dunga do assédio do pastor Anselmo e de jogadores outros evangélicos.



Organizações neopentecostais tentaram de todas as formas possíveis mudar a determinação da FIFA que proíbe exibição de símbolos ou frase religiosos em comemorações de gols. De qualquer profissão de fé, exatamente para impedir uma outra forma de racismo, digamos assim, o racismo religioso.



O fundamentalismo religioso, no caso, com um ingrediente a mais, a corrupção neopentecostal da imensa e esmagadora maioria de pastores e seitas bandidas.



No sábado a mulher de Cacá, pastora, estava num show de uma cantora e depois esticou até a quadra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.



Direito legítimo dela, desde que a condenação a essa forma pagã de vida, como dizem, valha inclusive para pastores e pastoras.



E se pensarmos bem, deixa de ser fundamentalismo religioso e passa a ser vigarice.



O xis da questão não esta só em enfrentar o poder e o monopólio da GLOBO, ou achar que a RECORDE superando a GLOBO vá modificar alguma coisa. São farinha do mesmo saco, quadrilhas em briga e disputa por um mercado de prestação de serviços a grupos políticos, econômicos internacionais de olho no Brasil.



Se a GLOBO anestesia com o JORNAL NACIONAL, novelas, BBB, a RECORDE o faz com “cultos” montados em efeitos especiais vergonhosos de vigarice explícita naquele negócio de quem dá mais por uma casa no céu e a vida eterna repleta de glórias.



O que é necessário e redesenhar o modelo de comunicação no País, falo de televisão.



Por trás de toda essa disputa Dunga acaba sendo uma vítima com consciência do papel a que se presta, até pela natureza do seu temperamento, por falta de consciência da luta que se trava entre gigantes podres da comunicação.



Peitou a GLOBO, tudo bem.. Louvável. Mas permitir-se ser usado numa guerra entre GLOBO e RECORDE, mero instrumento de notórios bandidos, acabou por transformar a pretensa independência em triste papel de laranja de meia dúzia de espertalhões.



Fé não se discute, é questão de consciência e direito legítimo de cada um. Mas o uso da fé como instrumento de alienação, de trapaças, de corrupção plena, isso é outra coisa, do contrário Bento XVI não seria tão pilantra como Edir Macedo, ou qualquer membro da família Marinho, ou prepostos como William Bonner, pois variam apenas no fato de um entender o que significado de garfo e faca, outro não e vai por aí afora.



Continua tendo razão Marx quando afirma que “a religião é ópio do povo”, não a fé, mas a religião. Se presta a que sionistas achem que são superiores por decisão divina. A golpes e vigarices de Edir Macedo e as várias seitas como a que Cacá pertence a iludir (entre eles o próprio Cacá), milhões de pessoas, transforma-se em instrumento de dominação ao contrário do que afirmam, de libertação.



Como dizia Glauber Rocha, é preciso entender que “somos o País da macumba” e isso tem um significado sem tamanho. Ou somos o que de fato e historicamente somos, ou seremos apenas gado nas mãos dessa gente. Somos maiores que essas limitações religiosas absurdas e bandidas no caso das seitas neopentecostais (a maioria, toda regra tem exceção, mas aí é mínima, mínima da mínima).



Gente padrão pastor Anselmo, tem um monte deles aí vendendo salvação. A GLOBO também, uma forma de salvação diversa, pois o “deus” dela é o Mercado, a sede é em Washington. Macedo, como qualquer bandido de segunda categoria preferiu Miami. É onde estão as máfias cubanas, as dos refugiados.



Dunga se enrolou nessa e sua coragem de peitar a GLOBO acabou se transformando-o em laranja da concorrente da GLOBO.



São quadrilhas, são iguais.



Na copa de 2014, a persistir esse tipo de briga, sugiro meio Maracanã para neopentecostais e meio Maracanã para carismáticos. O futebol fica de fora .Besteira, para que?



E vão dizer que a culpa é do Irã, ou da Venezuela.




*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

Serra e a derrota do Brasil

Serra e a derrota do Brasil

Por José Ribamar Bessa Freire (*)

O candidato a presidente da República, José Serra, pode ser culpado pela derrota da seleção brasileira? Há controvérsias. De qualquer forma, revelo aqui os bastidores do dia em que Serra deu uma de Dunga e levou o nosso futebol a um clamoroso fracasso. Mas não quero influenciar ninguém. Conto o caso como o caso foi. Que os leitores e leitoras tirem suas próprias conclusões dessa história edificante, comparando-a com o recente discurso feito por Serra na Confederação Nacional da Agricultura.

Comecemos pelo começo, desenhando o cenário e apresentando os personagens. Foi assim... Tudo começou há mais de quarenta anos, com o golpe militar que levou ao exílio milhares de brasileiros. O Chile acolheu um sem-número deles que, evitando a prisão e a tortura, fizeram o caminho de Santiago em duas ondas de exilados: uma em 1964, a outra em 1969.

Da primeira faziam parte ministros, deputados, jornalistas, professores como Fernando Henrique Cardoso, Almino Afonso, Plínio Arruda Sampaio, Paulo Freire, e tantos outros, entre os quais José Serra, ex-presidente da UNE, que se qualificou no exílio cursando mestrado em Economia na Escolatina da Universidade do Chile. Com boa formação acadêmica, ocuparam cargos bem remunerados no Governo chileno e em organismos internacionais, da OEA e da ONU, sediados naquele país.

A segunda onda era composta, em sua maioria, por peixe pequeno: militantes, estudantes, profissionais jovens em começo de carreira, gente que atravessou a fronteira do Uruguai, a pé, sem dinheiro, sem passaporte e de lá foi de ônibus ou avião para o Chile. Entre eles estava o ator Euclides Coelho de Souza, o repórter Tarcisio Lage e esse que digita essas mal traçadas linhas. Quando em outubro de 1969, com a diferença de alguns dias, chegamos à capital chilena, nenhum de nós três tinha onde cair morto. Quem matou nossa fome foi a Caixinha. Bendita Caixinha!

A Caixinha

Caixinha foi o nome que os exilados deram a uma instituição criada no Chile por brasileiros, destinada a ajudar os compatriotas enquanto não encontravam trabalho. Aqueles que tinham altos cargos em organismos internacionais, com salário em dólares, contribuíam mensalmente e pagavam, assim, a hospedagem dos desempregados. Desta forma, tínhamos casa e comida. Roupa lavada? Cada um cuidava pessoalmente da sua.

A primeira pensão que nos hospedou, de propriedade da dona Adriana, ficava na Calle Michimalongo, onde a comida servida pela Juanita era muito boa: sopa de aspargos, alcachofra, porotos granados, empanadas, caudillo de congrio. Mas a repressão no Brasil se acirrou e com ela cresceu a enxurrada de exilados que chegavam aos potes, desequilibrando as finanças da Caixinha. Fomos, então, transferidos para uma pensão muito mais barata na Calle Grajales. Lá, um dia sim e o outro também, nos serviam rim cortado em cubinhos com cheiro de carne mijada.

Foi lá, na pensão da Grajales, que a ‘seleção brasileira’, formada pelo pessoal da Caixinha, se concentrou antes da partida decisiva contra a ‘seleção chilena’, no campeonato de pelada que rolava todos os sábados num campinho de um colégio jesuíta. O nosso half direito Euclides, o Dadá, era uma peça ofensiva fundamental. Rápido e habilidoso, tinha forte arrancada, bom drible, realizava cruzamentos mortais e ainda por cima recuava para defender.

Acontece que Dadá não podia jogar por uma razão prosaica: não tinha calção, nem dinheiro para comprá-lo. Procuramos a Caixinha que, como todo banco, era controlado por um mineiro: o escritor Edmur Fonseca. Embora generoso, ele alegou inexistência de fundos para aquisição de supérfluos. Acionamos outros mineiros: o advogado Antônio Romanelli e os jornalistas Guy de Almeida e José Maria Rabelo. Tudo em vão.

Foi aí que Teodoro Buarque de Holanda, primo do Chico, doou à ‘seleção brasileira’ um jeans velho, mas de marca, comprado em boutique. A Adair Therezinha Chevonika, mulher do Dadá, pegou uma tesoura, cortou as pernas e transformou o jeans num bermudão. Quando o Dadá entrou em campo, vocês podem não acreditar, mas José Serra, que dava uma de técnico improvisado, gritou:

- Quem estraga uma calça cara só para jogar futebol é porque tem dinheiro, deve ser muito rico, não precisa da Caixinha. Você não deve mais receber ajuda.

Índios en la costa

Meninos, eu vi, e ouvi. Se fosse nos Estados Unidos, o Dadá processava o Serra por danos morais e ganhava uma grana preta. Mas naquelas condições, no Chile, ele ficou arrasado, sem condições psicológicas. A ‘seleção brasileira’, com seu half direito moralmente contundido, perdeu de 4 x0. Dadá fez até gol contra. Serra organizou essa derrota do Brasil? Só Deus sabe.

No dia seguinte - meninos, essa eu não vi, mas circulou entre os exilados - Tarcisio Lage chamou Serra de “reacionário” nos corredores da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (FLACSO), onde ambos trabalhavam. Serra reagiu:

- Você é um maoísta sectário e fanático, Tarcísio. Você faz parte da esquerda pueril!

- Vai-te pra pqp – respondeu Tarcisio, que é bom de rima. Os dois se engalfinharam, verbalmente, e quem desapartou a briga foi Fernando Henrique Cardoso, ajudado pelo professor Deodato Rivera, que sonhava em fazer o maior fichário de ciências sociais do mundo. Meu amigo Tarcísio, que hoje vive na Holanda e mantém um blog (www.anarco.net) pode confirmar a história, que talvez nos ajude a entender a contradição do Serra.

Um lado do Serra é generoso; o outro é pão-duro e sovina. Na quinta-feira, em debate na Confederação Nacional de Agricultura, o lado mesquinho emergiu. Para puxar o saco da senadora Kátia Motoserra Abreu, Serra se manifestou contra a distribuição de cesta básica para o MST: “Não quero que o governo gaste dinheiro com isso”. A cesta do MST é o bermudão do Dadá.

Serra, Dilma, Marina e Plínio – qualquer um deles tem competência e biografia para exercer a presidência da República. O diabo é que os dois mais cotados nas pesquisas não podem renunciar ou morrer no cargo. Imaginem o Brasil governado pelo mordomo de vampiro, o Michel Temer, o rei do fisiologismo, ou por essa caricatura, esse paspalhão sub-collorido – o Índio da Costa, envolvido com desvio da merenda escolar no Rio de Janeiro!

Dizem que nessa sexta-feira, depois do primeiro tempo Brasil x Holanda, comunicaram ao Felipe Mello que Índio da Costa foi escolhido para ser o vice de Serra. O jogador ficou tão baratinado como o Dadá. Deu no que deu. Essas alianças vergonhosas com o DEM e a parte podre do PMDB representam grande risco para o país. Como dizem os espanhóis para advertir uma situação de perigo: Atenção, Brasil, hay moros en la costa.

*José Ribamar Bessa Freire é antropólogo, natural de Manaus e assina no “Diário do Amazonas” coluna semanal tida como uma das mais lidas da região norte. Reside no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e é professor da UERJ, onde coordena o programa “Pró-Índio”. Mantém o blogTaqui pra tie é colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”

O Ibope/Globope mente - Montenegro quer ressuscitar Arruda Serra



O Ibope/Globope mente - Montenegro quer ressuscitar Arruda Serra


Por Laerte Braga (*)


Cristovam Buarque de Holanda foi um dos raros governadores de Brasília a ter equilíbrio, serenidade e competência íntegras em seu governo. Por essa razão talvez tenha se tornado um errático. Superestimou seu potencial em termos de eleições e acabou derrotado em 1998 para Joaquim Roriz (um dos políticos mais corruptos do Brasil).



Cristovam Buarque de Holanda era favorito à reeleição e num dado momento, como que num surto de besteira, cismou de manifestar publicamente apoio às candidaturas de Almir Gabriel e Eduardo Azeredo a governadores de seus estados, o Pará e Minas, já imaginando que, reeleito governador de Brasília tornava-se candidato em potencial a presidente dentro ou fora do seu partido de então, o PT. Como teve o apoio de Malan, ministro da Fazenda de FHC, foi incensado pelo próprio presidente à época para tentar abrir uma fissura no PT e impedir a candidatura Lula, ou debilitá-la para as eleições de 2002. Caiu na conversa da sereia tucana. Do faraó paulista.



Não se preocupou em fazer campanha para a eleição que disputava, a de governador de Brasília. Falou como se candidato a presidente fosse, mesmo porque os dois candidatos nominalmente apoiados por ele, Gabriel e Azeredo eram e são tucanos.



O diretor do IBOPE, Montenegro, às vésperas da eleição, no sábado, em entrevista a vários jornais disse que engoliria todas as pesquisas que haviam sido feitas em Brasília se Cristovam perdesse para Roriz.



Cristovam perdeu e o Montenegro não engoliu pesquisa alguma. O IBOPE erra com freqüência, até quando pesquisa para valer. E isso é raro.



A pesquisa divulgada no sábado, três de julho, dá empate técnico entre os candidatos José Arruda Serra e Dilma Roussef, com ascensão para Arruda Serra e queda de um ponto para Dilma.



Fabricar pesquisas é a coisa mais fácil para qualquer quadrilha tipo IBOPE/GLOBOPE.



O resultado apurado foi completamente diverso do divulgado. Dilma alcançou 41% e José Arruda Serra 34%.



A divulgação de duas pesquisas imediatamente após a escolha de um DEM padrão Índio da Costa faz parte da estratégia de Arruda Serra. IBOPE/GLOBOPE e DATA FOLHA trabalham pari e passo com a quadrilha tucana.



Tentar neutralizar o impacto das pesquisas divulgadas pelos institutos VOX POPULI e SENSUS, que dão vantagem de cinco e seis pontos a Dilma. Tentar impedir que a candidatura tucana atinja os últimos estertores depois de todas as trapalhadas para a escolha do vice e que resultou num candidato que desviou dinheiro da merenda escolar.



Ressuscitar Arruda Serra..



Trabalhar junto ao eleitorado a idéia que o candidato está vivo e disputando palmo a palmo com Dilma Roussef.



Mentira. E a mentira faz parte do modus operandi dessa gente.



Arruda Serra naufraga em estados considerados tucanos, como Minas Gerais. Começa a patinar no Sul do Brasil e perde em todos os estados nordestinos, no norte e na região Centro Oeste. Perde no Rio de Janeiro.



Montenegro não vai, certamente, prometer desfilar nu como Maradona, se estiver errado pela simples razão que não está preocupado com cumprir ou deixar de cumprir promessas desse porte, pura arrogância. Montenegro e seu instituto vão mentir até as vésperas da eleição na tentativa de eleger Arruda Serra, como mentir vai a GLOBO, vai a FOLHA DE SÃO PAULO e vai VEJA.



É da natureza dessa gente.



Tipo reunião em São Paulo para analisar o desastre que foi o processo de indicação do vice e o próprio vice indicado e a solução. Fabricar duas pesquisas, uma seguidinha da outra para tentar apagar o incêndio, ou o naufrágio.



A pesquisa do INSTITUTO VOX POPULI realizada na terça-feira, dia 29 de junho, mostrou Dilma com 40% contra 35% de Arruda Serra.



A pesquisa do IBOPE/GLOBOPE que mostra “empate técnico” foi realizada pelo instituto a pedido da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, presidida por Afif Domingos, candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckimin. Quando foi conhecido o resultado (Dilma 41% e Arruda Serra 34%) a turma resolveu dar uma realinhada nos números, ajustar os parâmetros, digamos assim.



A divulgação dos números reais mostraria o que qualquer um sabe. A candidatura Arruda Serra não existe mais. Acabou. Ou como disse o ex-governador de Minas, Aécio Neves, ao tomar conhecimento que o deputado Índio da Costa seria o vice. “Meu Deus o Serra desorganiza tudo que está organizado”.



Daqui, onde praticamente começa a campanha eleitoral, o festival de mentiras via GLOBO, via FOLHA DE SÃO PAULO, via VEJA, via RBS, via a mídia podre e venal de meia dúzia de barões sem caráter, vai alcançar os patamares de todas as eleições, como fazem sempre.



Não se trata de emprestar caminhões para desovar cadáveres de vítimas da ditadura militar como a FOLHA fez, mas de falsear notícias, inventar fatos, pesquisas, caravanas da cidadania, dossiês montadinhos (A GLOBO é especialista nisso, toda eleição tem sempre um dossiê e por trás do dossiê uma grana)



A propósito, com a decisão do ministro Ayres Brito de negar liminarmente pedido de políticos enquadrados na lei da ficha limpa, fica comprovado que temos duas cortes supremas. A do Gilmar Mendes, STF DANTAS/ARRUDA SERRA INCORPORATION LTD e outra o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.



Uma delas vai vencer, lógico, já que esses recursos terão que ser objeto de análise do tribunal pleno, ou seja, a totalidade dos onze ministros. Gilmar e Tófoli concederam liminares permitindo candidaturas de bandidos, Ayres Brito não.



As eleições de 2010, provavelmente, serão aquelas mais sujas da história do País.



É que os donos não querem de forma alguma perder a possibilidade de voltar a controlar o Brasil, transformá-lo em BRAZIL vendendo o que falta vender e embolsar milhões a guisa de propina, tudo sob o comando de José Arruda Serra.



Consciente ou não o jornalista José Simão, da FOLHA, chama Arruda Serra de vampiro. Com certeza. Suga o sangue dos brasileiros. Como qualquer tucano ou DEM, ou qualquer Roberto Freire da vida (o ex-honesto, conselheiro a doze mil por mês).



O IBOPE/GLOBOPE mente. Distorce. Falseia. O DATA FOLHA idem ibidem.


*Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora, onde mora até hoje, trabalhou no “Estado de Minas” e no “Diário Mercantil”. É colaborador do blog “Quem tem medo do Lula?”.

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